O que fazer em Bolonha: passeios e dicas gastronômicas

Saiba o que fazer em Bolonha, conheça os principais pontos turísticos, passeios mais divertidos e claro, dicas incríveis para comer bem em Bolonha. Preparado para se apaixonar por uma das cidades mais deliciosas da Itália?

Bolonha é a maior cidade Emilia Romagna, região da Itália que fica entre a Toscana e Lombardia (Milão), e sem exageros, um dos melhores lugares para comer bem na Itália. Bolonha é um excelente pit stop entre as cidades italianas mais visitadas pelos turistas: Milão, Veneza e Florença, e aquele coringa que vai te fazer sair do roteiro tradicional e te surpreender positivamente, sem desviar o caminho.

Com aeroporto e uma estação de trem que tem conexões com as grandes cidades italianas, Bolonha também é uma boa base para quem quer conhecer outras cidades da Emilia Romagna, como Parma, Ravenna e Módena.

Principais distâncias

  • Milão: 240 Km
  • Veneza: 156 Km
  • Florença: 107 Km
  • Roma: 376 Km

Dá para conhecer Bolonha em 1 dia?

Bolonha é relativamente pequena e seu centro histórico pode ser facilmente explorado em um dia. Mas é uma cidade com tantos atrativos, que um bate e volta não dá nem para o cheiro, mesmo. Para aproveitar Bolonha com a calma que ela merece e curtir as principais atrações da cidade, recomendamos pelo menos 2 dias. Se você tiver mais tempo, pode ficar 3 ou 4, e aproveitar para conhecer outras cidades da região da Emilia Romagna.

Um pouquinho da história de Bolonha

Universidade de Bolonha
Universidade de Bolonha | Foto: Joanna Saldanha

Os primeiros registros de Bolonha datam de 500 aC, quando a cidade era dominada pelos etruscos. Em seguida a região  passou pelo comando dos celtas, até se tornar uma colônia do Império Romano. Com a queda do Império Romano, a cidade passou a integrar o Império Bizantino, cuja capital era Ravenna (outra cidade que merece entrar no seu roteiro).

Por volta do ano 1100, Bolonha se tornou uma cidade independente e prosperou muito. E foi durante a época de prosperidade que a Universidade de Bolonha, uma das mais antigas do mundo, e as Duas Torres, que são até hoje os símbolos locais foram construídas.

Entre 1500 e 1700, Bolonha estava sob controle papal, e começou a se deteriorar com declínio do comércio. Em 1796, Napoleão Bonaparte ocupou Bolonha, onde ficou até 1815. Somente em 1860, a região integrou o Reino da Itália. Durante esse período da monarquia, a cidade foi um importante centro republicano. Bolonha sofreu muito com a Segunda Guerra Mundial, sendo alvo de bombardeios, mas seu centro histórico continua bem preservado e merece uma visita!

O que fazer em Bolonha

Além dos principais pontos turísticos de Bolonha (descritos neste post), vale ficar de olho no calendário de eventos pois há muitos eventos e festivais legais que acontecem ao longo do ano. Uma dica bacana para quem não quer perder nada é  passar no centro de visitantes Bologna Welcome, que fica na Piazza Maggiore. Lá você receberá a programação da semana, descobrirá as novidades e receberá boas dicas para aproveitar sua estadia ao máximo!

O que fazer em Bolonha no Mapa

Dê um zoom no mapa para ver nossas melhores dicas do que fazer em Bolonha!

Torres de Bolonha

Bolonha tem duas torres icônicas, a a Torre de Asinelli (a mais alta e aberta para visitações) e a Torre de Garisenda (que tem uma inclinação superior a torre de Pisa – dá para acreditar?) e está fechada para visitação. Construída entre 1109 e 1119, a torre era o símbolo de status da família Asinelli e hoje é um dos locais mais visitados de Bolonha. Para subir os quase cem metros da torre, você precisará encarar 498 degraus. Pesado? Opa! Mas vá feliz porque a vista é especial! Lá do alto você entenderá porque Bolonha é conhecida como La Rossa (a vermelha), já que muitas construções tem esse tom.

Duas Torres
Duas Torres | Foto: Divulgação

Curiosidade: durante a Segunda Guerra Mundial, Bolonha foi alvo de muitos ataques. Dizem por aí, que os pilotos apostavam para ver quem derrubaria a torre. Ainda bem que ninguém conseguiu.

  • Horário de funcionamento: de segunda a sábado das 9h as 19h, domingos e feriados de 10h as 17h.
  • Ingresso: 5 euros
  • Venda de ingressos no site oficial

Basílica de São Petrônio

Basílica de São Petrônio
Basílica de São Petrônio

Construída ao longo de diferentes época e jamais concluída, a Basílica de São Petrônio é um dos maiores templos católicos do mundo e impressiona pelo seu tamanho: a igreja tem capacidade para 20 mil pessoas, e é gigante. São 22 capelas laterais dedicadas a diferentes Santos e decoradas com obras de arte de importantes artistas italianos.

Uma das capelas que mais desperta curiosidade é a número quatro, da família Magi. Seus afrescos, pintados pelo artista Giovanni da Modenna, retratam o céu e o inferno. Porém, o artista pintou Maomé sendo torturado no inferno, o que desagradou muitos muçulmanos.

  • Horário de funcionamento: de segunda a sexta das 07h45 as 13h30, das 14h30 as 18h. Sábado e domingo das 07h45 as 18h30.
  • Entrada gratuita

Fonte de Netuno e Piazza Maggiore

Fonte de Netuno
Fonte de Netuno | Foto: Joanna Saldanha

A Fonte de Netuno é outro símbolo de Bolonha e foi construída em 1563, para exaltar o Papa Pio IV. A posição de poder de Netuno, deus dos mares, representa o poder do do papa no mundo na época. Os fãs de carros e automobilismo irão reparar que o tridente do Netuno é a inspiração para a logo da Maserati, marca que nasceu em Bolonha.

Piazza Maggiore

Ao lado da fonte fica a Piazza Maggiore, principal praça da cidade. Vários palácios cercam a praça, entre eles o Palazzo d’Accursio, que funcionava como prefeitura, e hoje é um centro cultural com entrada gratuita. A praça também abriga vários eventos ao longo do ano, como festivais de cinemas e feiras.

Voltone del Podestà

Pertinho da Piazza Maggiore, vale buscar a Voltone del Podestà (no Palácio do Podestà) é uma parte do palácio com uma acústica tão especial que você consegue brincar de telefone sem fio e ser ouvido do outro lado da sala. É impressionante!

FICO Eataly

FICO Eataly
FICO Eataly | Foto: Joanna Saldanha

O maior parque gastronômico do mundo só poderia ficar em Bolonha. O FICO Eataly reúne em um só lugar o melhor da culinária italiana. É possível experimentar o verdadeiro presunto de Parma, o aceto balsâmico de Módena, entre outras delícias. Também é uma ótima oportunidade de fazer aquela última comprinha antes de voltar para casa.

Para os foddies de plantão o FICO Eataly é um verdadeiro paraíso. A ideia do parque é mostrar toda a cadeia produtiva da comida, que vai desde hortas e fazendas, até a mesa, em restaurantes deliciosos. O espaço é tão gigante que nós fizemos e recomendamos um tour guiado para conhecer o melhor da casa. E para quem puder programar a visita com antecedência, vale ficar de olho na programação porque há sempre cursos e aulas rolando por lá.

Opinião do leitor: Visite o FICO Eataly depois de conhecer bem a cidade, e saiba que para chegar lá de transporte público, você levará cerca de 40 minutos.

FICO Eataly World

  • Horário de funcionamento: diariamente das 10h à 0h
  • Entrada gratuita
  • Para reservar os cursos especiais clique aqui

Museus

Bologna MAMbo
Bologna MAMbo | Foto: Divulgação

Bolonha tem muitos museus e galerias de arte, como o Museu Civico Mediavale, com obras da Idade Média, o Museu Arqueológico, quem tem uma das mais importantes coleções pré-históricas da Itália, e a Pinacoteca Nacional, dedicado à pintura italiana. Para quem gosta de arte moderna, o MAMBo é um boa opção, com várias obras desde o período pós-Segunda Guerra até os dias de hoje.

Mas quem prefere museus mais “alternativos” também tem a sua vez em Bolonha. Que tal preparar o seu próprio gelato na Universidade Carpigiani? O pessoal do 360Meridianos contou como foi a experiência deles por lá. Como a Emilia Romagna é a região das grandes marcas automobilísticas, os museus da Ducati e da Lamborghini ficam em Bolonha.

Conhecer uma vinícola

Zola Jazz'n Wine
Zola Jazz’n Wine | Foto: Joanna Saldanha

Aproveite sua estada em Bolonha para conhecer as vinícolas da região e degustar o vinho local. O vinho mais conhecido da Emília Romagna é o Lambrusco, mas a região também produz Sangiovese, Pignoletto e o Albana di Romagna. Algumas vinícolas da região são abertas para visitação, com tours e degustação. A escolhida para visitarmos foi a Lodi Corazza, que fica a 20 minutos do centro histórico de Bolonha. Em geral, as vinícolas da Emília Romagna são pequenas e familiares, o que deixa a visita ainda mais intimista.

No verão, algumas vinícolas da região se juntam para o Zola Jazz’n Wine Festival. A cada final de semana, uma vinícola diferente cedia um show de jazz na hora do pôr do sol. É um programa bem família também, cada um leva a sua toalha para estender no gramado e faz o seu próprio piquenique com o vinho local.

Aula de culinária

Em uma terra com tantas delícias, nada melhor do que colocar a mão na massa e fazer o seu próprio prato italiano. Para evitar uma gafe, já avisamos que nem adianta pedir o famoso molho à bolonhesa. Em Bolonha, o correto é ragu alla bolognese, que deve ser acompanhado por tagliatelle. É uma dupla de dar água na boca.

Quem nos ensinou a fazer essa iguaria foram as meninas do La Cesarine. que recebem pequenos grupos de turistas em suas próprias casas e dão uma verdadeira aula de como preparar uma macarronada bolonhesa de verdade. A aula é um mergulho na gastronomia tradicional italiana, e uma oportunidade única de bater papo com locais, pegar dicas de Bolonha (várias dessas dicas já estão espalhadas neste post, e claro, preparar e saborear um tagliatelle alla bolognese perfeitinho. Adoramos e recomendamos MUITO a experiência.

Ragu alla bolognese
Muito orgulhosa do meu prato! | Foto: Joanna Saldanha

Santuário de San Luca

Santuário San Luca
Santuário San Luca | Foto: Divulgação Luciano Lenotti

Uma das características mais marcantes de Bolonha são os seus pórticos. Nenhuma outra cidade no mundo tem tantos pórticos como ela, que somados tem mais de 40 km de extensão. Eles serviam de proteção, tanto do sol forte do verão, como da neve.

O pórtico mais longo da cidade leva para um dos pontos mais altos de da cidade: o Santuário de San Luca. São 666 arcos, ou quatro quilômetros, até o alto do morro. Detalhe curioso: na Bíblia o número 666 representa da besta do Apocalipse. Dizem por aí que é uma representação da Virgem Maria de San Luca dando um fim ao monstro.

Lendas à parte, o Santuário de San Luca é um lugar com uma vista privilegiada de Bolonha. Caso você não tenha disposição ou tempo de ir andando até o alto, a melhor opção é pegar o San Luca Express, um trenzinho turístico que custa dez euros ida e volta.

  • Horário de funcionamento: de segunda a sexta das 07h as 12h30, das 14h30 as 18h. Sábado e domingo das 07h as 18h.
  • Entrada gratuita

Comer bem

E como não dá para falar de dicas do que fazer em Bolonha sem falar de comilança, aí vão boas dicas de onde comer em Bolonha!

Aperitivos

Cantos deliciosos para comer bem, ou provar o famoso aperitivo é o que não falta em Bolonha. Vamos começar pelos aperitivos? A Ana Vidigal e o Neivo dão as seguintes dicas:

Fizemos um maravilhoso na Salumeria Simoni( Via Drapperie 5/2a, Bologna). Pedi uma focaccia da casa com 3 tipos de parmesão maravilhosos. Aproveitei para comprar uma peça de parmesão lá mesmo, mas quem preferir pode ir Laboratório Simoni (Via Pescherie Vecchie, 3/b), um empório com produtos italianos deliciosos.

Nossa segunda dica é a Enoteca Italiana (Via Marsala, 2, 40126 Bologna). Foi indicação de uma local, e a experiência é bem legal. Se você está aberto a comer de tudo, eles montam o aperitivo para você, e ainda sugerem o vinho com direito a explicações. Adoramos!

Outra dica de lanchinho é a Piadina. Um tipo wrap que é bem famoso por lá. Comi uma piadina na Piadineria la Piadeina (Via Calzolerie 1/C, 40125 Bologna), bom e barato!

Você também pode ir visitar o Mercato di Mezzo (Via Clavature,12) o primeiro mercado de comidas da cidade. Lá você encontra comidinhas de todos os tipos.

E pra fechar as dicas, uma tem a Salumeria Bruno e Franco que é bem famosa, e foi muito bem recomendada por nossos amigos, mas acabamos não visitando. 

Para comer de verdade

Para quem procurar uma gastronomia italiana com toques mais modernosos, o Oltre ( b 1, Via Augusto Majani) é o seu lugar. O restaurante é bem disputado, então vale fazer uma reserva.

Gelatos deliciosos

Por último, mas não menos importante, uma das coisas mais legais é explorar as ruas de Bolonha em busca do melhor gelato, melhor aperitivo ou melhor ragu alla bolognese. Na hora de escolher o seu gelato, opte por lugares que não tenham o sorvete exposto, já que ele fica mais conservado quando está tampado (explicação dos italianos que confiamos plenamente). A Cremeria La Vecchia Stalla (Via Toscana, 90,) passou com louvor no teste, assim como a La Torinese (Piazza Re Enzo, 1).

E aí? Curtiram as nossas dicas do que fazer em Bolonha?

A Joanna viajou pelo Blogville, uma experiência de 1 semana na Emilia Romagna.


Veja também:

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Comentários (2)

Lucas Nienkoetter da Silva

Oi, adorei as dicas! Estou pensando em ir para Bologna em Novembro e ja anotei tudo aqui.
Fun fact: quando li “Ana Vidigal e Neivo” fui logo correndo mandar mensagem para eles achando que tinham ficado famosos haha Não sabia que a Ana era sua irma.
Parabéns pelo blog! Vou colocar nos favoritos aqui.
Abraço

Hahahaah. Que engraçado! Mundo pequeno né?!
Super obrigada pelo comentário e se tiver mais dicas para adicionar não post na volta, vou amar!
Abraços

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