Comida de avião: quando ruim é apelido

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Comida de aviao

“Eu não como comida de avião”, declarou minha cunhada exigente e organizada. Exigente porque definitivamente existem muitas coisas melhores na vida pra preencher o estômago do que a comida meia-boca (e algumas vezes intragável) do que comida de avião. Organizada porque ela sempre consegue lembrar de comprar e levar lanchinhos deliciosos pra comer no avião, algo que nem nos meus dias sem filho eu conseguia lembrar de fazer. E como passar fome não é e nem nunca será uma opção,  o jeito é comer o que vem na bandejinha e quando a coisa tiver muito ruim, dar aquela reclamada. Pois levantem os ouvidos que tô aqui animada pra espinafrar a porcaria que me serviram!

Comida de avião: quando ruim é apelido

É fato que de uns anos pra cá a qualidade (e a quantidade das comidas de avião caiu muito). Tenho a leve impressão que ainda se come direitinho nas companhias aéreas europeias (KLM e Air France), nas Asiáticas (especialmente as asiáticas) e na Emirates (uma das melhores comidas de avião que provei nos últimos tempos) mas nos Estados Unidos a coisa está terrível. Isto é, quando eles oferecem comida de graça.

Nos meus últimos voos para o Brasil, o jantar até que foi bem servido e com uma opção decente (na última viagem pedi o frango e a polenta, sempre peço um de cada, vejo o que o Tom gosta mais e como o outro. O frango estava gostosinho e a polenta era uma baixaria, não dava nem pra pensar em comer). E o café da manhã se resume a 1 item que não mata a fome nem de uma formiguinha e que muitas vezes é impróprio para crianças (pão doce, por exemplo é algo que passa bem longe do bebê).

Mas hoje, em um voo de quase 5 horas entre San Francisco e a Cidade do México a comida de avião atingiu seu ápice no meu currículo de viajante. Em centenas de voos pelo mundo todo, nunca fui brindada com algo tão terrível como esse “burrito” de sabor não identificado que a Alaskan Airlines teve a coragem de servir.

O burrito:

Servido em um papelote de alumínio e em temperatura escaldante, o burrito bizarro veio recheado com um creme vermelho – acho que era vegetariano – que não consegui identificar, talvez um pouco de queijo, muita farinha, quem sabe um pouco de molho de tomate. Faltou sal, faltou sabor. Ô treco ruim.

Comida de aviao

A apresentação: papel de alumínio quente pra caramba

Comida de aviao

Burrito aberto: um pouco pálido demais pro meu gosto, mas não dá pra julgar pela aparência, dá?

Comi o meu a contragosto. Tava com fome, não gosto de jogar comida fora, o Tonzinho estava dormindo no meu colo e alcançar a mochila cheia de frutinhas e coisas saudáveis e gostosas não era uma opção naquele momento. Comi com cara de quem “come e não gosta” e pensando: como é porque os caras tem a coragem de servir algo tão ruim? Juro que um sanduíche de presunto e queijo, ou um pão com geleia gostosa faria bem mais sucesso que essa droga. Sou da opinião de que é melhor não servir nada – ou vender comida – do que servir algo tão ruim.

Comida de aviao

Tava ruim a beça

Quando o Tom acordou, ofereci o outro sanduíche para ele curiosa pra ver a reação do meu pequeno guloso ao comer essa “deliciura”. E realmente tava ruim a beça, o pequeno mordeu, cuspiu, fez cara feia e me olhou com cara de traição: “mãe, não vou comer isso não”. Dei risada e ofereci um potinho de pipoca, seguido de uma porção generosa de frutas seca, viva, agora o baby Tom pode comer sossegado!

Comida de aviao

Tomzinho com cara de nojo pro burrito

Horas depois pousamos na Cidade do México e fomos recompensados com comida de verdade, e da boa!

E você? Alguma experiência terrível com comida de avião?

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mari vidigal

Viajante incansável, daquele tipo que no meio de uma viagem já está pensando na próxima, na próxima e na próxima. Apaixonada por fotografia, natureza e vinhos

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