Roteiro: 11 dias na Suíça

Essa foi a minha segunda viagem para a Suíça e eu caprichei do roteiro! Foram 11 dias passando por cidades como Lugano, Lucerna, Zermatt, Grueyeres, Montreux, Genebra, Berna e Basiléia. Uma viagem repleta de paisagens maravilhosas, queijos divinos, chocolates e muitas paisagens de cair o queixo: lagos cristalinos, alpes cobertos de neve e viagens de trem maravilhosas. Nesse post dividirei com vocês o roteiro completo e os melhores momentos da viagem. Vem comigo?

Resumo do roteiro na Suíça

Roteiro Resumido:

Dia 1: Milão – Lugano

Trajeto de trem: Milão – Lugano

A viagem de trem entre Milão e Lugano leva pouco mais de uma hora. Quem viaja com o Swiss Travel Pass (um bilhete de transportes que te garante viagens ilimitadas por toda a Suíça por 3, 4, 8 ou 15 dias) só precisa comprar passagem até Chiaso (cerca de 14 Euros) e dali para frente, é só viajar com o passe. O trecho mais lindo da viagem é a chegada em Lugano, quando o Monte San Salvatore e o lago Lugano tomam conta da paisagem.

Chegada em Lugano

Chegando em Lugano, dei uma passadinha rápida no escritório de turismo da cidade para pegar um mapa e descobrir como chegar no Grand Hotel Villa Castagnola. O Villa Castagnola fica numa região linda, um pouquinho afastada do centro, e de frente para o lago, o hotel tem um jardim/bosque maravilhoso e quartos mega caprichados. Me encantei com a varanda do quarto com vista para o monte San Salvatore. Veja aqui minha review do hotel.

Villa Castagnola - Lugano
Vista do Lago na frente do Villa Castagnola

Subida ao Monte Brè

O Funicular para o Monte Brè, conhecida por ser uma das montanhas mais ensolaradas da Suíça, fica do lado do hotel Villa Castagnola. Aproveitei a proximidade e o sol lindo para visitar a montanha. A subida, feita em trenzinho funicular, dura cerca de 30 minutos e tem vistas muito bonitas.

Monte Brè - Suíça
Monte Brè – Lugano

Como já era final de tarde, tive 40 minutos para curtir as vistas do lago e da cidade – que são MARAVILHOSAS – antes da descida do último funicular. Mas dei tanta sorte com o sol, e com o tempo, que curti um comecinho de pôr do sol, e cores tão lindas que fiquei encantada.

Dica: Quem tiver pic (e tempo) pode fazer a subida a pé. A trilha dura entre 2-3 horas e as vistas são divinas!

  • Preço: A subida ao Monte Brè custa 25 francos (12 Francos para quem tiver o Swiss Travel Pass)
  • Aberto durante todo o ano, mas os horários de subida variam bastante. Confira no site.

Jantar

A noite, jantei num barzinho pertinho do hotel chamado Lanchetta. O lugar era bonitinho, mas meu papardelle a bolonhesa estava bem mais ou menos. O lugar é animado, e tem vistas lindas para o lago, então imagino que no verão seja um lugar TOP para fazer happy hour.

Dia 2: Lugano

City Tour por Lugano

Meu dia começou com um tour caprichado, e em português pelo centrinho de Lugano. A guia Patrizia que trabalha no escritório de turismo de Ticino, sabe muito de Lugano e tem gostos parecidos com os meus. Enquanto passeávamos ela ia me mostrando empórios e restaurantes, e dando dicas do que comer em cada um deles. Foi bem legal!

Lugano - Suíça
Parco Cívico de Lugano

Durante o tour, visitamos o Parque Cívico, a Igreja de San Rocco e a Igreja de Santa Maria Delli Angelli, o centrinho de Lugano onde estão alguns dos prédios mais antigos (e bonitos da cidade) e terminamos o passeio no alto da cidade. Foi bem bacana!

Almoço no restaurante Ana Capri

Um dos pratos mais tradicionais de Ticino é o risoto. Almocei um risoto milanês delicioso na companhia da Laura, que cuida das mídias sociais de Ticino. Batemos um papo muito gostoso. O restaurante Ana Capri fica no alto da cidade (bem em frente a estação de trem e tem vistas maravilhosas de Lugano)

Passeio de Barco no lago Lugano

Terminado o almoço, fiz um passeio de barco lindo pelo Lago Lugano. Desci na cidadezinha de Gandria, uma cidade que produz óleo de oliva, e que fica pendurada num penhasco as margens do lago. Voltei caminhando para Lugano pelas margens do lago. A caminhada durou cerca de 50 minutos e foi muito linda.

O Barco custa 26,40 SF para a volta inteira, ou 16 SF só de ida. Grátis com o Swiss Travel Pass.

Lago de Lugano - Suíça
Lago de Lugano: passeio rumo à Gandria

Jantar no La Tinera

Jantei num restaurante gostoso e bem tradicional. O La Tinera (Via dei Gerini 2) é famoso por servir vinho em pequenas cumbucas e pratos bem típicos da região de Ticino. Comi uma polenta local acompanhada de cogumelos. Uma delícia

O hotel Lugano Dante

O hotel desse dia, o  Lugano Dante, é mega bem localizado e pura praticidade: quarto confortável, café da manhã delicioso e todos os itens do frigobar (incluindo um open bar de Nespresso) incluídos. Adorei! Também ganhei o brinde mais fofo de todos os tempos: um patinho de borracha (daqueles de desenho animado) que fiz questão de levar comigo para casa! S2

Dia 3: Lugano – Lucerna

A viagem de trem comum entre Lugano e Lucerna dura cerca de 3 horas, mas para quem tem tempo, vale a pena fazer a rota panorâmica Wilhelm Tell Express (uma combinação de trem + barco) que leva 5:30. Meu trem panorâmico saia às 11:06 de Bellinzona, então aproveitei a deixa para acordar bem cedo e conhecer essa cidade linda. Melhor escolha ever!

Bellinzona - Suíça
Vista do Castelo Montebello em Bellinzona

Pit Stop em Bellinzona

Bellinzona é patrimônio mundial segundo a Unesco, tem três castelos hiper bem conservados e um centro histórico fofo. Tive uma hora e meia para visitar a cidade, e nesse tempo deu para conhecer dois dos castelos (por fora, nada de entrar nos museus) o Castelo Grande, que fica no centro da cidade e o Castelo Montebello (cerca de 20 minutos de caminhada morro acima). Amei o passeio e super recomendo!

Veja todos os detalhes do passeio em Bellinzona nesse post.

Bellinzona - Suíça
Castelo Montebello em Bellinzona

Wilhelm Tell Express

Terminado o passeio pelo centro, começou minha primeira rota panorâmica da viagem, o Wilhelm Tell express combina uma viagem de duas horas e meia de trem (o trecho é bonito, mas longe de ser o mais fantástico da Suíça) com um trajeto de duas horas e meia de barco que é maravilhoso.

Wilhelm Tell Express - Suíça
Trajeto de trem do Wilhelm Tell Express

Tive um pouco de falta de sorte com o tempo e peguei o passeio de barco com uma cara feiosa cinzenta, mas imagino que em um dia de sol deva ser um UAU atrás do outro.

Wilhelm Tell Express - Suíça
Trecho de barco do Wilhelm Tell Express

Preço & detalhes dessa viagem

Para ter acesso ao vagão panorâmico do trem e reserva de mesa no barco, você deve reservar seu lugar com antecedência (especialmente nos meses de junho – agosto).

Reserva dos bilhetes:

  • CHF 39 no inverno (de meados de outubro a fevereiro)
  • CHF 49 no verão

A reserva inclui um voucher de CHF 19 para o almoço + um canivetinho suíço lindo.

Preços para essa viagem:

Tipo de bilhete

Lucerna – Lugano (ou vice-versa)

Lucerna – Locarno

(ou vice-versa)

Lucerna – Bellinzona

(ou vice-versa)

Swiss Travel Pass (Flex / Youth)  | 1a classe

CHF 0.00

CHF 0.00

CHF 0.00

Cartão de meia tarifa (Half Fare Card)

CHF 74.00

CHF 71.50

CHF 67.00

Crianças de 6-16 com o Swiss Family Card

CHF 0.00

CHF 0.00

CHF 0.00

Preço normal

CHF 148.00

CHF 143.00

CHF 134.00

Viajando com o Swiss Pass segunda classe:

Quem tem o Swiss Travel Pass 2a Classe terá que pagar + 28,50 para poder fazer a viagem de primeira class ou poderão fazer a viagem de graça da seguinte forma: Fazer o primeiro trecho num vagão não panorâmico, e fazer o segundo trecho na área reservada à segunda classe do barco.

Chegada em Lucerna

A chegada em Lucerna, apesar de nublada foi muito especial. Adorei rever minha cidade Suíça preferida.

Hotel des Balances

Fiquei hospedada no Hotel des Balances, que fica de frente para o lago Lucerna e tem uma vista ESPETACULAR paga a ponte Capela e para a igreja dos Jesuítas. Apesar do friozinho de fim de tarde, passei um belo tempo curtindo as vistas da cidade da minha varandinha caprichada. O quarto é pequenino, porém MEGA confortável, e a caixa de chocolatinhos de boas vindas estava tão boa que devorei imediatamente.

Lucerna - Suíça
Vista do Hotel Des Balances em Lucerna

Jantar no Galliker

O jantar de hoje foi no Galliker (Schutzenstrasse 1 ) um restaurante super tradicional que não tem site, e só trabalha com reservas. Para jantar lá, você precisa dar uma passadinha no restaurante e reservar, ou tentar a sorte pelo telefone (+041 240 10 02). Meu jantar teve a companhia do Martin da equipe de turismo de Lucerna que me deu várias dicas legais para o dia seguinte.

Dia 4: Lucerna

Tour Guiado pela cidade

Meu dia começou com um tour guiado em português pela guia Luciana do escritório de Turismo de Lucerna. A Luciana é Brasileira e já vive há muitos anos da cidade, ela sabe cada detalhe sobre a história das ruas, praças e fontes. Como eu queria muito visitar a escultura do Leão Moribundo, que diga-se de passagem, é bem maior e mais impressionante do que eu esperava, ela adaptou o roteiro do tour a minha vontade. Foi bem corrido, mas aprendi tantos detalhes bacanas sobre a história de Lucerna, suas igrejas e até sobre o carnaval de lá. Valeu muito a pena!

Lucerna - Suíça
Estátua do Leão Moribundo – Lucerna

Monte Pilatus

Terminado o tour, peguei o trem rumo a estação “Alpnachstad”, ponto de início do passeio pelo Monte Pilatus. O funicular para o monte Pilatus é o mais inclinado do mundo e a subida é simplesmente maravilhosa!

Monte Pilatus - Suíça
Subida de funicular no Monte Pilatus

A montanha fica mais alta que a camada de nuvens que cobre a cidade, e lá do alto,  a sensação é de estar por cima de um tapete de nuvens. Por sorte, o tempo começou a abrir, então tive 0 efeito do tapete de nuvens, assim como a chance de ver a vista da cidade de Lucerna e das montanhas.

Monte Pilatus - Suíça
Uma das vistas do Mt. Pilatus

Almocei no restaurante do Monte Pilatus, e estava bem gostoso. Comi um folheado local recheado com uma espécie de strogonoff. Bem gostoso!

Depois de um passeio lindos pelas montanhas, desci pelo Dragon Ride, um conjunto de teleféricos + tram aéreo novíssimos e com vistas divinas do outro lado da montanha! Que experiência! Com a inauguração do Dragon Ride, o Mount Pilatus passa a estar aberto durante o ano novo, e fica acessível mesmo durante o inverno! Super vale a subida!

Monte Pilatus - Suíça
Dragon Ride no Monte Pilatus

Detalhes desse passeio:

  • Preço da subida: CHF 72 | Quem tiver o Swiss Travel Pass paga metade.
  • Horário variam bastante de acordo com a estação do ano. Confira no site.
  • Funicular fecha nos meses de inverno (Dez-Fev), o Dragon Ride permanece aberto.

Museu Rosengart

De volta a Lucerna, visitei a coleção Rosengart, uma fundação privada com um acervo excelente de Picassos, Paul Klee, e muitos obras de outros artistas. A dona do museu Angela Rosengart, era amiga pessoal de Picasso, e serviu de modelo para algumas telas do pintor. A coleção é pequenina, intimista e gostosa de visitar. O quadro mais recente de Angela retratado por Picasso é tão diferente e especial que tive que comprar um cartão postal! Dá para sentir o carinho de Picasso ao pintar a obra.

Museu Rosengart em Lucerna -Suíça
Retrato de Ângela Rosengart pintado por Picasso

Depois do museu aproveitei a horinha final de luz do dia para dar mais um passeio pela cidade e namorar meus pontos preferidos. O tempo melhorou e tive chance de tirar algumas boas fotos com céu azul! \o/

Jantar no Nix

O jantar desse dia foi no Nix, um restaurante super moderno e com um menu delicioso. Estava com pouca fome e fui com o combo (sempre infalível) de sopa + salada. Enquanto comia, ví vários pratos -um mais lindo que o outro – passando. A salada estava tão deliciosa que não consegui me arrepender da pedida. Mas na próxima ida a Lucerna, voltarei lá para provar mais pratos De sobremesa pedi uma salada de frutas que estava simplesmente divina. Amei de paixão!

De volta para o hotel curti a vista da cidade iluminada e me despedi de Lucerna com uma pontinha de dor no coração.

Dia 5: Thun

Hoje foi dia de turistar com as amigas, encontrei a querida Lúcia (que conheci durante o caminho de Santiago há três anos atrás) e sua amiga Carol. Juntas passeamos pela fofíssima cidade de Thun.

Passeio de Barco: De Thun a Interlaken

Aproveitamos o tempo maravilhoso para curtir as vistas caprichadas do lago Thunersee rumo à Interlaken. A viagem dura cerca de duas horas e é pura poesia. No meio da viagem, fizemos um lanchinho “bem light”: chá com batata frita. A combinação não tem nada a ver, mas juro que no frio caiu maravilhosamente bem (e olha que nem sou fã de batatas fritas). Durante o trajeto, fotografamos os pequenos vilarejos e curtimos o contraste gritante entre as montanhas verdes, os alpes cobertos de neve, e o lago azul transparente. Um show de natureza.

Passeio de barco - Suíça
Passeio de barco de Thun à Interlaken

Voltinha em Interlaken

Chegando em interlaken, demos uma voltinha de 40 minutos pelo centro da cidade. Tempo para irmos até a pracinha com vista linda para o Jungfrau e para provarmos uma trufa de uma chocolateria local.

Interlaken - Suíça
Pracinha em Interlaken

Passeio pelo centro de Thun

Pegamos o trem de volta para Thun e saímos para explorar a cidade. Thun tem um castelo MUITO fofo, pontes cobertas, ruazinhas de comércio apertadas e muitas paisagens que parecem ter parado no tempo e que me fizeram morrer de amores. Depois de uma volta caprichada (e sem brincadeira mais de 100 fotos), decidimos pegar o trem rumo a Berna.

Thun - Suíça
Thun – Suíça

Show de Luzes no Parlamento

Todos os anos entre meados de outubro e final de novembro acontece o “Rendez-vous Bundesplatz“, um show de luzes e sons projetado nas paredes do Parlamento. A história desse ano tem como protagonista a montanha Matterhorn (coincidentemente, o passeio do dia seguinte) e um montão de luzes e sons. Adorei.

Hotel Alpenblick em Berna

Nessa noite dormi num quarto individual prático e fofo no Hotel Alpenblick. Gostei muito da decoração moderna e do jeitão sem frescura do hotel.

Veja todos os detalhes da minha estada no Hotel Alpenblick nesse post.

Dias 6-7: Zermatt

Acordei cedinho e toquei para Zermatt. O trajeto Berna – Visp – Zermatt de trem é tão lindo que eu não conseguia desgrudar os olhos da janela. Começando pelo lago Thunersee onde eu havia feito passeio de barco no dia anterior seguido por uma cadeia de montanhas branquinhas (com direito a um glacier caprichado azulado), chalés de madeira e cachoeiras. O tempo estava feinho, mas o espetáculo de paisagens  foi tão especial que nem o mal tempo conseguiu atrapalhar.

Lago Thurnersee - Suíça
Lago Thurnersee no caminho do trem
Trem na Suíça
Glacier no caminho de Zermatt

Chegada em Zermatt

Zermatt é uma cidade pequena, super fofa e um dos destinos de ski e alpinismo mais cobiçados do país graças a montanha Matterhorn. Os únicos veículos autorizados a circular por lá são pequenos ônibus e caminhões elétricos que parecem de brinquedo, eles transportam tanto pessoas (funcionam como táxi) quanto suprimentos para os hotéis e restaurantes.

Zermatt - Suíça
Centro de Zermatt – Suíça

Cheguei com medo do frio, e tratei logo de caprichar no figurino com gorrinho, luvas, e uma camada a mais por baixo do casaco. No final das contas os 5 graus positivos estavam muito menos frios do que meu medo, mas graças as camadas extra consegui caminhar pela cidade feliz da vida!

Meu hotel, o Unique Hotel Post, ficava na rua principal da cidade, pertinho das principais atrações turísticas e de muitos bares e restaurantes. Também adorei o quarto, super confortável, com decoração linda de pedra e madeira e com vistas MARAVILHOSAS do Matterhorn.

Klein Matterhorn ou Gornergrat

Eu sabia que subiria nas duas montanhas, mas não sabia por onde começar. Graças ao post do Ric Freire do Viaje na Viagem, sabia que o Gornergrat era mais bonito e tinha vistas melhores do Matterhorn. Assim, decidi apostar numa eventual melhoria do tempo para o dia seguinte (a previsão dizia ao contrário) e começar pelo Klein Matterhorn. Melhor escolha de todos os tempos!

Glacier Paradise - Suíça
Subida de teleférico rumo ao Glacier Paradise

Subida no Klein Matterhorn

Depois de chegar e deixar minhas coisas na recepção, segui para o Klein Matterhorn (pequeno Matterhorn), mais conhecido como Matterhorn Glacier Paradise. A “viagem” dura cerca de 1 hora e combina teleférico tradicional com um bondinho aéreo (Aerial tram: um daqueles teleféricos gordos que cabem um montão de gente, sabe?) Esse é o ponto mais alto da Europa que se pode chegar de teleférico, são 3,883 metros de altura – e com um pouco de sorte você terá vistas maravilhosas do Matterhorn e de toda a região.

Eu não tive tanta sorte com o tempo, e em vários pontos, que teoricamente são lindos, vi pura neblina. Curti a experiência, mas sinceramente só recomendo num dia sem névoa, ou para quem for esquiar. Ah, quase me esqueço de contar que o Glacier Paradise abre para ski o ano todo, e é considerado um dos melhores lugares do mundo para esquiar nos verão ou fora de temporada.

Klein Matterhorn - Suíça
Vista do Klein Matterhorn
Klein Matterhorn - Suíça
Klein Matterhorn

O Palácio de gelo

Chegando no topo do Klein Matterhorn aproveitei para tomar um chocolate quente com os esquiadores, já que não pude esquiar, queria ter a graça de pisar na neve e curtir a vibe da montanha. Foi bem gostoso. Depois disso fui visitar o palácio de gelo, que é maior e mais completo que o do Jungfrau e tem até Ski Bunda! 😉

Klein Matterhorn - Suíça
Palácio de gelo

Me diverti bastante, tirei um par de selfies e segui para a última parada da montanha: o mirante do Klein Matterhorn. O mirante em dia de névoa é puro enfeite. Rs. Tirei uma ou duas fotos da neblina para fazer graça, mas logo decidi voltar e curtir o final da tarde no centrinho da cidade.

E que boa escolha, pouco antes do pôr do sol, o Matterhorn resolveu perder a timidez e saiu do seu esconderijo entre as nuvens. Curti o espetáculo da varanda do meu hotel.

Detalhes do passeio:

  • Ingresso de teleférico ida e volta: CHF 100
  • Com Swiss Travel Pass: CHF 50
  • Entrada no Glacier Paradise: CHF 8

Jantar no Hotel Polux

Eu não sabia onde iria jantar, mas sabia o que queria comer: raclet, a comida típica da cidade. Pesquisei alternativas na internet e validei minha escolha com a recepcionista hiper fofa/sabe-tudo do meu hotel. Fora de temporada, o restaurante do Hotel Polux é um dos poucos lugares (bem avaliados) que servem raclet da cidade. O restaurante ficava na rua central, e foi uma ótima escolha. Atendimento campeão, raclet MA-RA-VI-LHO-SA e um gnochi recheado com cramberrys divino. Adorei.

No dia seguinte…

Nascer do sol em Zermatt

Um dos fenômenos mais lindos de Zermatt, é ver o sol refletido em parte da montanha. O pico do Matterhorn ganha tons avermelhados que parecem de mentira. Fiquei tão encantada com o que vi, que fiz um FaceTime com o Gustavo para mostrar as cores para ele.

Zermatt - Suíça
Nascer do sol em Zermatt

E não é que o tempo virou?! Aproveitei a manhã sem nuvens e corri para o ponto de saída do Gornergrat (horários BEM limitados fora de temporada, veja os horários antes de seguir para lá) para pegar o próximo funicular rumo a montanha antes que o tempo resolvesse mudar de ideia.

Subida ao Gornergrat

A subida ao Gornergrat é um verdadeiro espetáculo, as vistas do Matterhorn são lindas desde o comecinho do passeio (fiquei muito feliz com a virada do tempo e por ter deixado essa montanha para hoje), e durante o trajeto tirei fotos bem bacanas. A subida leva cerca de 30 minutos.

Gornergrat - Suíça
Linha de funicular no topo do Gornergrat

Chegando no topo do Gornergrat curti as vistas espetaculares do Matterhorn (são dois mirantes diferentes), e fiquei uns 40 minutos de bobeira curtindo o solzinho gostoso numa espécie de terraço que eles tem lá em cima. Dei uma olhadinha no restaurante de lá, e não me empolguei com nada, assim resolvi descer e almoçar na cidade.

Gornergrat - Suíça
Topo do Gornergrat

No caminho de volta, conheci a Muriel, uma Suíça gente boa que estava revisitando Zermatt depois de mais de dez anos. Resolvemos descer na penúltima estação “Findelbach” e de lá caminhar de volta até o centro. Findelbach fica pertinho de “Furi”, uma vila gracinha, e um dos pontos de subida para o Klein Matterhorn. Para quem pensa em fazer as duas montanhas num só dia, essa é a parada certa. Como o sol estava lindo, até pensei em voltar para o Klein Matterhorn, mas logo desisti: Uma hora de subida e outra descida para ver mais do mesmo? Preferi curtir a tarde com calma em Zermatt.

Zermatt - Suíça
Chalés antigos em Zermatt

A descida para Zermatt foi super gostosa, curti cada pedacinho do trecho e tirei altas fotos.

Detalhes da subida:

  • Ingresso de teleférico ida e volta: CHF 86
  • Com Swiss Travel Pass: CHF 43

Passeio relax pelo centrinho da cidade

Depois do almoço, um misto quente pobreza que os caras do bar do meu hotel tiveram a cara de pau de chamar de Croc Monsier, fui dar uma voltinha caprichada pelo centro de Zermatt. Visitei a igrejinha que tem um afresco BEM pouco usual da Arca de Noé com cenas pouco comportadas para padrões bíblicos, o pequeno cemitério de alpinistas (infelizmente cerca de 1% dos Alpinistas que tentam a subida jamais deixam a cidade), uma pracinha com cadeiras super gostosas que fica em frente a igreja, e uma rua de chalés antigos que parece ter parado no tempo, a Hinterdorf, os chalés tem um andar inferior preparado para estocar madeira e grãos e protegido do andar superior com pedaços de pedra para que roedores não conseguissem nem entrar na casa e nem detonar o estoque de grãos. Também brinquei de subir e descer pelas vielas da cidade procurando pontos bonitos para foto, e dei uma esticadinha até o hotel Omina que tem vistas lindas da cidade. Reservei horário para o meu jantar.

Dois blogs que me inspiraram durante a passagem por Zermatt foram o Vícios de Viagem e o Nós no Mundo.

SPA do hotel

De volta ao hotel curti o finalzinho da tarde curtindo as águas quentinhas do SPA, e tomando suquinho de laranja. O SPA do Unique Hotel post é pequenino, mas super agradável.

Jantar no Omnia

Sabe quando dá tudo errado? Meu jantar no Ominia foi quase assim. A entradinha, uma cortesia do chefe, até que tava boa, mas o prato principal tava ruim a beça. Peixe sem sal, ratatouile salgado demais e batata rosti passada (as bordas estavam tão duras que não dava para comer). Depois de uma experiência dessas, nem pedi sobremesa. O jantar foi um dos mais caros da viagem, e de longe o pior. Falta de sorte? Talvez, mas não recomendo não.

Dia 8: Zermatt – Montreux – Genebra

Saí de Zermatt cedinho (mais uma vez grudada no vidro do trem para curtir as paisagens do caminho), e segui rumo a Montreux. Guardei minha mochila no locker da estação (o locker de Montreux foi o mais caro da viagem e custou CHF 9, mas pode andar para cá e para lá sem mochila é tão bom, que não consigo pensar em uso melhor para esses 9 dinheiros). O Swiss Travel System tem um sistema de despacho de bagagens até o destino final que funciona a mil maravilhas e custa CHF 20. Só que como eu não tinha hora para chegar no meu destino final, não quis correr o risco de pegar o guichê fechado e preferi o locker).

Almoço no 4 Saisons

Chegando em Montreux, fui recebida pela Julia do escritório de turismo da cidade. Ela me levou para almoçar em um restaurante super local chamado 4 saisons. Comi uma carne de caça deliciosa com legumes e adorei! A carne tinha gosto bem parecido com carne de vaca e veio com um molho de cramberys meio cítrico que estava uma delícia.

Passeio pelas margens do lago

Terminado o almoço, fizemos um passeio rápido pelas margens do Lac Leman, o maior lago da Suíça, e especialmente lindo na região de Montreux. O Lago está rodeado por hotéis bonitões, árvores que estavam pintadas pelas cores do outono e uma escultura bem legal de Fredy Mercury do Queen de braços abertos. O Queen teve uma ligação muito forte com Montreux, e por isso a homenagem. Enquanto caminhávamos pelo lago consegui enxergar minha próxima parada do dia: o castelo de Chillon.

Montreux - Suíça
Lago de Montreux na Suíça

Visita ao castelo de Chillon

O castelo de Chillon é um dos mais lindos e bem preservados da Suíça. Ele sofreu apenas um ataque, e foi restaurado de forma tão cuidadosa que a sensação é de realmente voltar ao tempo. Fiquei encantada com os ornamentos dos tetos, a coleção de baús antigos, e adorei percorrer os cômodos e toda a muralha do castelo. O tour guiado leva cerca de uma hora, e a narração em inglês é bem boa.

Castelo de Chillon - Suíça
Castelo de Chillon

Na saída, me desliguei um pouco do caminho e esbarrei a capinha da lente da minha câmera na ponte de madeira. A capinha saiu rolando e caiu no lago. Era uma vez uma capinha de lente, e uma Marina hiper irritada. Respirei fundo 5 vezes e tratei de fazer uma gambiarra com um elástico de cabelo e um paninho de limpar lente para improvisar uma capa. Como tenho duas lentes, coloquei a gambiarra na lente que uso menos, e assim que eu passar um uma loja de câmeras (algo que 5 dias depois do incidente ainda não aconteceu) substituirei a capinha. #ZicaTotal

Queen Studio Experience

De volta a Montreux, tentei esquecer meu mal humor e aproveitar o final do dia. Visitei os antigos estúdios de gravação do Queen no Mountain Studios, dentro do Cassino de Montreux. A exibição é grátis, enxuta e muito boa, ela faz uma viagem pelos 7 discos gravados pelo Queen no Mountain Studios, e conta curiosidades sobre a banda, as músicas e Fred Mercury. Adoro as músicas do Queen, e curti cada segundo da exposição, o vídeo com momentos incríveis da banda e o pequeno estúdio de gravação onde pude brincar de mixar minha própria música do Queen. Adorei a experiência e teria fácil ficado muito mais tempo por lá.

Queen Experience - Suíça
Queen Experience

Degustação de chocolates da Läderach

Minha próxima experiência foi na cidade de Vevey, pertinho de Montreux e foi um dos momentos mais incríveis da viagem. Participei de um curso rápido e degustação de chocolates na loja & cozinha experimental da Läderach.

Degustação de chocolates - Suíça
Degustação de chocolates

Aprendi sobre o processo produtivo do chocolates, as diferenças dos grãos de cacau vindos de cantos diversos do mundo, como degustar chocolate (adorei esse pedaço) e no final, o chefe chocolatier me contou a história de uma caixa de trufas super diferentes criadas por ele. Amei tudo o que ví, aprendi e degustei.

Detalhes da experiência: A degustação de chocolates mais básica da Laderach (parecida com a que fiz) dura 45 minutos e custa 25 euros por pessoa. A degustação pode ser feita em inglês ou francês e tem que ser reservada com antecedência.

Veja o relato completo da degustação de chocolates na Laderach nesse post.

Ida para Genebra

Quando saí do museu já estava escuro, mas ainda assim, dei uma voltinha pela Orla de Vevey para ver a escultura do Chaplin, e do garfo gigante que é símbolo do museu Alimentarium, dedicado à nutrição, da Nestlé. (A sede mundial da Nestlé fica em Vevey).

Jantar no Café de Paris

E para fechar o dia com chave de ouro, fui jantar com um casal de amigos queridos que mora em Genebra. Comemos um entrecôte gostoso com batatas fritas no Café de Paris. O restaurante não é barato, mas é uma boa pedida para quem curte carne.

Mandarin Oriental de Genebra

Em Genebra fiquei hospedada no Mandarin Oriental Geneve, quarto hiper confortável, localização e serviços top. O Mandarin Oriental é sempre uma boa pedida, e o de Genebra não poderia ser diferente. Veja todos os detalhes da minha estada no Mandarin Oriental de Genebra nesse post.

Dia 9: Gruyere & Fribourg

Quando reservei hotel por duas noites em Genebra, minha ideia original era ficar na cidade ou no máximo explorar a região do Lago Leman. Mas logo que comecei a pesquisar, me encantei por Gruyères e acabei mudando de opinião. O trajeto entre Gruyeres e Genebra leva cerca de duras horas e é maravilhoso (o trecho do Golden Pass de Montreux a Montbovon e o trem retrô é muito especial), mas teria feito mais sentido dormir em Berna do que voltar para Genebra.

De qualquer forma, com o Swiss Pass em mãos e mega bem instalada no Mandarin, curti ter saído sem malas e ter passado duas noites no hotel. Sim, o ideal seria ter tido uma dia a mais para explorar a região de Genebra, mas sempre falta um dia, não?!. #Ficouparaapróxima

Visita a Fábrica de queijos Maison Du Gruyere

Cheguei em Gruyères energizada pela viagem linda (again, o trecho de trem foi muito, muito especial) e empolgada com os queijos que provaria na cidade. Fui recebida pelo Guillaume do escritório de turismo de Gruyeres que fez as visitas comigo e me explicou tudinho sobre a produção de queijo Gruyere.

Maison du Gruyere - Suíça
Maison du Gruyere

Gruyères tem mais de 100 fábricas de queijo, a mais fácil de visitar (e a única aberta fora de temporada) é a Maison Du Gruyere que fica bem na porta da estação de Gruyeres. A fábrica é bem turística, mas curti ver a produção de queijos em toneis enormes, e a forma como as rodas de queijo são estocadas. A visita inclui uma degustação com três tipos de Gruyere diferentes. Uma delícia!

Detalhes da visita:

  • Entrada: CHF 7 por pessoa. Inclui audio guia + degustação de 3 tipos diferentes de Gruyere.
  • Dica: Para ver o queijo sendo produzido, chegue cedo!

Fábrica de chocolate e experiência Maison Cailler

Nossa próxima parada foi na Maison Cailler, um museu/fábrica de chocolates da tradicional marca Suíça Cailler (incorporada pelo grupo Nestlé desde 1929) e o segundo museu mais visitado da Suíça. A visita dura pouco mais de uma hora e é toda audio guiada (em inglês, alemão, francês ou Italiano). Durante a visita, você fará uma viagem pela história do chocolate desde os astecas até os dias atuais. Depois de uma breve explicação sobre os ingredientes que compõem o chocolate, você poderá ver o funcionamento de uma pequena linha de produção dos chocolates Cailler e experimentar o chocolate fresquinho recém saído da máquina. Para fechar a experiência, uma degustação com os principais chocolates da Cailler que muito em breve serão exportados para o mundo todo.

Gruyeres - Suíça
Degustação de chocolates na Maison Cailler

Adorei a forma dinâmica como a experiência no museu é conduzida, e curti degustar chocolates Suíços um pouco menos requintados que os que havia provado no dia anterior e ver que tem MUITA coisa boa e com preço bem acessível! Recomendo a experiência para quem for passar o dia na região de Gruyeres.

Detalhes da visita:

  • Aberto todos os dias das 9:00 às 17:00 (bilheteria fecha às 16:00)
  • Ingressos: CHF 12 | Menores de 16 acompanhados pelos familiares: grátis.

O museu do HR Gigger & Centro de Gruyeres

Terminada a experiência na Maison Cailler, seguimos para o centro de Gruyeres que é a coisa mais fofa! A cidade tem um castelo lindo, pastos verdinhos repletos de vaquinhas com sino no pescoço, e uma pracinha repleta de lojas fofas, restaurantes e brasões com o símbolo da cidade, a ave Grou (em inglês crane), que em alemão-suíço tem a pronúncia muito parecida com Gruyere.

Gruyeres - Suíça
Centro de Gruyeres

Nossa primeira parada em Gruyeres foi o Museu HR Gigger, criador por personagem Alien e de várias outras bestas horripilantes dos filmes de terror. Ainda que eu deteste filmes desse gênero, adorei visitar o museu e preciso reconhecer que o cara era um gênio MUITO louco, e que projetou o museu com muito carinho e dedicação. Pirei nas telas, esculturas e mobílias desse doido.

Gruyeres - Suíça
Museu HR Gigger

Saindo do museu, demos uma passadinha no Gigger Bar, parada obrigatória para um drink na cidade. O ambiente é fantástico. Das cadeiras ao chão, foi tudo mega pensado e planejado por ele. Adorei.

Fondue Caprichado

Nossa próxima parada foi no Le Chalet de Gruyères, um restaurante bem tradicional da cidade e que serve deliciosos fondues de queijo Gruyere. Amei cada mordida do meu fondue, e curti a experiência de comer ao ar livre no inverno Suíço, fazia tanto sol que passei a tarde de camiseta, algo bem raro para mim que moro no norte da Califórnia.

Castelo de Gruyere

E para fechar a visita por Gruyeres, um rápido tour pelo Castelo de Gruyeres (que depois do castelo de Chillon, é o mais visitado da Suíça). A visita inclui um video de 20 minutos pela história do castelo contado pela histórias das famílias que o habitaram e um passeio pelos ambientes do castelo. Meu cômodo preferido, tem pinturas diversas de artistas locais. Algumas delas bem famosas! Depois do castelo, me despedi de Gruyeres e toquei para a próxima cidade do dia, a simpática Fribourg.

Gruyeres - Suíça
Castelo de Gruyeres

Passeio por Fribourg

Tive uma hora e meia de sol para conhecer Friburgo, em alemão Fribourg, e acho que foi o suficiente. A cidade, que teve o mesmo fundador de Berna, lembra bastante a capital Suíça em versão menor e mais antiga. Friburgo é mega católica e tem 5 conventos diferentes, uma catedral linda, e um rio fotogênico com pontes emblemáticas. Uma dessas cidades construídas numa encosta e MUITO fotogênica. Não morri de amores, mas gostei de ter visitado.

Fribourg - Suíça
Fribourg – Suíça

De volta à Genebra

De volta a Genebra, adorei o chocolatão em formato de bandeira Suíça que ganhei de mimo do hotel (#DevoreiFeliz) e sai para dar um voltinha pelo centro da cidade. Como já estava escuro não vi muita coisa.

Depois do passeio, comi um risoto delicioso e um dos melhores custo-benefícios da viagem. O Restaurante Vapiano é SUPER descontraído, e o risoto de funghi rápido preparado pelo chefe na minha frente estava ótimo! Minha refeição saiu 20 francos, o que para Genebra é bem bom.

Dia 10: Berna

Passeio rápido pelo centro de Genebra

Acordei cedinho e fui dar uma volta pelo centro de Genebra. Em 2011, quando visitei a Suíça pela primeira vez, havia achado Genebra bem sem graça (relatei minhas opiniões nesse post) então acabei deixando menos tempo do que deveria para revisitá-la. Acabei fazendo exatamente a mesma rota que fiz em 2011: Ponte Mont Blanch, Lago Leman, Relógio Florido, Catedral, Prefeitura de Genebra e monumento à reforma e gostei do repeteco. Continuei sem conhecer a parte internacional da cidade: ONU, Museu da Cruz Vermelha e etc… e acho que para uma próxima preciso dedicar pelo menos um dia inteiro a cidade.

Genebra - Suíça
Lago Leman em Genebra

Continuo achando que entre todas as cidades Suíças que já visitei, Genebra é a mais sem sal. Mas não dá para negar que é uma cidade bonita.

Ida para Berna

O trajeto entre Genebra e Berna de trem é MARAVILHOSO, mas dessa vez acabei pegando no sono sem perceber. Fiquei bem brava ao acordar repentinamente num dos meus trechos preferidos: as vinhas de Lavaux cultivadas em terraços sobre o lago. Lindo d+. Tentei ser rápida e fotografar, mas não ficou grande coisa.

Vinhas em Lavaux - Suíça
Lavaux – Suíça

Almoço no Casa Novo

Chegando em Berna saí para almoçar com Nicole do Berna Turismo num restaurante tradicional e super moderninho chamado Casa Novo, provei um menu super típico com sopa de vinho branco, Züri-Gschnätzlets (corte de carne típico de Zurich com batata rosti) e uma torta de amêndoas com ameixas bem gostosa. Adorei todo o cardápio e atenção dos garçons e do dono da casa, que ao descobrirem que falávamos espanhol nos contaram a origem da família Novo na Espanha e das influências espanholas no menu tipicamente Suíço do restaurante. Amei a experiência e recomendo muito!

Comida típica - Suíça
Meu prato principal na Casa Novo

Ah, durante o verão a Casa Novo tem um terraço super gostoso e mega disputado que eu fiquei morrendo de vontade de visitar. O dia estava lindo, e antes da minha próxima parada, o museu Paul Klee, fiz questão de dar uma voltinha rápida pelo centro e fotografar algumas das minhas vistas preferidas de Berna. Fui até o Bear Park (Parque dos ursos) e que pena que todos eles já estavam hibernando :(.

Berna - Suíça
Vista do parque dos ursos em Berna

Passeio no Paul Klee Zentrum

Minha próxima parada foi o Paul Klee Zentrum para chegar lá, peguei um ônibus até a porta do museu. O dia estava tão claro que consegui enxergar toda a cadeia de Alpes que rodeia a cidade de Berna. A vista é MUITO impressionante.

E falando em impressionante, fiquei encantada com a arquitetura hiper moderna do Museu Paul (que sem dúvida nenhuma ficou ainda mais lindo com os Alpes no fundo). O prédio tem um formato ondulado bem diferente que me lembrou o traçado de um pincel grosso. Bem inspirador.

Paul Klee Zentrum - Suíça
Paul Klee Zentrum

No museu encontrei minha amiga Anja, que mora em Berna. Juntas vimos duas mostras diferentes, o acervo do museu que faz um retrospectiva da carreira de Paul Klee. Adorei conhecer um pouco da história dele e ver obras do período pré Bauhaus que eu desconhecia. Já vi coisas melhores deles em outros cantos do mundo, mas achei o acervo bem válido em termos de composição cronológica. Para mim que curto bastante arte, sem dúvida nenhuma valeu a pena.

Também vi uma exposição especial chamada “Trees” (árvores) com diversas obras de arte envolvendo árvores. Nada muito impressionante, mas gostamos de visitar.

Jantar Indiano no Okra

De volta a Berna, tomamos um drink no barzinho do Bear Park curtindo a vista linda da cidade, e depois caminhamos até a estação para encontrar uma outra amiga, a Carmen, que chegaria do trabalho às 6:30 (adoro a precisão Suíça). De lá, pegamos um ônibus até o restaurante indiano Okra, como nos conhecemos na Índia, nada mais justo que uma comidinha indiana para comemorar a reunião, não?!

O Okra é zero turístico e bem descolado. Um pouco caro para meus padrões de comida indiana (não se esqueçam que moro na Califórnia, e que por lá comida indiana é uma das mais comuns e baratas), mas as meninas me explicaram que comida indiana é algo exótico, e portanto caro para os Suíços. Os pratos custavam entre 22-30 francos Suíços. Comi um Franco Tikka Masala que estava ótimo, e um Lassi de manga ainda melhor que o frango. Adorei reencontrar as meninas e a escolha do restaurante indiano.

Durante a janta tivemos a companhia de outro amigo brazuca, o Marcelo já mora na Suíça há 8 anos e fez a viagem entre Zurich e Berna para me encontrar! Foi super divertido vê-lo. [Obrigada Marcelones!]

Nessa noite dormi na casa da Anja, e adorei quebrar um pouco do ritmo dos hotéis em um ambiente mais familiar.

Dia 11: Berna – Basiléia

Meu último dia na Suíça amanheceu tremendamente chuvoso, parece que São Pedro resolveu descontar os 10 dias maravilhosos que eu havia ganho com um temporal daqueles. Caiu água para todo lado e eu agradeci muito os investimentos na bota e no casaco impermeáveis, artigos essenciais na mala de quem vai para a Europa no inverno. #ValeuoInvestimento

City tour por Berna (com direito a chuva braba!)

Meu dia começou com um city tour bem bacana pelo centro de Berna e pela torre do relógio oferecido pelo escritório de turismo de Berna. Minha guia, a Carmen era mega experiente e conhecia cada cantinho da cidade. Fiquei MUITO impressionada como ela conduziu bem a parte do relógio de Berna, mostrando em detalhes o funcionamento de cada engrenagem e os bastidores do funcionamento do relógio. Foi muito especial, eu diria que é algo imperdível para quem se interessa por mecânica ou por relógios antigos. Também ganhei uma aula sobre o funcionamento do relógio astronômico, e a mudança das luas. Adorei!

Berna - Suíça
Engrenagens do relógio de Berna

Como eu já conhecia Berna, a chuva atrapalhou bastante, mas não chegou a estragar minha manhã. Fiz menos coisas do que gostaria e tive que usar e abusar das arcadas de Berna, mais ainda assim valeu a pena e saí de lá satisfeita.

Berna - Suíça
Berna vista do alto do relógio

As 11 da manhã peguei o trem para visitar mais uma cidade que eu já conhecia, a Basileia. A Nick e o Dani, dois amigos muito queridos, acabaram de se mudar para lá e eu não queria sair do país sem vê-los.

Chegada na Basiléia & passeio pelo centro da Basiléia

Minha ideia inicial era revisitar o centrinho MEGA fofo da cidade, e conhecer um dos museus de lá (A Basiléia tem vários museus, e pelo que lí nas descrições, tem bastante coisa boa. Mas a chuva me tirou total o ânimo e me contentei somente com uma volta rápida pelo centro.

Basiléia - Suíça
Rio Reno na Basiléia

Jantar gostoso na casa de amigos

Jantamos uma torta deliciosa na casa da Nick e do Dani. Adorei vê-los e botar o papo em dia. É sempre muito gostoso encontrar amigos queridos que moram longe. [Super obrigada pela recepção, pelo carinho e pelos chocolates. Como sempre, foi uma delícia!]

Hotel The Passage

Minha última noite na Suíça foi no The Passage, um hotel hiper moderninho e bem localizado na Basiléia. Meu quarto tinha adesivos muito fofos de corredores, e um banheiro hiper bacana todo de vidro.

Cem pontos para o atendimento: ao saber que eu teria que sair antes do início do café da manhã, o moço da recepção se prontificou a arrumar tudo meia hora mais cedo. O café da manhã estava delicioso, e foi muito gostoso tomar um bom café da manhã antes de voar. Na saída, ele ainda insistiu que eu levasse uma fruta para o vôo. Um fofo!

Vôo para Roma

No dia seguinte peguei o vôo para Roma onde começou a segunda parte da viagem. Adorei voltar para Suíça e mais uma vez me encantei pelas paisagens do país. #Jáquerovoltar #LoveSwitzerland

A Mari fez essa viagem com apoio do Swiss Travel System, escritórios de turismo de Ticino, Lucerna, Zermatt, Montreux Riviera, Gruyeres, e Berna e hotéis Mandarin Oriental, Villa Castagnola, Alpenblick, Unique Hotel Post, e The Passage. Obrigada pelos convites e pelo carinho.

E o seguro viagem? Contratou?

O seguro viagem é obrigatório para quem viaja para a Europa (recomendamos que você leve impresso o comprovante de contratação do seguro para mostrar na imigração). Um seguro viagem de boa cobertura facilita (e muito) a sua estadia e te livra de “perrengues” – fique atento para escolher uma apólice que cubra tudo no ato, assim você não vai colocar a mão no bolso.

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Suíça

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Comentários (43)

Olá, boa noite!
Estarei em Milão dia 25 e lendo o post despertou nosso interesse pela Suíça e deixar a Itália para outra data. Gostaria de adquirir um roteiro com detalhes. É possível? Mais precisamente custos e distâncias. Acessos e as conhecidas roubadas. Estamos em cima da hora. Desde já agradeço
Valéria Assis

Oi Valéria,
Sou apaixonada pela Suíça e acho que você vai amar.
Quanto ao roteiro, você precisa orçar com uma agência, somos um blog de viagens.
Beijos

Oi Mari,
Li seu post inteirinho, e achei maravilhoso!!!! o Problema que me deixou mais em dúvidas ainda do que eu já estava… rrrsss…
eu estarei em dezembro em Milão e quero passar 9 dias na Suiça, conhecendo tudo que for mais bacana!!! Irei comprar o swiss pass. Gostaria muito de visitar montanhas, degustar ótimos chocolates, fondues, raclete, queijos.. e me hospedar em algum vilarejo maravilhoso! Pensei nas cidades de Lugano, Zermat, Montreux, Lucern e St. Moritz…. Alguma dica de quantos dias ficar em cada local? o que não deixar de fazer?
Agradeço desde já!

Oi Graziela,
Minha experiencia em duas viagens na Suíça é que o País é todo maravilhoso, e seja lá o que vc escolher, vc vai amar. Em geral dois dias por cidade tá ótimo. Montreaux, 1 tá bom para dar uma geral (mas dá fácil para ficar uns 4 -5)
Beijos

Oi. Quanto vc pagou pela visita guiada em Lucerna? Vou de Paris p Suíça, mas não sei em q cidade fazer uma base. Pode me ajudar?

Oi Luciana, quantos dias vc tem?
O tour foi oferecido pelo escritório de turismo de Lucerna para o Ideias na mala, então não faço ideia do valor. Imagino que no site deles você encontre.
Abraços,

Boa tarde amigo, tudo bem?
Vou a Paris em Janeiro e tenho vontade de conhecer os ALpes da Suíca ou Alemanha.
Estaremos sem carro, e o que nos aconselha??
Será que morreremos congelados??? rsrs #medo

Sabe qual sai mais em conta???
Obrigada

Oi Sabrina,
Alemanha é mais barata que a Suíça e se tivesse que apostar, diria que lá sai mais barato.
Mas a Suíça tem um esquema sensacional de trens e montanhas que pode ser muito útil para quem vai sem carro.
Peraí, acabei de ler que você vai pra Paris. Se você vai pra Paris, porque raios Alemanha ou Suíça se tem TANTOS Alpes lindos (e BEM mais baratos) na França?
Dê uma olhada nas montanhas de Mt. Blanc na fronteira com a Suíça ou a região de esqui de Grenoble.
Beijos

Oi, Mari! Eu aqui de novo… Estou pensando em fazer um bate-e-volta de Lucerna a Zurique, só que seria em um domingo (início de junho). Meu receio é que Zurique esteja muito parada, lojas fechadas, pouco movimento! Será que vale a pena?

Oi Fred,
Não vou conseguir te ajudar nessa :(.
Não conheço Zurique, acabei cortando do meu roteiro e mal pesquisei.

Beijos

Oi Mari! Aqui é o Fred da viagem pra Las Vegas e Califórnia que você postou no seu site. Tudo bem com vc? Eu e Ana estamos programando pra setembro uma viagem para Paris/Suíça/Milão. Na Suíça serão seis dias no eixo Montreux, Berna, Interlaken e Lucena. Como as distâncias de trem entre essas cidades são curtas, pensamos em fazer base em apenas duas delas, evitando assim muita mudança de hotel. Pode dar um pitaco pra gente sobre essas possíveis bases? Uma questão que consideramos importante é que tenham algum movimento à noite nas ruas e restaurantes interessantes, porque já aconteceu de ficarmos em algumas cidades pequenas e médias da Europa onde tudo parava depois das 21 horas. Beijos meu e de Ana pra vc!

Oi Fred,
Tá chegando mais uma viagem incrível por aí, hein? Que máximo! eu amo a Suíça!
Olha essas 4 cidades são incríveis, mas sou APAIXONADA por Lucerna e escolheria sem pensar duas vezes. Tbm faria base em Berna que além de ser super conveniente para fazer conexões de trem tem uma noite bem gostosa.
Beijos e qualquer dúvida é só gritar!

Valeu, Mari! Estou começando o planejamento da viagem e, com certeza, vou passar aqui de vez em quando pra reler os posts e pedir umas dicas! Bjs.

🙂 🙂 🙂

Mari, adorei o post !
Qual foi a época do ano que vc foi ?
Estou tentando montar um roteiro de 20 a 30 dias para familia.
Vou usar o seu, mas queria algumas dicas de onde ficar mais tempo, tendo o seu como base.

Oi José Antonio, fui em Novembro, comecinho do inverno e dei sorte de não ter pego muitas chuvas. Eu ficaria mais dias em Berna, acrescentaria Zurique e St. Moris.
Abraços

gostei de suas postagem realmente vc tem toda rasäo em nos visita, aqui no veräo e um sonho com muitas opcöes de lazer.bjs p vc e volte sempre.

Obrigada Beth

Querida, qual o preço medio que essa viagem custou?

Oi Jéssica,
Não tenho uma planilha com custos exatos da viagem, mas posso te ajudar a estimar:
A) O maior custo é o Swiss Pass válido por 14 dias
B) Hotéis: tudo depende de quanto você planeja gastar. Espere gastar pelo menos 100 euros dia para um hotel simples e o céu é o limite para hotéis mais caprichados.
C) Refeições: Em torno de 25 francos suíços para uma refeição média

Abraços,
mari

[…] Essa montanha é o Matterhorn, e vê-la de perto é um dos principais motivos que me trouxeram de volta a Suíça. Assim, separei 2 dias inteiros para curtir a cidade e aproveitar tudo sem pressa. Nesse post […]

[…] essa última viagem pela Suíça rodei o país de cabo a rabo e fiz dezenas de viagens de trem e de barco. Nesse post divido com […]

[…] uma loteria, pode ser que o tempo colabore com vários dias de sol (como aconteceu durante minha viagem pela Suíça) ou pode ser que chova (ou dependendo da região, neve) o tempo todo. As chances de chuva na Costa […]

Olá, Marina! Pode me dar uma ajuda?? Vou para a Suíça em maio de 2016, e gostaria de saber se os ingressos para o Castelo de Chillon podem ser comprados lá ou se precisam reservados antes, por aqui mesmo. Obrigada

Oi Julia,
Pode comprar na hora mesmo 🙂
Caso você esteja com o Swiss Travel Pass, a entrada é grátis.
Beijos e boa viagem
Mari

o Chillon é grátis também?? tu chegou a entrar com ele? eu tinha pesquisado e entendido que era só desconto! obrigada!

Oi Júlia,
Desculpe, comi bola! Pesquisei aqui e realmente é só desconto mesmo.
Abraços

Mari, zera tudo de novo, rsrsrsrs. Olha o que me responderam hoje:

Dear Julia,

Thank you for your kind request. The entrance to Chillon castle is free on presentation of a valid Swiss Travel Pass.

Best regards,

Lorianne Clos
Service des réservations

Ué. Chequei no site do Swiss Travel Pass e não tinha nada! Rs
Obrigada por confirmar e melhor ainda que é grátis!

Viagem maravilhosa, Suiça linda ! Adorei o post.

[…] delicioso. Assim, uma degustação de chocolates caprichada era algo que não podia faltar na minha viagem. Nesse post dividirei com vocês todos os detalhes da degustação de chocolates incrível que fiz […]

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