Lua de mel na Espanha: Barcelona, Madri e Andaluzia

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Lua de Mel - Espanha

Sou suspeita pra falar da Espanha, amo tudo. Cultura, comida, arte e o jeitão relax. Um destino maravilhoso, e bacana em todas as ocasiões. Assim, quando vi as fotos da Lua de Mel dos queridos Marília e Henrique na internet, fiquei morrendo de vontade de dividir essa história com vocês. Eles fizeram um roteiro de pouco mais de duas semanas passando por Barcelona, Madri, Valência e Andaluzia, uma viagem nada tradicional para Lua de Mel, regada a muita cerveja e tapas espanholas, mas repleta de charme e momentos divertidos. Uma lua de mel que é a cara deles!

Lua de mel na Espanha: Barcelona, Madri e Andaluzia

Roteiro Resumido:

Total de dias de viagem: 17 dias

Roteiro Detalhado:

Dia 1: Escala de 8 horas em Amsterdã

Depois de muitas horas de vôo, chegamos em Amsterdã, uma escala de poucas horas, porém inesquecível. Nossa ideia original para a Lua de mel era viajar pela Holanda inteira, mas por conta dos custos, desistimos. De qualquer forma, tivemos um gostinho de Amsterdã.

Saímos de trem do aeroporto para a Estação Central (8,20 euros por pessoa para o trajeto completo: aeroporto – estação – aeroporto). Nosso foco principal era visitar a Fábrica da Heineken (The Heineken Experience), já que somos loucos pela cerveja. Fomos a pé da estação até a fábrica, o que é uma boa caminhada, mas isso não é problema para nós.

The Heineken Experience
No caminho, passamos pela feira de flores e foi lá, em uma lojinha para turistas que compramos o nosso ingresso, com medo de pegarmos fila (o preço das estradas era o mesmo nessa lojinha, na própria Heineken Experience ou online – 16 euros por pessoa).

Antes de entrar, almoçamos um sanduíche na praça bem em frente a Heineken. Pagamos caro e comemos uma porcaria portanto, não comam por lá (acho que é o único restaurante/deck da praça). A visita à fábrica dura por volta de 1h30, e para quem curte Heineken como nós, é incrível!

Heineken Experience - Amsterdã

Heineken Experience

Museuplein
Saindo de lá, caminhamos até a praça onde fica a famosa placa I AMSTERDAM, a Museumplein, onde estão os museus mais famosos de Amsterdam: o Museu Van Gogh, Rijksmuseum, e o The Concertgebouw (onde acontecem, óperas, shows e sinfonias). Demos uma volta rápida e tiramos algumas fotos antes de voltar para a estação central. Como queríamos chegar no aeroporto com tempo de sobra para embarcar no próximo vôo, trocamos nossa caminhada por um tram (espécie de bondinho elétrico super comum em Amsterdã) que os deixou na estação Central, onde pegamos o trem de volta para o aeroporto.

Indo para Amsterdã? Veja aqui um roteiro de 3 dias na cidade.

Chegando em Barcelona:
Chegamos em Barcelona bem tarde (umas 23h) e, na hora, descobrimos o Aerobús, um ônibus que sai do aeroporto e para em vários pontos da cidade deixando as pessoas (5,90 euros por pessoa). Caminhamos uns 2 ou 3 quarteirões e chegamos no nosso hotel que, by the way, estava muito bem localizado. [Pitaco da Mari: A dica do Aerobús é ótima! Já usei várias vezes e recomendo.]

BARCELONA

Dia 2: Passeio pelo centro & Sagrada Família

Acordamos bem tarde por todo o cansaço e o fuso, e saímos andando (sempre com um mapa na mão!). A primeira parada, sem querer, foi na praça onde fica a Iglesia Santa Maria del Pi (Plaça del Pi, 7). Almoçamos um sandubinha rápido ali mesmo, sentados na escadaria da praça. Ali do lado havia uma feirinha (era 3ª feira) pequena, cheia de coisas gostosas como jamóns, nuts, sabonetes, etc.

Dica de lugar gostoso para uma refeição rápida: Enrique Tomás
Continuamos andando e fomos parar na Pl. Sant Jaume onde fica o Palau de la Generalitat (Plaça de Sant Jaume, 4) e a prefeitura. No caminho, compramos uma maravilha espanhola que se chama Fuet, um tipo de jamón/salame/sei lá o que… MARAVILHOSO. Compramos em uma lojinha que depois fomos descobrir que está em todo toda Europa: a Enrique Tomás. Eles fazem sanduíches e refeições rápidas em muitas dessas lojas, e gostamos de tudo o que provamos!

Enrique Tomas - Barcelona

De lá, seguimos até a Catedral de Barcelona e pegamos o metrô para a nossa próxima parada, a Sagrada Família . Nesta ida para a Sagrada, descobrimos que comprar 1 passagem de metro cada vez que for usar, não vale NADA a pena. Compre o T-10, que dá direito a 10 viagens e é muito mais barato (compramos um só para nós dois, e deu certinho!).

A Sagrada Família:
Para evitar filas quilométricas, já tínhamos comprado os ingressos da Sagrada Família antes de sair do Brasil (compramos o combo Sagrada + subida na torre por 19,50 euros por pessoa) e foi uma ótima decisão porque a fila estava gigante!

[Pitaco da mari: Eu se fosse você, faria o mesmo!]

Sagrada Família - Espanha

Sagrada Família

Sem brincadeira, passamos de 2 a 3 horas lá dentro. O lugar é IMPRESSIONANTE. Quando saímos de lá, demos uma bela volta pela região, passando pelas duas praças, uma de cada lado da igreja, a Plaza de Gaudi e Plaza de La Sagrada Família, onde tomamos uma cervejinha admirando a beleza do lugar.

Jantar no Tapa Tapa
Impossível jantar em Barcelona antes das 20h/20h30 ou depois das 22h30/23h00. Pois é! Vale se programar rs. Neste dia, fomos comer em um dos vários Tapa Tapa que existem por lá (no caso, o da Passeig de Grácia, 44). Um “fast food” de Tapas, vale o custo benefício. Nada de mais…

Dia 3: Parc Guell

No dia seguinte, por dica de um dos atendentes do hotel, pegamos o metrô e descemos na estação Vallcarca, iniciando a visita ao Parc Guell por trás, e não pela entrada principal. A caminhada até o topo é grande, com muita subida mas também muitos trechos com escada rolante, o que ajuda bastante. Porém, não tínhamos comprado antecipadamente os ingressos para visitarmos a parte do parque onde estão as obras do Gaudi. Nos falaram que podíamos comprar na hora mas, quando chegamos lá por volta de 10h, só estavam vendendo ingressos para às 17h. Portanto, ficamos sem ver uma das principais atracões da cidade…

Escada do Parc Guell

Escada do Parc Guell

Passeio insano: do parque ao mar passando pelas casas de Gaudí
Ai começou o dia insano: fomos a pé do parque até o mar. Loucura, mas passamos por locais pouco conhecidos, como a Calle di Verdi que é um charme, cheia de lojinhas, praças e restaurantes. Paramos na Pl. Revolució Setembre 1868 para comermos algo rapidinho. De lá, passamos na Plaza Del Sol, continuamos andando pelas ruazinhas da região e vimos várias pracinhas, caminhando em direção à Passeig de Grácia. Saímos lá em cima, onde ficam os Jardins de Salvador Espriu.

Passamos na frente da Casa Milá (a famosa “La Pedrera”)  (Provença, 261) mas decidimos não entrar pois o ingresso custava 20,50 euros por pessoa. Alem disso, tínhamos ouvido falar que a Casa Bartló (Passeig de Gràcia, 43) era mais curiosa, e foi para lá que continuamos caminhando. O ingresso custou mais caro, 21,50 euros por pessoa, mas optamos por fazer o passeio mesmo assim. E vale a pena!

Casa de Bartló - Barcelona

[Pitaco da Mari: Eu amei as duas casas e acho que para quem tem Budget, ambas valem a visita e o investimento. Veja detalhes das duas casas nesse post.]

Plaza Sant Cugat
Após a nossa visita, continuamos caminhando, passando pelo Arc de Triomf, a Pg. Lluís Companys, ruazinhas deliciosas e caímos na surpresa do dia: Pl. Sant Cugat. Ela não tem nada de mais, mas o clima estava incrível, com pessoas tomando uma cerveja, música rolando e achamos um charme! Paramos para fazer o mesmo (cervejinha + mix de jamón e fuet) no Al Sur Café (Plaza de Sant Cugat, 1). Foi uma delícia!!

Al Sur Café na Pl. Sant cugat

Al Sur Café na Pl. Sant cugat

De volta ao centro Gótico
Continuamos caminhando passando novamente pela Catedral, onde desta vez, entramos pois a partir das 18h é gratuito. Voltamos para o Hotel e à noite fizemos a besteira de jantar em um restaurante nas Ramblas, o Nuria. Foi OK para mim. Péssimo para o Henrique. Ele pediu uma carne, dura e sem sabor. Eu pedi um salmão, que não tinha nada de mais. O valor? Um absurdo! Não vale a pena… aliás, nada nas Ramblas vale.

[Pitaco da Mari: falou e disse, tudo nas Ramblas é caro e mais ou menos (ou ruim) eu se fosse você, não comeria por lá de jeito nenhum]

Dia 4: Museu Picasso, praias e a melhor vista de Barcelona

Como estávamos na correria com o casamento, não conseguimos planejar TUDO da nossa Lua de Mel como gostaríamos. Alguns ingressos de atracões compramos durante a viagem, online. Foi o caso do Museu Picasso (Carrer Montcada, 15-23) que compramos online para irmos no dia seguinte, e deu super certo. Aliás, o museu é imperdível! Tivemos a sorte de pegar uma explosição temporária chamada Picasso x Dali e Dali x Picasso, que deixou a visita ao museu ainda mais interessante.

Tapas ao lado do museu Picasso
Na mesma rua, um pouquinho para frente, está o El Xampanyet (Carrer de Montcada, 22), um bar de tapas super easy going. Quase não há mesas/cadeiras. Vale a pena visitar o museu e parar por lá para tomar uma cervejinha ou uma sangria acompanhado de tapas deliciosas. Todas as que comemos, foram sugestão do garçom que estava no bar. E não podia ter sido melhor!

El Xampanyet

E rumo a praia…
Saindo de lá, passamos pela Igreja Sta. Maria del Mar (Plaça de Santa Maria, 1) construída por pescadores, um charme), fomos ao Mercat Sta. Caterina (Av. de Francesc Cambó, 16) (turístico, mas bem legal!) e descemos até a praia, tudo a pé.

Plaja de san miguel

Ficamos um pouquinho na praia de Sant Miguel mas, sinceramente, para quem conhece as praias do Brasil, não tem a menor graça. Interessantes foram as nossas caminhadas, tanto na ida quanto na volta ;). Na volta, fomos caminhando em direção as Ramblas e passamos pelo Porto, Aquário de Barcelona e toda aquela região.

Nas Ramblas, passamos pelo Mercado Boqueria, pela Praça Reial (uma delícia!) e claro, demos uma paradinha em um dos vários El Corte Inglês (loja de departamentos mega famosa na Espanha).

À noite, encontramos um amigo de intercâmbio que é de Barcelona. Ele havia feito uma reserva para nós no melhor restaurante de tapas de Barcelona: Paco Meralgo (Carrer de Muntaner, 171). É realmente INCRÍVEL e fica LOTADO. Mas vale MUITO a pena. Saindo de lá, ele nos levou até o alto da montanha Tibidabo para termos a melhor vista de Barcelona. E deve ser mesmo! Mas para chegar lá, só de carro.

Dia 5: Montjuic

Nosso último dia em Barcelona nos reservou algumas surpresas. Uma delas foi o nosso café da manhã. Na Europa no geral, não vale a pena fechar o café da manhã no Hotel. Eles cobram por volta de 7/12 euros por pessoa e isso é possível gastar em 2 pessoas fora do Hotel. Neste dia, paramos em um lugar charmoso chamado Escriba, cujo dono Christian Escriba é filho do considerado “Mago do Chocolate”.

MNAC no fundo

Subida a Montejuic – MNAC no fundo

Fundação Miró
Fomos caminhando até a Praça Espanya, de onde pudemos ver o Les Arenas (antiga praça de touradas e que hoje é um centro comercial). Subimos até a Font Mágica em Montjuic, e chegamos ao MNAC (Museu Nacional de Arte da Catalunha). De lá, fomos direto à Fundação Juan Miró,  também compramos online na noite anterior (mas não é imprescindível. Pelo menos não pareceu, pois não havia nenhuma fila). Ficamos bastante tempo no museu, que é grande e super interessante também.

Compras
No caminho de volta, paramos na escadaria na frente do MNAC para tomar uma cervejinha e apreciar a bela vista. Depois fomos à praça De Catalunya, almoçamos ali perto, no Enrique Tomás (mais uma vez rs), mas desta vez comemos um sanduíche de Jamón Bellota, o melhor Jamón que existe. Fizemos umas comprinhas, porque ninguém é de ferro (Pull & Bear e Bershka com certeza foram as nossas lojas preferidas na Espanha).

Jantar Japonês
Nossa última noite foi novamente com meu amigo Alexis, que desta vez, sabendo que amamos comida japonesa, nos levou no restaurante predileto dele e da namorada, e onde é impossível encontrar turistas: Masaya (arrer del Bisbe Sivilla, 42). Gostoso, mas não é imperdível.

VALÊNCIA

Dia 6: Ida a Valência e passeio pela cidade

Acordamos cedinho em Barcelona e fomos, de táxi, até a estação de trem, de onde partiríamos para Valência (compramos as passagens pela internet ainda aqui no Brasil, e pagamos 18 euros cada passagem). Foram mais ou menos 3h de viagem.

Chegando na cidade, fomos (a pé, claro rs) direto para o hotel deixar as malas e fazer check in. Não perdemos tempo e já fomos fazer um reconhecimento da região. Estávamos com fome então compramos um sanduba no Burguer King mesmo (que aliás, fast food desses americanos por lá, não valem a pena. Muito caros!) e paramos para comer em uma praçinha super charmosa na frente do museu MuVIM (Museu Valência de la Il-lustració i la Modernitat) e da Biblioteca Pública. Que delícia de lugar.

Praça do MuVIM - Valência

Praça do MuVIM

Torres de Quart: Valência vista do alto

Fomos caminhando até a Torres de Quart, que estava aberta, e a entrada é grátis.. Subimos e tivemos uma vista legal da cidade. De lá, fomos até a Plaza De La Virgen (onde fica o Palau de la Generalitat), a Plaza De La Reina e subimos até a Torres de Serranos (esta estava fechada, então não pudemos subir, mas dizem que tem uma vista melhor que a de Quart).

O Jardin del Turia

Começamos a descer, caminhando pela avenida que beira o Jardin del Turia. O jardim del Turia foi construído no local de um antigo rio que cortava a cidade. O rio passava grande parte do ano seco, mas quando enchia, inundava tudo e a bagunça era generalizada. Para acabar com as destruições causadas pelas enchentes inesperadas a prefeitura de Valência decidiu canalizar o Rio, e no lugar dele construir um rodovia grandiosa, que ligaria os principais pontos turísticos da cidade ao aeroporto. Po sorte, o projeto nunca decolou, a populança local se uniu para que o Rio desse espaço a algo que toda a cidade pudesse desfrutar, um parque.

Jardin de Turia - Valência

Ponte das Flores -Jardin de Turia

Hoje o Jardim del Turia é um dos parques mais bonitos e gostosos da cidade. O parque tem campo de futebol, quadras para esportes variados, locais para passear com cachorro, pistas de corrida, ciclovias, e tudo o que um bom parque deveria ter. O parque corta boa parte da cidade, e é tão extenso que ganhou pontes diferentes (e bem enfeitadas, cada ponte tem um estilo/decoração diferente) para que os pedestres possam atravessá-lo com mais facilidade.

Jantar: Arroz no La Mary

Saindo do Jardim del Turia, pegamos a Carrer de Cólon, passamos na frente da Plaza De Toros (que ficamos com muita vontade de entrar mas, pelo preço, não valia a pena) e, assim, completamos uma volta pela Ciutat Vella (parte antiga da cidade). À noite, por indicação do Hotel, jantamos no restaurante La Mary que serve arrozes (C/ Félix Pizcueta, 6 Planta baja ).

Dia 7: Museu Almoina, Mercado Central

No dia seguinte, tomamos café perto do hotel e fomos para a Plaza Del Ayuntamiento (prefeitura de Valência) para ver o prédio dos Correios, super famoso e mais bonito que o prédio da prefeitura. Na sequência, visitamos o Museu Almoina (Praça Dècim Juni Brut, s/n), um museu arqueológico que conta a evolução da cidade de Valência ao longo do tempo. Eu estava muito curiosa para ir e, como foi de graça, realmente valeu a pena para entender sobre a fundação da cidade e ver tanta coisa antiga.

O mercado Central de Valência

De lá, fomos ao Mercado Central de Valência (plaza Ciudad de Brujas, s/n), o mais antigo da Europa! O mercado é uma DELÍCIA, e vale super a visita. Compramos umas comidinhas para almoçarmos mais tarde. Mas não se engane: os preços lá – como em todos os mercados mais turísticos da Espanha – são salgadinhos.

Mercado Cólon

Saímos de lá e passamos pelo Mercado Cólon, que de mercado não tem nada. É uma espécie de shopping com vários restaurantes. Mas é um charme e vale a visita!

Cidade das artes e ciências

Caminhamos pelo Jardin del Turia e paramos quase em frente ao Palau de la Musica para almoçarmos. Que delícia de almoço. Não dava para ser melhor.

Picnic no Jardin del Turia

Picnic no Jardin del Turia

palau de la musica - Valencia

Nossa vista no almoço. O palau de la musica

Continuamos caminhando pelo Jardin e finalmente chegamos à Ciudad de Las Artes y Las Ciências, um conjunto de edificios super modernos e vistosos, um dos principais cartões postais de Valencia, obra do arquiteto Santiago Calatrava. (Não é perto. Andamos bastante para chegar até lá, mas foi uma delícia).

Ciudad de las Artes y Ciencia - Valência

Demos uma volta na área, que é enorme, e fomos ao Oceanogràfic, que é o mais indicado dos museus do complexo. Compramos o ingresso na recepção do hotel, pelo mesmo preço da bilheteria (27,90 euros por pessoa).

A visita foi legal, mas quem conhece o Monterey Bay Aquarium na Califórnia, não vai se surpreender nem um pouco com este aquário. Vimos algumas coisas interessantes que não havíamos visto na Califórnia, como uma baleia branca, conhecida como Beluga! A coisa mais fofa!

Oceanogràfic - Baleia Beluga

Conheçam a Beluga!

Jantar no Ma Khin Café
Voltamos pela Gran Via del Marques del Túria, que é uma avenida com um canteiro central todo arborizado, uma delícia de caminhar. A noite tentamos comer a famosa paella Valenciana. Procuramos um restaurante que tivesse uma BOA paella. Mas não encontramos nenhum lugar aberto.

Dica: Ir para Valência domingo e segunda é um problema, pois MUITAS coisas estão fechadas. Enfim, perdemos a chance de comer a famosa paella, mas tivemos uma belíssima experiência gastronômica em um restaurante do Mercado de Cólon chamado Ma Khin Café (Mercado de Colón, Carrer de Jorge Juan, 19).

XÁBIA / ALMERÍA

Dias 8: Viagem de carro pela Costa da Espanha

Pegamos o carro e começamos a descer a costa da Espanha. A primeira parada foi Denia, onde, sinceramente, não há nada para ver ou fazer (talvez melhore um pouco na região do Porto, mas não paramos por lá). De lá, seguimos para Xábia por um caminho incrível. Uma estradinha super charmosa. A cidade também é um charme. Parece Campos de Jordão na praia.

Almoço delicioso no La Renda
Seguindo a sugestão do Lonelyplanet paramos para almoçar no La Renda (Calle Santísimo Cristo del Mar, 12) , um restaurante especializado em paella e fideuá (igual a paella, só que ao invés de arroz eles usam orzo -macarrão com formato de arroz). Experimentamos um fideuá, e estava bem gostoso.

La Renda - Xábia

Fideuá do La Renda

Chegada em Almería & Jantar no La Consentida
Deixamos Xábia com vontade de ficar mais tempo. Continuamos a viagem sentido Almería, onde chegamos no início da noite. Dando uma volta para achar um lugar para jantar, demos de cara com o La Consentida (Plaza Antonio González Egea, S/N). Um bar/restaurante com uma decoração super moderna e de muito bom gosto, e quer saber a melhor parte? No sul da Espanha é muito comum pedir uma bebida e ganhar um aperitivo, a famosa tapa Espanhola. Em quase todos os lugares, a tapa é uma surpresa e você não pode escolher. No La Consentida não. Você escolhe o que quer e é tudo uma DELÍCIA, alem da comida vir super bem apresentada. Vale a parada em Almería só para passar por lá.rs

La consentida - Almería

E olha só o prato que delícia: Atum selado do la consentida

Dia 9: Mais um pouquinho de Almería

No dia seguinte tomamos um café da manhã clássico espanhol: pan com tomate (pão com tomate) e em seguida saímos para passear. Passamos pelo Ayuntamiento (prefeitura) y Plaza de La Constituicion, e pela Catedral (Entrada grátis, mas já adianto, a parte de fora é bem mais bonita e interessante que o interior da igreja.

Pan con tomate

Pan con tomate

Continuamos nossa caminhada rumo Porto de Almería, que para falar a verdade, não tem NADA de mais. Subimos então a principal avenida da cidade, Paseo de Almeria, repleta de lojas. Demos uma espiada rápida no Mercado Central (extremamente limpo e organizado!) e fomos a um mirante que tem vista para a cidade e a Alcazaba (a “Alhambra” de Almeria). A região para chegar ao mirante é péssima, o que nos decepcionou um pouco. Dalí seguimos para a próxima cidade do nosso roteiro: Granada.

Mirante para Alcazaba

Caminho feio para o mirante para ver a alcazaba

GRANADA

Chegada em Granada
Chegar em Granada, de carro, foi um desafio. A cidade tem MUITAS ruas que nem cabem no mapa, e várias delas tem acesso restrito à veículos. O hotel havia nos mandado um mapa dizendo que ruas deveríamos pegar para chegar até lá, mas nós nos perdemos. Paramos para pedir informação em outro hotel e eles disseram que o mapa estava ótimo… enfim rs.

Chegamos no hotel, que fica na porta da Alhambra (um complexo de palácios e jardins maravilhoso). Não dava para ser melhor! Fomos direto pegar um sanduíche num lugar chamado Green & Berries, que tem comidinhas fast food mais naturebas e com preço bom. Almoçamos ali mesmo, na Plaza Nueva.

Na parte da tarde, demos uma voltinha pela cidade, que é bem pequena e tem muitas ruas fofas. Caímos no bairro de Albaicín, cheio de lojas árabes/marroquinas que parecia que estávamos em outro país! Também passeamos pelo centro e paramos em uma das várias praças atrás da Catedral para tomar uma cervejinha.

Como era meu aniversário, o Henrique fez uma reserva no restaurante El Huerto de Juan Ranas (Calle Atarazana Vieja, 6), em Albaicín. Só o caminho já é incrível. Você vê, de diversos pontos das ruazinhas que parecem labirintos, a Alhambra iluminada. As casas desse bairro são todas brancas, parece que você está na Grécia. Imperdível.

El Huerto de Juan Ranas

Alhambra vista do Lounge Aberto do El Huerto de Juan Ranas.

O restaurante fica exatamente na frente do mirante da Alhambra. Portanto, a melhor localização! O restaurante em si fica na parte de baixo, coberta e fechada. O cardápio é mais formal, assim como todo o ambiente. A vista para a Alhambra é através de um vidro. Tudo isso nos incomodou um pouco, pois somos um casal mais easy going. Pedimos então para irmos para o andar de cima, que é na altura da rua mesmo. Uma espécie de lounge ao ar livre. Foi lá que ficamos! Com uma vista deslumbrante, uma comidinha gostosinha e um vento gelado (mas que não atrapalhou o momento maravilhoso que vivemos – vá agasalhado!). Imperdível! Quando saímos de lá, paramos em um bar que ainda estava aberto para finalizarmos a nossa noite inesquecível.

[Pitaco da Mari: o centro de Granada tem milhares de bares de tapas bons e baratos, sem exagero uma das melhores lembranças gastronômicas da minha vida de estudante na Espanha.]

Dia 10: Alhambra & Capilla Real

Dia de visitar a Alhambra. Patrimônio mundial da Unesco, é o monumento mais visitado da Espanha e um dos mais visitados do mundo! Realmente a visita é IMPERDÍVEL. O Palácio tem horário marcado e não são tolerados atrasos. O melhor, na nossa opinião, é chegar 30min antes (a caminhada até lá em cima é longa) e ir direto para o Palácio. Depois, passe o tempo que precisar visitando os outros lugares.

Alhambra - Granada

Alhambra – Granada

[Pitaco da Mari: Independente do horário do seu ingresso, chegue na Alhambra cedo, e sem pressa, visite todos os Palácios, um mais lindo que o outro, e como a Marília adiantou, esteja na frente do Palácio Nazaries, meia hora antes. Terminado o Palácio, visite tudo o que você deixou para trás. Alhambra é sem exagero um dos lugares mais mágicos que já visitei.]

Compre os ingressos com antecedência: Existem diversos tipos de ingresso e, na época, quase ficamos sem. Eles esgotam com muita antecedência (tipo 2/3 meses antes!) e visitar o complexo sem entrar no Palácio Nazaríes (o principal do complexo), não faz sentido. Ou seja, se você vai a Granada, precisa comprar seus ingressos antes, nesse site.

Relevos em Alhambra

Relevos em Alhambra

Compramos o ingresso Dobla de Oro, que permite a entrada em todos os locais do complexo e também dá acesso à outras atracões da cidade. Este tipo de ingresso era novíssimo quando compramos e não entendemos muito bem. Por termos apenas 2 dias na cidade, não conseguimos usufruir de tudo o que ele proporciona, mas valeu a pena mesmo assim. Por apenas 2 ou 3 euros de diferença, você tem acesso a muitas atrações (16,40 euros por pessoa). Não deixe de ir!

[Pitaco da Mari: Compre seus ingressos com a maior antecedência possível. Conheço MUITA gente que foi para Granada e não conseguiu visitar Alhambra, por falta do ingresso, o que é uma pena tremenda.]

Capilla Real
Neste dia visitamos também a Capilla Real (4 euros por pessoa) .É lá que estão os restos mortais dos reis católicos Fernando de Aragón e Isabel de Castilla (responságeis pela reconquista e unificação do reino da Espanha).

A noite, por sugestão do Hotel, fomos num bar chamado Taberna 22, só de locais. Como em todo o sul da Espanha, lá você pede a sua bebida e ganha uma tapa. Foi uma noite super agradável, rodeada de locais, comida curiosa (e boa!) e muita risada.

Taberna 22 - Granada

Henrique feliz da vida no Taberna 22 com uma cerveja, uma dose baratérrima de um bom whisky e nossas estranhas tapas.

RONDA

Dia 11: Ronda

No dia seguinte, continuamos a viagem pelo Sul da Espanha até Ronda, uma cidade que eu queria muito conhecer.

Mirante de Ronda
Chegamos por volta das 15h30. Almoçamos no Burguer King e fomos ao mirante do lado de “La Ciudad”, a parte ‘velha’ de Ronda (só é possível visitar este mirante na luz do dia). Passamos um bom tempo lá em baixo, admirando um dos lugares mais impressionantes que já fomos: a beleza da Puente Nuevo.

Ronda - Espanha

Ronda: Vista da cidade velha e da cidade nova

O acesso ao mirante é em uma pracinha (Plaza Maria Auxiliadora) e na volta, como a subida é grande (vá de tênis!), paramos em um bar da praça para tomar uma cerveja e descansar. Se tivéssemos mais tempo, com certeza teríamos feito uma das diversas caminhadas em baixo da ponte. (Eu se fosse você, pesquisaria um pouco as opções de caminhada nessa parte da cidade :))

Ronda vista do alto

Ronda vista do alto

Continuamos andando e passamos pela deliciosa Plaza Duquesa de Parcent, onde fica a Iglesia de Santa Maria La Mayor, o Ayuntamiento (prefeitura) e o Convento de Santa Isabel. Fomos até o “fim” da cidade, na Puerta de Carlos V e voltamos pela avenida principal.

A noite tentamos ir no muito bem recomendado Lechuguita que estava completamente lotado. Paramos para ‘tapear’ no Las Martírio, onde só haviam locais. Depois, claro, fomos ver a Puente Nuevo iluminada – e linda!

 Ronda. A vista a noite

Dia 12: Plaza de Toros & Viagem a Sevilla

No dia seguinte, antes do check out, fomos a Plaza de Toros, uma das mais antigas e berço de uma célebre escola de grandes toureiros. O passeio é bem interessante (6,50 euros por pessoa). Passamos pelo mirante que fica no Paseo de Blas Infante (é possível visitá-lo à noite, mas no dia anterior fomos tarde demais e estava fechado), demos uma última passada na Carrera Espinel (rua cheia de lojas) e seguimos então para Sevilha…

Plaza de Toros - Ronda

Plaza de Toros – Ronda

SEVILLA

Devolvemos o carro logo na chegada e passamos para fazer check in no hotel. Como deixamos para reservar o hotel na última hora, conseguimos um bom hotel mas um pouco longe de mais do centro e mais próximo da estação de trem. O que não foi ruim pois não temos preguiça de andar e na hora de pegarmos o trem para Madrid, pagamos muuuito barato no táxi.

Jantar Marroquino no Al Medina
Fizemos o check in e logo fomos conhecer um pouco da cidade. À noite fomos jantar em um dos restaurantes Marroquinos mais famosos de Sevilla, o Al Medina (Calle San Roque,13). A experiência foi realmente muito bacana e comemos um verdadeiro cuscuz marroquino!

Cuscuz Marroquino do Al Medina

Cuscuz Marroquino do Al Medina

Dia 13: Plaza de Espanha, Compras e show de Flamenco

No dia seguinte tomamos café no caminho para o centro e saímos andando pelas mil ruazinhas de Sevilha. Passamos na frente da Catedral (um marco na região) e fomos até a Plaza de España que é impressionante e imperdível!

Plaza de Espanha - Sevilla

Plaza de Espanha – Sevilla

Na volta, paramos para beliscar no 100 Montaditos (uma cadeia de barzinhos bem tradicionais, gostosos e baratos) e fomos fazer umas comprinhas na H&M e no El Corte Inglés.

Show de Flamenco no La Carbonería
À noite, como não queríamos gastar fortunas em um show de Flamenco (a dança nasceu na Andaluzia, mais especificamente em Sevilha e cidades próximas!), pesquisamos bem e recebemos também boas indicações do La Carbonería (Calle Levíes, 18). Nos falaram que o show começava às 20h e estávamos lá na porta, neste horário. O lugar não abria nunca e foram chegando vários turistas. Quando abriram, soubemos que o show seria às 21h ou 21h30. Ficamos lá esperando, mas no melhor lugar!

La carboneria - Sevilla

La carboneria

O La Carbonería é um grande galpão onde paga-se apenas o que se consome. Não existem muitas opções de comida, apenas nachos com guacamole, hot dogs e coisas do gênero. É um lugar muito simples e é aí que está o grande charme. Vimos, de graça, um show de Flamenco maravilhoso, de cara com os cantores e a dançarina, podendo reparar em todas as expressões e no drama envolvido no show. Realmente, uma experiência indescritível.

Dica: deixamos para comer no final do show, fora dali, mas acabou tarde e quando saímos mais nenhum lugar estava aberto para o jantar. Acabamos tomando uma coca cola e comendo uma batatinha pringles no hotel! =(

Dia 14: Catedral de Sevilla e Torre del Oro

Nosso último dia na cidade começou com um café da manhã e uma fila enorme para comprarmos ingressos e finalmente visitarmos a tal Catedral de Sevilha (considerada a maior catedral gótica do mundo – 9 euros por pessoa). O lugar é realmente impressionante, tanto de tamanho e arquitetura como dentro e a vista que temos lá de cima. É nesta Catedral que está o Mausoléu de Cristóvão Colombo. Vale muito a visita.

Catedral de Sevilla

Patio das laranjeiras visto do alto da Catedral de Sevilla

[Pitaco da Mari: Tão famosa, e bonita quanto a Catedral de Sevilla, é a torre La Giralda, o antigo minarete de uma mesquita Árabe que existia no local da catedral. A subida na torre vale super a pena! . Ah, e antes que eu me esqueça, na frente da Catedral está o Alcazar de Sevilla, mesmo estilo arquitônico de Alhambra com jardins caprichados.Recomendo a visita]

Almoçamos em um dos vários restaurantes charmosos que tem ali perto (e que, confesso, são um pouco pega turista, mas queríamos muito experimentar esses menus baratos da hora do almoço com entrada+prato principal+sobremesa – e que, na nossa opinião, não vale muito a pena). Demos mais uma volta pela cidade, passando pela Torre del Oro, pela Plaza de Toros e pelo Metropol Parasol. Pegamos nossas malas no hotel e fomos, de táxi, para a estação de trem rumo à Madri.

MADRI

Chegamos em Madri tarde e fomos direto para o hotel dormir. Já era tarde e o dia seguinte começaria bem cedo.

Dia 15: Centro Antigo de Madri

De manhã, tomamos café num Dunkin’Coffee (que deveria existir em todos os lugares do mundo!!!) e encontramos duas amigas minhas da época de intercâmbio. Perto do nosso Hotel que ficava na Plaza de España.

Palácio Real de Madri

Jardins de Sabatini & Palácio Real de Madrí

Demos uma volta por lá, e seguimos para os Jardines de Sabatini e vimos o Palácio Real e a Catedral Nª Sra Almudena. Caminhamos então até o delicioso e imperdível Mercado de San Miguel. Super organizado, limpo e gostoso, é parada obrigatória para qualquer pessoa que visita Madri. Claro, os preços não são os melhores, mas mesmo assim o passeio é delicioso.

Mercado de San Miguel

Compramos umas Paellas e fomos comer em um banco na Plaza Mayor. Saímos de lá e fomos conhecer uma região de Madri pouco visitada pelos turistas: Malasaña. Depois de passear pelas lojinhas no caminho, paramos para tomar um café na Plaza Del 2 de Mayo e descemos, até chegar na Plaza Puerta del Sol.

Show de Jazz
À noite, eu e o Henrique queríamos muito ir em um show de Jazz. Achamos um no Café Central, na Plaza Del Angel, e foi especial: vimos Pedro Iturralde Quarteto. Com 86 anos, o saxofonista uniu o jazz e o flamenco. Foi muito especial. De lá, passamos pela Plaza de Santa Ana, cheia de restaurantes e bares mas muito turística. Paramos em um bar ali na região para terminarmos a nossa noite.

Veja aqui um roteiro completo de 4 dias em Madri.

Dia 16: Parque do Retiro e Tapa no El Tigre

Parque do Retiro

Tomamos café no Starbucks (acreditem, é mais barato do que tomar café no hotel!), pegamos o metrô e fomos ao Parque del Buen Retiro (descemos na estação Retiro), que é enorme mas muito gostoso.

Parque del Retiro - Madri

Parque del Retiro

Passeamos pelo estanque, pelo Palácio de Cristal e pela estátua del Angel Caído (Reza a lenda que é a única estátua do Diabo na Europa).

Caminhada: do paseo del Prado até Sol

Andamos pelo Paseo del Prado, passando pelo Jardin Botânico, pelo Museo del Prado, pela Fuente de Neptuno. Caminhamos pela Carrera de Sán Jerónimo e paramos um pouquinho da Plaza De las Cortes. De lá, seguimos até Plaza Puerta del Sol, onde está o símbolo de Madrid: El oso y el Madroño, uma pequena estátua de um urso agarrado à uma árvore.

El oso y el Madroño

El oso y el Madroño

Nosso objetivo pessoal era chegar ao Taco Bell (restaurante de fast food de comida mexicana, que marcou meu intercâmbio nos Estados Unidos com uma dessas amigas e que não poderia ficar de fora já que não achávamos em lugar nenhum do mundo a não ser nos EUA. Vale por ser muito gostoso e BEM, BEM, BEM barato!) da Calle Preciados, perto do nosso hotel e da Plaza Callao.

O outro objetivo alem de almoçar algo que queríamos muito, era comer uma bela sobremesa. As meninas optaram por comer o famosíssimo churros da Chocolateria San Gines (que não vem com doce de leite, mas sim uma xícara de chocolate quente derretido para mergulhar os churros) que existe desde 1894.

Cerveja & Tapas no El Tigre

Depois de algumas comprinhas na volta pro hotel, um banho e um descanso, saímos a noite para o bar Sidrería El Tigre (Calle de las Infantas, 23), um bar de tapas, indicado por uma amiga minha que morou bastante tempo em Madrid. O bar é lotado, não tem cadeiras mas vale pela experiência. Tomamos umas cervejas, comemos umas tapas (grátis!) e fomos para um outro bar da região, terminar a noite (sentados! Rs).

[Pitaco da Mari: O El Tigre é um dos bares mais tradicionais da cidade, bem famosa por servir tapas gigantescas. Um lugar para comer bastante e gastar pouco. Ali do lado há um mercado gastronômico incrível, o Mercado San Antón]

El Tigre - Madrí

Dia 17: Museu Reina Sofia

Nosso último dia começou cedo. Tomamos café no Dunkin’Coffee com as meninas, que foram para o aeroporto logo na sequencia. Sozinhos, eu e o Henrique fomos para o Museu Reina Sofia, que é enorme e super interessante. É lá que está a famosíssima e impressionante obra de Pablo Picasso: a Guernica. Só por ver esta enorme obra de perto, já vale a visita. Mas o museu é realmente bacana.

Reina Sofia - Madrí

Almoço no Mercado San Miguel
Saímos de lá e resolvemos repetir um programa que adoramos: comer no mercado de San Miguel. E, novamente, foi uma delícia! De lá fomos para a Plaza Puerta del Sol fazer umas comprinhas e aproveitamos para tomar um sorvete de yogurte de-li-ci-o-so na rede Llallao. Que pena que descobrimos este sorvete só no último dia.

Ao redor da praça, nas ruas que chegam até ela, existem milhares de lojas como El Corte Inglés, Springfield, Pull&Bear, Zara, entre outras.

Voltamos para o hotel para arrumar as coisas e à noite, como não queríamos ir muito longe, resolvemos jantar no Friday’s ali pertinho e depois demos uma volta final ali próximo, nos despedindo de Madrí com a Plaza de España iluminada e uma bela vista do Palácio Real também iluminado.

Perguntas & Respostas com Marília e Henrique

Vocês montaram o roteiro sozinhos ou com agência?

Montamos sozinhos. Mal tínhamos roteiro na verdade pois, com a correria do casamento, não tivemos muito tempo para planejar a viagem como gostaríamos.

Porque vocês escolheram este destino(s)?

Queríamos fazer a Holanda inteira, mas descobrimos que é uma viagem cara. Como estávamos gastando muito com o casamento, resolvemos escolher algum local da Europa que fosse mais barato. Muita gente falava da Espanha e nos empolgamos com a ideia, além do Henrique ter muita vontade de conhecer a Andaluzia.

Granada vista de Alhambra

Granada vista de Alhambra

Qual foi o lugar que vocês mais gostaram?

Gostamos de todos os lugares que passamos na Espanha, para falar bem a verdade. Cada um é singular, com sua beleza, sua simpatia, sua energia. Por falarem muito de Barcelona, achamos que íamos gostar mais de Madri, mas não foi isso que aconteceu. Muito pelo contrário, na nossa opinião, se Madrí não for a PRIMEIRA parada da viagem, ela perde seu encanto. É uma cidade grande, que lembra SP em alguns aspectos e depois de ver tanta cidadezinha fofa, Madrí acabou ficando com o último lugar na nossa lista (mas sem desmerecer a cidade, que também é legal!).

Granada acho que ocupou um espaço especial no nosso coração. A cidade é um charme e a Alhambra é um show a parte. Ronda também foi inesquecível.

Alhambra vista de Albacín- Granada

Granada: Alhambra vista de Albacín

Qual foi a experiência mais incrível?

O show de Flamenco em Sevilha foi mais que incrível. Foi uma experiência que não imaginávamos viver, de uma forma crua, simples e maravilhosa. O Henrique AMOU Granada. Nós dois adoramos a Alhambra, que também é um lugar de se tirar o chapéu. Ronda também entrou na nossa lista de lugares “breathtaking”.

Alguma furada, ou algo que vocês detestaram?

SEMPRE furada comer nas Ramblas em Barcelona.

Vocês fariam algo diferente no roteiro? Se sim, o que?

Começaríamos a viagem por Madrid. Fora isso, acho que ficamos o tempo ideal e necessário em cada cidade.

Você recomendaria esse roteiro para outros casais de lua de mel?

Com certeza! Não foi uma viagem estilo Lua de Mel, com muito romance e descanso. Muito pelo contrário. Mas é um país super acolhedor, com muita gente como a gente.

Que dicas você deixaria para outros casais que pensam em fazer uma viagem parecida com a sua?

  • Comece por Madri. Acho que já expliquei o porque, né?
  • Prepare-se para andar bastante: Acho que não só nessa, mas em qualquer viagem na Europa, as pessoas tem que estar preparadas para gastar a sola do tênis. Andar sempre é a melhor opção .
  • Pesquise MUITO: Principalmente esta parte da Andaluzia. Existem MILHÕES de cidadezinhas pequenas por todos os lugares, cheias de charme e algo a oferecer. Com certeza se fizermos esta viagem novamente, teremos outras tantas cidades para incluir.

Sobre o casal: Marília e Henrique (por eles mesmos)

Sevilla - Espanha

Henrique e Marília em Sevilla

Eu e o Henrique nos conhecemos no trabalho. Pois é. Rs. Ele era o cara bravo da redação, e eu a quase ex-estagiária. Ele, que sempre foi uma negação em tecnologia, veio com a desculpa de que precisava comprar ingresso pro show do Paul McCartney e sabia q eu tinha conseguido (detalhe, a gente quase nunca tinha se falado). Ajudei com a compra dos ingressos e ele veio com o papo estranho de que sempre teve muita vontade de sair comigo. Depois de um mês enrolando, nunca mais nos desgrudamos. Estamos juntos faz quase 5 anos. 5 anos deliciosos, cheios de viagens (dentro do que é possível, claro) e muitos planos futuros para onde ir (sempre ficamos na dúvida)!


 

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mari vidigal

Viajante incansável, daquele tipo que no meio de uma viagem já está pensando na próxima, na próxima e na próxima. Apaixonada por fotografia, natureza e vinhos

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