Rumo aos (Tr)inta e o que mudou no meu jeito de viajar

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Estilo de viagens

Tá chegando, aos poucos, começo a me despedir dos vinte, refletir sobre a chegada dos trinta anos, e sobre as mudanças na minha forma de viajar durante o início dos meus (v)inte à chegada dos (tr)inta. O fato é que com o passar dos anos, as pessoas mudam, os valores mudam, e minha forma de ver, apreciar e desfrutar o mundo, sem dúvida nenhuma também mudou. Fiquei mais velha, fato! Mais independente, fato! E muito, mas muito mais viajada :).

Rumo aos trinta anos e o que mudou no meu jeito de viajar

Ritmo

A primeira mudança que me veio na cabeça foi no quesito velocidade, eu era INSANA e absolutamente incansável. Acordava com os primeiros raios do sol, pronta pra ir para a rua bater perna e só parava quando a escuridão tomava conta do terreno. Hoje, continuo acordando cedo, valorizo e muito aquelas duas primeiras horas da manhã em que os turistas continuam dormindo e que posso aproveitar os lugares mais turísticos menos lotados que o usual, mas não tenho a menor vergonha de tirar aquela pestana no meio do dia, ou passar algumas horas na piscina do hotel. Muito pelo contrário. Valorizo o sossego e o descanso.

Nascer do sol em Pushkar, Índia

Nascer do sol em Pushkar, Índia

Sintomas de velhice precoce? De jeito nenhum. Apenas percebi que nessa corrida desvairada eu acabava deixando pra trás pequenos momentos, e pequenos acontecimentos encantadores. Que o simples entrar num cafezinho numa ruazinha nada a ver pode ser uma experiência mais rica do que disputar uma foto da Monalisa a tapas. Que tomar um café da manhã gostoso me deixa mais contente do que forrar o estômago com qualquer porcaria rápida para economizar 30 minutos do dia. Que ver mais uma igreja, templo, monumento nem sempre me traz a mesma alegria que sentar 30 minutinhos na grama de uma parque e ver as crianças correndo enquanto os pássaros cantam. (Alias viram que já estou na vibe dos trinta anos: to usando 30 pra tudo!)

Vi minha filosofia de viagem mudando de “PRECISO fazer tudo” para “Se não der, que pena”. E que mudança boa! Percebi que passava mais tempo fazendo malabarismos no roteiro para tentar encaixar todas as paradas do mundo, do que tempo aproveitando os lugares. Perdia horas em deslocamentos que nem sempre faziam sentido, e me via no alto da torre Eiffel pensando nos Jardins de Luxemburgo. Não vou dizer que aproveitar o momento presente e vivê-lo intensamente é fácil, mas sem dúvida nenhuma é algo que me faz bem. E viva o agora!

Estilo de viagem

A segunda mudança foi no estilo de viagem, no início dos 20 eu era uma pessoa totalmente cidade e jamais trocaria montanha por praia. E não é que mudei? Sim, continuo adorando as cidades, adoro cidade nova, cidade velha, cidade moderna, cidade histórica só não gosto de cidade sem graça e acho que nem preciso explicar o porque, né?! E as montanhas continuam tendo um lugarzunho especial no meu coração, mas me vi aberta, e bem aberta para falar a verdade, para aceitar outros tipos de viagem.

Mais perto da natureza

Vista do mirando Bumpass Hell

Lassen Park: Vista do mirando Bumpass Hell

De uns tempos para cá me vi pegando um afeto especial com a natureza. A viagem para a África do Sul me deixou apaixonada pela vida animal, fiquei impressionada com o extinto selvagem e com as cores e sons da Savanas Africanas, mergulhar na barreira de corais me fez descobrir um segundo universo, o mais colorido e mais movimentado de todos (Sempre quis ser peixe e mergulhar é o mais próximo que consigo chegar) e ver um urso (de verdade e de pertinho) quase me fez chorar de alegria.

E aí veio a Califórnia, com seu Yosemite, Death Valley, Mt. Shasta, Big Sur e outros mil lugares menos famosos mas igualmente impressionantes. Gostei do que vi, e do que senti. Quis viver mais disso, e passei a priorizar cada vez mais natureza nas nossas viagens (aqui eu falo nossa, porque depois que casei, ainda que continue com as minhas jornadas solo, o Gu tem um papel importante na decisão de pra onde ir). O Gu, que era um pouco mais resistente que eu no quesito acampar, se adaptou super rápido. Gostamos tanto, mas tanto da brincadeira, que recentemente trocamos de carro, só para poder carregar mais tralhas de camping. Acampar na Califórnia é a melhor forma de chegar aos lugares mais bonitos, e mais exclusivos. Na próxima década, me vejo tentada a testar o backpacking camping (que em português zero seria acampar no meio do mato, ou acampamento selvagem). Aqui me sinto segura para arriscar essas coisas, e por que não experimentar?

Mais viagens de carro

Highway 1 - California

Na Califórnia passamos a viajar MUITO mais de carro, algo que não sei porque, fazíamos pouco no Brasil. Rodamos o estado de cabo a rabo e não pensamos em parar tão cedo. Estreamos nosso carro novo que carinhosamente apelidamos de “invocado” com uma viagem incrível pelo Norte da Califórnia. Minha próxima meta? Ir até a Flórida de carro. (Óbvio que o Gustavo ainda não topou, mas estou pensando em formas de dobrá-lo ;).

Mais praia

Railway Beach - Tailândia

Railway Beach – Tailândia

Outra mudança que eu não podia imaginar: destinos de praia igualaram os destinos de montanha na minha lista de prioridades. Morando no Brasil, volta e meia íamos pra praia, morando na Califórnia, há 20 minutos do mar – de tão gelado que não dá nem pra colocar o pé, passei a sentir uma falta danada de dar meus mergulhinhos e querer cada vez mais praia. Nessa última viagem pelo sudeste asiático mexi e remexi o roteiro para colocar o máximo de tempo possível na praia, e não me arrependo. Agora estamos planejando as férias de novembro, e enquanto o Gu quer ir para Europa (no frrrrrrrio) eu tô fazendo uma forcinha pra voltar pra Ásia ou explorar alguma dessas ilhotas fotogênicas no meio do oceano. Quem sabe?

Mais conforto

Piscina do Marina Bay Sands - Cingapura

E por último, bem influenciada pelo Gustavo, passei a valorizar cada vez mais conforto. Tenho escolhido hotéis cada vez melhores, e percebi que faz toda a diferença. Passei a valorizar os mimos, aproveitar a infra-estrutura melhor e relaxar mais.

Abandonando o rótulo de mochileira

Esse é um abandono difícil e bem gradual. No post “Complexos de mochileira que não consigo me livrar“, retratei as heranças do tempo da mochila no meu estilo atual e volta e meia me pego tendo uma recaída. Nem sou, e nem posso me considerar mais mochileira (quer dizer, tem muito blogueira por aí que me acha a rainha do mochilão, e eu acho a maior graça!) e essa última viagem pela Ásia me mostrou que não tenho nem mais paciência e nem mais vocação para passar tanto perrengue.

Primeiro dia do Caminho de Santiago

Primeiro dia do Caminho de Santiago

Passei da fase de economizar a passagem de avião para ficar horas num busão, não pretendo NUNCA mais dormir no aeroporto para economizar hospedagem e me recuso a fazer qualquer economia porca. Se é pra fazer tour, que seja porque o tour é super diferente, ou a única forma de chegar num lugar e sempre que der, farei tour privado.

Ainda não pretendo abandonar os hostels, acho que eles são parte importante de uma aventura solo, mas prometo optar cada vez mais por quartos individuais.

Uma mala cada vez menor

Viajar sem despachar é tão libertador que agora que consegui me enquadrar nesse estilo, não pretendo voltar atrás. Tem coisa melhor do que passar  batido por aquela ansiedade horrível de nunca saber se sua mala vai ou não chegar? Estilo adotado.

 Mari Vidigal Embarcando

Viagens espirituais

Outra mudança que veio pra ficar foi a adição de viagens mais espiritualizadas nas minhas andanças. Fazer o retiro espiritual na Índia era um sonho antigo e se provou uma das melhores escolhas do últimos tempos. Aprendi tanto que nem tenho palavras para expressar minha gratidão. Uma experiência transformadora e uma transformação que planejo levar comigo para outras viagens.

O que não mudou e pelo jeito não vai mudar

E agora que já falei das mudanças, vale também falar do que não deve mudar. Características fortes e aprendizados importantes que essa vida de viajante me ensinou.

Noite continua não sendo a minha praia

Não curto balada, não sei dançar direito, detesto gente se apertando, e música alta nunca foi comigo. A chegada dos inta me mostra que viver essa loucura noturna não me faz nenhuma falta e que gosto muito mais do dia do que da noite. Topo no máximo um drink ou dois, e se for vinho, melhor!

Detesto o meio termo

Meio termo e meia boca é tudo a mesma coisa e (me desculpe o português) a mesma droga. Não ligo (e pra falar a verdade, até gosto) de ficar em hostels, mas se for pra investir num hotel, que seja um bom. Uma noite aqui e outra ali num hotel mais ou menos até vai. No Estados Unidos hotel de estrada meia boca é parte da experiência. Mas se é pra pagar caro, quero no mínimo uma cama tão confortável quanto a de casa com bons travesseiros e toalhas impecavelmente limpas. Se é para ficar em hotel, quero poder tomar banho descalça, quero mimo e quero regalias. Na dúvida… vou de hostel.

 A máxima do “Antes só do que mal acompanhada” é mais verdadeira que nunca

Adoro viajar sozinha (e já contei porque nesse post) e até que venham os pimpolhos, continuarei investindo tempo e viagens em mim mesma.

Quero que os gregos e os troianos se danem

“E seu marido te deixa viajar sozinha?” “Tanto tempo assim longe de casa?”. É uma pergunta pior que a outra e linguaruda que sou, tenho que tomar um cuidado danado para não responder a altura. Percebi que o silêncio muitas vezes é a melhor, resposta, e quando vem acompanhado de uma gargalhada daquelas “que tal a gente mudar de assunto?”. Melhor ainda.

Mari Vidigal Brandileone

O fato é que com (quase) 30 anos na testa, já estou BEM grandinha para cuidar da minha vida, tomar minhas decisões e escolher pra onde e de que forma eu quero viajar. Parei de me importar com o que os outros pensam faz tempo, e isso se aplica para a escolha dos meus destinos, duração da viagem, e durante a viagem, o que eu quero ver e fazer. A vida é minha, a viagem também e que os gregos e troianos vão se danar!

Meu fascínio por pedras gigantes continua inalterado

Aaaaaaah, as pedras! Continuo apaixonada pela vermelhidão dos desertos, pelas pedras pontudas, e principalmente pelas pedras de subir. Minha nova vontade é começar aprender escalada, não sei quanto tempo vou levar para subir uma rocha de verdade, mas enquanto isso continuarei me divertindo com as rochas e pedregulhos divinos que o caminho me proporcionar. Monument Valley, Canyon Lands, Arches National Park e Alaska, vocês estão na minha bucket list!

E a Bucket list continua IMENSA!

E falando em bucket list, quanto mais viajo e  leia blogs de viagem, mais quero viajar. A lista não para de crescer, e já adianto… tem muita viagem legal vindo por ai!

E você?

Já parou para refletir o que mudou no seu jeito de viajar com o passar dos anos?

Se identificou com alguma das minhas mudanças?

Conte para nós se gostou e o que gostou no post 🙂

 

 

About author

mari vidigal

Viajante incansável, daquele tipo que no meio de uma viagem já está pensando na próxima, na próxima e na próxima. Apaixonada por fotografia, natureza e vinhos

16 comments

  1. Maíra S. 14 setembro, 2015 at 20:03 Responder

    Oi Mari,
    Não tinha visto esse post, mas ele explica porque gosto tanto do blog! Temos jeitos parecidos de viajar! Meus pais sempre gostaram de viajar, então algumas lições aprendi desde cedo, como confiar que tudo vai dar certo (ainda mais quando viajávamos numa era pré-internet e GPS), levar o mínimo de bagagem possível e evitar gastos desnecessários ao longo do ano, para que fosse possível viajar com frequência. Agora que também trintei, diminui o ritmo da viagem e também valorizo aquele tempo sentada num parque ou numa praça, absorvendo o que está a minha volta e atualizando meu diário de viagem (que faço desde sempre). Também tenho apreciado mais a comida local e eventualmente pagando mais por uma experiência que será memorável (postura sujeito a alterações nessa viagem para a Califórnia com dólar a preço de libra 😉 Eu também nunca gostei de balada e a única coisa que mudou com os 30 é que agora eu não me sinto culpada por isso. Sempre quis ter coragem para viajar sozinha e a cada viagem que fiz me senti mais confiante e aprendi uma lição nova. Depois da minha última viagem para Espanha, consegui finalmente ir a bares de noite e beber sozinha, sem encanação e sem ficar olhando para o celular. Justamente por essa oportunidade de descobrir mais coisas sobre mim mesma, as viagens solo vão se tornando um desejo e não mais uma alternativa à falta de companhia para viajar. Inclusive comprei minha primeira mochila cargueira depois dos 30 e adorei a experiência! Acho que ela vai ser minha grande companheira daqui para frente. A existência dos blogs de turismo, como o seu, também mudou completamente a minha experiência de viajar. Não tem preço poder ler sobre a experiência de outros viajantes “reais” e poder tirar dúvidas com alguém que conhece o destino. Hoje confio mais em blogs do que em guia de papel.

    • mari vidigal 15 setembro, 2015 at 01:44 Responder

      Oi Maíra,
      Que comentário fofo! Obrigada!
      Dei risada do Dólar a preço de Libra. Minha mãe tá vindo para cá e pagou 4,02. Uma facada!
      Espero que sua nova mochila seja MUITO MUITO utilizada, e feliz 30 e muitas viagens solo para nós! (Minha próxima já tá marcada: 6 semanas na Europa. Duas com o marido e 4 sem ele. Yaaaaaaay!!
      Beijos,
      Mari

  2. Graça 16 julho, 2015 at 21:49 Responder

    Sou sessentona e adoro viajar!!!! Sempre me aventurei , por aí ! Conheci um casal com um filho de uns 7 anos, o Marquinhos , e amanhã vou encontrá-los em Porto Alegre, numa churras caria!!!!

  3. Waldana 26 junho, 2015 at 18:06 Responder

    Mari,
    Super me identifico com cada palavra 🙂 Super inspirador seu texto!
    Não vejo a hora de fazermos uma aventura juntas 🙂
    Bjos e obrigada por compartilhar!

  4. Titi Brandileone 22 junho, 2015 at 23:20 Responder

    sensacional relato e experiência!!! Texto muito bom, depois dos 30, vem os 40, 50, etc. Cada etapa uma nova decisão !

  5. Milena - Viver Plenamente Paris 18 junho, 2015 at 20:09 Responder

    Muito legal o seu texto, certamente a forma de viajar e curtir a viagem muda com a “experiência”, se não a idade!
    Porém fiquei com uma duvida em relação ao “mochileira”, que parece que veio associada à “perrengue”. Na verdade tenho essa duvida sobre a definição de “mochileiro”, ou qual seriam as outras formas de viajar? Quem não é mochileiro é o quê?
    Eu não sei se sou mochileira, algumas pessoas torcem o nariz para essa expressão, realmente pois fica parecendo que é uma forma de viajar “miseravel”. Mas mesmo se não uso aquelas mochilas tipicas de mochileiro (ainda assim geralmente mochila), sempre me viro por conta propria, em transportes publicos, evito cair em roubadas e pagar fortunas com iscas a turistas. Gosto de me misturar aos locais, então soh andar de taxi ou de carro com um vidro me separando do mundo lah fora, ficar em hoteis 5 estrelas e comer em hoteis 5 estrelas e soh fazer passeios privados não me interessam muito… Bom, não sei em que categoria me encaixo…

    • mari vidigal 19 junho, 2015 at 03:51 Responder

      Oi Milena,
      Obrigada pela visita e pelo comentário.
      o meu caso o mochileiro estava totalmente associado a perrengue. Mas concordo com você que talvez falte um outro termo. Continuo viajando de mochila (OPA!), mas não no esquema completamente “mochileiro/on budget”. E falando nas suas características de viajar e que pelo jeito tem tudo a ver com as minhas, dá só uma olhada nesse texto: http://ideiasnamala.com/2015/03/09/complexos-mochileiro/ – que fala bem sobre isso. Acho que também to precisando de uma categoria. Vamos criar algo 😉
      Beijinhos,
      Mari

  6. Lis 18 junho, 2015 at 16:06 Responder

    Adorei o post! Ainda nao cheguei nos meus trinta, mas tambem ja aprendi algumas coisas que vc menciona! Tb adoro essa vida de viajar e conhecer! Mas apaixonei pelas montanhas no comeco dos anos vinte, quando morava no Rio de Janeiro.. =)

    • mari vidigal 19 junho, 2015 at 03:53 Responder

      Ai Lis,
      Morar no Rio é outra coisa. Não tem como não se apaixonar. Eita cidade linda!!!
      Obrigada pela visita e aproveite os inte por que passa voando!
      Beijos

  7. Thais Freitas 18 junho, 2015 at 01:06 Responder

    Me identifiquei totalmente com o seu texto!

    Fiz 30 em janeiro e, por mais que achei que meu gosto em viagens nunca fosse mudar, acabei percebendo que algumas coisas mudam sim. Tipo ficar em quarto compartilhado de hostel… cada vez mais difícil hahaha Mas uma coisa é fato mesmo: a bucket list continua imensa e não parará jamais de crescer!

    Beijos!

    • mari vidigal 18 junho, 2015 at 13:53 Responder

      Oi Thais,
      Obrigada pela visita e por compartilhar sua chegada aos Inta!
      Beijos ( e que ag se divirta e viaje MUUUITO antes da chegada dos enta)
      Mari

  8. Guta 17 junho, 2015 at 23:00 Responder

    Adorei o post Mari! Cruzei recentemente a fronteira saindo dos “inte” e tem mesmo, com o tempo, algumas coisas que mudam.
    Também estou cada vez mais querendo ir para lugares de natureza, saindo um pouco da “loucura” das grandes cidades, se for para ficar em hotel, que tenha coisas boas mesmo e com uma cama pelo menos tão confortável quanto de casa! rs Adorei a parte de tomar banho descalça! É mesmo verdade! kkk
    Outra coisa que reparei é em relação as comidas: hoje dou muito mais valor a uma refeição numa viagem, tento ao máximo não comer só alguma besteira no meio do caminho, mas ter mesmo uma experiência de comer algo gostoso, num lugar legal que traga alguma coisa e não só “mate a fome”.
    Mala cada vez mais vazia, mas também com mais alguns remedinhos a mais do que alguns anos atrás rs.
    Tempo é outra coisa que dou mais e mais valor…chega de fazer coisas apressadas, pode até ainda doer um pouco no coração, mas se não der para ver tudo não deu, infelizmente…bom motivo para voltar! 🙂

    • mari vidigal 17 junho, 2015 at 23:06 Responder

      OI Guta,
      Adorei o comentário e chorei de rir com a parte dos remédios. Sabe que eu passei a fazer seguro viagem? O medo de me quebrar em lugares desconhecidos ficou maior… hahahah
      Na parte de comidas, eu confesso que mesmo no tempo da mochila, sempre prezei comida boa e investi parte boa do budget nisso. Mas parece que quanto mais velha fico, maior o grau de exigência. O seu também?
      Beijos e obrigada pela visita,
      Mari

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