Roteiro: 15 dias na Itália (Roma, Florença + giro pela Toscana & Costa Amalfitana)

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Roteiro de 15 dias na Itália

Roteiro de 15 dias na Itália passando por algumas das principais paisagens do país. Começaremos com Roma, a alegre capital Italiana, uma cidade repleta de tratorias animadas, ruínas antigas e arte de primeira. Em seguida daremos um giro pela Toscana começando por Florença e visitando Siena, Pienza, Montalcino e Montepulciano e para fechar a viagem, um volta completinha por Costa Amalfitana e Capri. Pronto para se apaixonar pela Itália?

Roteiro de 15 dias na Itália: Roma, Florença + giro pela Toscana & Costa Amalfitana

Roteiro Resumido: 15 dias na Itália

Detalhes do Roteiro:

Transporte:

Esse Roteiro de 15 dias na Itália combinou trechos de carro alugado com transporte público (Trem + barco). Fora as serras da Costa Amalfitana, que são um verdadeiro inferno de dirigir e a saída tumultuada de Nápoles, achamos bem tranquilo dirigir na Itália e recomendamos a experiência especialmente na Toscana ou no Norte da Itália. Em Roma, nem pense em alugar carro!

Aluguel de carro:

Alugamos o carro na saída de Florença (dia 7) e devolvemos em Sorrento (Dia 12). Foi legal ter carro na Costa Amalfitana, mas pode ser que durante a alta temporada valha mais a pena devolver o carro em Sorrento na chegada e se virar de barco + ônibus de linha. Em Positano não tiramos o carro da garagem em nenhum momento e na real nem precisa.

Outra alternativa testada e aprovada por amigos queridos é inverter o roteiro. Começar com 1 dia em Nápoles, dali pegar o barco para Capri e de Capri pegar o barco para Sorrento e se virar por lá de ônibus. Funciona bem!

Trechos que fizemos de trem

  • Aeroporto – Centro de Roma
  • Roma – Florença
  • Nápoles – Roma
  • Roma – Aeroporto

Trechos que fizemos de barco:

  • Sorrento – Capri
  • Capri – Nápoles

E dá para fazer essa viagem sem alugar carro?

Dá mas dá trabalho, especialmente na Toscana. Caso essa seja sua escolha, durma as 4 noites em Florença e opte por bate-e-voltas as cidades vizinhas. A Costa Amalfitana pode ser feita combinando trem + barco + ônibus. Na alta temporada esteja preparado para enfrentar gente má educada tentando furar fila, e ônibus abarrotados.

Quando fazer essa viagem?

Esse Roteiro de 15 dias na Itália é ideal para meias estações, ou seja, entre Abril e Junho, Setembro e Outubro. Nos meses de verão (Julho e Agosto) a Itália fica muito mais quente (e lotada) do que você gostaria. Prepare-se para encontrar hotéis caros (e cheios) atrações turísticas abarrotadas e uma Costa Amalfitana intransitável. Nós fizemos a viagem no comecinho de Dezembro e não recomendamos. Roma e Florença, continuam lindas e são boas opções para o inverno, mas a Costa Amalfitana fica praticamente deserta, 90% dos hotéis e restaurantes ficam fechados e o tempo nublado (isso se não chover!) atrapalha as vistas. Valeu a pena porque era nossa única opção, mas não recomendamos não.

Roteiro de 15 dias na Itália

Ruínas Romanas


Roteiro Detalhado

Dias 1-4: Roma

Era a primeira vez do Gustavo – meu marido – em Roma, então aproveitei mostrar para ele o básico da cidade nos 3 primeiros dias (e aproveitar para refinar aquele meu roteirinho “o melhor de Roma em 3 dias”) e deixar o 4°dia livre para passear sem pressa e visitar algum lugar novo. Foi ideal.

Nosso hotel: Mama’s Home Rome
Meu critério de escolha de hotel para Roma foi o seguinte (a) velocidade da internet (o Gu precisaria trabalhar remoto nos primeiros dias) (b) localização) (c) Conforto. Nosso hotel atendeu hiper bem estes critérios, o quarto era um charme, e adoramos a dona do hotel figura. Gostei e recomendo muito o Mama’s Home Rome.

Dia 1: Roma Antiga

Começamos nossa visita em Roma com um passeio pelo Coliseu. Comprei os ingressos antecipados e foi excelente. Furamos uma fila TREMENDA e economizamos muito tempo.

Roma vista do alto do monumento Victor Emmanuel II

Coliseu e ruínas romanas vistos do alto do monumento a Victor Emmanuel

Saindo do Coliseu, demos um pulinho no Aventino um dos meus cantinhos preferidos da cidade. Visitamos o buraco de Roma, a igreja de Santa Sabina, o mosteiro dos Beneditinos e um parque com vistas lindas para a cidade. Saindo do Aventino, mais uma parada mega turística, a Boca da Verdade e a muitas vezes desprezada (porém linda) igreja de Santa Maria Di Cosmedin onde fica a boca.

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Roma vista do Aventino

Depois de uma pizza rápida num restaurante turistão (que para minha grande surpresa estava ótima), passamos à tarde percorrendo as ruínas do Palatino e do Fórum Romano. Esse é um dos meus passeios preferidos de Roma, e para quem curte história, vale muito a pena dedicar umas 3-4 horas para percorre-lo com calma.

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Forum Romano

Dia 2: Vaticano

Acordamos cedinho e fomos direto para os Museus do Vaticano. Para ver a Capela Sistina vazia reservei nossos tickets no primeiro horário (Aqui novamente os ingressos antecipados foram indispensáveis). Chegando lá pegamos os audio guias (achei uma droga. Mega desorganizado e ruim de achar as explicações. Muitos números não batem com o mapa. Não recomendo) e fomos direto para a Capela Sistina pelo caminho mais curto. E não é que pela primeira vez na vida consegui ver a capela vazia e realmente curtir o lugar! Depois disso voltamos para a entrada e recomeçamos o passeio no museu do zero, passamos umas 3-4 horas lá dentro focando nos pedaços que o Gu mais queria ver.

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Sala dos mapas do Museu do Vaticano

Saindo dos Museus do Vaticano fomos para a Catedral de S. Pedro. Quem entra por dentro dos Museus do Vaticano não precisa passar pelo Raio X de bolsas e escapa de uma fila gigante.

Começamos a visita subindo na cúpula. Este para mim é outro highlight de Roma (A subida de elevador + escadas custa 8 Euros e vale cada degrau. Prepare-se para trechos estreitos e mega apertados). Lá do alto você terá vistas maravilhosas de Roma e poderá ver direitinho o formato de chave do Vaticano.

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Vista da Cúpula do Vaticano

Depois disso visitamos a parte de dentro da Catedral, linda imponente e repleta de obras de arte. Teríamos ficado muito mais tempo lá dentro se a fome não tivesse batido forte.

Almoçamos num restaurante delicioso – um dos melhores da viagem – chamado Arlú (Rua Borgo Pio, 135). A rua Borgo Pio que é uma das mais animadas do Vaticano (não deixe de passear por lá).

Depois do almoço nossa ideia era tomar um sorvete no Hedera (Borgo Pio 179) (famoso por ser o sorvete preferido do papa Francisco e bem recomendado pela Mi do Viajoteca), mas a sorveteria estava fechada. Então caminhamos até a sorveteria Dei Gracchi (Via dei Gracchi 272), recomendada pelo pessoal do blog “Roma pra você”. Gostei do sorvete, mas longe de ser meu preferido da cidade. De qualquer forma, valeu o passeio por uma região do Vaticano que eu não conhecia.

Veja aqui mais dicas de onde comer bem em Roma.

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Vaticano

Demos um passeio pela região do Castelo de San’t Angelo, e pelas pontes ao redor. Como começou a chover, decidimos deixar a Piazza del Poppolo para o dia seguinte.

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Castelo de San Angelo – Vaticano

Jantamos no Obica, uma bar de mussarelas e pizzaria bem gostoso na Piazza Campo Di Fiore.

Dia 3: Praças e Fontes Romanas

Dia de explorar as praças e fontes romanas sem pressa. Começamos no Campo di Fiore, seguimos para Piazza Navona, Panteão (um dos meus lugares preferidos de Roma, sempre me impressiono muito), Coluna de Roma, Fontana Di Trevi, Via Di Corso, Piazza di Popollo (não deixe de entrar na igrejinha da ponta direita (próxima as escadas, Igreja de Santa Maria de Poppolo e ver duas das obras mais importantes de Caravaggio (Crucifixão de São Pedro & Conversão de São Paulo) além de um mosaico lindo de Rafael Sanzio).

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Piazza di Navona

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Fontana Di Trevi

Depois de visitar a praça, subimos até os jardins de Borghese e vimos Roma do alto dos mirantes. Descemos pela Piazza de Spagna (a escadaria estava reformando 🙁 ).

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Roma vista do alto dos jardins de Borghesi

Voltamos para o hotel mais cedo e passamos uma tarde bem preguiçosa ;). Jantamos no Pietro Valentini (Via dei Pianelari, 19) um dos meus cantinhos preferidos de Roma e que sempre faço questão de voltar, pedimos a tradicional Fiore di Zuca (flor de abóbora) de entrada e um gnocchi de gorgonzola (o Gu pediu um risoto com funghi Porcini). Tudo estava delicioso.

Dia 4: Travestere

Com o básico de Roma revisitado (no meu caso, e conhecido no caso do Gu) tiramos o dia para nos aventurarmos por pedacinhos que ainda não conheciamos da cidade. Minha primeira opção eram as catacumbas, mas fiquei com preguiça de ir até lá e acabei trocando por uma opção mais pertinho do centro, o Museu do Capuchinhos super bem localizado e com uma coleção bem creepy de caveiras. Vale a visita.

Depois disso demos um giro pelo Travestere (amei de paixão e acho que a noite deve ser ainda mais divertido). A igreja Santa Maria do Travestere e o restaurante Da Enzo al 29 (Via dei Vascellari, 29) foram os highlights do passeio. Saindo de lá, demos uma passeio pelo Gheto Judaico, exploramos o Teatro de Marcelo e as ruínas a seu redor e visitamos o monumento a Victorio Emannuele (que tem vistas maravilhosas da cidade, e acesso a uma igreja linda).

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Travestere – Roma

Terminamos o dia visitando o acervo espetacular de esculturas do Museu Capitolino (não conhecia e fiquei absolutamente encantada!)

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Museu Capitolino

Dias 5-6: Florença

No quinto dia, acordamos cedinho e pegamos o trem rumo a Florença, minha cidade Italiana preferida. Florença estava MUITO mais fria que Roma, mas nada me impediu de tomar a maior quantidade de Gelatos (sorvete Italiano) que consegui encontrar. Começamos nossa visita em Florença com um almoço ESPETACULAR no Grota Guelfa (Via Pellicceria), esse é outro restaurante que faço questão de revisitar sempre (e que continua divino). Comemos uma bisteca Fiorentina acompanhada de batatas. Uma delícia.

Terminado o almoço fomos visitar o complexo do Duomo de Florença, o ingresso inclui Catedral, Museu, Batistério e Torre da igreja.

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Duomo de Florença

Prepare as pernas para muitos degraus, mas não deixe de subir na Catedral (A vista da torre também é interessante – apesar de muito parecida – se tiver pique, vale a pena visitar os dois). O Batistério tem uma das cúpulas mais lindas da Itália e é um MUST.

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Vista do alto do Duomo de Florença

Terminado nosso passeio pelo complexo da catedral, seguimos para a Piazeta Michelangelo fazendo uma parada estratégica na Venchi para tomar um sorvete caprichado.

Atravessamos a Ponte Vecchio (que como sempre estava abarrotada de gente) e caminhamos até a Piazzetta Michelangelo que tem vistas maravilhosas da cidade e um pôr do sol maravilhoso (a graça é levar um cobertor, queijos e vinhos e fazer um super piquenique por lá ;)) Depois do pôr do sol, tomamos um sorvete na sempre infalível Santa Trinita.

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Florença vista da Piazeta Michelangelo

Não reservamos restaurante para a janta e nos demos mal. Todos os lugares que queríamos ir eram pequenos e já estavam lotados. Jantamos uma pasta média, e com uma raiva danada de não ter voltado no Grotta Ghelfa ;).

Segundo dia em Florença

Começamos o dia visitando o Mercado de Florença (que é o máximo, e é um lugar ótimo para comer), passamos pela igreja de Santa Maria Novella (que ainda não estava aberta e acabou ficando para a próxima) e seguimos para a igreja de Orsanmichelle, uma das que eu mais queria visitar na cidade. Amei).
Depois disso fomos até a Uffizzi, a fila estava minúscula e deu para comprar ingresso na hora, e visitamos aquele acervo incrível. (A Uffizi é um dos meus museus preferidos do mundo, mas sim eu curto arte antiga e arte renascentista!).

Comemos um sanduíche rápido e fomos até os Jardins de Boboli (como no inverno escurece cedo, e tinha tanta coisa na cidade que eu queria conhecer, o Gu foi um fofo e abriu mão do David de Michelângelo para que pudéssemos visitar o parque, mas no final das contas, não achei que valeu a pena, os jardins estavam bem judiadinhos e com as fontes imundas. Pode ser que no verão ou primavera seja uma melhor pedida. No inverno, não recomendo não. (O ingresso do jardim custa 10 Euros e inclui o Museu da Prata, Museu da Porcelana, e o museu do Costume. Como cheguei no final da tarde, só consegui visitar os jardins e o museu da Porcelana que era bem mais ou menos.).

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Jardins de Boboli – Florença

De volta a Florença, curtimos os últimos raios de sol passeando pelas ruas da cidade e tomando gelatos. Jantamos numa pizzaria minúscula porém MARAVILHOSA chamada Da Gherardo (Borgo San Frediano 57R) (anote essa dica e reserve!) pizza incríveis e baratíssimas. O Lugar é bem local e apertado, mas a experiência é incrível.

Hotel: Dedo Boutique Hotel
Nosso hotel de Florença era ok, um bom custo benefício porém pouco charme.O hotel é bonitinho, e tal, quarto arrumadinho e bem decorado, café da manhã gostoso, mas nada de mais e nada de boutique.

Dia 7: Florença – Siena – Montalcino

Acordamos cedinho, pegamos o carro alugado e seguimos para Sienna, uma cidade que quero conhecer faz tempo! Siena, como várias outras cidades da Toscana, tem trafego de automóveis restrito no centro, assim estacionamos o mais perto possível e caminhamos o restante do trajeto até a praça central.

Siena é toda construída em pequenos labirintos bem fechados, centenas de sobradinhos cor pastel colados um nos outros e debruçados nas colinas. Uma graça. Caminhamos até a Piazza del Campo (um clarão em meio a cidade toda construída) e subimos na Torre do Mangia. Depois de encarar algumas dezenas de degraus hiper apertados chegamos ao topo e tivemos uma vista bem legal da cidade.

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Siena vista do alto da Torre do Mangia

Nossa segunda parada foi na Catedral, compramos um bilhete de 8 Euros que nos deu direito a visitar a catedral, sua cripta, e um museu incrível com direito a mirante da cidade. Fiquei boquiaberta com a beleza e com a delicadeza dos ornamentos da catedral de Siena, muito linda mesmo. Também curti as peças do museu e as iluminuras expostas na catedral. Quantos tesouros lindos! Terminamos a visita no alto de um segundo mirante que fica dentro do museu da catedral. Valeu a subida.

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Catedral de Siena

Depois do almoço seguimos para Montalcino, nosso hotel, o Castelo di Velona ficava lá pertinho. Pensamos em parar para visitar a cidade, mas as águas termais do hotel nos chamaram mais alto e fomos direto para lá. Que escolha acertada.

Nosso hotel: Castelo Di Velona
O Castelo di Verona é um hotel bacana que combina um castelo do século XIV com piscinas de água termal natural. O hotel tem vistas incríveis da região (lá do alto vimos o pôr do sol mais lindo da viagem) e é um lugar maravilhoso para passar a tarde relaxando.

Veja nossa avaliação do Castelo di Velona neste post.

Castelo na Toscana - Castelo Di Velona

Castelo Di Velona

Aproveitamos as piscinas termais (a temperatura das águas estava incrível) e a noite jantamos no restaurante do hotel (que por sinal também é ótimo). Que dia gostoso! [Veja minha Review completa do Castelo di Velona neste Post.]

Dia 8: Montalcino – Pienza – Montepulciano

Acordamos cedinho, tomamos café da manhã e fomos nos despedir das piscinas termais com um mergulho bem caprichado. Foi difícil sair de lá, mas estavámos SUPER ansiosos para dar um giro pela Toscana. Peguei a sugestão de roteiro do Ric Freire do Viaje na Viagem, e adaptei ao horário cruel de inverno (escurece às 4:30 da tarde :).

Montalcino

Começamos por Montalcino, uma cidade gracinha! Visitamos a fortaleza da cidade (o Gu fez uma degustação de vinhos na Enoteca da Fortaleza e amou de paixão. O atendente sabia muito de vinhos locais e nos deu explicações boas além de 6 vinhos diferentes para provar (pagamos por três). Comparado com a média da cidade, foi uma degustação cara, mas valeu a experiência.

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Fortaleza de Montalcino

Depois da degustação, demos um passeio pelo centrinho da cidade (minúsculo porém hiper fofo) e almoçamos na Enoteca Osteria Osticcio (Via Giacomo Matteotti, 23) restaurante delicioso com vistas lindas para a cidade.

Nossa segunda parada do dia foi Pienza. Fizemos um pequeno desvio no caminho para reconhecer uma fortaleza que estava no roteiro do Ric Freire, o Castiglione d’Orcia mas a fortaleza estava fechada para o inverno e foi uma grande roubada. Que pena que não fomos direto para Pienza.

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Castiglione d’Orcia

Pienza

Pienza é uma fofura, ruas de pedra, pequenas igrejas e muitas lojas de embutidos e do delicioso queijo local, o pecorino, vendido em diversas variedades. Depois de bater perna pelas ruas do centrinho, sentamos num barzinho gostoso e pedimos uma bela tábua de presunto parma com queijos variados. Que delícia. Saímos de Pienza com vontade de ficar mais.

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Queijo Pecorino em Pienza

Montepulciano

Nossa última parada do dia foi Montepulciano, chegamos um pouquinho mais tarde do que gostaríamos e o sol estava se pondo.
Chegamos durante a inauguração do mercadinho de natal da cidade, que aparentemente foi prestigiado por pessoas vindas de toda a região. A cidade estava abarrotada e tivemos MUITA sorte de conseguir estacionar.

A praça principal de Montepulciano fica na parte alta da cidade, e para chegar lá, percorremos um labirinto de ruas estreitas e charmosas repletas de lojinhas e pequenos restaurantes. Montepulciano é bem maior que Montalcino ou Pienza e mereceria pelo menos umas três horas do nosso dia, mas no inverno não dá para fazer milagre. Em compensação, curtimos a cidade toda iluminada pelo mercadinho de natal, provamos comidinhas típicas e bebemos vinho quente. Foi muito gostoso.

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Montepulciano

Havíamos pensado em fazer check in no hotel, deixar as malas no quarto e voltar para jantar no bem recomendado La Grotta. Mas, a cidade estava tão lotada que acabamos mudando de ideia e jantamos no restaurante do nosso Hotel Fazenda, o Villa Notolla (Località Nottola, 15). Foi uma ótima escolha.

O Villa Notolla
O Villa Notolla é uma fazenda produtora de vinhos (bem gostosos) e azeites de oliva, a fazenda tem acomodações bem simples no estilão fazenda, e é um lugar excelente para quebrar o ritmo dos hotéis.

Os donos hiper simpáticos e falantes nos receberam com sorrisos no rosto e muita história para contar. Eles nos acompanharam por um tour bem gostoso na vinícola, e nos explicaram cada pedacinho sobre a produção de vinhos locais, exigências e classificações dos vinhos de Montepulciano. Adorei a experiência e recomendo o Villa Notolla para quem curte fazenda.

Dia 9: Montepulciano – Pompéia – Amalfi

Acordamos cedinho, tomamos um café da manhã bem caprichado servido pela família Notolla, e pegamos estrada sentido Nápoles. Cruzamos meia Itália rumo a cidade de Amalfi com direito a parada para visitar as ruínas de Pompéia.

As ruínas de Pompéia
Desde que vi as fotos de Pompéia em um livro de história ainda nos tempos de colégio, morro de vontade de visitar a cidade que foi soterrada pelo vulcão Vesuvio e ver de perto esse sitio arqueológico impressionante. Assim, logo que a Costa Amalfitana pingou no nosso roteiro, tratei de reservar uma tarde para visitar Pompéia. E que boa escolha!

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Ruinas de Pompeia

Nosso receio de visitar Pompéia era deixar o carro estacionado com o porta malas cheio, todo mundo sabe dá má fama dos trombadinhas de Nápoles e não estávamos a fim de arriscar a sorte. Assim nossa primeira precaução foi buscar um estacionamento pago e fechado. O que não foi difícil. Pagamos 10 Euros para estacionar o carro, e na real, eu teria pago 30 para não arriscar as malas. E como o seguro não morre de velho, descemos do carro com os dois laptops na mochila. Vai que…

Nossa visita
Tivemos pouco mais de 2 horas para visitar as ruínas, talvez uma ou duas horinhas a mais tivesse sido ideal. Também acho que alugar um audio guia ou contratar um guia poderia ter sido uma boa ideia já que muitas das minhas perguntas ficaram sem respostas (o Gu não tem muita paciência para guias e muito menos para audio-guias, por isso nem cogitei para essa viagem) #Miniarrependimento

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Conjunto de fósseis petrificados em Pompéia

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Fim de tarde em Pompéia

De qualquer forma AMEI Pompéia, adorei conhecer o fórum, o teatro, o hipódromo e gostei de ver os corpos petrificados na pequena exibição local. Muito surreal imaginar que do dia para a noite uma cidade sumiu. Volto para fazer esse passeio com um bom guia e para conhecer as ruínas de Herculano, que também parecem ser incríveis e ficam alí do lado (Veja as dicas ótimas da Cinthia do Fragata Surprise para visitar os Sitios).

Dirigindo na Costa Amalfitana

Terminado o passeio por Pompéia, seguimos para Amalfi. A pequena estrada tortuosa faz jus a fama. Apertada, repletas de curvas fechadas e de motoristas sem noção dirigindo no meio da via, e pra piorar, muitos desses motoristas sem noção dirigem ônibus! Isso sem falar no trânsito para sair de Pompéia. Foi meio caótico.

Nosso hotel em Amalfi, o Villa Felici foi o piorzinho da viagem. O quarto era bonitinho e as vistas de Amalfi bem especiais, mas haviam azulejos quebrados do banheiro, o secador de cabelo estava quebrado (e como a recepção fecha a noite, tive que sair de cabelo molhado). Enfim, serviu para passar uma noite, mas não recomendo não.

Restaurante Top em Amalfi
Jantamos no centrinho de Amalfi num restaurante MARAVILHOSO chamado Da Gemma (Via fra Gerardo Sasso, 11). Entrada, jantar e sobremesa impecáveis. Brusqueta de entrada, risoto de limão com lagosta de jantar e uma degustação de sobremesas de limão divina. Amei e recomendo MUITO. [Vale falar que o jantar foi um dos mais caros da viagem. Ainda sim, recomendo.]

Dia 10: Amalfi – Ravello – Positano

Ravello

Acordamos cedinho e fomos explorar a Costa Amalfitana. Começamos por Ravello, a queridinha de muitos viajantes. Ravello tem uma catedral bonitinha, um teatro projetado por Oscar Niemeyer que apesar de novo está repleto de infiltrações (uma pena!) e dois jardins famosos. Visitamos um deles e resolvemos pular o segundo, com o inverno, grande parte do jardim estava fechada e achamos que não valeu o ingresso. Reza a lenda que Ravello se transforma durante o verão e durante os festivais de música, no inverno. Achei sem graça!

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Ravello vista do alto

Amalfi

Nossa segunda parada foi Amalfi, que já havíamos visto e amado no dia anterior. Todo mundo fala de Ravello e Positano, mas achamos Amalfi viva, linda e hiper interessante. Apesar da baixa temporada, a cidade tem uma população local grande e por isso não perde charme. Muitos restaurantes, lojinhas e doceiras estavam abertos. Gostamos do que vimos.

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Amalfi

A grande jóia da cidade é a Catedral, linda e toda decorada com pedras coloridas, mosaicos e obras de arte. Nem pense em não visitar.

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Catedral de Amalfi

E para compensar o jantar caro da noite anterior, almoçamos uma pizza e uma porção de lulas grelhadas hiper baratas e gostosas no restaurante Il Teatro (Via Lorenzo D’Amalfi, 21). Adoramos e recomendamos.

Depois do almoço, pegamos a estrada em direção a Positano onde dormiríamos as duas próximas noites.]
[O trajeto é maravilhoso, mas prepare-se para muitos frios na barriga graças aos carros sem noção no meio da pista e os ônibus desproporcionais ao tamanho da estrada que vão dividir pista com você. E nem pense em economizar no seguro do carro, sua chance de ficar sem um retrovisor é mais alta do que você imagina].

Positano

Estrada da Costa Amalfitana

Nosso hotel: L’Ancora
Nosso hotel em Positano foi uma excelente escolha, localização top (fizemos tudo a pé), quarto hiper fofo e varanda com vista para o mar. Apesar de não estarmos colados na praia dormimos com o barulho das ondas, algo que amamos de paixão. Também gostamos do atendimento e do serviço (caro porém eficiente) de manobristas. Estacionar em Positano é uma desgraça mesmo em baixa temporada. Adoramos não ter que esquentar a cabeça com o assunto. Em resumo, recomendo muito o L’Ancora!

Jantamos numa das poucas opções abertas da cidade, um restaurante na praia, o La Pergola. Eu comi uma salada Capresi e o Gu comeu um bife a milanesa com batatas fritas. De sobremesa, comemos um sorvete de limão delicioso.

Dia 11: Positano

São Pedro atendeu meus pedidos e me mandou um dia bacana de sol. Estava tão quente que deu até para entrar no mar (o Gu entrou, e eu fiquei feliz em molhar os pés). Passamos a manhã na praia e depois demos uma bela caminhada pelas escadarias da cidade babando pelas vistas e admirando as encostas de Positano. A cidade é realmente linda, e eu gostaria de voltar numa estação um pouquinho mais quente para ver a cidade em pleno funcionamento.

Positano

Positano vista do nosso quarto

A noite jantamos numa pizzaria cara porém gostosa, não tínhamos muitas opções abertas e não queríamos voltar ao restaurante da praia.

[Veja aqui um Guia completo para visitar Positano.]

Dia 12: Positano – Sorrento

A estrada que liga Positano a Sorrento é a melhor da Costa Amalfitana, esse trecho, apesar de não ser tão lindo como o trecho Amalfi – Ravello tem várias vistas bonitas, as pistas são mais espaçosas e há vários trechos que tem até acostamento. O tempo não estava maravilhoso, mas fiz o Gustavo estacionar o carro algumas vezes para tirar fotos.

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Sorrento

Sorrento não tem o charme de Positano, e nem a graciosidade de Amalfi, mas é uma cidade grande e bem interessante com vários bons hotéis e restaurantes.

Nosso Hotel: Relais Correale
Sofremos um pouquinho para chegar no nosso hotel, passamos duas vezes pela rua, mas a placa era tão pequena que não conseguimos ve-lo. Só encontramos depois de ligar lá e descobrir como chegar.

Para compensar a má sinalização, o hotel ganhou o prêmio de fofura da viagem, uma casinha pequena em meio a um pomar carregado de laranjas. Bem bonito. Nos encantamos com o nosso quarto com decoração de hiper bom gosto, e azulejos pintados em tons de azul. Lindo D+.

Visita ao Cabo de Sorrento
Aproveitamos nossas últimas horas com o carro para visitar o Cabo de Sorrento, um lugar um pouco escondido com uma praia bem linda onde a rainha costumava se banhar, “O Banho de Regina”. Fiquei encantada com as cores das águas, um verde esmeralda bem profundo e hiper transparente.

Passeio pelo Centro de Sorrento
Devolvemos o carro na locadora e passamos a tarde percorrendo as ruas do centro de Sorrento, tomando Gelatos e xeretando as mil e uma lojinhas de artesanato e de comidinhas feitas com o limão local. O Gu não achou muita graça de Sorrento, mas eu adorei. Claro que comparando com Positano, ou Amalfi, Sorrento deixa a desejar no quesito charme. Mas por ser uma cidade grande, bateu todas as outras no quesito baixa temporada. 90% da cidade estava aberta e prontinha para nos receber.

Dia 13: Sorrento – Capri

O dia amanheceu cinzento, e eu esbravejei, qual a graça de ir para Capri num dia feio desses? Mas depois lembrei que era inverno e que eu deveria estar agradecida por não estar chovendo.

A travessia entre Sorrento e Capri dura pouco mais de meia hora. Na chegada, saímos ao convés do barco (que é enorme por sinal) para tirar fotos da cidade. Chegando em Capri pegamos o Funicular rumo a praça principal da cidade, o apartamento que alugamos ficava a poucos passos do centro.

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Capri vista do alto

Hospedagem: Apartamento Dolci Vita
Chegando no apartamento, liguei pra o dono que em 5 minutos apareceu com as chaves e meia dúzia de mapas com dicas do que ver e fazer em Capri. O cara era um figurão, desses que fala como uma vitrola, e deu varias dicas bacanas.

Nosso quarto era ótimo e bem decorado. Adoramos a localização, mas achamos que apesar da janela dupla o lugar pode ser um pouco barulhento durante a alta temporada. Na baixa e por apenas uma noite, foi perfeito.

Volta na Ilha
Apesar do tempo feio, optamos por usar a primeira parte do dia para dar meia volta na ilha (a ideia era dar a volta inteira, mas com a gruta azul fechada, achamos que não valia a pena passar mais uma hora inteira no barco. Sabia decisão. Fechamos o passeio por 70 mangos, um barco privado com um barqueiro figura chamado Mario Valente.

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Uma das grutas de Capri

[Na baixa temporada, especialmente em dezembro, a única forma de fazer a volta na ilha é contratando um passeio privado. Nos outros meses, dá para fazer em grupo por um preço muito mais barato.]

O Mario tirou muitas fotos nossas e nos deu muitas explicações sobre o trajeto. Passamos por dentro de Grutas e dos Faraglioni, a formação rochosa mais famosa de Capri e vimos algumas das Villas mais imponentes da ilha. Gostamos do passeio, que sem dúvida fica bem mais especial durante um dia de sol e com direito a mergulho nas águas do mar. E falando em água, isso foi o que mais nos impressionou. A cor é muito linda!

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Faraglioni em Capri

E a tal da gruta azul?
Eu tinha mil e uma dúvidas se valia ou não a pena visitá-la. Conheço muita gente que adorou, mas muita gente que achou a maior pegadinha do mundo. Eu tava mais para o lado das pessoas que acha com cara de pegadinha.

Chegando na ilha ouvi a conversinha de que a gruta estava cheia por causa da maré. Balela. A maré estava baixa, e o mar uma piscina. Quando truquei nosso barqueiro Mario sobre o assunto ele explicou: “a gruta só abre quando tem gente suficiente para o negócio ser lucrativo. Se chegar um barco com 60 japoneses os caras, abrem a gruta só para o grupo”, e para todos os outros turistas a gruta segue fechada.

Durante a temporada a gruta recebe mais de 3 mil visitas por dia e chega a ter fila na porta. O que pouca gente sabe é que para ver a gruta azul de verdade, o tempo e o sol precisam estar no lugar certo, e se não me engano isso só acontece entre o Final de Abril – Junho”.

Eu definitivamente volto para Capri, mas me recuso para pegar fila para passar por dentro de Gruta. Sorry!

Volta a ilha, mas dessa vez, a pé
Descemos do outro lado da ilha na Marina Picola e subimos a pé. Poderíamos ter voltado a Marina grande de barco, mas preferimos ver novas paisagens.

Chegando a praça principal, comemos um misto quente Capresi e começamos nossa volta a pé. Capri tem duas cidades: Capri e Ana Capri, com uma só tarde de inverno na ilha optamos por visitar somente Capri. Começamos a visita pelos jardins de Augusto que tem uma vista linda para a Via Krupp, uma via tortuosa (temporariamente fechada para reforma) hiper fotogênica, e para o Faraglioni as pedras que são o símbolo de Capri. Dali seguimos caminhando – Sempre pela costa, subindo e descendo escadas – até o arco natural.

Veja aqui nossa caminhada completa por Capri

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Via Krupp vista dos Jardins de Augusto

No caminho passamos por diversos mirantes e algumas cavernas. Gostamos tanto ou mais desse passeio do que do passeio de barco. Voltamos para o hotel minutos antes de escurecer e com vontade de explorar Ana Capri. #Ficouprapróxima

Dia 14: Capri – Nápoles – Roma

Acordamos seriamente pensando em trocar nosso dia em Nápoles por mais algumas horas em Capri, o dia estava mais bonito que o anterior, e gostamos bastante da ilha. Por outro lado, eu estava MEGA curiosa para conhecer um pouco na loucura de Nápoles, e então acabamos indo para lá.

Nápoles

Chegando em Nápoles pegamos um táxi até a estação de trem da cidade onde guardamos nossas malas no Concierge (dica: em Nápoles pegue sempre a “Tarifa Pre-notada” para o cara não dar umas voltas com você) que por muito pouco não bateu o carro numa moto que resolveu estacionar no meio da rua. Momento surreal. Foi por muito pouco mesmo. Nesse momento aprendi uns 20 palavrões caprichados em Italiano, nosso motorista ficou MUITO bravo com o taxista. UFA!

A fama de Nápoles
A saída da estação de Nápoles é bem bizarra, vimos muita gente vendendo telefone roubado e Ipads, muitos trombadinhas procurando vítimas fáceis e dezenas de camelôs vendendo artigos falsos. Tudo na cara dura. O contraste entra Nápoles e Milão é brutal, uma porrada na cara desde o início.

Como era feriado, a cidade estava mais cheia e muito mais impossível do que de costume. E apesar o clima hostil, não tivemos medo de andar pelas ruas, mas fiquei bem esperta na minha bolsa e na mochila do Gustavo (que chamava muito mais atenção do que gostaríamos. Nas ruas mais cheias ele teve que mudar a mochila para a frente do corpo para evitar um ladrãozinho rápido).

Da Michele, a tal da pizza Napolitana
E claro que minha única refeição em Napoles tinha que ser uma pizza. Fomos no famoso e concorrido Da Michelle (Via Cesare Sersale, 1/3) que às 11:40 da matina já tinha fila de mais de 2 horas na porta. E como sou impaciente, pedi a pizza para viagem, e com queijo extra!

Roteiro de 15 dias na Itália

Pizza Da Michele em Nápoles

O Da Michele serve apenas 2 tipos de pizza, a Marguerita e a Marinara. Pedimos duas marguerita (o carro chave da casa) que para viagem custam 10 Euros, e um bocado de paciência.

Enquanto esperávamos nossas pizzas (que levaram entre 30 e 40 minutos, bem menos que as 2 horas para sentar + 40 minutos de espera para comer) prestigiamos o serviço péssimo da casa, ao ver as mesas sendo mal atendidas. Serviço não é o forte do sul da Itália, mas o de lá foi um dos piores que já vi. Fiquei BEM feliz em ter pedido pizza para viagem,

Também acompanhamos a produção de pizza incrível e mega otimizada da casa. É de tirar o chapéu: uma linha de produção perfeita onde cada pessoa executa apenas uma função: Um abre a massa, outro recheia, outro põe do forno, outro vira a pizza e tira do forno. A última pessoa da fila, checa a qualidade (vimos umas 4 pizzas sendo jogadas fora e uma voltando para o forno) e leva para a mesa. As pizzas para viagem dependem da boa vontade do cozinheiro e do quanto ele acha que você tem que esperar. Ainda assim achei um tremendo bom negócio.

E a pizza?
A experiência de almoçar na calçada de Nápoles não foi das melhores, mas a pizza tava boa. Massa crocante na borda, e propositadamente queimada para dar um toque final. Queijo derretido (o queijo extra é fundamental) e o centro da massa quase cru. É uma pizza bem diferente, uma “signature pizza” como diriam os americanos. Gostamos bastante.

[Ah, a pizza é grande. O Gu foi guloso e comeu tudo, mas eu só aguentei metade. Acho que uma teria dado para os dois e sobrado um pouquinho mais de espaço para os docinhos da cidade.]

Baba Al Limoncello de sobremesa
E para fechar o circulo das gordices de Napoles, havia mais um item que eu precisava provar: o tal do Baba Al Limoncelo. Um brioche melhorado hiper macio coberto com licor de limão. Comemos nosso baba numa doceira chamada Pastisserie Capparelli (Via dei Tribunal 325) no centro de Nápoles. Valeu cada mordida.

Roteiro de 15 dias na Itália

Baba Al Limoncello

Um dia é definitivamente MUITO pouco para visitar Nápoles, haviam uns 3 ou 4 lugares que eu queria MUITA conhecer e tive que escolher dois que fizessem sentido com o roteiro: Napoles Subterrânea e a Catedral.

Catedral de Napoles
Começamos pela Catedral, e sem querer querendo entramos nela 10 minutos antes que ela fechasse para o horário do almoço. A Catedral é bem bonita, e o altar tem um vitral parecido com o Espirito Santo do Vaticano. Não tivemos tempo de visitar a cripta antes do fechamento. Pena.

Nápoles Subterrânea
E dali seguimos para a Nápoles Subterrânea, um passeio guiado pela antiga Cisterna de Napoles e pelas ruínas de um antigo teatro Romano. A Cisterna é HIPER interessante e bem impressionante. Adorei o passeio e recomendo para quem está em boa forma física (tem bastante escada e trechos bem apertados e não é claustrofóbico). O tour pode ser feito em Italiano, Inglês ou Espanhol (os tours em Espanhol ou inglês são menos frequentes, porém bem menos lotados. Adorei ter esperado).

Roteiro de 15 dias na Itália

Nápoles Subterrânea

Saindo da Nápoles Subterrânea, pensamos em dar uma volta pelo centro, mas devido ao feriado e ao caótico mercado de natal que dividia espaço com pedestres e carros (naipe Ladeira Porto Geral em São Paulo, em dia de sábado perto do Natal) seguimos de volta para a estação.

Volta para Roma
Pegamos o trem sentido Roma onde dormimos em um Hotel simples porém bem localizado chamado Fellini (ia recomendar bem o hotel até abrir o cobertor e encontrar muitos cabelos alheios. Péssima experiência! Liguei o aquecedor)

Nos despedimos de Roma com um passeio pela Fontana de Trevi e pela Piazza de Spagna.

Roteiro de 15 dias na Itália

Fontana de Trevi – Roma

Dia 15: Aeroporto

No último dia de viagem, acordamos cedo e pegamos um taxi rumo a estação de trem, nosso táxi custou 7 euros, e o trem para o aeroporto custa 15 por pessoa. O hotel havia nos oferecido um taxi para o aeroporto por 50, ou seja, se fossemos em 3 valeria a pena. Sei que 13 Euros é uma economia pequena, mas trem não pega trânsito e vai direto para o aeroporto sem lenga-lenga. Para quem viaja com pouca bagagem como nós, é sempre uma boa opção.

E assim terminou nossa viagem pela Itália. O Gu seguiu para San Francisco, e eu segui para Viena para o último pedaço da viagem.

E aí, curtiu nosso roteiro de 15 dias na Itália?

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15 dias pela Itália

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mari vidigal

Viajante incansável, daquele tipo que no meio de uma viagem já está pensando na próxima, na próxima e na próxima. Apaixonada por fotografia, natureza e vinhos

10 comments

  1. Ronaldo meszaros 22 maio, 2017 at 01:22 Responder

    Boa noite , eu e minha noiva estamos planejando essa viagem de 15 dias para Itália..lua de mel em abril de 2018 .
    Gasto médio para o casal sem contar as passagens…para fazer esse roteiro pela costa !!
    Grato !

    • mari vidigal 12 outubro, 2017 at 16:32 Responder

      Oi Ronaldo,
      Infelizmente eu não calculei nossos custos a fundo. Para estimar eu sempre vejo o preço dos hotéis no Booking.com + Passagem de avião média + budget diário para alimentação (o meu é USD 100 por pessoa, mas dá para comer por menos) + passeios (estimo entre 20 e 50 euros dia por pessoa).
      Beijos

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