#Roadtripnodeserto: A cratera do meteoro e a floresta petrificada

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Petrified Forest National Park - Montanhas coloridasPetrified Forest National Park – Montanhas coloridas

Chegamos ao décimo da nossa #Roadtripnodeserto, hoje deixamos o Grand Canyon National Park, e seguimos para Holbrook no Arizona onde visitamos o Petrified Forest National Park (Parque Nacional da floresta petrificada).  Se você olhar nosso roteiro vai perceber que esse parque tá completamente fora da rota, na real incluímos a floresta petrificada aos 49 do segundo tempo e cheios de dúvida se valeria ou não a pena… mas, como tínhamos um dia sobrando, porque não rodar 320 km a mais (coitado do Gu que dirigiu a caranga)?

[Obrigada Mirella do Viajoteca pela dica 🙂

 

Mapa do trajeto de hoje: http://goo.gl/maps/mHJgg

Screen Shot 2014-02-15 at 2.05.56 PM

A cratera do meteoro e a floresta petrificada

Estrada rumo a floresta petrificadaEstrada rumo a floresta petrificada

A paisagem entre FlagStaff, é um tapetão de plantas douradas (vegetação semi árida e um friozinho de zero graus) cortado pelo elegante Mt. Humphrey com o pico coberto de neve.
Pedaço Nevado do tapete
Cratera do meteoro vista de longe
Mt. Humphrey
O elegante Mt. Humphrey e o tapete amarelo
Há 35 milhas de Flagstaff, sentido Novo México o tapetão dourado é interrompido pela ENORME cratera do meteoro Barriger. A cratera é tão grande que pode ser vista de longe.
Pra você ter uma ideia das dimensões da criança, são 167 metros de profundide – o equivalente a um prédio de 60 andares e 1220 metros de cumprimento e 3.9 Km de circuferencia. Todo esse estrago foi causado por um meteroro de 45 metrosque atingiu o planeta terra a mais de 50,000 anos atrás.

Um passeio pela cratera do meteoro BarriNger

É claro que tivemos que parar para visitar o tal do buraco! (Caso contrario morreríamos de curiosidade!)
A visita custa 16 dólares por pessoa e inclui um museu, um tour guiado e um filminho. Ou quem estiver com o tempo apertado, também dá para visitar a cratera por conta própria. (Achamos o ingresso um pouco caro, mas uma vez no meio do nada, porque não testar?)
A cratera é legal pra caramba. Tão grande que nem do mirante mais alto consegui colocar o buraco inteiro dentro da minha lente. Lá do alto deu para perceber que a cratera já foi bastante mexida. Depois da visita,  lendo o panfleto explicativo, descobri que houveram tentativas de encontrar metais – especialmente ferro – dentro da cratera. (Ainda bem que ninguém encontrou nada, caso contrario o buraco estaria ainda maior e sem nada de “natural”.
A cratera do Meteoro - Arizona
A cratera do Meteoro – Arizona
A cratera do Meteoro - Arizona

CrAtera ou vulcão? Um pouco de história.

Por muitos anos acharam que a cratera era o buraco de um extinto vulcão, e a origem exata só foi descoberta em 1902 quando começou a procura de ferro e outro minérios que possivelmente houvesse afundado e sobrado do impacto do meteoro. A exploração foi abandonada em 1929, mas a cratera ganhou o nome do explorador: Barringer, ou a cratera do meteoro, como é conhecida aqui nos Estados Unidos, mas só em 1960 foi cientificamente provado que a cratera havia sido causada por um meteoro e não por um vulcão.
Cratera do meteoro Barringer Cratera do meteoro Barringer
Cratera do meteoro Barringer
Entre 1964 e 1972 a cratera foi usada pela Nasa como centro de treinamento dos astronautas do Apollo – quem visita a cratera pode ver uma das estruturas usadas no treinamento – e ainda hoje é usada para treinar astronautas a colhetar material das crateras do espaço. Desde a década de 50 a cratera se tornou atração turistica. E apesar de um pouquinho caro, o passeio é bem organizado e estruturado.
 Capsula de teste do Apollo na Cratera do Meteoro
Capsula de teste do Apollo na Cratera do Meteoro

Route 66: Holbrook

Terminado nosso rápido passeio pela cratera, seguimos viagem até o nosso destino final: O Petrified Forest National Park. Detalhe que para chegar lá pegamos um trecho da route 66 com alguns hotéis de beira de estrada antigos e umas lojas de arvore petrificadas decoradas com dinossauros bizarros. Aparentemente o comercio de arvore petrificada é bem maior do que eu pensava, parece que muita gente quer levar uma pedrinha para casa, e como tirar do parque é proibido – por motivos óbvios – a galera faz a festa nas lojas.
Route 66 - Holbrok

A Floresta petrificada

E finalmente chegamos no Petrified Forest, um parque que combina uma floresta petrificada bem interessante com um deserto colorido super bonito. [Obrigada Mikix pela dica!]
A entrada no custa 10 dólares – e para quem tem o cartão de acesso dos parques nacionais, este parque está incluso – e no inverno o parque fica aberto somente até as 5:00 da tarde.
Apesar de bonito e interessante, o parque é mal sinalizado e sem nem perceber acabamos passando duas trilhas que eu queria fazer e tivemos que voltar, resultado, voltei para ver as trilhas mas não consegui visitar a parte norte do parque que é a parte do deserto colorido. Como já vi bastante deserto colorido no Death Valley, e meu objetivo da viagem era ver arvores em quantidade, pular esse pedaço fez todo sentido.
Montanha colorida no Petrified Forest National Park
Montanha colorida no Petrified Forest National Park
Arvore Petrificada - Petrified Forest National Park
Arvore Petrificada – Petrified Forest National Park
O parque é dividido em duas partes: a area das arvores e a área do deserto colorido. Pra quem gosta de coisas primitivas, tem também a parte das ruínas antigas e das pinturas nas pedras que não conseguimos visitar. Em pouco menos de três horas fizemos um bom passeio pelo parque parando nos seguintes lugares:

 O que fazer no Petrified Forest National Park:

-Giant Logs:

Giant Logs - Floresta Petrificada Uma das arvores mais impressionantes do passeio, olha só o tamanho da criança

Giant Logs - Floresta PetrificadaA trilha mais popular e mais lotada do parque. Uma voltinha bem sussa de 600 metros em volta das maiores arvores petrificadas do parque.

-Long Logs:

Long Logs - Floresta PetrificadaEssa é uma trilha bacana para quem quer ver arvores petrificadas em quantidade  e sem multidões. A trilha tem 1,6 Km e passa por algumas das arvores mais compridas do parque.

– Crystal Forest:

Crystal Forest - Petrified Forest National ParkCrystal Forest - Petrified Forest National Park

Uma trilha de pouco mais de 1Km passando por várias arvores petrificadas bem coloridas. Essa trilha também é um pouquinho lotada, mas na minha opinião uma das mais interessantes para quem quer ver arvores.

-Ágata Bridge:

Ágata Bridge - Petrified Forest National ParkÁgata Bridge – Petrified Forest National Park

Uma arvore gigante que forma uma ponte natural em um pequeno rio. A arvore esta protegida por uma estrutura de concreto feiosa, que dá um bela estragada no visual. Ao lado da arvore há um mirante bacana com vista para o deserto colorido. [Se quiser pular essa parada, pule]

-Blue Mesa:

Blue Mesa - Petrified Forest National Park Blue Mesa – Petrified Forest National Park

Blue Mesa - Petrified Forest National Park Blue Mesa - Petrified Forest National Park

Essa foi uma das minhas partes preferidas do parque. Uma volta de 4.8Km (de carro) passando por uma linda cadeia de montanhas azuladas. Para quem curte andar, tai uma das trilhas mais lindas do parque.

-The Teepes:

 

Montanhas coloridas no The TeepesMontanhas coloridas no The Teepes

E falando em montanhas coloridas esse mirante é um verdadeiro show, basta parar na beira da estrada para ver algumas das montanhas mais impressionates do parque. Dirigir esse trecho + Blue mesa, foram os pontos altos do meu dia.

-The Newspapper Rock:

Uma pedra com inscrições dos povos que habitavam o parque a séculos e séculos atras. Como os desenhos são pequeninos há tres telescopios que te ajudam a encontrar os desenhos, de todas as paradas, foi a mais sem graça de todas. Perdemos um tempo considerável tentando achar as inscrições lá longe.
Saimos do parque pouco depois das 5 da tarde muito satisfeitos com o que haviamos visto, não achamos que valeu a pena desviar nossa rota, mas gostamos do parque e recomendamos para quem já esta no caminho. As madeiras petrificadas são super interessantes e as montanhas coloridas são bem bonitas.

O Camping de Holbrook

Dormimos num camping aqui em Holbrook chamado KOA bem pertinho do parque nacional. A vaga com fulll Hookup (eletrecidade + esgoto + água) custou 33 dólares. O camping é bem bom e os banheiros são limpos. Além das tradicionais vagas para trailers e/ou barracas, eles tem uns mini chalés super fofos.

SOBRE A VIAGEM:

#Roadtripnodeserto é uma viagem de trailer (Motor home)  de mais de 3500 Km percorrendo partes da California, Nevada, Utah e Arizona. Foram 14 dias de estrada passando por alguns dos principais cartões postais norte americanos. Nosso ponto de partida e chegada é Berkeley, pertinho de São Francisco, Califórnia.

 

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mari vidigal

Viajante incansável, daquele tipo que no meio de uma viagem já está pensando na próxima, na próxima e na próxima. Apaixonada por fotografia, natureza e vinhos

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