Roteiro de 10 dias: Atacama e Salar do Uyuni

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Salar do Uyuni

Atacama, o deserto mais seco do mundo e o Salar do Uyuni, o  maior deserto de sal do mundo estão mais perto do que você imagina! Com paisagens deslumbrantes, o Deserto do Atacama, no Chile, e o Salar do Uyuni, na Bolívia, são um dupla imbatível para uma viagem que tem tanto lugar bonito que você não sabe nem para onde olhar. Com dez dias você conseguirá explorar as principais atrações desses dois destinos! Veja um roteiro completinho com nossas melhores dicas de passeio em cada destino!

Roteiro de 10 dias: Atacama e Salar do Uyuni

Roteiro Resumido

  • Dia 1: Ida para o Atacama: (Brasil – Santiago, Santiago – Calama, Calama – San Pedro do Atacama)
  • Dias 2-5: Deserto do Atacama
  • Dias 6-9: Tour Salar do Uyuni
  • Dia 10: Santiago
  • Dia 11: Volta para o Brasil

Como chegar?

O Deserto do Atacama fica no norte do Chile e o aeroporto base é o da cidade de Calama. Como não há voos diretos do Brasil para Calama, é preciso fazer escala e imigração em Santiago. De Santiago a Calama são duas horas de avião ou vinte horas de ônibus (o que não recomendamos).

Chegando em Calama

O trajeto entre Calama e San Pedro do Atacama pode ser feito de transfer ou de táxi. Nos dois casos os preços são tabelados. O transfer custa 20 mil pesos, por pessoa, ida e volta e o táxi 60 mil pesos por trecho (ou seja, 120 pesos ida e volta), o percurso leva 1h30. O transfer não precisa ser reservado com antecedência, basta comprar na chegada, na área do desembarque. Eu fiz com a Licacanbur, e achei o serviço deles bom, os ônibus não eram novinhos, mas os motoristas foram bem prestativos.

Quando ir

Deserto do Atacama

Laguna Miscanti

Laguna Miscanti | Foto: Joanna Saldanha

O ano todo, mas antes de sair na louca reservado a viagem, vale saber que a temperatura no Deserto do Atacama varia muito ao longo do dia, de -11 a 40 graus. E é assim todos os meses do ano. No inverno, a temperatura é bem fria (prepare-se!) o dia fica mais ameno, porém de noite faz mais frio e a neve fecha algumas das atrações mais altas, como as Lagunas Altiplânicas e os Geysers. Em compensação, ver neve em pleno deserto é uma experiência única e que rende fotos pra lá de especiais.No verão, as temperaturas de dia são muito quentes e as noites relativamente frias.

Então, qual a melhor época para ir ao Deserto do Atacama?

O Atacama pode ser visitado o ano inteiro, porém as melhores épocas são no outono (de março a maio) e na primavera (setembro e outubro), quando as temperaturas são amenas e a amplitude térmica é menor.

Salar do Uyuni

Assim como o Deserto do Atacama, o Salar do Uyuni pode ser visitado o ano todo. O salar tem duas estações bem características: a seca e a chuvosa. Nos meses chuvosos (dezembro -março) o salar ganha um visual espelhado ultra fotogênico, nos outros meses secos a paisagem não muda muito independente da temperatura local.

A primeira noite na Bolívia é realmente muito fria, principalmente porque os abrigos não tem calefação. Não era o caso do meu, mas já ouvi relatos de abrigos que não tinham cobertores suficientes. Leve suas roupas mais quentes para usar nessa noite. Nos outros dias o clima era bem parecido com o Deserto do Atacama.

Melhor época para visitar o Salar de Uyuni

Para ver o salar molhado, com aquele visual espelhado, vá de entre dezembro e março. Vale falar porém, que em anos com muita chuva, o itinerário pode ficar mais limitado especialmente no mês de janeiro. Assim, se você deseja ver o salar molhado sem o risco de ficar ilhado, as melhores pedidas são fevereiro e março.

O que você precisa saber antes de viajar

Respeite o seu tempo: Altitude

Altitude não é brincadeira. Melhor perder um passeio do que passar a viagem inteira na leseira. Para aliviar os efeitos da altitude, chás de coca e de chachacoma ajudam muito. Mas se você estiver se sentido muito mal, fale com o seu guia ou peça ajuda no hotel, eles estão acostumados e sabem o que fazer.

O que levar na mala

Com a amplitude térmica enorme do deserto, a mala do Atacama tem roupa de inverno rigoroso a roupa de banho. É aquele famoso look cebolinha, com muitas camadas de roupa. O item mais precioso da sua mala é o casaco corta vento, usei o meu todos os dias. Em pelo menos dois passeios você vai precisar de gorro, luvas, roupa térmica e um casacão de frio. Durante o dia, shorts e bermudas são bem vindos, e não esqueça do biquíni e sunga para os passeios com piscinas e mergulhos.E claro, para quem quer fazer caminhadas mais longas, a bota/ sapato de trilha é sempre bem vinda!

Roteiro detalhado

Dia 1: do Rio de Janeiro à San Pedro do Atacama

O primeiro dia é basicamente um dia de deslocamento. No meu caso, voei do Rio de Janeiro a Santiago, depois fui para Calama e em seguida fiz o trajeto até San Pedro do Atacama.

A imigração é feita em Santiago, você precisa pegar a sua mala mesmo se o seu bilhete tiver todos os voos vinculados. No meu caso, o voo interno (Santiago – Calama) não era conjugado com o meu voo internacional (Rio – Santiago), por isso coloquei um intervalo grande entre eles para não ter nenhum problema de atraso. Programe pelo menos quatro horas entre as conexões para não ter nenhum contratempo.

Dia 2: Planejando os passeios & tour Vinho do Deserto

Dedicamos nossa primeira manhã da viagem a explorar San Pedro do Atacama, uma cidade pequenina de basicamente duas ruas, a Caracoles e a Toconao. Eu já havia fechado meus passeios com Agência Ayllu desde o Brasil, mas quem preferir pode usar essa primeira manhã para visitar as agências locais e reservar de lá mesmo.

Aproveite para negociar, tire todas as suas dúvidas, e claro, antes de fechar com qualquer agência vale ler avaliações e conferir que aquela agência é mesmo bacana. [Dica: nós testamos e adoramos os tours da Ayllu, e nossos amigos Fábio e Cleber do Viagens Cine gostaram bastante dos tours da Flavia Bia Expediciones.]

Horários dos passeios

Os passeios da tarde geralmente começam entre duas e três horas, e o ponto de partida é a agência contratada. Para os passeios matinais o transfer hotel-passeio está incluso no preço do passeio, e o horário de início dos tours variam bastante.

Tour Vinho do Deserto

Meu primeiro passeio foi o Tour Vinho do Deserto. Visitamos a Vinícola Santa Romina, que é bem pequenininha, e e funciona com base agricultura familiar, com uma produção bem artesanal. Fizemos uma degustação de três vinhos, todos harmonizados com algumas comidinhas e estava uma delícia.

Salar do Atacama

Salar do Atacama | Foto: Joanna Saldanha

Depois, fomos ver o pôr do sol na Lagoa Chaxa, no Salar do Atacama.  A van deixa o grupo bem no início do salar, para uma caminhada plana de meia hora. Cada pôr do sol no Atacama é mais lindo que o outro, e comecei com o pé direito na Lagoa Chaxa. Se você tiver sorte (eu não tive) ainda consegue ver alguns flamingos de perto. Esse passeio fica a 2400 metros de altitude, mesma altura de San Pedro do Atacama e foi uma ótima escolha para o primeiro dia, quando ainda temos que nos aclimatar.

Dia 3: Termas Puritama & Valle de La Luna

Termas Puritama

No nosso terceiro dia, fomos para a Termas Puritama, um conjunto de oito piscinas termais e uma cachoeira secretas formadas ao longo de um rio. O passeio é super relaxante, eu amei! A Ayllu é uma das poucos agências que consegue estacionar bem pertinho do início das piscinas, o que é ótimo, pois na hora da volta o pessoal das outras agências tem que subir uma super ladeira com um sol de meio dia do deserto na cabeça. Ainda na termas, a Ayllu prepara um super brunch com ceviche e vinho a beira das piscinas. As Termas da Puritama também podem ser feitas com o Trekking Guatin (uma trilha de 7Km e cerca de 3 horas de duração) mas preferi ficar só nas piscinas mesmo :P.

Valle de La Luna

Valle de La Luna

Valle de La Luna | Foto: Joanna Saldanha

Na parte da tarde fomos para o clássico do Deserto do Atacama: o Valle de La Luna. Sabe aquele deserto do nosso imaginário? É lá mesmo que você encontra. Subimos dunas, entramos em cavernas, e perdemos o nosso fôlego (literalmente) com as paisagens.

Para o pôr do sol, fomos para o Valle de La Muerte, onde fomos recebidas com um delicioso coquetel. Em termos de esforço físico, esse foi o passeio que eu mais senti dificuldade, pois tinha subida em areia. Mas não foi nada extenuante.

Dia 4

Laguna Meñique

Laguna Meñique | Foto: Joanna Saldanha

Lagunas Altiplânicas

Hoje o dia começou super cedo, às 5h da manhã. Fomos para as Lagunas Altiplânicas, onde de fato fui testada pela altutide, já que chegamos a 4200 metros. A primeira parada foi na Laguna Tuyaito, onde tomamos café da manhã. Muitas lagunas e lagoas do Atacama ficam dentro de reservas indígenas, e não podemos chegar perto (muito menos mergulhar) e essa era uma delas.

A parada seguinte foi o Salar de Talar (Piedras Rojas). Até o ano passado era possível chegar mais perto das Piedras Rojas e do Salar. Porém, alguns turistas abusaram tanto da natureza que os indígenas que tomam conta dessa área fecharam para visitação. Agora só podemos ver por um mirante, o que não tira a beleza do local.

Piedras Rojas

Piedras Rojas | Foto: Joanna Saldanha

Para fechar o passeio, ainda fomos para as Lagunas Miscanti e Meñiques, e é difícil dizer qual era a mais bonita viu?!

Nesse dia a altutide me pegou. Fiquei exausta, foi uma mistura de cansaço, altitude e sono. E acho que pensando nisso as agências evitam deixar dois passeios pesados para o mesmo dia. Fiquei com a tarde livre, e confesso que não fiz mais nada.

Dia 5: Geysers El Tatio, Laguna Cejar e Tour Astronômico

Geysers El Tatio

Geyser El Tatio

Geyser El Tatio | Foto: Joanna Saldanha

Dia de madrugar para conhecer um dos maiores campos geotérmicos do mundo, os Geysers El Tatio. Se prepare para vestir todas as roupas da sua mala, lá faz muito frio. Não é um passeio cansativo, mas é um dos mais altos do Atacama, com 4300 metros. Tivemos azar nesse dia, pois uma das coisas mais legais desse passeio é a fumaça que sai de dentro dos geysers. Mas estava ventando muito, o que segundo o guia é raríssimo, aí a fumaça não tinha tanto impacto. Mas mesmo assim, é um passeio super diferente.

Para os mais corajosos, há uma piscina quentinha liberada para o mergulho, mas eu não queria nem pensar em colocar o meu biquíni (e ninguém do meu grupo se aventurou). Tomamos café da manhã por lá mesmo e descemos para conhecer o Poblado Machuca, um povoado bem pequeno, que vive dos turistas que param por lá para comer, (recomendo a empanada de queijo de cabra). O guia dá vinte minutos para andarmos no povoado, mas estava todo mundo tão cansado, por causa da altitude, que ficamos só na empanadas mesmo.

Laguna Cejar

Laguna Cejar

Laguna Cejar | Foto: Joanna Saldanha

Na parte da tarde fomos para a Laguna Cejar, a mais salgada do mundo! Com mais sal que o Mar Morto, o legal é ficar boiando mesmo. Nem pense em mergulhar, o seu olho não vai conseguir abrir depois. A laguna tem uma boa estrutura de banheiro, com duchas de água doce, já que você fica branquinho de sal. A Ayllu oferece um roupão maravilhoso para ninguém passar frio, já que a água na laguna é gelada.

A parada seguinte foi o Ojos Del Salar, duas lagoas artificiais de água doce com dezoito metros de profundidade, a ideia é se jogar mesmo. Só eu e mais uma pessoa do meu grupo tivemos coragem de entrar, mas quer saber? Foi a melhor decisão! Recomendo.

Para fechar, fomos ver o pôr do sol na Laguna Tebinquiche, com direito a uma mini aula pisco sour (não é muito difícil preparar o drinque, que é limão, pisco e açúcar) e hambúrguer. Todas as comidas oferecidas pela Ayllu nos passeios estão inclusas no preço, você não precisa se preocupar com nada.

Tour Astronômico

Esse foi o maior erro da minha viagem, quase uma tragédia planejada, então não façam o que eu fiz. Estava muito na dúvida se fazia ou não o Tour Astronômico e acabei deixando para o último dia. Esse tour tem três horários, 19h, 21h e 23h, e quando decidi fazer só tinha o das 23h. Lembra que eu madruguei para o geyser? No começo do Tour Astronômico eu já estava exausta, então nem consegui aproveitar direito. Assim, nem consigo opinar se gostei ou não do Tour Astronômico… Caso decidam fazer o tour mais tranquilo, deixem para um dia mais tranquilo.

Dia 6: Tour Salar do Uyuni

A Ayllu não faz o Tour do Salar do Uyuni, aí optei por cotar em San Pedro do Atacama as agências para essa parte da viagem. Já tinha pesquisado na internet as mais bem avaliadas, e escolhemos seis para visitarmos pessoalmente. O serviço apresentado não é muito diferente, e os valores vão de 195 a 230 dólares. Algumas agências oferecem tour mais privados, por cerca de 800 dólares, mas isso estava bem fora do nosso orçamento. Fechamos com a Estrella Del Sur e recomendo muito, o atendimento e o serviço deles eram muito bons.

Para o Tour do Salar do Uyuni, a agência busca no hotel por volta das 07 da manhã. A ida para a fronteira boliviana dura uma hora, é bem rápida, basta apresentar o seu passaporte. Não me pediram, mas a Bolívia é um dos países que exige o Certificado Internacional de Vacinação Contra Febre Amarela.

Depois da imigração, tomamos café da manhã na área da fronteira e fomos divididos em grupos de seis. O grupo permanece o mesmo até o final do tour. E demos muita sorte com o nosso, ô galera gente boa!

Laguna Blanca, Laguna Verde e Termas de Polque

Laguna Blanca

Laguna Blanca | Foto: Joanna Saldanha

Começamos a nossa aventura na Bolívia na Laguna Blanca, que é uma das coisas mais bonitas que eu já vi, ela tem uma coloração bem clara, e estava toda espelhada. Em seguida, fomos para aLaguna Verde, que não estava verde, pois não tinha vento. Depois paramos nas Termas de Polque, uma piscina de água termal, e lá temos um tempo para mergulho. Nesse momento ainda está friozinho, mas já dá para encarar. Aproveitei bem, porque sabia que só veria água quente no final do dia seguinte. Saindo dali, continuamos o caminho até o nosso albergue, com paradas para tirar fotos.

Chegada no albergue e o baque da altitude

Confesso que estava preparada para um show de horrores para a nossa primeira parada para dormir, mas me impressionei positivamente. Fomos divididos em quartos de seis (os mesmos do carro), e as instalações são bem simples, não tem chuveiro, não tem eletricidade, e o banheiro é compartilhado com todo mundo (só tinha duas pias e duas privadas), mas era tudo limpo. Nesse momento eu senti muito a altitude, estávamos a 4900 metros, e infelizmente não consegui fazer o último passeio do dia, que era a Laguna Colorada.

O jantar também é servido no albergue e dormimos cedo, pois madrugaríamos no dia seguinte. O hostel não tem calefação e a temperatura chegou a 11 graus negativos, além disso, o ar é muito seco, o que dificulta bastante na hora de dormir . Estava com saco de dormir, mas me sinto um pouco sufocada dormindo dentro dele (e o ar da altitude já é rarefeito) e preferi ficar com os cobertores do albergues que eram ótimos.

Dia 07: Laguna Colorada & Lagunas Altiplânicas

Laguna Colorada

Laguna Colorada | Foto: Joanna Saldanha

Saímos por volta das 07h30, e o Juan, nosso guia boliviano super gente boa, fez um pit stop na Laguna Colorada, já que eu não consegui ir no dia anterior! É realmente maravilhosa! Devo dizer que a tarde de descanso me caiu bem, já estava novinha em folha, correndo atrás das lhamas.

Nesse dia, fizemos várias paradas ao longo do caminho. Conhecemos as Lagunas Altiplânicas bolivianas, que não eram tão bonitas como as lagunas do primeiro dia, mas ainda assim eram impressionantes. A Arbol de Piedra, com formações de pedra em formatos diferentes, e o Valle de Rocas, que é um vale cheio de pedras, que foi a minha parada preferida do dia. 

Valle de Rocas

Valle de Rocas | Foto: Joanna Saldanha

As paisagens bolivianas são incríveis parece que você está em outro planeta. Neste dia, dormimos em um hotel de sal, que parecia em paraíso se comparado com o primeiro dia. Os quartos eram duplos ou triplos, com banheiro privado e água quente. Já ouvi relatos de pessoas que pagaram pela água quente em outros tours, mas não foi o meu caso.

Dia 08: Salar do Uyuni

O amanhecer no Salar

Talvez o dia mais esperado da viagem inteira! Finalmente chegamos ao Salar do Uyuni. Saímos por volta das 5h da manhã e vimos o amanhecer no Salar do Uyuni, uma experiência sem igual. Em abril, o Salar está com 20% da sua superfície espelhada (que dá um super visual nas fotos). Até dá para pisar na parte molhada, mas você afunda o seu pé inteiro na água, então eu desisti e fiquei só observando mesmo.

Ilha Inca Huasi

Ilha Inca Huasi

Ilha Inca Huasi | Foto: Joanna Saldanha

Seguimos salar adentro e paramos na Ilha Inca Huasi, famosa por seus cactos gigantes, onde subimos até o topo e nos impressionamos ainda mais (se é que isso é possível) com aquela paisagem. Tomamos café da manhã por lá e depois passamos pelas bandeiras, o marco do Dakar Bolívia e tiramos muitas fotos. Os guias estão super acostumados e sabem os melhores ângulos, então aproveite para pedir umas dicas.

Pueblo de Cochani e chegada em Uyuni

Seguimos para o Pueblo de Cochani um lugar que é basicamente uma feira de artesanato para os turistas. Esse é o momento para comprar lembrancinhas para a família inteira.  De lá, fomos para a cidade de Uyuni, a parada final do tour, que é bem feiosa, e não tem nenhum atrativo. Almoçamos e fomos para o Cemitério dos Trens, que como o nome já diz são trens abandonados que rendem fotos super legais!

Cemitério dos Trens

Cemitério dos Trens | Foto: Joanna Saldanha

Quem faz o tour de três dias termina aqui a sua expedição. A maior parte do meu grupo ficou por Uyuni, para seguir viagem pela Bolívia. Mas como o meu voo era de Santiago, tive que fazer o tour de 04 dias, para voltar. Neste dia dormimos em um “albergue”, que de fora era horrível, mas que de dentro era bem arrumadinho e recém-pintado.

Dia 09: Volta para o Atacama

Quatro da manhã a gente já estava na estrada em direção ao Chile, com uma parada para o café da manhã. Pegamos uma fila imensa para sair da Bolívia, e como era a céu aberto, estava muito frio. A imigração para entrar no Chile também é um pouco demorada, pois eles abrem todas as malas. A chegada em San Pedro do Atacama é por volta de meio dia.

Antes de ir para a Bolívia, combinamos com o nosso hotel de San Pedro de tomar banho e deixar as nossas coisas lá para almoçarmos. Isso é bem comum, já que muita gente faz esse mesmo trajeto. Nesse mesmo dia, peguei o meu transfer e fui para Calama só para dormir e seguir para Santiago no dia seguinte.

Dia 10 – Santiago

Cerro San Cristóbal

Vista Cerro San Cristóbal | Foto: Joanna Saldanha

Como tinha tempo, e não conhecia Santiago, aproveitei para explorar um pouquinho a cidade. Passamos pela La Chascona, uma das três casa do escritor Pablo Neruda, que foi transformada em museu e subimos o Cerro San Cristóbal de funicular. Uma pena que o dia não estava muito bonito, então não aproveitamos muito a vista. Andamos até o centro histórica, na Plaza de Armas, onde fica a Catedral Metropolitana e Museu de Arte Pré-Colombiano. Para almoçar, fomos no Mercado Central, uma local bem turistão de Santiago. Confesso que dormi muito nesse dia, toda a euforia e falta de ar da Bolívia bateram e o cansaço ficou.

Dia 11 – Volta para o Brasil

Assim como na ida, esse foi um dia todinho de viagem.

E vale a pena fazer esta viagem?

Vale muito! O Deserto do Atacama é um lugar incrível, todos os passeio são surpreendentes. Mesmo quem não está acostumado com viagens de aventura, o Atacama tem atrações mais calmas, sem muito esforço físico. Já o tour para o Salar do Uyuni é bem mais aventureiro. O mais legal desses dias na Bolívia é que todo mundo tem o mesmo espírito viajante, todo mundo se ajuda, e um vai incentivando o outro, até porque nunca sabemos que vai ser o próximo a passar mal com altitude. A cultura andina, que também abrange outros países da América do Sul, é muito forte e muito interessante, e aprendemos muito ao longo da viagem.

O que eu mudaria no roteiro:

  • Ficaria mais um dia no Atacama, para fazer o Salar de Tara ou as Lagunas Escondidas. Ficou um pouco corrido.
  • Faria o pit stop em Santiago na ida. Por questões de horário de voo, acabei indo direto. Acho que a volta direto, por maior que fosse o meu cansaço, seria melhor.

Alguns aprendizados:

  • Descanse. A gente tem vontade de fazer tudo ao mesmo mas, principalmente em locais de altitude, é importante dar uma descansada para deixar o seu corpo se recuperar.
  • Converse com os seus guias: tanto os chilenos como os bolivianos são muito simpáticos, amigáveis e adoram contar histórias. Nosso guia boliviano, por exemplo, viu que adorávamos lhamas e parava sempre para tirarmos fotos.

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