Roteiro: o melhor de Kioto em 2 ou 3 dias

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Roteiro: o melhor de Kioto em 2 ou 3 dias

Roteiro completo 2 ou 3 dias em Kioto, Japão para curtir o melhor da cidade e conhecer os cantinhos mais incríveis de Kioto. Pronto para se apaixonar por uma das cidades mais lindas do Japão?

Roteiro: o melhor de Kioto em 2 ou 3 dias

Kioto, a antiga capital do Japão, é um encanto. Uma cidade que esconde em seus bairros bem definidos e ruas apertadas anos e anos de história contados pelos habitantes com orgulho e representados por centenas de templos Budistas e Xintoístas, um mais lindo que o outro, espalhados em cada cantinho da cidade.

Roteiro: o melhor de Kioto em 2 ou 3 dias

Fábrica de Sakê em Kioto

Kioto é uma cidade conservadora, um lugar onde as tradições antigas, o respeito aos mais velhos, e a predileção pelo “Made in Japan” ainda prosperam. Um pedacinho do Japão antigo, mais vivo do que nunca e muito mais verdadeiro do que você imagina. Quioto é a cidade que morei um ano durante meu intercâmbio no Japão, e um dos lugares que sempre quero voltar! Nesse post divido com vocês minha sugestão de roteiro para 2 ou 3 dias em Kioto. Vem comigo?

Roteiro Resumido

  • Dia 1: Fushimini Inari + Higashiyama (Kyomizudera e arredores)
  • Dia 2: De Shijo ao Ginkakuji
  • Dia 3: Norte de Kyoto: Kinkakuji (templo de ouro) e Arashiyama 

Mas em três dias dá para ver bem Kioto? 

Não. De jeito nenhum. Passei um ano em Kioto, e já retornei duas vezes a cidade, e não ainda não conheço tudo, acredita? De qualquer forma, em três dias dá para fazer o básico e pra quem tiver mais tempo melhor, já que nunca é tempo demais para curtir a cidade.

E para quem tem mais dias?

Veja no final desse post minhas sugestões de passeios fora da rota turística de Kioto (tem  muita coisa legal) e bate-e-voltas pelas cidades próximas.

Roteiro: o melhor de Kioto em 2 ou 3 dias

Gueixa e seu cliente em casa de chá tradicional de Kioto

Só tenho dois 2 dias e agora?

Com apenas dois dias em Kyoto eu faria um bem bolado entre os 3 dias combinando o primeiro e o segundo e passando o dia 3 para o segundo dia.

Quioto, Kioto ou Kyoto (Desculpe a inconsistência da blogueira):  

Sorry galera, depois de morar um ano na cidade, escrever “Quioto” em português, ou “Kioto” como se escreve em inglês, me dói a vida! Vou tentar, mas já peço desculpas pela falta de consistência.

Kioto

Templo em Kioto

Chegada em Kioto:

A chegada em Kioto, numa estação super moderna e bem diferente do resto da cidade. Não deixe de visitar o piso dos restaurantes, conhecer o incrível supermercado japonês (que fica dentro da loja de departamento Isetan) e percorrer a sky walk. Ainda na estação, vale a pena passar pelo centro de informações turísticas e pegar um mapinha da cidade e um jornalzinho – em inglês – que indica os principais eventos e acontecimentos do período. Sempre tem coisa legal rolando em Kioto.

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Kioto Eki, a estação de trem de Kioto


Dia 1: Kyomizu dera e arredores | Explorando Higashiyama

Dia 1 no mapa

Paradas do dia 1:

  • Fushimi-Inari
  • Kyomizu Dera
  • Templos e vielinhas de Higashiyama
  • Jardins Maruyama
  • Templo Yasaka
  • Chio-in
  • Shoren-in
  • Noite no Gyon

Dia 1 – Roteiro detalhado

Fushimi Inari: um mundo de toris vermelhos

Começaremos o dia no templo Fushimi- Inari, um conjunto de mais de 2000 Toris vermelhos que sobe as montanhas de Fushimi. A volta ao templo completo leva cerca de 2 horas mas com uns 30 minutos de caminhada já dá para ter uma visão bem interessante. O Fushimi Inari é um templo dedicado ao Deus Inari, o Deus Shintoista do arroz, e as raposas que você verá no passeio são as mensageiras desse Deus.

[Cuidado: a parte alta do templo é um loop, se você não prestar atenção, passará horas caminhando em círculo.

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Fushimi Inari

Kyomizu Dera, meu templo preferido em Quioto

Terminado o passeio, pegue a linha de trem Keihan e desça na estação Kiomizu Gojo. Pra quem estiver perto da Estaçõ Kyoto, os ônibus 100 ou 206 também são boas alternativas.

De lá, caminhe ladeira acima rumo ao templo Kiomizu Dera (aberto das 6:00 às 18:00 | Entrada 300 Yens). Existem duas possibilidades de caminho: seguir pela rua principal experimentando docinhos tradicionais (pouco doces para o paladar Brasileiro, mas bem diferentes) e visitando as lojinhas fofas repletas de lembrancinhas típicas, ou brincar de se perder pelas ruas paralelas (bem mais vazias). Numa dessas paralelas, há templos menores, e um grande cemitério. Ambos os caminhos são interessantes e bem bonitos. Na dúvida, siga seu coração!

Kioto

Kiomizu Dera durante a floração das cerejeiras

Terminada a subida, repare nos dois leões sorridentes na entrada do templo, eles estão rindo do seu cansaço… É, eles bem sabem que subir essa piramba não é para qualquer um, mas pode ficar sossegado, que depois dessa última escadaria, é tudo reto!

REFORMA: Atualmente a entrada principal e alguns prédios laterais do Kyomizu estão em reforma, a reforma prejudica um pouco a visita e deve durar muitos anos já que toda reforma em estruturas antigas no Japão é feita com muito cuidado e carinho. Mas ainda assim vale muito a pena!

O Kyomizu Dera é meu templo preferido da cidade, uma estrutura de mais de 400 anos de idade, construída sem usar um único prego. O templo ganhou esse nome em homenagem a cachoeira que corria nesse local. E falando em água sagrada, você ainda pode beber um golinho dela direto da fonte do templo que fica na parte de baixo. A pequena cachoeira Otowa tem três tipos de água e cada uma te dá um benefício diferente: Vida longa, Sucesso na escola ou trabalho e uma vida amorosa de sucesso. Atenção, só não vale beber das três águas porque o efeito pode ser revesso. Os japoneses bebem uma ou no máximo duas águas diferentes. Para beber a água, fique na fila e pegue emprestado um pauzinho com caneca de metal (devidamente esterilizada após cada uso) ou compre uma das carequinhas de plástico com o nome do templo vendidas no local.

De volta ao templo principal, O Kyomizu combina uma estrutura de madeira MUITO linda com algumas vistas super especiais de Kyoto. O templo é bonito o ano todo, mas fica ainda mais especial na primavera, decorado pelas flores de cerejeira, e no Outono, quando as árvores ganham tons vermelhos e amarelados e tudo fica muito especial. No inverno, prepare-se para um frio do cão e árvores peladas, e no verão leve seu leque para disfarçar o calor e a umidade. As árvores estarão verdinhas.

Jishu Shrine: o templo do amor

Outro pedacinho do Kyomizu que faz mais sucesso é o Jishu Shrine, um templo dedicado a divindade do amor. O templo é bem fofo e tem duas pedras no chão, a graça é percorrer o caminho entre as duas de olhos vendados (#NãoValeRoubar) dizem que quem consegue realizar essa façanha encontrará o amor da sua vida em breve!

Arredores do Kyomizu Dera.

Terminada a visita ao templo, desça pela entrada principal e um pouquinho antes da bifurcação, vire numa pequena escadinha, a Sannenzaka, de costas para o templo, do lado direito (essa escadinha tem uma vista para a torre de madeira de um templo menorzinho).

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Higashiyama – Kioto

Esse é um pedacinho SUPER especial de Kyoto, e a graça é se perder pelas pequenas vielas, descobrir jardins escondidos, pequenos templos, lojas fofísimas – e se o budget permitir, faça um passeio de Risha (que é super tradicional e bem especial). Perca-se sem medo de ser feliz.

Não farei um roteirinho para esse pedaço, porque a graça é exatamente não saber bem por onde ir, mas te deixo alguns dicas especiais:

Visite o Ryōzen Kannon, um memorial de guerra que tem o formato de um grande Buda sentado, um lugar super bonito e que rende fotos bem especiais.

Outro templo que vale a parada é o Kodai-ji um templo super lindo que tem desenhos em pedrinhas impressionantes e um pequeno bosque de Bamboo super fotogênico. O Kodai-ji não é tão famoso entre os estrangeiros e por isso é mais vazio que os templos principais de Kioto.

O Templo Yasaka e os Jardins Maruyama

Depois de visitar os templos e passear pelas ruas lindas de um dos pedaços mais interessantes de Kyoto, siga até o Maruyama Park, esse parque marca a divisa entre Higashiyama (o bairro que você acabou de visitar) e o Gyon (bairro bôemio de Kyoto, e famoso por suas Gueishas e Maikos) o parque é um dos lugares mais lindos para ver a floração das cerejeiras. A maior árvore de todas, uma cerejeira gigante conhecida como (shidarezakura) fica no centro do parque e ganha iluminação especial durante a floração das cerejeiras.

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Maruyama Park – Kioto

Adjacente ao Maruyama Park, há um templo chamao de Yasaka Jinga, é aqui que as Gueishas do Gyon vem fazer suas orações. O Yasaka fica particularmente cheio em meados de julho quando sedia o maior e mais famoso festival de Kyoto: O Gyon Matsuri. [A caminhada total é de 2 Km]

Chio-in: o templo do filme ” O último Samurai”

Ainda tem pic? Cruze o parque todo, visite o Yasaka Jinja, e saia pelo outro lado. Você estará na frente do templo Chio-in foi nessa escadaria linda que um trechinho do filme “O último Samurai foi filmado. O templo é super bonito, mas como o principais prédio está completamente fechado para reforma até 2019, não recomendo a visita. Mas, fica seu critério. #Éescadapracaramba

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Chio-in escadaria do filme “O último Samurai”

Lá em cima há um conjunto de jardins bonitos (entrada paga), um sino gigantesco e alguns prédios interessantes. Ah, quase esqueci de falar que esse é o principal templo do Budismo Jodo, que é um dos mais populares no Japão.

Shoren-in: um dos jardins mais lindos de Kyoto

Ao lado do Chio-in há um templo pequenino, porém muito especial, o Shoren-in (entrada 500 yens). Esse templo faz parte de um tipo de budismo chamado Tendai, e é um dos poucos monzekis de Kyoto, ou seja, templos cujo celebrante principal é membro da família real. A entrada modesta do templo, esconde um dos jardins mais bonitos de Kyoto, e que poderá ser admirado do próprio templo quando as portas de papel estiverem abertas. A graça porém, é percorrer cada cantinho do jardim, do lago ao pequeno bosque de bambu. Tudo muito lindo.

Noite no Gion: sua chance de ver uma gueixa de verdade

Termine o dia explorando as vielinhas do Gion, um dos bairros mais tradicionais de Kyoto, e que merece ser visitado tanto de dia quanto de noite. De dia, a graça é caminhar pelas vielinhas e fotografar prédios históricos. A noite, o bairro fica todo iluminado e sua chance de encontrar gueixas caminhando entre uma casa de chá e outra, é bem grande. Os lugares mais fofos do Gyon são o canal Shirakawa (liiiiiindo e super fotogênico) a ruas Hanami-koji. Com sorte você encontrará uma gueixa passeando com um cliente ou andando entre uma casa de chá e outra. Bem especial.

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Maio caminhando com cliente no Gyon


Dica para os kamikazis:

Para quem tem pouco tempo e não faz questão de visitar tantos templos, junte o dia 1 e o dia 2 num só dia. É bem apertado, mas dá!

Idealmente eu dividiria este roteiro em dois dias, mas vários amigos fizeram em um dia só e me garantiram que dá tempo. Vai ficar corrido e cansativo! #Nãovaledizerqueeunãoavisei.


Dia 2: Mercado Nishiki, Heian Jingu, Nanzenji e região do Ginkaku-ji: 

Dia 2 no mapa

Paradas do dia 2:

  • Mercado Nishiki
  • Ponte de Sanjo
  • Heian Jingu
  • NanzenJi
  • Caminho do Filósofo
  • Ginkaku-Ji
  • Noite em Pontocho

Dia 2 – Roteiro detalhado

Mercado Nishiki: comilanças & afins

Começaremos o nosso dia no mercado Nishiki, a estação de Keihan mais próxima é a “Gion-Shijo”. Comece cruzando o rio Kamo, um dos símbolos de Kioto. Um rio de águas rasas e transparentes que é um dos símbolos da cidade. O Kamokawa já foi eternizado em vários romances e canções e é um dos queridinhos dos habitantes de Kioto. A ponte de Shijo é a quarta ponte do rio, não tão famosa quanto a “Sanjo” que cruzaremos na saída do mercado, mas rende belas fotos.

Passadinha rápida por Pontocho: outro distrito de gueixas

Cruzando a ponte você verá uma rua bem estreita, essa é Pontocho, o segundo distrito de Gueixas mais famoso de Kioto, um lugar com vários restaurantes e barzinhos especialmente gostosos durante o verão, minha dica é reservar lugar em uma dessas varandas com vista para o rio e passar a noite ali. Se quiser dê uma voltinha por Pontocho (que rende fotos interessantes) mas volte para a rua principal.

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Ruas de Ponto-cho

O mercado Nishiki: um dos mercados mais animados da cidade

Passado Pontocho, seguiremos para o mercado Nishiki, um dos principais mercados gastronômicos de Kioto. Aqui você verá várias lojinhas de vegetais, peixes e até comidinhas prontas como sushis. Algumas bancas vão te dar amostras das comidas para provar. O mercado é colorido, apertado e bem legal para fotografar.

Paralelo ao mercado de comida há uma série de outras ruas cobertas – os japoneses chamam essas ruas de “shopping street” – que vendem produtos diversos, lembrancinhas, produtos típicos e muito mais. Vale a pena brincar de ser perder um pouco pela região seguindo na direção de Sanjo.

A ponte de Sanjo e o teatro de Kabuki

Das pontes do Rio Kamo, Sanjo é a mais famosa, ela conecta os dois distritos de gueixas mais famosos de Kioto Gion e Pontocho. Ao cruzar a ponte você provavelmente verá uma movimentação interessante de estudantes com uniformes, monges rezando – e pedindo oferendas (se puder, ofereça uma moedinha) e muita gente jovem. Do outro lado do rio está o teatro de Kabuki de Kioto, e caso seja temporada, ele estará enfeitado e coberto de plaquinhas de madeira. (Note que a rua Sanjo termina no templo Yanaka, que visitamos no roteiro de ontem :))

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Teatro de Kabuki em Kioto

Heian Jingu

Siga caminhando pelas margens do Rio Kamo até a próxima ponte “Nijo”, vire a direita e siga caminhando até o Tori gigante que marca a entrada do Heian Jingu. Este é o maior “portal” (ou Tori) de Kyoto e rende fotos lindas. Note que nesta região está o centro de Crafts de Kioto (uma loja legal para comprar coisa típicas, porém cara. A vantagem aqui é ser atendido em inglês e poder entender e perguntar tudo), alguns museus e o zoológico (triste e sem graça de Kioto. Eu nem perderia meu tempo), mas eu passaria reto por tudo e seguiria direto ao templo.

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Patio central do Heian Jingu

O Templo Shintoista Heian é uma homenagem ao primeiro e ao último imperador que reinaram o Japão desde a cidade de Kioto, o imperador Kammu (737-806) e o Imperador Komei (1831-1867). Heian é o antigo nome de Kioto e o templo é uma miniatura – em escala reduzida – do que um dia foi o palácio imperial de Kioto.

Diferente da maior parte dos templos da cidade, o Heian Jingu é um templo colorido, com detalhes vermelho intenso e telhadinhos fotogênicos verdes. A entrada no templo é grátis (então nem pense em pular) mas o jardim (que vale MUITO a pena na primavera é pago). O Heian tem um pátio enorme com duas fontes que eu adoro, uma em formato de tigre e outra em formato de dragão.

O jardim tem uma espécie de cerejeira que costuma florescer um pouco depois das cerejeiras de Kioto, ou seja, pra quem chegar na cidade atrasado, taí a chance de ver algo florido (lembre-se que o auge da floração dura pouco mais de uma semana). Além das cerejeiras o jardim tem muitas flores bonitas e um lago japonês.

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Jardins do Heian JIngu – Kioto

Nanzenji

Dali caminharemos uma boa pernada (quem preferir pode recorrer a um táxi, são 8 minutos de viagem) até o complexo de templos Nanzenji, o espaço é lindo e por mais que você já esteja um pouco cansado de templos vale passear por lá.

O Nanzenji foi construído pelo imperador Kameyama para ser uma vila de aposentadoria e anos depois foi convertido em escola de budismo e um dos templos Zen mais importantes do Japão. Esse é um lugar legal para embarcar num passeio de Richshaw (carrinho típico japonês – o passeio de 30 minutos custa por volta de 40 dólares por pessoa e é uma experiência que eu amo e recomendo, tanto pelas fotos quanto pela experiência de andar num treco hiper tradicional. Repare como os motoristas puxam os carrinhos correndo!) e para passear pelos jardins (repare que lindo o aqueduto que antigamente trazia águas do Biwako em Shiga até Kyoto).

Caso você queira entrar nos templos, tenho duas recomendações:

A) Sanmon Gate: o principal portão do templo está aberto a visitas e a graça aqui é poder subir (coisa rara nesses portões antigões) e ter uma visão panorâmica de todo o complexo.

  • Aberto das 8:40 to 17:00
  • Entrada: 500 Yens

B) Hojo: Principal edifício do complexo. Tem paredes de papel com pinturas antigas lindas de tigre e um jardim de pedras HIPER fotogênico. (Reza a lenda que as pedras tem um formato que lembra um tigre mãe com seus filhotes. Eu não consegui achar nem tigre e nem filhotes.) Vale falar que este jardim tem o MESMO estilo do Ryoanji no norte de Kioto só que é bem menos popular, e portanto menos lotado. Ótima alternativa para a alta temporada.

  • Aberto das 8:40 to 17:00
  • Entrada: 500 Yens

Caminho do Filósofo

Aqui seguiremos pelo caminho do filósofo (Tetsugaku no michi) um trecho estreito rodeado por um canal, algumas pontes fotogênicas e dezenas de árvores de cerejeira. Esse caminho fica absolutamente MARAVILHOSO durante a floração das cerejeiras, mas durante o resto do ano, é apenas outro trechinho fofo de Kioto.

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Philopher’s Path (Tetsugaku no michi)

Reza a lenda que o caminho ganhou este nome por inspirar um grupo de pensadores que ganhou um prêmio Nobel. São cerca de 2 Km de caminhada pelo canal até a entrada o Gikaku-ji, também conhecido como pavilhão de prata. No caminho você passará por lojinhas, restaurantes e alguns outros templos, o mais famoso deles é o Eikando, um dos melhores lugares de Quioto para ver as cores do outono.

Ginkaku-Ji

Nossa última parada do dia é o Ginkakuji, também conhecido como pavilhão de prata. Ao contrário do pavilhão dourado (Kinkaku0ji) ele não tem paredes cobertas de prata, mas ganhou esse nome por nas noites de lua cheia ganhar tonalidades prateadas.

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Ginkaku-ji, o pavilhão de prata

O templo tem um jardim de areias impecável e hiper diferente, e uma coleção de musgos diversos. Não deixe de subir até a parte mais alta do jardim para ter uma visão completa do espaço.

Apesar de hiper turístico – esse é um dos 5 templos mais visitados da cidade – eu adoro a vibe, e realmente recomendo a visita ao pavilhão de prata. Acho que os jardins de areia são únicos e especiais e também gosto muito do jardim. Eu se fosse você entraria!

  • Horários de abertura: 8:30 – 17:00
  • Entrada: 500 Yens

Noite em Pontocho

Minha sugestão para a noite de hoje é retornar para Shijo (ou Sanjo) e curtir a noite num dos restaurantes de frente para o rio Kamo em Pontocho. Ao caminhar pelas ruazinhas pode ser que você encontre uma gueixa trocando de casa de chá.

Uma coisa engraçada de Pontocho é que algumas ruas adiante há um Red Light District (a prostituição é regulamentada e bem descarada no Japão), não é uma região perigosa, mas os homens serão abordados e convidados a entrar nos “bares” de forma pouco delicada. Acho que vale a pena dar um volta no distrito e ver de longe um pouquinho desse lado “menos belo do Japão. (Tóquio, Osaka e outras cidades maiores tem distritos de prostituição maiores que Kioto).


Dia 3: Palácio Imperial & Norte de Kyoto

Dia 3 no mapa:

Paradas do dia 3:

  • Palácio Imperial de Kyoto
  • Kinkaku-ji: o templo de ouro

Opção 1:

  • Ryoanji: o jardim das pedras
  • Ninnaji: um dos meus templos preferidos
  • Arashiayama

Opção 2:

  • Passeio de barco tradicional pelo Rio Hozu
  • Arashiyama

Dia 3 – Roteiro detalhado

Palácio Imperial de Kyoto

Começaremos o dia no Palácio Imperial de Kyoto, o Gosho. Para chegar lá pegue a linha de metrô Karasuma e desça na estação: Imadegawa.

Atenção: Os tours no Palácio são controlados pela agência da casa imperial do Japão. Para visitá-lo, você precisa se inscrever com até três meses de antecedência nesse site (em inglês) – Quanto antes, maiores as suas chances de conseguir uma data bacana. Também dá para tentar na hora, no escritório de turismo pertinho do Palácio, mas é mais difícil. Os tours acontecem de segunda à sábado e são guiados em inglês ou japonês.A parte interna do Palácio é aberta ao público apenas 5 dias por ano (eu fui!!! :))  Nesses dias, não precisa de reserva é só aparecer.

O palácio imperial e Kyoto é bonitinho e bem cuidado por fora, mas o legal mesmo é caminhar pela parte interna. Os jardins são lindos e os aposentos imperiais que até 1868 era usados pelos imperadores do Japão são bem especiais. O tour dura uma hora, e dá uma boa passada pela parte de fora dos prédios, o que já vale BEM a pena.

Se você não teve tempo/ não conseguiu reservar, siga direto para o Norte de Kyoto. A parte de fora do jardim imperial de Kioto é bem menos interessante que Tóquio e sem o tour, eu não perderia meu precioso tempo na cidade alí não.

Rumo ao norte de Kyoto

Para chegar ao templo de ouro, nossa próxima parada do dia, você precisa pegar o ônibus 59 (veja direitinho aqui no mapa). Pros Kamikazes de plantão, dá para fazer o trecho a pé. É uma pernada boa de 4 Km.

Kinkaku-ji: o templo de ouro

O Kinkaku-ji (entrada 500 Yens), também conhecido como pavilhão dourado, ou templo de ouro, é um dos templos mais famosos de Kyoto. Ele serviu de vila para a aposentadoria do Shogun Ashikaga Yoshimitsu, até 1408, e depois disso tornou-se um templo zen do tipo de Budismo Rinzai, e para nós turistas, é um dos principais pontos de Quioto. Os locais não são muito chegados ao Kinkaku-ji, eles acham o templo cheio de mais, mas assim que a primeira neve do ano caí, todo mundo voa para lá para tirar fotos caprichados do templo dourado (a parte de cima é toda coberta por folhas de ouro) coberto de neve! Fica bem bonito.

Templo Kinkaku-ji - Kioto

Templo Kinkaku-ji

A visita (sem pressa) pelo Kinkaku-ji e seus jardins leva em torno de 1:30 – 2:00. Se a fome apertar, procure um lugar (geralmente quanto mais cheio melhor) na parte de fora do templo.


 

Aqui você tem duas opções:

Opção 1: Visitar mais alguns templos do norte de Kyoto e seguir para Arashiyama no finalzinho da tarde

Opção 2: Ir para Kameoka e de lá pegar um traditional barquinho para fazer o trajeto até Arashiyama (alternativa bacana para quem quer dar um tempo nos templos)


Opção 1: Templos no Norte de Kioto

Essa é uma opção legal para quem quer ver mais alguns templos e ter mais tempo para curtir o final da tarde em Arashiayama. A região é linda!

Ryoan-ji: um dos jardins de pedra mais lindos do Japão

Nossa próxima parada é o Ryoan-ji, um dos jardins de pedra mais lindos do Japão (antes de visitá-lo dê uma olhadinha nas fotos e veja o que acha, eu acho fantástico, mas tenho vários amigos que detestaram, então para não se frustrar muito, que tal pesquisar um bocadinho?). Antes de virar templo o Ryoan-ji era a Villa particular de algum cidadão rico, e desde 1450 passou a ser um templo do Budismo Rinzai.

Kioto

Jardim Zen do Ryoanji

Para chegar lá, pegue o ônibus 59 ou caminhe 1,6Km | Veja o caminho certinho aqui no mapa.

Duas coisas que intrigam japoneses e visitantes há muitos anos são: Não se sabe ao certo quem e nem quando o jardim foi construído. Também pouco se sabe sob o que é o jardim de verdade, enquanto uns dizem que as pedras representam pequenas ilhas no oceano, outros acham que é um conceito abstrato ou o tradicional tigre carregando o filhote (algo bem comum no Japão). Enfim, deixo para você observar as 13 pedras do jardim (separem que a cada ângulos as pedras se escondem ou ganham um novo formato) e tirar sua própria conclusão.

Ninna-ji: templo lindo e jardim perfeitinho

Guenta visitar mais um templo? Se sim, minha recomendação é o bonito Ninna-Ji (para chegar lá é preciso caminhar cerca de dez minutos ou pegar o ônibus 59) um templo que combina um jardim japa impecável, com uma pagoda de madeira linda com prédios interconectados – construídos no estilo colonial – e decorados com portas de papel pintadas super bonitas. Isso sem falar na sensação de paz. A-D-O-R-O!

Roteiro: o melhor de Kioto em 2 ou 3 dias

Ninna-ji

Para chegar em Arashiyama pegue o trem “Kifuko Dentsu” na estação Omuro-Ninnaji Station. Cerca de 7 minutos de caminhada até a estacão. Veja o caminho certinho aqui no mapa

[PULE para a chegada em Arashiyama]


 

Opção 2: Cruzeiro pelo rio Hozugawa + Arashiyama

Como chegar em Kameoka

A forma mais rápida de chegar a Kameoka é combinar o ônibus 205, com um trem  JR que sai da estação Emmachi. Veja o caminho detalhado aqui. Uma alternativa para quem não quer fazer troca-troca de transportes é pegar um táxi até a estação Emmachi e de lá seguir para Kameoka (6 paradas) vai te custar um pouco mais caro, mas salva uma pernadinha. Olhando assim parece mais difícil e trabalhoso do que realmente é.

Passeio pelo Rio Hozugawa

Chegando em Kameoka você terá que fazer uma caminhada de cerca de 10 minutos – em linha reta – até o ponto de início do passeio.

O passeio

O passeio pelo rio Hozukawa ( Hozugawa Kudari) é feito em barquinhos de madeira tradicionais, eles tem o fundo achatado (você verá que o rio é bem razo e que muitas vezes o barco raspa no fundo) e são operados por senhores equipados com longas varas de bambu. O passeio leva cerca de 2 horas, as paisagens são bem bonitas, e o que eu mais curti foi o clima hiper descontraído e relax do passeio.

Kioto

Passeio de barco pelo rio Hozu

O passeio é um pouco caro 4100 yens, mas eu gostei bastante e acho que vale a pena. Não é necessário e nem possível reservar, é só aparecer e curtir! Os barcos são aquecidos no inverno, cobertos durante os dias de garoa, mas se chover muito forte os passeios são cancelados (e cá entre nós amigo, barco e chuva não combinam)

Horários:

  • De março 1o  a Novembro de hora em hora: 9:00 – 15:30
  • Dezembro a 9 de março- a cada 90 minutos: 10:00 – 14:30

Alternativa mais barata para ver as paisagens da região:

Uma alternativa mais econômica para ver as paisagens do Rio Hozugawa é fazer o passeio de trem panorâmico. Eu pessoalmente achei bem ok perto do barco, mas não dá para negar que é uma alternativa interessante e bem mais em conta. O pessoal do Nós no Mundo também fez o passeio e tem um post com fotos lindas sobre o relato. Veja aqui.


Arashiyama: uma das regiões mais fofas de Kyoto

Arashiyama é uma cidade pequenina ao norte de Kyoto, um destino turístico particularmente popular durante a floração das cerejeiras e durante a mudança de cores do outono. A cidade é cortada pelo Rio Hozugawa e atravessa pela ponte de madeira Togetsukyo (um dos cartões postais de Kioto). A rua principal de Arashiyama está repleta de lojinhas fofas, cafés, e pequenos restaurantes.

Roteiro: o melhor de Kioto em 2 ou 3 dias

Arashiyama – Kioto

Em Arashiyama, vale a pena visitar o templo Tenryu-ji (8:30 – 17:00 | 500 Yens), a floresta de Bambus (que é hiper fotogênica), o parque do macacosMonkey Park Iwatayama” (cerca de 10 minutos de caminhada da ponte, vistas bonitas da cidade | 9:00 – 17:00 | 550 Yens) e se quiser ir um pouco mais longe para ver uma rua antiga bem típica, rua “Saga-Toriimoto” é uma boa pedida.

Você pode jantar em Arashiyama mesmo, ou se ainda não conheceu a estação de Kyoto, jantar por lá.

Roteiro: o melhor de Kioto em 2 ou 3 dias

Barquinho chegando em Arashiyama

Jantar na estação de Kyoto

Se você ainda não conheceu a estação de Kyoto (você provelmente chegou na cidade por ela, não?), tai a oportunidade de andar pelos prédios modernos, subir até o topo e ver a vista da cidade (que é bem pior que a da torre que fica em frente a estação, mas já tá valendo, não?!) e passear pelo Sky Walk, passarelas de vidro que cortam toda a estação.

Para comer você poderá escolher entre os restaurantes mais pops que ficam no sétimo andar da loja de departamentos Isetan. Tem uma casa de Tempuras feitos na hora maravilhosos (sorry, não sei o nome :P) e uma casa de sushi caprichados (entenda por caro) para quem quiser provar algo diferente. Os restaurantes com melhor custo benefício ficam no subsolo da estação (tem MUITA coisa gostosa e bem acessível, e é só olhar para os pratinhos de mentira do lado de fora da vitrine para escolher algo que você goste), e para quem quer algo BEM barato e bem gostoso, minha dica é a praça de alimentação que fica no segundo (ou no terceiro subsolo) da Isetan. (Aproveite que você já está lá para visitar o supermercado japonês. Enfim, opções de comida boa para todos os gostos e bolsos! 🙂


Dicas para quem tem mais dicas em Quioto e quer fugir do comum

A) Fushimi e a rota do saque: 

Se você tem mais dias na cidade, vale considerar este roteiro por Fushimi (se esse for seu caso tire o templo Fushimi Inari do primeiro dia). Comece o dia caminhando pelo incrível templo Fushmi Inari (cerca de 1 hora montanha acima) rodeado por portais vermelhos, os toris e dali siga para as ruas antigas de Fushimi onde passearemos por um mercado bacana e faremos degustações de Sakê. Quem aguentar pode ainda conhecer o túmulo do imperador, um lugar zero tursítico que é um dos meus lugares preferidos de Quioto. Veja o roteiro completo aqui.

Kioto

Antiga fábrica de Sakê em Kioto

B) Uji: Casas de chá e o templo estampado na moeda

Uji – pertinho de Kioto – é uma das regiões produtoras de chá do Japão e um lugar interessante para quem quer experiênciar cultura do chá no Japão. Uji tem dezenas de casas de chá bacanas (se quiser participar de uma cerimônia do chá, reserve com antecedência) onde você poderá provar diversos tipos de chá verde, sorvete de chá (o quadradinho que parece cubinhos de gelo é uma delícia). Outro bom motivo para visitar Uji é templo Byodoin, um dos mais famosos do Japão e que está estampado no verso da moeda de 10 Yens. Veja este roteiro aqui.

Byodo-in Kioto

Templo Byodo-In em Uji

Bate-e-volta de Quioto

Além de pelo menos 3 dias completos em Kioto, recomendo que você reserve alguns dias no seu roteiro para explorar as cidades ao redor de Kioto. Algumas das minhas opções preferidas são:

  • Nara
  • Hiroshima (Hiroshima merece uma noite, mas se não tiver, dá para fazer como bate e volta)
  • Osaka
  • Himeji

E pra quem ainda não planejou um roteiro, veja aqui minha sugestão de 15 dias no Japão, e a lista das minhas cidades preferidas.

Veja tambem:

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Kioto

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mari vidigal

Viajante incansável, daquele tipo que no meio de uma viagem já está pensando na próxima, na próxima e na próxima. Apaixonada por fotografia, natureza e vinhos

5 comments

  1. Filipe Pinto 15 novembro, 2017 at 13:55 Responder

    Olá Mari Vidigal,
    Não poderia deixar de aqui vir agradecer a ajuda por este magnífico roteiro.
    Eu e três amigos seguimos os conselhos, os pontos de interesses, as viagens dentro da viagem e tudo fluiu como se fossemos nós a construir a nossa descoberta de Kyoto. Fizemos do seu roteiro nosso. Magnífica partilha.
    Obrigado desde Portugal,

  2. Paulo 14 maio, 2017 at 01:58 Responder

    Ohaiô Gozaimàs Mari Vidigal,
    Não nos conhecemos, mas saiba que você já é bem querida.
    Neste momento estou saindo de Kyoto destino Osaka.
    Só tenho uma coisa a te dizer: ARIGATÔ GOZAIMÀS!

    Muito obrigado pelo guia & cia de viagem!
    Consegui fazer grande parte do roteiro graças a você!
    (Apenas não fiz inteiro, pois fiz um mix com a mostra Kyotographie que coincidentemente estava acontecendo .

    Agora, outro comentário e sugestão: Salvei todos os lugares que você indicou no google maps e como você organizou por proximidade, otimizou ainda mais a viagem!
    ideiasnamala + Google Maps (saved places) = NINGUÉM TE “SEGURA”

    😉

    Novamente, muitíssimo Obrigado pela generosidade de dividir e guiar!

    Arigatô Gozaimàs!

    • mari vidigal 16 maio, 2017 at 04:14 Responder

      Obrigada pelo carinho Paulo!
      Os posts mais novos tem saído com mapas! Vou tentar atualizar este!
      Abraços,
      Mari

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