A Viagem da Amanda

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Texto e Imagens: AMANDA FORTE GONÇALVES

Olá!!! É com muita alegria que escrevo meu primeiro post como “colaboradora” aqui no Ideias na mala (já participei antes aqui e ali), mas agora o esquema é diferente, e quem está postando é essa que vos fala (ou, no caso, escreve, hahaha).

A Viagem da Amanda

Apesar de estar no ano da minha formatura e às vésperas do exame da OAB, fui surpreendida pela minha mãe com um super presente: uma viagem de quase 1 mês pela Alemanha e seus arredores acompanhada da minha irmã, Thaís. Essa idéia não surgiu do nada, afinal, por ter estudado em colégio alemão, sempre quis ir para a Alemanha e treinar conversação. Outra “desculpa” foi um convite que nos foi feito pela família de uma intercambista super fofa de uma pequena cidade alemã que ficou hospedada na casa da Mari e passou alguns períodos comigo.

Apesar de termos sido aconselhadas a ir em Julho (verão deles), optamos por janeiro mesmo, um pouco receosas de ter problemas com neve, encontrar aeroportos fechados e não conseguir conhecer os lugares antes de escurecer (no inverno, lá escurece as 17h). No entanto, não nos arrependemos nem um pouco e agora temos mais uma desculpa para voltar, pois como a mãe da minha amiga diz, a alemanha é uma no inverno e outra completamente diferente no verão…

Como de costume, me prontifiquei a fazer o roteiro, que foi muito bem aceito pela minha irmã e praticamente inalterado:

  • São Paulo – Frankfurt
  • Frankfurt– Offenbach (cidade que a nossa amiga mora)
  • Offenbach – Munique
  • Munique– Praga
  • Praga – Berlin
  • Berlin – Hamburgo
  • Hamburgo – Amsterdam
  • Amsterdam –Edimburgo
  • Edimburgo – Colônia
  • Colônia – Offenbach
  • Offenbach – Frankfurt
  • Frankfurt – São Paulo.

Ficamos praticamente 3 dias em cada cidade, com exceção de Praga e Amsterdam (infelizmente) onde ficamos apenas 2 dias. Praga, aliás, foi o lugar que eu mais gostei, mas isso fica para um post futuro…

Quando eu falo em “Alemanha e arredores” as pessoas se perguntam o porquê de ter escolhido Edimburgo (bem fora de mão), mas eu também tinha uma “desculpa” para conhecer aquela cidade encantadora: meu primo passou quase 4 anos estudando lá e está se formando em julho, então decidimos fazer uma visitinha básica.

O nosso meio de transporte em praticamente todas as viagens foi o trem (o único aeroporto que passamos, sem ser o de Frankfurt foi o de Amsterdam, rumo à Edimburgo). Não tem coisa mais gostosa do que viajar de trem, no entanto, as vezes não compensa pelo preço, que é mais elevado que muitos vôos pela Ryan Air ou Easy Jet (para o trecho Amsterdam – Edimburgo – Amsterdam fomos de KLM).

Eu recomendo a compra de bilhetes Europass (www.eurail.com) se você como nós, for fazer várias viagens. No site deles você encontra várias opções de pacotes que se adaptam ao seu roteiro, escolhendo por quantos países quer passar. A passagem chega em um envelope grande na sua casa, com vários informativos e uma revistinha extremamente útil com TODOS os horários de TODOS os lugares e TODOS os trens que você pode escolher.

O esquema é super tranqüilo, a parte difícil é ficar acordada até os inspetores passarem para checar se você está portando o Europass (ou bilhete comum). Não, eles não vão checar o seu bilhete na entrada, no entanto, durante a viagem eles passam em média 2 vezes para fiscalização.  Outra coisa que você deve ficar atento é para não perder o ponto (como aproveitávamos as viagens para descansar, colocávamos sempre o despertador para tocar 10 minutos antes para não correr riscos).

Outro “problema” é o lugar reservado. Na nossa primeira viagem não sabíamos de nada, caímos de pára-quedas e não tínhamos noção de onde poderíamos nos sentar, pois não havíamos feito reservas. Andamos pelo trem inteiro, cada uma com sua mala de 25kg sofrendo para passar pelos corredores estreitos sem machucar os passageiros. Aliás, mala é o meu ponto fraco, mesmo sendo “mochileira”, não consigo ser concisa e até salto altíssimo eu levei (pra não dizer que ele não saiu da mala, eu usei UMA única vez, em Praga, para ir num Pub Crawl e me arrependi amargamente).

Bem, voltando ao assunto do trem, depois da fatídica primeira viagem descobrimos que não precisa fazer reserva para ficar naquelas cabines que na maioria dos trens de longa distância (diga-se de passagem, elas são maravilhosas e viram verdadeiras camas).  Combinamos que quem entrasse primeiro deveria sair em busca de uma cabine.

Essa viagem continua no meu próximo post, espero que tenham gostado!!!

Amanda

Este post faz parte do projeto

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mari vidigal

Viajante incansável, daquele tipo que no meio de uma viagem já está pensando na próxima, na próxima e na próxima. Apaixonada por fotografia, natureza e vinhos

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