Alemanha: Frankfurt, Floresta Negra (Schwarzwald) e Baden-Baden

Texto e Imagens: Amanda Forte Gonçalves

Dando continuidade aos meus posts sobre a viagem que fiz em janeiro para a Europa, vou falar um pouco de Frankfurt (onde tudo começou) e as excursões que fiz para a Schwarzwald, (Floresta Negra) e Baden-Baden.

Frankfurt é uma cidade relativamente grande…obviamente, quem é paulistano NUNCA em hipótese alguma vai encontrar algo que se compare a São Paulo em se tratando de tamanho, mas vá la….eu recomendo 2 ou 3 dias, no máximo, pois andamos praticamente a cidade toda à pé em um dia e depois não tivemos muito mais o que fazer, senão ir às compras na Rua Zeil, próxima à estação Hauptwache.

Chegamos em Frankfurt pouco antes do Reveillon e fomos logo tentar arrumar algum lugar para passar a “virada”…no entanto, chegamos tarde, pois os melhores lugares, inclusive o restaurante do nosso hotel, já estavam todos reservados há no mínimo 3 meses…confesso que fiquei um pouco chocada e tentei por vezes conversar de modo amigável com o recepcionista pra ver se ele conseguia uma vaguinha pra gente, mas nada feito.

Dessa forma, fomos procurar em outros hotéis e acabamos achando um que tinha preço em conta e um jantar bem gostosinho…

…foi mais mesmo pra não passar em branco, pois à meia noite TODOS vão para as margens do Rio Main para ver a “queima de fogos”, promovida pelos próprios moradores, que levam seus rojões e outros explosivos. É um negócio bem amador mesmo e um tanto quanto perigoso…tinhamos que manter sempre um “olho nas costas” pra evitar que nossa viagem acabasse numa tragédia com algum de nós atingido, hahaha.


O pessoal estava bem animado, bebendo, cantando e desejando a todos em alto e bom som um “Frohes Neues Jahr” (Feliz Ano Novo). Haviam ainda barcos iluminados que passavam pelo rio durante o “espetáculo”. Foi bem interessante e eu até teria fotos melhores, mas a fumaceira era tão grande que não rolou. Não sei se vocês conseguem ver, mas essa ponte estava repleta de gente, só se viam as cabecinhas!!!

Desavisadas e desprevenidas por conta da virada do ano, onde a cidade parou para um recesso, shoppings, museus e tudo mais estavam fechados, então aproveitamos para caminhar (bastante) pela cidade.

Frankfurt foi totalmente reconstruída após a guerra e, por isso, atualmente é muito moderna, simbolizando a potência econômica alemã. Caminhamos pela Alte Oper, que fica na Opernplatz, uma das construções mais renomadas da cidade, depois fomos à praça Romer, que fica cercada por construções típicas alemãs, feitas em madeira, originalmente contruídos durante os séculos XIV e XV.

Passamos pelo Skyline, o símbolo moderno econômico de Frankfurt, onde também encontramos a Câmara Municipal Römer, a igreja Paulskirche e a casa de Goethe. O centro econômico de Frankfurt é cercado de arranha-céus, prédios espelhados e muito bonitos! Visitamos também a catedral, que fica na Domplatz…muito bonita por fora e aberta à visitação também.

Não conseguimos entrar no Naturmuseum Senckenberg, que traz a história da vida nas diversas idades: dinossauros, elefantes e baleias, mamíferos, desenvolvimento da terra, aves, peixes, plantas. O máximo que conseguimos foi essa foto com o dinossauro, na pracinha do Museu, hahaha

 Como não conseguíamos entrar em algumas atrações, o jeito era conhecer os restaurantes locais, aliás, na Alemanha eles comem MUITA carne de porco…e batatas, que funcionam como se fosse o nosso arroz, acompanhando todos os pratos, sempre (eu adoro batata, mas chegando no Brasil, fiquei umas semanas sem poder ver na minha frente).

Para prato principal, recomendo o Schnitzel, que é empanado e servido com salada de batatas e rodelas de limão Gostamos tanto que repetimos a pedida em vários dos lugares pelos quais passamos. O molho verde, a base de ervas, Grüner Soße, dava um toque especial ao prato (ótima pedida).

Um dos restaurantes que fomos e voltamos, onde comemos pela primeira vez o prato, foi o “Wagner”, bem típico, com mesas de madeira largas e sempre muito cheio. Os paulistanos podem achar os garçons um tanto quanto despreocupados com o conforto do cliente, mas eles são bem atenciosos. A diferença básica é a cultura do país…não espere que eles estendam o guardanapo no seu colo, nem sirvam sua bebida…eles “tacam” tudo na mesa e os clientes é que distribuem os pratos entre si! A principio nos chocamos um pouco, mas acabamos nos acostumando.

Outra coisa típica de Frankfurt, encontrada em todos os restaurantes, é o Apfelwein (vinho a base de maçã), bem diferente!

Num dos dias em que estávamos em Frankfurt optamos por fazer excursões, para a Floresta Negra. O lugar é lindo, estava nevando, perfeito para turistas deslumbradas com o inverno europeu, como nós :)

Lá é a “terra do Cuco”, sabe aquele relógio, que toca de tempos em tempos e sai um passarinho de dentro de uma portinhola?! Então…

O frio era muito, então decidimos parar em um restaurante pra dar uma aquecida….uma boa desculpa para provar o bolo que leva o nome da floresta e que é conhecido até aqui no Brasil: o bolo Floresta Negra!

Pra finalizar nosso passeio, fomos a Baden-Baden, cidadezinha conhecida pelos banhos termais, o que atrai muitos turistas de todos os lugares da Alemanha. É uma cidadezinha bem bonita e cara, onde também acontece todo ano uma grande festa, onde o foco é para as mulheres e seus enormes chapéus (a cidade tem lojas e lojas de chapéus, com preços, formatos e tamanhos diferenciados)

Pra finalizar, reparem na escuridão e depois no relógio…

É assustador, os dias são REALMENTE mais curtos no inverno europeu…depois das 16h já está tudo escuro!

Continua no próximo post…

Este post faz parte do projeto

M U L T I R Ã O  D E  I D E I A S

saiba mais sobre o projeto e os autores no

http://ideiasnamala.wordpress.com/mutirao-de-ideias/

 

Mais posts de Amanda:

A viagem da Amanda – Introdução e Roteiro: http://ideiasnamala.wordpress.com/2012/04/11/a-viagem-da-amanda/

Londres – Parte 1: http://ideiasnamala.wordpress.com/2011/08/01/londres-parte-1/

Londres e Arredores -Parte 2: http://ideiasnamala.wordpress.com/2011/08/02/londres-e-arredores-parte-ii/

São Francisco: Pedalando a Golden Gate

A famosa ponte vermelha Golden Gate é uma das pontes mais fotografadas do mundo. Não sei se é o vão largo, a cor avermelhada ou tudo isso junto e misturado com a linda baia de São Francisco que torna o cenário tão especial. Só o que sei, é que no nosso primeiro dia na cidade queríamos chegar o mais perto possível, se não atravessar a famosa ponte. E claro que atravessamos!

Nossa primeira vista da Golden Gate, do alto das montanhas da cidade

Tem varias de fazer o passeio:

A) de carro parando nos dois mirantes um em cada extremidade da ponte. A desvantagem do carro é ter que achar vaga para estacionar. A vantagem é fazer o passeio no ritmo e na velocidade que você quiser.

B) De ônibus de turismo vermelho que também tem a ponte como parada estratégica. A vantagem aqui é não precisar se preocupar com estacionamento, mas em compensação, você terá que ficar de olho nos horários do busão.

C) A pé: dá para fazer a travessia da ponte a pé, o problema é chegar e sair e sair de lá andando. O caminho não é nada amigável para caminhadas, especialmente o trechinho entre a ponte e a simpática cidadezinha de Sausalito. Acho que combinar a caminhada com carro ou ônibus de turismo funciona melhor.

D) De bicicleta. Para quem curte um belo exercício, uma alternativa bacana é alugar uma bicicleta e fazer a travessia pedalando. A bicicleta te dá toda a flexibilidade de horários que você precisa, mas claro, o passeio exige um bom preparo físico.
A distância entre São Francisco e Sausalito é de  14km e meio e o trecho é todo coberto por ciclovias. Pedalar te da toda a liberdade para fazer todas as paradas para foto que você quiser, e juro que parada é o que não vai faltar. Ah, e antes que você me pergunte, o trajeto não é todo plano, tem aí duas ou três boas subidas no caminho. E na volta, pegue o Ferry  que sai de Sausalito e desembarca em São Francisco.

Alugamos a bicicleta no porto ( Fisherman’s Wharf) exatamente no ponto onde a ciclovia começa e de lá seguimos pedalando em um ritmo bem gostoso, curtindo a brisa no rosto – os ventos em São Francisco costumam ser fortes, mas nesse dia estavam muito gostosos e tirando bonitas fotos.

Uma das subidinhas, a vista no fundo compensa o esforço

Mesmo antes de chegar na ponte, cada olhada para trás vale a pena.

Parada no mirante – pouco antes de atravessar

O caminho tem algumas paradas bacanas para foto, o fort point e os mirantes  em cada uma das extremidades, são paradas obrigatórias, mas além disso parar nos pilares da ponte e olhar para baixo pode te render a  linda visão que tivemos: dezenas de golfinhos pulando alegremente.

E durante a pedalada, olha só como fica lindo o vermelho da ponte com o azul do céu…

Alcatraz vista do alto da Golden Gate

Isso sem falar na vista panorâmica de São Francisco do outro lado da ponte…

E no final da travessia, outro bonito mirante

Depois de atravessar a Golden Gate , seguimos pedalando até a simpática cidade de Sausalito, repleta de casas fofas, lojinhas e restaurantes bacanas.


São Francisco vista de Sausalito

Em Sausalito, caminhamos um pouco pela orla, tomamos um sorvete de Lichia muito gostoso numa sorveteria chamada Lappert’s.

Depois disso tomamos um Ferry de volta para São Francisco.
Olha só que lindas as fotos que tiramos na volta…

A cidade de Sausalito vista do barco

Essa ilhota é Alcatraz, o antigo presidio que hoje funciona como museu e é outro passeio bacana para quem visita a cidade.

São Francisco vista do Ferry

Nossa despedida da simpática Golden Gate

Chegada em São Francisco

Enfim, se você gosta de exercício, em um dia azul de sol eu não deixaria de fazer este lindo passeio!

Dicas para quem quer fazer o passeio:
Tem varias empresas em São Francisco que alugam bicicletas e pelo que vimos os preços são bem parecidos: a partir de 8 dólares por hora – máximo de 32 dólares por dia.  Recomendamos que você alugue um capacete!
O bilhete do Ferry custa dez dólares. Ou seja, no final da conta o passeio sai uns 50 dólares por pessoa.  É muito difícil você completar a volta em menos de 4 horas por causa da espera do Ferry. Fique ligado nos horários do Ferry, eles não são muito frequentes.

 

Veja Também:

Berkeley: primeiras impressões http://ideiasnamala.wordpress.com/2012/05/26/berkeley-primeiras-impressoes/

E começa mais uma viagem: Miami, Orlando, São Francisco e Bogotá  http://ideiasnamala.wordpress.com/2012/05/24/comeca-mais-uma-viagem-miami-orlando-sao-francisco-e-bogota/

Berkeley – primeiras impressões

Depois de muitas horas de voo e de uma espera interminável no aeroporto de Los Angeles, finalmente pousei em San Francisco – Califórnia… Viva!
A viagem entre o Aeroporto e o centro da cidade, ou no meu caso  Berkeley é fácil e barata, a linha de trem (Bart) sai do próprio aeroporto e vai direto até o centro da cidade de São Francisco. Como iríamos até Berkeley, trocamos de linha na décima nona estação e desembarcamos algumas estações depois, em North Berkeley. Nossa viagem saiu pouco mais de oito dólares, mas quem desce em São Francisco paga ainda menos.


Berkeley é uma cidade muito bonitinha, repleta de casas pequeninas e floridas, bons restaurantes e muitos Hippies. Até me senti em um filme.

Nosso hotel o Rodeway Inn, também parece ter saído das telas de cinema, um hotelzinho mini, com um grande estacionamento no meio… Bem fofo. A cama é confortável, o café da manhã bem gostoso e a localização muito boa, em plena University Avenue. Muito além do que esperávamos pelo preço pago.
Depois de deixar as malas e de um merecido banho, saímos para dar um passeio pela cidade. Ficamos impressionados com a quantidade de restaurantes orientais, tailandeses, indianos, chineses e japoneses. E claro tiramos foto de alguns lugares que nos chamaram atenção.


Para fechar o dia, demos um passeio pelo campus da University of Califórnia – Berkeley, que é Sensacional!

Um parque enorme repleto de arvores centenárias. Tinha até arvore de cerejeira que por sorte estava no finzinho da floração.

 

Lá do alto da universidade dá para ver a baia de São Francisco com a Golden Gate nofundo. Bem bonito.

Veja também:
E começa mais uma viagem: Miami, Orlando, São Francisco e Bogotá: http://ideiasnamala.wordpress.com/2012/05/24/comeca-mais-uma-viagem-miami-orlando-sao-francisco-e-bogota/

Las Vegas – Um super roteiro: http://ideiasnamala.wordpress.com/2012/05/11/las-vegas/

Começa mais uma viagem: Miami, Orlando, São Francisco e Bogotá

Estou presa no aeroporto de Los Angeles, esperando o quarto e último vôo da minha maratona que começou no domingo as 05:50 da matina quando peguei um taxi para o aeroporto de Cumbica. Essa é uma viagem que começou as avessas, originalmente meu plano era passar dez dias entre Miami e Orlando e três na Colômbia. Só que nesse meio tempo, meu marido e eu fomos aprovados para um mestrado na Califórnia, e como a data que teríamos que estar na Califórnia para uma orientação era exatamente uma semana antes da data que eu já havia planejado uma viagem para Miami, simplesmente mudei a data do meu bilhete aéreo e comprei uma perna Miami – São Francisco.

E foi assim que fiz uma das viagens mais longas e chatas da minha vida.

Guarulhos – Bogotá (5 horas de viagem + cinco horas de espera no aeroporto)

Bogotá – Miami ( 3 horas de viagem + uma fila de imigração de mais de uma hora e mais 40 minutos de espera até o transfer me pegar no aeroporto e me deixar no hotel, nisso já eram 01:30 da matina) Acordei as 05:30 de novo, e peguei o voo…

Miami – Los Angeles ( mais 6 horas dentro do avião que demorou para sair e pousar)

Los Angeles – São Francisco ( O que era para ser uma rápida parada de conexão, se transformou numa parada indefinida, o vôo já esta 45 minutos atrasado e deve atrasar um pouco mais… E quando o avião decolar, terei mais uma horinha de viagem).

Prometi para mim mesma que nunca mais faço algo tão insano, da próxima vez que tiver que cruzar alguns países da forma mais burra possível, faço isso de picado. Bem picado. Mas vamos a parte legal deste post… O que vem por aí :)

-5 dias em São Francisco: não sei o quanto conseguirei passear, mas como mudo para lá em agosto, prometo que dica do que fazer em SFO não vai faltar nesse blog

-4 dias em Miami

-4 dias em Orlando

-3 dias em Bogotá

E para não terminar esse post, algumas impressões dessa minha primeira maratona.

 A) Voar Avianca:

Foi a primeira vez que voei Avianca, e sinceramente achei o atendimento muito ruim (só é melhor do que o da Delta, que sempre posso fujo) , a comida fraca e sem sal, pior que não vem sal no pacote e para conseguir um pacotinho, você tem que contar com a boa vontade da aeromoça que de boa vontade não tem nada. Para conseguir uma água tive que pedir 3 vezes, e cada vez ela me dava uma desculpa do porque não podia trazer naquele momento. Na volta, sai de Miami com duas malas de 18 quilos cada uma, só que em Bogotá me disseram que isso era excesso de peso e claro, queriam me cobrar bem caro por isso. Virei a mesa, disse que se em Miami não era excesso eu não ia pagar, e aí a moça me disse: “ah, você veio de Miami, então pode”. Quer dizer que se eu não fosse uma viajante brava tinha me danado com a multa?

UFFF. Só voarei de Avianca novamente se o preço valer MUITO a pena, se não meu amigo, não vôo não. Isso sem falar na conexão em Bogotá…

B) Aeroporto de Bogotá

O pior aeroporto internacional que já fiz escala, na parte de dentro, depois da imigração, tem apenas duas lanchonetes, uma delas é meio invisível e só enxerguei quando já estava comendo um péssimo hambúrguer na outra.

Que hamburguer feio!

Para quem sai de Bogotá a sessão comida antes de embarcar é bem mais farta tem muitas opções bacanas. Destaque para os rolos de canela do Cinabon e o sorvete do Crepes & Wafles.

Muito melhor que a comida da chegada, não?!

Outro defeito: Sistema de chamada para vôo, a televisão mostra de uma vez, mais do que três vôos (em horários diferentes) que saem da mesma sala. Após minha chegada, chequei o número da sala e me dirigi ao local. A aeromoça checou meu bilhete antes de me deixar entrar, e eu fiquei lá sentadinha. Só que aquele vôo não era o meu, então apareceu uma segunda aeromoça carrancuda me deu uma bela bronca dizendo que eu devia ler antes de entrar na sala? Pô… Ler aonde se não tinha nenhum painel naquela sala e nem na porta e a televisão tava me mandando para aquele lugar? Ela devia ter brigado com a mulher da porta, que me deixou entrar e não comigo…rs … Isso sem falar no mico de ter meu nome chamado pelo microfone

Agora tem duas coisas bacanas: internet grátis e água que vem num copo em formato de cone de sorvete, não entendi o porque do formato, mas bebi bastante água.

C) Aeroporto de Miami

-chegada: Muito pouca gente atendendo na imigração e uma fila enorme que andava muito devagar devido aos procedimentos padrão de segurança. Quando cheguei na esteira todas as malas já tinham sido tiradas de tanto que demorou. Agora a parte bacana, cheguei a meia noite e me senti absolutamente segura na saída, não fui abordada por ninguém querendo me empurrar um taxi, ou me aplicar golpes como acontece em outros aeroportos pelo mundo.

Na espera do transfer, adorei que todas as faixas de perdestes tem um sensor de movimento que pisca e faz barulho no exato momento em que o pedestre põe o pé na faixa.

-embarque: A primeira coisa estranha é um check in feito do lado de fora do aeroporto, como sou desconfiada, conferi o crachá do cara para garantir que não seria enrolada. Fiz o check in e ele me pediu gorjeta. Tentei dar uma de esperta e disse que não tinha trocado e ele falou, relaxa eu troco para você. Resultado, meu check in me custou um dólar, isso sem falar nos 25 dólares que paguei para despachar a mala que não estava inclusa no valor do vôo.

Mais uma vez os procedimentos de segurança, todo mundo no raio x, descalço, sem casaco e no meu caso a mulher me mandou colocar a guaiaca na bandeja. Todo esse lero lero me custou mais de uma hora em pé na fila. Chegando na parte de dentro do aeroporto, uma alegria para quem fez conexão em Bogotá… Lojas super bacanas e um montão de coisa para olhar e opções para comer enquanto o vôo não chega. Para os preguiçosos de plantão uma opção de alugar carrinho interno…

E para os que assim como eu são fans de Romero Britto, olha só estas malas que sensacionais!

Japão: O templo da água e outros passeios em Awaji-Shima

Awaji é uma ilha que fica entre as grandes ilhas de Honshu e Kyushu no Japão. A ilha é ligada a cidade de Kobe pela bonita ponte Akashi-Kaikyo com quase 4 km de extensão.

Awaji tem várias atrações turísticas como o teatro de marionetes ningyō jōruri, que originou o famoso Bunraku.

As bonecas são enormes, veja só o tamanho desta que eu e minha mãe de intercambio carregamos.

Tem o castelo de Awaji, que esta longe de estar entre os castelos mais lindos do Japão, mas que até vale uma visitinha…

E olha só a vista lá do alto…

Tem o Awaji Yumebutai, uma área que foi escavada e a terra que saiu dali se transformou em ilhas artificiais – como a ilha onde foi construído o Aeroporto de Kansai. O local foi reflorestado e hoje abriga um lindo parque o Awaji Island International Park City, que sediou a expo flower do ano 2000 e é um passeio MARAVILHOSO…

Dentro do parque está o Museu Botanico Kiseki no Hoshi…

São várias estufas, cada uma delas com plantas bem diferentes, e um pedaço ao ar livre.

Ali do ladinho está o hotel The Westin de Awaji… olha só que legal estas poltronas que ficam no loby.

Awaji foi um dos lugares que sofreu com o grande terremoto de Hanshin em 1995, e uma das falhas na terra gerada por este terremoto de escala 7.3, foi preservada e se transformou no Museu da Falha Geológica Nojima que fica dentro do parque Hokudan Earthquake

Entrada do museu

Imagem:  http://www.japantimes.co.jp/text/fl20110410x2.html

Parte Interna do Museu

Awaji também é a terra dos Rodemoinhos de Naruto, um fenômeno que se forma no mar, próximo ao estreito de Naruto. Os rodamoinhos se formam quatro vezes por dia, durante a maré cheia e a maré baixa e a velocidade da água chega a atingir 20km/h. Há duas formas de ver o fenômeno:  De barco ou do alto da ponte Onaruto.

Imagem: http://www.wattention.com/trip-to-japan/shikoku/tokushima-and-naruto/naruto-whirlpools

Rodamoinhos de Naruto

Um dos barcos que faz o passeio

No Barco, fotos enquanto os rodamoinhos não se formavam

Mas a parada que mais gostei, tem um nome para lá de estranho… Shingonshu Honpukuji, ou se você preferir Templo da água (Water Temple), projetado pelo arquiteto Tadao Sanda em 1991 é um dos templos mais modernos do Japão.

Quem chega a essa lagoa de bonitas plantas aquaticas, não imagina que haja um templo em seu interior…

E descendo as escadas…

Além disso o templo tem uma vista linda para a baia de Osaka. Pena que todas as outras fotos que tenho não são digitais.

Localize-se:

Naruto

http://www.awanavi.jp/english/e-13.html

Como chegar em Awaji:

A JR opera ônibus turisticos que saem de Osaka (seis vezes por dia – 3 horas de viagem – 3150 yen) ou de Kobe (três vezes ao dia – 2h e 45 min de viagem – 2750 yen)

Kiseki no Hoshi

http://www.kisekinohoshi.jp/english

Veja também:

Um dia em Nara: http://ideiasnamala.wordpress.com/2012/03/07/um-dia-em-nara/

Descobrindo Nagoya: http://ideiasnamala.wordpress.com/2012/02/21/descobrindo-nagoya/

Shirakawa-Go: Um conto de fadas a céu aberto: http://ideiasnamala.wordpress.com/2012/01/26/shirakawa-go-um-conto-de-fadas-a-ceu-aberto/

Miyajima: um dos lugares mais lindos do Japão http://ideiasnamala.wordpress.com/2011/10/21/miyajima-desvendando-um-dos-lugares-mais-fotografados-de-japao/


Zaanse Schans: moinhos holandeses há 20 minutos de Amsterdã

Há 20 minutinhos de Amsterdã de trem, está a graciosa Zaanse Schans, uma réplica de antiga vila Holandesa dos séculos XVII e XVIII repleta de moinhos antigos que ainda funcionam, fábricas de queijo holandês, fábrica de sapatos de madeira, museus, lojinhas e alguns café fofos.

A vila fica as margens do rio Zaan, e o cenário é realmente muito bonito, os moinhos de madeira formam  um semi círculo em torno do rio, e no meio da vila muitas e muitas pontes atravessam as casinhas antigas.

A vila é um pouco turistica demais para meus padrões de viagem, mas nem assim deixa de ser um passeio bacana. A entrada é grátis, porém algumas atrações tem entrada paga. Não deixe de subir no altos dos moinhos e contemplar a linda vista do vilarejo.

E claro, acompanhar a produção de sapatos holandeses e provar um pedaço do queijo cheiroso que acabou de ser produzido são atrações que merecem ser visitadas!

E ah, para quem esta viajando em familia e com crianças este é um  passeio super indicado.

Localize-se:

Zaanse Schans

http://www.zaanseschans.nl/

Como chegar:

Da estação central de Amsterdã, pegue o trem para Alkmaar to Koog-Zaandijk, e desca na quarta parada.  Chegando na estação, siga as placas de Zaanse Schans, são dez minutos de caminhada.

Entrada Grátis. Alguns dos museus são pagos.

Veja também:

Amsterdam: Roteiro para CURTIR o melhor da cidade (Dia 1) : http://ideiasnamala.wordpress.com/2012/04/13/amsterda-roteiro-para-curtir-o-melhor-da-cidade-dia-1/

Amsterdam: Roteiro para CURTIR o melhor da cidade (DIA 2):

http://ideiasnamala.wordpress.com/2012/04/19/amsterda-roteiro-para-curtir-o-melhor-da-cidade-dia-2/

Amsterdam: Roteiro para CURTIR o melhor da cidade (DIA 3): http://ideiasnamala.wordpress.com/2012/05/06/amsterda-roteiro-para-curtir-o-melhor-da-cidade-dia-3/

Kioto: Kinkaku-ji o templo de ouro

Kinkaku-ji é o nome do pavilhão dourado, uma das contruções dentro um templo maior que se chama  Rokuon-ji, o pavilhão ficou tão famoso, tão famoso que o templo inteiro passou a ser popularmente conhecido com Kinkaku-ji.

Barco de pedra na entrada do templo

Monstrinhos protetores no telhado

Detalhe do teto: careta no topo

Construído em 1220 para abrigar o shogun Kintsune Saioji durante sua aposentadoria, a antiga vila foi passando de geração para geração até que em 1408, após a morte de um dos sucessores se tornou um templo budista.

Durante a história o pavilhão dourado foi destruído algumas vezes, duas vezs durante a guerra civil (Onin War) que destruiu muita coisa em Kioto, e mais recentemente em 1950 quando um monge enlouquecido incendiou o pavilhão. O templo atual é de 1955.

Hoje o Kinkaku-ji é patrimônio mundial, e é um dos lugares mais visitados em Kioto. O templo tem três andares, sendo que os dois últimos são todos cobertos com folhas de ouro. Repara que no topo do templo há uma ave Fenix.

O dourado do templo refletido nas águas do lago que contorna o templo é um cenário bem bonito, mas que fica ainda mais lindo durante o inverno quando começa a nevar.

O jardim, também é bacana, tudo o mais simples possível, apenas o verde das plantas e o cinza das pedras.

Visto a primeira parte do templo, é hora de continuar o percurso pelo jardim que passa por mais um lago, uma pequena queda d’água e estátuas de pedra onde as pessoas atiram moedas com o intuito de acertar o potinho. (Dizem que dá muita sorte)

Teste de pontaria: Acertar o potinho

Na última parte esta a antiga casa de cerimonia do chá a Sekkatei, olha só que bacana o telhado.

Esse é um dos templos mais famosos e turisticos da cidade, e de verdade, esta longe de ser um dos meus preferidos, é bonito sim, muito. Mas também é longe. Bem longe dos outros pontos que merecem sua visita. Mas como ir até Kioto e não ver o Kinkaku-ji é como ir para Paris e não subir na torre, deixo que você mesmos tirem suas conclusões…

Saída do templo: um muro sem fim

Das pessoas que levei lá: Minha tia amou, achou um dos templos mais lindos da cidade.

Minha irmã mais velha achou ok, meio disneylandia preferia ter pulado. Meu pai e minha irmã mais nova gostaram…

Localize-se:

Kinkaku-ji

http://www.sacred-destinations.com/japan/kyoto-kinkakuji

Entrada: 400 Yens – Aberto das 09:00 as 17:00

Para chegar pegue o ônibus 101 ou 205 – preço 220 Yens – distancia: 40 minutos

Jeito rápido de chegar – mas fazendo baldeação:

Metro: estação kitaoji (linha Karasuma ) + onibus 101, 102, 204 ou 205

Ritual matinal dos Monges laranjas – Luang Prabang, Laos

Texto e imagens: KAREN ROZENBAUM

No Laos existem 3 religiões. Todas acreditam no Buda. Turistas europeus e alguns locais levantam-se às 5h30 da manhã para o ritual de doar comida aos monges. Tudo acontece em uma grande rua, talvez na mais comprida da cidade de Luang Prabang. Ainda é madrugada. E, como todas as madrugadas, faz frio.

A tradição funciona assim:

1o. Compra-se uma cesta de arroz

2o. Veste-se um lenço típico.

3o. Senta-se sobre um lindo tapete artesanal e espera-se a chegada dos monges.

Comerciantes locais abordam os turistas para vender bananas e uma espécie de gelatina coberta com folha de bananeira. Alguns compram. Afinal, 1 pote de arroz não é suficiente para abastecer o arsenal de tantos monges.

Amanhece. Lá para as 6h20 eles aparecem. São cerca de 3mil. Monges com trajes alegres. Laranjas.

Em fila indiana, eles vão passando. Uma colherada de arroz (ou uma banana ou algum outro alimento) é depositada nas cucumbas que carregam.

Andam descalços. Sentem a energia da terra pelo corpo. Acho bonito isso.

Muitos locais, budistas, se agacham enquanto eles passam. Uma forma de reverência ao divino.

Diz-se que não se pode olhar nos olhos deles. Mas olho nos de alguns. Não resisti. Há meninos. Há curiosos. Há mais velhos também.

Há crianças que se metem entre um turista e outro com uma cesta de plástico vazia. Alguns monges depositam um pouco do alimento que receberam nessas cestas. São meninos locais, pobres, que esperam receber doações das doações feitas aos monges para alimentar suas famílias.

O ritual termina. Vejo-os dobrando a esquina. Caminham até seus mosteiros, com potes cheios de comida. Uma mistura de arroz + bananas + gelatinas. Alguns locais ainda vão até a porta desses locais fazer mais doações. Outros ajoelham-se na frente e rezam, pedem bênção. E, da mesma maneira como chegaram, vão embora. Adeus monges com trajes laranjas. Alegres. Boa refeição.

Este post faz parte do projeto

M U L T I R Ã O  D E  I D E I A S

saiba mais sobre o projeto e os autores no

http://ideiasnamala.wordpress.com/mutirao-de-ideias/

Outros Posts de Karen Rozenbaum:

- DIÁRIO DE VIAGEM DA KAREN: O que vem a seguir http://ideiasnamala.wordpress.com/2012/04/08/diario-de-viagem-da-karen-o-que-vem-a-seguir/

- Aproveitando o tempo entre uma conexão e outra: Amsterdã e Bangkok: http://ideiasnamala.wordpress.com/2012/04/21/aproveitando-o-tempo-entre-uma-conexao-e-outra-amsterda-e-bangkok/

 - O Ócio em uma das capitais mais agitadas da ásia: http://ideiasnamala.wordpress.com/2012/05/04/bangkok-o-ocio-em-uma-das-capitais-mais-agitadas-da-asia/

-Bangkok: Taxis alegres: http://ideiasnamala.wordpress.com/2012/04/28/bangkok-taxis-alegres/

Japão: Kit Kat com sabores diferentes

Quem é que não gosta de Kit Kat? Um chocolate que é meio chocolate, meio biscoito e super crocante! Eu adoro e confesso que fiquei mega feliz quando soube que os Kit Kats voltariam ao Brasil depois de uma longo periodo me contentando em comprar as caríssimas bags do dutyfree.

Mas não to aqui para falar que os Kit Kats voltaram, mesmo por que isso já faz um tempinho considerável. To aqui para contar da revolução que os japoneses fizeram com este chocolate, que virou sinônimo de sabores inusitados e embalagens diferenciadas no Japão. Os japoneses tem um costume muito forte de trocar presentes, e quem é que não gosta de ganhar Kit Kats?

No japão, os Kit Kats estão a venda em todos os lugares, de lojas de presente, supermercados, lojas de conveniência e até quiosques na estação de trem. É facilimo comprar!

Na minha ultima viagem experimentei três sabores: pudim de Kobe – que veio nessa casinha linda, blueberry cheese cake em caixa de Monte Fuji e um sabor Morango em caixinha tradicional.

Kit Kat – Sabor Pudim de Kobe

Caixa de Kit Kat Sabor cheese de Blueberry

Muito legal né?! Cada região do país tem um sabor diferente… quer ver?

Imagem: http://stuffwecollect.com/kit-kats-from-japan-a-culinary-collecting-obsession

E ontem saiu uma matéria super legal no sire stuffwecollect.com falando das diferentes embalagens e sabores de Kit Kat: http://stuffwecollect.com/kit-kats-from-japan-a-culinary-collecting-obsession

Para quem quiser ver somente as fotos: http://www.flickr.com/photos/63664061@N02/7028764093/in/photostream/

Veja novidades de outros países no site mundial: http://www.kitkat.com/

E as novidades japonesas no: http://nestle.jp/brand/kit/product/

E ai gostaram?

Fica a dica: se for para o Japão, experimente o maior número de sabores que encontrar!