Índia: como é a vida e a rotina em um Ashram

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Ashram India

Durante a viagem pela Índia, passei dez dias em Rishkesh, uma cidade super espiritual, repleta de praticantes de yoga, medicina ayurvédica e meditação. Nesses dez dias, fiquei hospedada em dois Ashrams diferentes e pude experimentar momentos incríveis de alto conhecimento, rituais mega interessastes e muito aprendizado. Uma das experiências mais bacanas da minha vida.

Phool Chatti Ashram - India

 Uma das nossas professoras e o mestre do nosso ashram

Nesse post descreverei a rotina do retiro espiritual de 7 dias do Ashram Phool Chatti, um programa intensivo de yoga e meditação para iniciantes. Vale lembrar que o programa varia bastante de Ashram para Ashram, e que existem centenas de possibilidades diferentes.

Índia: como é a vida e a rotina em um Ashram

O Phool Chatti é um Ashram de mais de 100 anos de idade localizado nas aforas de Rishkesh. Afastado da civilização, rodeado por natureza e as margens do rio Ganges. Os sons de natureza são sensacionais: as águas bravas do Ganges numa sinfonia constante acompanhada de grupos de pássaros e algumas ocasionais cigarras. Uma delicia.

Phool Chatti Ashram em Rishkesh

 Patio central & templo do Phool Chatti Ashram

Phool Chatti Ashram em Rishkesh

Vista do Ashram: de frente para o Rio Ganges

O Ashram tem quartos simples – a maioria deles com uma vista do rio Ganges ou para as montanhas – com duas camas (ao menos que você combine de fazer o retiro junto com algum amigo, você ficará no quarto sozinho). Cada dois quartos dividem um banheiro.

Quarto Phool Chatti Ashram

Meu quarto durante o retiro espiritual

O retiro inclui três refeições (vegetarianas e deliciosas) por dia servidas com muito amor, carinho e chapatis (pãozinho indiano delícia).

A rotina do Ashram

O dia em um Ashram começa cedo e é bem ocupado, são aulas de yoga, meditação, técnicas de respiração, cantoria de mantras e rituais meditativos/ hindus pra lá de bonitos e interessantes. O programa é tão certinho que no final das contas sobra pouco tempo livre. Boa parte do dia é passado em silêncio, então dá pra pensar bastante na vida e perceber a beleza nos pequenos momentos e detalhes.

Meditação Matinal: das 6:00 às 6:30 da manhã

O dia a dia no Ashram é guiado por sinos, o primeiro sino toca às 5:30 da manhã e às 6:00 já é hora da primeira meditação matinal. Para não dormir durante a meditação, a recomendação do Ashram é acordar ainda mais cedo, às 5:00, e fazer um pouquinho de alongamento ou caminhada para acordar.

[Fiz isso durante os 4 primeiros dias, e depois que me acostumei melhor comecei a levantar as 5:30. Meu corpo ficou mega feliz com 30 minutos a mais de sono :)]

A primeira meditação do dia é geralmente em silêncio, mas houveram dias em que fizemos meditação cantada (com mantra, ou outras técnicas bacanas).

Cantar Mantras: das 6:30 às 6:45 da manhã

Essa era pra mim a hora mais difícil do dia, meu humor para cantar às 6 e pouco da matina, bem acompanhada de uma porção considerável de frio dos Himalaias era bem pior do que o normal. Munida de todos os casacos da minha mala e uma porção de cobertores extra, eu grudava no meu banquinho de meditação cantando para espantar os males e o mal humor.

Altar na Sala de Yoga

Limpeza Nasal: das 6:45 às 7:00

Hora de enfrentar o frio de verdade (tinhamos que descer até o jardim do Ashram) e usar uma técnica indiana (um tanto bizarra, mas pra lá de efetiva) para lavar o nariz. Cada um recebe uma jarrinha plástica com água quente levemente salgada, a ideia é enfiar água por uma narina e deixar a água sair pela outra.

Nos primeiros dias foi horrível, meu nariz de rinite bem piorado por um resfriado não queria saber de devolver a água, que saiu pela boca em doses generosas. Bebi muito mais água salgada que o aceitável, engasguei, praguegei contra a técnica… enfim, não foi legal.

Com o passar dos dias fui me acostumando com o ritual, e comecei a curtir os resultados. Meu nariz ficava tão limpinho e desentupido que eu conseguia respirar bem (e sentir o cheiro das coisas. Viva!) durante boa parte do dia.

Exercícios respiratórios – Pranayamas: das 7:00 às 7:15

Com o nariz limpíssimo, é hora de colocar os pulmões para funcionar com exercícios respiratórios. Além de contribuir bastante com a limpeza do nariz, estes exercícios são bons para memória, concentração e etc… Cada dia aprendíamos pelo menos uma técnica diferente.

Hatha Yoga: das 7:15 às 8:45

E conforme o dia ia esquentando e íamos nos movimentando, eu ia ficando cada vez mais animada. As aulas de Yoga, tanto as de manhã quanto as da tarde, eram meus momentos preferidos do dia. É impressionante como em 7 dias melhorei minha flexibilidade e equilíbrio, e conseguir fazer algumas posturas que vinha tentando há anos. O Yoga da manhã era mais focado em posturas, respiração e alongamentos e o da tarde era mais power.

Café da manhã: das 9:00 às 10:00 da manhã

No primeiro dia de retiro recebemos um prato, um copo e uma colher de metal, estes utensílios eram lavados por nós mesmos e guardados em nossos quartos depois de cada refeição. Assim antes de cada refeição tinhamos 15 minutos de intervalo para passar nos quartos e pegar os pratos.

De barriga vazia entre as 5:00 e 9:00 da matina e com direito a Yoga no meio, não preciso nem dizer que a hora do café da manhã era mais que esperada por todos nós. O café da manhã tinha aveia dissolvida em leite ou água, uma porção de frutas incrível (as frutas eram tão doces e saborosas que eram um momento mega especial para mim), algo quente e típico indiano que variava a cada dia e para beber e chai (chazinho indiano com leite e especiarias, bem gostoso).

Café da manhã do Ashram

 Café da manhã do Ashram

As refeições, assim como a lavagem dos pratos eram todas em silêncio, o que foi legal para perceber o gosto e textura dos alimentos, comer mais devagar e pensar um pouco na vida. Do estranhamento inicial para a comida em silencio, passei a curtir e apreciar estes momentos.

Karma Yoga (Limpeza comunitária do Ashram): das 10:00 às 10:30 da manhã

O Karma Yoga é algo bem tradicional na Índia, e em linhas gerais, significa servir o outro sem nunca querer nada em troca. A cada dia recebíamos uma tarefa diferente, e dia sim dia não éramos designados a limpar o banheiro que usávamos. (Como os banheiros era divididos entre duas pessoas, cada um limpava um dia e o banheiro estava sempre bem limpinho, e era bem tranquilo de limpar).

Materiais de limpeza do Karma Yoga

Materiais de limpeza do Karma Yoga

Karma Yoga

A tarefa mais legal que recebi durante o Karma Yoga, foi colher flores para nosso ritual no rio Ganges, foi um passeio pelos jardins do Ashram buscando flores pequeninas para serem oferecidas para a “Mother Ganga” (mãe Ganges). Gostoso, né?!

Flores para ritual

Caminhada Meditativa: da 10:30 às 12:30

Todos os dias fazíamos uma caminhada diferente (sempre por um lugar muito lindo). As caminhadas eram super especiais. Cada caminhada tinha um tema especifico: amor e compaixão, gratidão e assim, por diante.

Paisagem de uma das caminhadas

Paisagem de uma das caminhadas

Cachoeira Rishkesh

Cachoeira Rishkesh

 Cachoeira em Rishkesh

Além de ver paisagens maravilhosas, as caminhadas nos obrigavam a pensar sobre a vida e refletir sobre nossa jornada. Num dos dias visitamos uma cachoeira linda, no outro fizemos um ritual com direito a mergulho no Ganges, passeamos por um rio adjacente ao Ganges e passeamos por locais próximos ao ashram. As caminhadas meditativas também eram em silêncio.

Ritual no Rio Ganges

Oferendas para a Mother Ganga

Ritual no Rio Ganges

Agradecendo após o banho no rio Ganges

Almoço: 12:30

Assim como o café da manhã, os almoços eram servidos na cobertura do Ashram com uma vista espetacular para o Rio Ganges e rodeado de natureza. A comida – vegetariana e tradicional – era muito gostosa e um pouco apimentada.

Refeições Phool Chatti Ashram

Horário Livre: das 13:00 às 15:00

O horário livre é o único momento completamente livre do dia, eu geralmente tomava banho, lavava algumas roupas, lia um pouco ou saia pra caminhar com os colegas do curso. As duas horas eram muito gostosas, mas passavam super rápido.

Rio Ganges

Num dos dias sentamos as margens do Rio Ganges e ficamos observando as águas passarem.

Lindo de mais.

Leitura & Discussão: das 15:00 às 16:00

Como cada dia aprendíamos novas técnicas de meditação e respiração, a discussão diária era hora de aprofundar sobre as técnicas, discutir experiências pessoais e esclarecer eventuais dúvidas. As discussões eram interessantes e o tempo passava voando.

Ashtanga Yoga: das 16:00 às 17:30

Minha hora preferida do dia, a Asthtanga é mais e rápida dinâmica que o Hatha Yoga. Aprendi várias posturas novas e criei uma rotina diária super gostosa. Depois que corpo acostumou com as quase 3 horas diárias de yoga me sentia melhor após cada prática.

Exercícios respiratórios – Pranayamas: das 17:30 às 17:45

Terminado o yoga, tínhamos mais 15 minutinhos de exercícios respiratórios.

Ritual no templo: 18:00 às 18:15

O ritual diário era um momento barulhento e interessante, tocávamos sininhos enquanto os locais rezavam um mantra complicado para o Deus Shiva. O ritual era realizado com fogo e água do rio Ganges.

Templo Iluminado para o Ritual

Templo iluminado para o Ritual

Um dos objetos de adoração do templo

Um dos objetos de adoração do templo

Kirtan (mantras sagrados): das 18:15 às 19:30

Logo em seguida do ritual, íamos para uma sala cantar mantras e tocar sininhos e outros instrumentos barulhentos. Conforme fomos aprendendo os mantras, nossas cantorias ficaram mais animadas e divertidas. Isso sem falar na força (sensacional) da energia coletiva.

Sala do Kirtan

Sala do Kirtan

Jantar: 19:30

O jantar era servido em um quarto pequenino, sentávamos no chão, sobre um tapetinho, e com os pratos de metal na nossa frente. Aos poucos a comida ia sendo trazida e servida. Quando todos haviam sido servidos, faziamos uma pequena oração.

Ashram Rishkesh

Comida sendo servida

Apesar de comer no chão não ser uma das experiências mais confortáveis do mundo, me dava um senso incrível de realidade e de gratidão. Além de deliciosos, o jantares eram sempre especiais.

Ashram Rishkesh

Jantar no Ashram

Meditação guiada: das 20:30 às 21:00

À última meditação do dia era sempre guiada. Como aprendi e me acostumei a meditar em silêncio, tive muita dificuldade de me acostumar com a mudança, mas no final das contas, gostei.

Um pouco da minha experiência no Ashram

Amei cada segundo da minha estada no Phool Chatti e aproveitei essa rotina super diferente para me conhecer melhor e aprofundar meus conhecimentos em Yoga e meditação. O retiro foi super profundo e mexeu bastante com as emoções, gargalhei, chorei e pensei muito em todas as pessoas lindas que me ajudaram a chegar até a Índia.

Rotina Ashram India

Banho no Ganges

Isso sem falar nos benefícios do silêncio – que eu, mega tagarela, pude finalmente aprender. Passar boa parte do dia em silêncio ajuda a focar nossas emoções no presente, aprender a ouvir melhor e deixar a ansiedade de lado.

Um pouquinho sobre o grupo de participantes

Meu curso teve 14 participantes de diferentes países com conhecimentos de yoga  que variavam do “marinheiro de primeira viagem” ao “professor de yoga querendo aprofundar seus conhecimentos do outro lado do mundo”, o grupo tinha de jovens de 20 e poucos até senhores(as) nos seus 50+.

Tínhamos duas professoras: uma indiana super fofa e que mora no Ashram há 20 anos. Ela é especialista em Yoga. E uma senhora australiana super fofa e bem entendida de técnicas de meditação.

E vale a pena?

O retiro foi um dos melhores presentes que a vida já me deu, adoraria ter ficado mais tempo, e voltarei para Rishkesh muitas outras vezes.

E você, se animou em fazer um retiro na Índia? Eu super recomendo!

Alguém a já foi pra um Ashram e curtiu a experiência? Conte pra nós como foi!

Obrigada Carol do Mochilão Trips, seu post sobre os Ashrams em Rishkesh me deram uma luz na escolha dos meus.

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mari vidigal

Viajante incansável, daquele tipo que no meio de uma viagem já está pensando na próxima, na próxima e na próxima. Apaixonada por fotografia, natureza e vinhos

37 comments

  1. Tamara 13 junho, 2017 at 19:42 Responder

    Oi Mari, estou querendo fazer um retiro agora em Julho… e procurando alguns lugares acabei me deparando com o seu post e despertou algo dentro de mim. Tenho algumas dúvidas e gostaria de saber se você poderia me ajudar.
    A primeira é em relação a linguagem, eu sei o inglês básico ao intermediário, mas tenho certas dificuldades confesso. Sei falar espanhol e o português (óbvio). Saberia me dizer se terei muitos problemas para me comunicar por lá?
    E a segunda é em relação ao custo da viagem, quanto você acha que gastaria para ficar uns 10 dias no retiro?
    Gratidão!

    • mari vidigal 15 junho, 2017 at 03:42 Responder

      Oi Tamara,
      Acho que com inglês intermediário e um pouco de boa vontade dá pra se virar sim. Você vai apanhar nas discussões, mas todo o resto dá para fazer bem.
      Quanto aos custos não sei te responder de bate-pronto, teria que fazer contas e conversões para real. O mais pesado é a passagem aérea.
      Beijos

  2. Raquel 24 abril, 2017 at 04:40 Responder

    Olá Mari! Estou a planear passar um mês na Índia em novembro e uns dias (talvez uma semana) no nepal. Quero muito passar a zona de darjeeling, tens alguma dica a dar-me? Pensei no Butão, mas pelo que li é super caro por dia, além de que não tenho a liberdade de escolher o meu roteiro. Obrigada!

    • mari vidigal 24 abril, 2017 at 13:27 Responder

      Oi Raquel,
      Não conheci o Nepal e nem o Butão, mas morro de vontade. O Butão é caríssimo, mas dizem que é sensacional. Se sobrar tempo, bota mais tempo na índia porque sempre tem coisa nova para conhecer por lá!

  3. Alessandra 8 dezembro, 2016 at 12:01 Responder

    Oi Mari
    Adorei seu post, estava pesquisando lugares para conhecer na Índia e seu blog foi a resposta que estava procurando, quero muito ir para Phoolchatti Ashram Yoga, já escrevi para eles e peguei valores e datas, minha unica preocupação é que o local é longe do aeroporto, como vou sozinha fico insegura com a questão de deslocamento na Índia, se é seguro ou não ir sozinha. Como você fez esse trajeto? O Ashram tem alguém de confiança que possa buscar no aeroporto? Obrigada pelo post, foi ótimo!!! bjs

    • mari vidigal 9 dezembro, 2016 at 20:05 Responder

      Oi Alessandra,
      O pessoal do Pool Chatti geralmente indica do Sr. Happy que é super de confiança. Fiz meu trajeto do aeroporto com ele. Além do Pool Chatti, tente passar uns 3 ou 4 dias na cidade de Rishkesh (eu fiquei no Parmath Niketan) para acompanhar Satsangs com outros gurus bem interessantes.
      Beijos

      • mari vidigal 17 fevereiro, 2017 at 04:57 Responder

        Oi Thais,
        Eu fiz a viagem em fevereiro e foi perfeito. Os meses de Junho à Agosto são o auge do verão, e são quentes de mais para curtir o país.
        Peguei um pouquinho de frio, mas gostei – e muito – da minha escolha!
        Beijos

  4. Carla Hachmann Collete 7 outubro, 2016 at 14:15 Responder

    Olá, muito legal este blog. Estou me organizando para passar um tempo na Índia e pesquisando locais para ficar. Gostaria de ter alguma ideia do custo. Sei que alguns locais são gratuitos (em troca de serviços) e outros têm custos. Como faço para saber certinho? Falaram-me também que é preciso fazer reserva antes, em todos é assim? Dá pra confiar apenas no inglês para se comunicar lá ou fica muito complicado?
    Muito obrigada e parabéns!

    • mari vidigal 7 outubro, 2016 at 18:20 Responder

      Oi Carla,
      A maioria dos lugares tem um custo para curta permanência, e caso você queira ficar mais tempo poderia ver um desses esquemas de troca. Não conheci ninguém que fez isso.
      Geralmente os custos estão nos sites dos lugares.
      E pode ficar tranquila que com inglês dá para se virar super!
      Beijos

  5. Maíra 23 julho, 2016 at 01:41 Responder

    Muito bacana a sua estadia no Ashram, tenho muito interesse em ir também, você pode me indicar como faço para chegar até lá?

  6. Marcela Moreira 19 junho, 2016 at 22:01 Responder

    sensacional!
    sempre tive sonho de ir para a India e não sei o motivo. Quero muito atender a esse chamado.
    Acredito que tendo uma vivência num ashram pode intensificar muito mais e eu consiga descobrir esse motivo.

    é tranquila ir sozinha ? se tiver recomendação de grupo e ou roteiro e puder me encaminhar por favor.

    beijos e obrigada

  7. KATIA 15 abril, 2016 at 19:34 Responder
    • mari vidigal 12 abril, 2016 at 17:59 Responder

      Oi Julio,
      Obrigada pela visita e que bom que curtiu o post!
      Eu amei a experiência no Asaram e adoraria repetir. Beijos

  8. Fabiana Roque 18 março, 2016 at 20:10 Responder

    Mari, lindo post.
    Coincidentemente estou indo para o Phool Chatti no mês que vem e gostaria de saber como chegou no ashram. Estarei em Delhi e pretendo contratar os serviços do Mr Happy (que aparece no site do ashram). Mas confesso estar apreensiva…Besteira minha?
    Um abraço, Fabiana

    • mari vidigal 19 março, 2016 at 03:17 Responder

      Oi Fabiana,
      Tudo bem?
      Peguei um vôo Delhi – Rishkesh. Passei os primeiros dias no Asaram Parmath Niketan. E de lá peguei um taxi pro Phool Chatti.
      O Mr Happy é um fofo. Contratei os serviços dele na volta pro aeroporto e foi ótimo. Vai tranquila e se lembrar, passa aqui pra contar na volta como foi.
      Beijos e aproveite MUITO

  9. Tainá Mendonça 13 dezembro, 2015 at 17:10 Responder

    Oi Mari, tudo bem?
    Estou querendo fazer uma viagem espiritual, mas infelizmente não posso largar o trabalho e a faculdade por muito tempo. Quanto tempo durou o seu retiro? Qual o valor a ser pago no ashram?
    Queria saber também, não saber falar outra língua é um impecilho?
    Obrigada!

    • mari vidigal 16 dezembro, 2015 at 11:13 Responder

      Oi Tainá,
      Não lembro os valores pagos de cabeça, dá uma olhadinha no site do ashram que tem tudo bonitinhos! Fiquei 10 dias em Rishkesh (que é a cidade dos Ashrams) e 30 na índia.
      Quanto a lingua, sim será uma barreira, mas com boa vontade e muita mímica dá para se virar!
      Beijos

  10. Marcus e Agna 7 dezembro, 2015 at 05:42 Responder

    Mari!
    Somos um casal que está neste momento fazendo um mochilão pelo sudeste asiático, e já lemos e relemos seu blog milhões de vezes! Pudemos aproveitar muitas dicas! Só temos a agradecer!
    Desta maneira, gostaríamos de uma opinião…
    Vamos para a Índia em fevereiro, e com certeza Rishikesh está nos planos da viagem.
    Já fuçamos de tudo pra achar um Ashram legal, mas tudo nos leva ao Phool Chatti, desde o contato inicial por e-mail, programação, relatos e preços…
    Não temos muitas dúvidas de que gostaríamos de ficar por lá.
    No entanto, gostaríamos de saber o quão profunda são as práticas de Yoga.
    Não somos super experientes, temos de 2 a 3 anos de prática regular. Vamos fazer um curso intensivo (yoga teacher training 200h) de 1 mês agora em janeiro, que tem uma programação super parecida com o Phool Chatti e estamos com medo da experiência yogi ser muito leve.
    O que você achou das práticas? Claro, sob a sua ótica e seus conhecimentos

    Agradecemos novamente a você, pela existência do seu blog e por todo o trabalho e experiência compartilhada aqui neste espaço da web!

    Abs
    Marcus e Agna

    • mari vidigal 8 dezembro, 2015 at 23:09 Responder

      Oi Marcus e Agna,
      Tudo bem?
      Que delícia e viagem, sabe que um dos meus grandes sonhos é fazer essa viagem com meu marido!
      Vou dar minha opinião BEM pessoal tá?! Pratico Yoga há mais de 3 ano, não sou nenhuma expert e estou longe de um teacher training. No meu grupo haviam desde iniciantes (uns 3) até professores de Yoga BEM experientes, todo mundo sem excessões curtiu bastante e aprendeu muito. O Yoga não é o foco do Phool Chatti, e sim o auto-conhecimento, e isso vocês terão de qualquer jeito! ;). Talvez o Yoga nos primeiros dias seja u pouco mais leve do que vcs estão acostumados, mas como a prática é pessoal, vocês poderão focar nos pontos mais importantes para vcs.

      Ah, se tiverem tempo, vale a pena passar uns 3 ou 4 dias no Parmath Niketan, a experiência é BEM diferente do Phool, conheci tanta gente interessante, fiz aulas de Yoga com professores famosos, escutei gurus incríveis e vivi cada segundo intensamente. Vale muito a pena!

  11. Fotos & Inspirações de viagem no Instagram [Semana 7] 8 outubro, 2015 at 00:04 Responder

    […] Rishkesh foi o ponto alto da minha viagem pela Índia. O universo conspirou que eu estivesse por lá durante o Shivaratri, dia do Deus Hindu Shiva, uma celebração espiritual maravilhosa, e repleta de energia. Foi mágico e inesquecível. Para quem tem vontade de fazer um retiro espiritual em um ashram, descrevi a experiência aqui nesse post. […]

    • mari vidigal 17 julho, 2015 at 04:19 Responder

      Oi Karen,
      Existem grupos de Brasileiros que fazer retiros na Índia. Não conheço nenhum para te indicar, mas vale a pena xeretar!
      Beijos
      Mari

  12. Ana Luiza 6 março, 2015 at 12:31 Responder

    O post está maravilhoso Mari, adorei! Nos dá a sensação de que um retiro espiritual na Índia, é mais viável do que imaginávamos. Também quero viver essa experiência! Ainda não sei quando será, mas já está decidido. Aliás que viagem fantástica é essa? Aproveita bastante!

  13. Luiz Afonso 3 março, 2015 at 23:06 Responder

    Gostei muito de conhecer sua experiência num centro de meditação e yoga.
    Espero que tenha servido pra engrandecer ainda mais um esp[irito criativo como o seu.
    Beijos

  14. Carol Moreno 3 março, 2015 at 18:49 Responder

    Oi Mari,
    Teu post ficou bem legal, super completo! Que bom que te ajudei a escolher o ashram!
    Fiquei bem a fim de conhecer o Phool Chatti, mas ele tava fechado no período em que eu tava lá! Quem sabe na próxima ida pra Índia, né!
    bjão!

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