Escalando a Ponte de Sidney

Subir ou não subir? Eis a questão…

Em 2000 quando visitei Sidney pela primeira vez tava louca para subir na tal da ponte. Os 100 dólares que custavam na época (hoje são 208) me pareceram um pouco caros, mas caro mesmo era a viagem SP – SIDNEY e como eu não sabia ou não se um dia voltaria a Sidney resolvi que queria de qualquer jeito subir na tal da ponte. Mas como o poder de decisão de uma garota de 15 que mal fala inglês depende muito do restante do grupo, fui vetada. Ninguém tava disposto a pagar tanto dinheiro para escalar a bendita.

Resultado, foram 10 anos pensando que meu único arrependimento de toda a viagem a Austrália era não ter subido a ponte.

De volta a Sidney confesso que demorei alguns dias em decidir se subiria ou não, mas resolvi não correr o risco de me arrepender mais uma vez de não ter subido a ponte. Dessa vez se me arrependesse de algo me arrependeria de ter subido a ponte.

O passeio custa 208 doláres e inclui um bonezinho bem brega, uma foto em grupo daquelas mega turísticas, um certificado “Eu subi a ponte de Sidney” e um ingresso de entrada ao Pillow Look out – uma espécie de premio de consolo porque durante o passeio “por motivos de segurança”, você não poderá levar sua câmera. No fundo não tem nada de motivo de segurança, não te deixam levar a câmera porque querem vender mais fotos. Sim, a cada dez minutos a guia vem tirar uma foto sua. (Dei uns print Screens do site para vcs terem um gostinho)

Deixando a falta de fotos do lado, o passeio dura 3 horas e meia e é bem bonito, caso você tenha sorte e pegue um dia azul como o que eu peguei terá vistas de cair o queixo maravilhosa baia de Sidney. Lá do alto do enorme arco de 154 metros você se sentirá pequeninho diante da imensidão de todo o resto.

Antes do passeio rola uma mini preparação: troca da roupa por um macacão, todos ganham um radiozinho para ouvir a guia que vai explicando os passos durante o passeio e por fim todos passam por um pequeno exercício de segurança para aprenderam a passear com o pequeno carretel que te amarra na ponte e evita que você caia – é praticamente um cachorro desobediente que você terá que puxar consigo durante todo o passeio.

Fora alguns degraus no início e no final do percurso, a escalada não exige nenhum grande esforço físico, o auge é sem dúvida a chegada no meio da ponte junto a enorme bandeira australiana

O passeio esta classificado pelo guia Lonely Planet como uma das experiências TOP 10 do mundo. Sinceramente não foi uma das dez coisas mais legais da minha vida, mas confesso que não me arrependi nada dos 200 doletas pagos.

Minha foto lá em cima – sou a segunda da coluna do alto da esquerda para direita

De volta a questão incial, a resposta é subir!

Vale a pena, mas também não é um passeio que eu faria de novo. Viu tá visto!

 

Localize-se:

For the Climb of your life

http://www.bridgeclimb.com/

Acesso pela Cumberland Street, 3 – The Rocks
Telefone +61 (0)2 8274 7777

Os Jardins de Luxemburgo – meu lugar preferido em Paris

Localizado no distrito 6, bem pertinho da Sorbonne e do Pantheón Nacional, os jardins de Luxemburgo foram construídos por Maria de Médice  no estilo italiano.

Em 2006 quando visitei o parque pela primeira vez, estava super cansada de tanto subir e descer as ruas. E como todo marinheiro de primeira viagem estava um pouco frustrada pois no dia seguinte sairia de Paris sem conhecer tudo o que planejava, sem falar que eu tinha tido uma das piores experiências de acomodação da minha vida.

Avistei um pontinho verde quase que sem querer enquanto passava na frente do Pantheón e resolvi conferir o que era. E foi assim que nos conhecemos.

Fiquei um belo tempo sentada em volta da grande fonte pensando em como seria minha vida nos próximos 6 meses, saindo da França eu passaria por mais três países antes de chegar a Madrid onde cursaria meu próximo semestre de faculdade, e confesso que depois da minha PÉSSIMA estadia em Paris, eu tava morrendo de medo.

Reparem como o jardim muda de cor dependendo da estação do ano

E acho que foi esse acolhimento imediato que fez com que os jardins de Luxemburgo se tornassem meu lugar preferido e parada obrigatória em todas as minhas próxima visitas a Paris. Um jardim sempre bonito, sempre florido e sempre acolhedor.

Nessa última visita tive a sorte de ficar hospedada a 5 minutos a pé do parque e passei por lá quase todos os dias para dar um oizinho básico!

Mas seja para descansar sentado na grama depois de um dia de muita caminhada, seja para sentar nos banquinhos ao lado da fonte ler um livro, seja para caminhar ao redor do parque ou relaxar vendo os pequenos empurrando os barquinhos, é um lugar especial e que merece fazer parte do seu roteiro de visita a Paris.

Ah, quase esqueço de contar que o parque é repleto de lindas estatuas de mulheres e de anjos. A minha preferida se chama fonte do Observatório também conhecida como fonte das quatro partes do mundo. As quatro mulheres no topo representam os quatro continentes Ásia, África, América e Europa e as quatro carregam um bonito globo enfeitado com símbolos do zodíaco. Embaixo das mulheres quatro figuras meio cavalo e meio peixe (reparem na parte de baixo) terminam o conjunto.

E você? Qual o seu lugar preferido em Paris

 

Paris: Shakespeare & Co.

Aberta em 1951 esta pequena e caótica livraria é um verdadeiro romance vivo. Localizada aos pés da Sorbonne e bem pertinho da Catedral de Notre Dame  a livraria foi criada para inspirar artistas e escritores.

Seus dois andares repletos de livros são um convite a leitura, a pesquisa e a imaginação. No segundo andar, um espaço mais reservado onde as fotos são proibidas, há uma série de livros raros que não estão a venda, um mural onde os visitantes deixam os mais variados bilhetes, recados, desenhos e poemas, e a parte mais especial: um antigo piano.

Demos uma sorte incrível enquanto percorríamos deslumbradas os corredores apertados da livraria, uma japonesinha graúda sentou-se timidamente ao piano e começou a tocar sinfonias de Chopin. Foi simplesmente surreal, se já estávamos nos sentindo em um digno cenário de filme, a música nos trouxe o toque especial que faltava. É este é o tipo de surpresa que só acontece Paris, e esse é o lugar ideal para uma surpresa como essa!

Localize-se

Shakespeare & Co.

(Print Screen do site)

http://www.shakespeareandcompany.com/

Rue de la Bûcherie, 37 – Perto da praça de São Michel

Sidney Opera House

A primeira vez que visitei este gigante branquinho as margens da água fiquei um pouco impressionada ao descobrir que a Opera House é um conjunto de três construções – e não uma só como todo mundo pensa. Formado por 14 conchas seu formato muda conforme o ângulo que a observamos.

O autor do projeto, arquiteto dinamarquês Jørn Utzon , diz que o formato foi inspirado no ato de descascar uma laranja, pois se encaixarmos as 14 conchas que compõem o telhado, teremos uma esfera perfeita.

A Opera House começou a ser construída em 1959 e só foi concluída em 1973, após inúmeras polemicas e dramas que fizeram com que Utzon  o arquiteto responsável pelo projeto o abandonasse em 1966 e nunca voltasse a Austrália para ver o projeto que o consagrou, pronto. Essa e outras historias fizeram com que a Opera House ficasse conhecida como Soup Opera House – Uma novela.

Deixando a historia de lado, a Opera House é fantástica! Uma parada imperdível para quem deseja conhecer Sidney de verdade.

Para aproveitar bem a visita, suba as escadas, de uma volta ao redor do prédio (não deixe de reparar que a casca não é uma estrutura maciça (arquitetos de plantão me desculpem pela total falta de conhecimento no real nome das estruturas, na dúvida, chamarei tudo de azulejo, ou de outras coisas assim bem fáceis, tá?!), mas sim um grande aglomerado de pequenos azulejos, a parte de dentro também é uma mistureba fantástica de ingredientes”.

 

VISITANDO AS SALAS

Tem duas formas de conhecer o interior das salas, você pode ou fazer um tour guiado – tem uma opção um pouco mais cara que inclui um chá da tarde, acho que deve ser bacana, ou uma visita simples. Como fiz este passeio a dez anos atrás, não lembro tanto das historias que ouvi, mas lembro que gostei bastante de visitar as salas.

Como o passeio não é nada barato – é amigo, logo você descobrirá que nada na Austrália é barato – nessa segunda viagem resolvi não repetir o passeio, mas em compensação fiz algo que foi um Maximo! Fui assistir uma sinfonia em plena ópera House. A linda sinfonia que assiste se chama – Peer Gynt –  e quer saber, vale muuuuuito a pena! Como tenho menos de 30 anos, consegui um bilhete com desconto e custou 32 dólares (3 menos que a entrada do tour comprada na hora e com direito a música ao vivo) num ótimo lugar! A sinfonia foi uma das coisas mais lindas que já vi na vida, foi de arrepiar! A orquestra de Sidney é ótima… e… acho que farei outro post sobre o assunto.

 

UM JANTAR PARA LÁ DE ESPECIAL

Poucos lugares do mundo tem uma vista tão linda e um por do Sol tão bonito quanto a Baia de Sidney. Agora curtir tudo isso de dentro da Opera House, em um restaurante todo de vidro com a ponte de Sidney na sua frente é sem dúvida um programa bem especial e bem disputado (por isso reserve J ).

O restaurante Guillaume at Bennelong Restaurant, serve deliciosos pratos franceses – nada baratos, mas que valem a experiência. Comi um peixe grelhado super caprichado, meu pai e minha mãe comeram um filé super gostoso. No final saímos de lá super felizes!

Para ver o por do sol reserve um horário depois das 8 da noite.

 

UM PROGRAMA MAIS RELAX

Para quem quer bebericar algo em um dos lugares mais descolados de Sidney com direito a música eletrônica ao vivo, muita gente bonita e vista panorâmica da Harbour Bridge o Opera Bar é uma ótima opção, o lugar fica ao ar livre  e costuma encher entre 20:00 e 21:00.

Localize-se

Sidney Opera House

http://www.sydneyoperahouse.com/

Opções de Tour:

-Essencial Tour

http://www.sydneyoperahouse.com/Templates/Tours/Tours.aspx?id=6442454263

Saídas guiadas todos os dias as 09:00 e as 17:00

Duração: 1 h

DESCONTO PARA QUEM RESERVAR ANTECIPADAMENTE ONLINE

Adultos: $35.00  |  Online: $29.75

-Back Stage Tour

http://www.sydneyoperahouse.com/Templates/Tours/Tours.aspx?id=6442454263

Saídas guiadas todos os dias as 16:30 | Limite de 8 pessoas por grupo

RESERVAR COM DOIS DIAS DE ANTECENDENCIA

Duração: 2 h

Adultos: $155.00

Restaurantes:

-Guillaume at Bennelong Restaurant | Restaurante da Opera House

http://www.sydneyoperahouse.com/Visit/Guillaume.aspx

Aberto de terça a sábado para jantar. E as quintas e sextas para almoço

Faça reserva
Telefone:  +61 2 9241 1999

-Opera Bar

http://www.sydneyoperahouse.com/Visit/OperaBar.aspx

www.operabar.com.au

Aberto apartir das 11:30 da manhã

Telefone:  +61 2 9247 1666


Sydney – Circular Quay, bem vindo onde tudo começa

Sidney, uma das maiores e mais visitadas cidades da Australia tem muitos de seus cartões postais concentrados num local chamado Circular Quay. Um local que concentra estações de trem, ferry e ponto de parada de várias linhas de ônibus, portanto um dos lugares mais fáceis de chegar da cidade e um dos mais divertidos…

Assim, que tal começarmos nosso passeio pelo Circular Quay?

Dependo do seu perfil de viajante, forma física e gosto por caminhadas, dá para escolher diversas opções de passeio. Mas, como toda pessoa que visita Sidney pela primeira vez imagino que você queira começar pela Harbour Bridge – a FAMOSA ponte de Sidney.

SIDNEY HARBOUR BRIDGE

Inaugurada em1932,  é a maior ponte de aço do mundo tem 1149 metros de comprimento e 134 metros de altura. E deixando medidas e comprimentos de lado a ponte de Sidney é realmente impressionante! Tem vários jeitos de “ver” a ponte:

OBSERVANDO A PONTE…

Ponte e Opera House vistas do Ferry de Manly

Uma das melhores e mais bonitas maneiras de ver a ponte de Sydney, é de barco. Para fazer isso de um jeito barato, basta pegar qualquer ferry que saia de circular Quay. (O ferry que vai para Manly, é uma excelente opção para quem gosta de vistas incríveis). Se você quiser passar em baixo da ponte. Pegue o Ferry que vai a Darling Harbour, um programa lindo a noite quando todas as luzes estarão acesas.

Para quem quer ver a ponte inteirinha de terra firme, basta caminhar em direção a Opera House, dali você já terá uma bela vista. Quer uma ainda melhor?

Basta seguir reto em direção ao Jardim Botânico Real (que é maravilhoso e é grátis), e caminhar até a cadeira da Senhora Mcquarie, mulher do antigo Governador do Estado, dalí é só sentar e se esbaldar  tirando as mais lindas fotos da Harbour Bridge com a Opera House na frente. De babar

PARA QUEM QUER PASSAR PELA PONTE…

Existem quatro formas de passar pela ponte: de carro, de trem, de bicicleta ou a pé.

De carro o percurso dura pouco mais de 2 quilómetros com direito a um pedágio no meio, e é meio emocionante, ainda mais se você não estiver dirigindo, e puder ficar olhando para cima e para os lados. (Fui meio nerd aqui, rs… mas realmente acho esta ponte LINDONA.)

De trem, você mal percebe que esta na ponte, e passa tão rápido que os pequenos pedacinhos de trecho aberto, mal dão para o cheiro. Ou seja, se não estiver no seu roteiro natural, nem perca seu tempo porque realmente NÃO VALE A PENA.

De bicicleta, imagino que seja bem parecido com seguir a pé (quem vai a pé vai pela passarela do lado esquerdo – sentido opera house e quem vai de bici, vai pelo outro lado). O passeio poderia ser bem mais legal se não fosse quase todo fechado com telas para nenhum maluco pular no mar. Sinceramente acho que a caminhada não vale a pena, mas se você quiser muito fazê-la, tem duas formas de chegar lá: busque placas do Cahil Walk, que pode ser acessado tanto pela estação de trem Milsons Point, pelo the Rocks ou pelo Jardim Botânico.

Tela que fecha todo o percurso da ponte, se você for muito esforçado, rs ou tiver com muita vontade, dá para tentar enfiar sua lente no buraco e tirar uma foto sem grade. 

PARA TIRAR FOTOS DO ALTO DA PONTE

Como já contei no parágrafo anterior caminhar pela ponte te dá muito poucas chances de tirar fotos da baia porque o caminho é quase todo fechado, mas um dos pilares da ponte tem um mirador que vale a pena a visita.

A entrada custa $9.50 e inclui um mini museu com algumas explicações sobre a construção, e depois de 200 degraus você chegará ao alto do pilar  (Pylon Look out) – são 87 metros de altura e uma vista 365 graus da baia de Sidney. Simplesmente LINDO! Para ter uma vista melhor que essa só subindo na ponte! (mas essa já é uma outra história e um outro post…rs)

Depois de visitar a Harbour bridge, imagino que você queira dar uma passadinha na Opera House, né? Outra construção linda e que de novo, vale a visita…

Saiba tudo sobre como visitar a Opera house no: http://ideiasnamala.com/2011/07/30/sidney-opera-house/

Para quem curte música classica, outra recomendação bacana e um dos momentos mais vibrantes da minha viagem, foi acompanhar a orquestra sinfônica de Sydney tocando na Opera House de Sydney: http://ideiasnamala.com/2011/09/17/uma-sinfonia-na-opera-house-de-sydney/

Outro passeio interessante e ali pertinho é visitar a Costum’s House, ali você pode tomar um cafezinho e ter a cidade praticamente nos seus pés… sem exagero a vista é linda!

http://ideiasnamala.com/2011/10/08/sydney-aos-seus-pes/

Depois caminhe pelas ruas cheias de vida e cheias de história do THE ROCKS, um dos primeiros bairros da cidade: http://ideiasnamala.com/2011/08/13/sidney-rocking-on-the-rocks/

E para  incrementar a lista de passeios do Circular Quay e fechar o post de hoje, o Jardim Botânico de Sydney é lindo e é grátis: http://ideiasnamala.com/2011/08/06/sidney-royal-botanic-gardens-cafe-de-wheels/

 

 

Localize-se:

Pylon Look out

Acesso pelaCumberland Street– The Rocks.

http://www.pylonlookout.com.au/

Entrada: $9,50

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