O que fazer em Joanesburgo, África do Sul: atrações, restaurantes e dicas

Descubra o que fazer em Johanesburgo, uma cidade cheia de personalidade e repleta de atrações que detalham a cultura e a história da África do Sul (e que história!) Reserve pelo menos dois dias do seu roteiro pela África do Sul para desvendar o melhor da cidade.

Neste post, reunimos as 8 principais atrações de Johanesburgo com informações completas para você planejar a sua visita. A cidade guarda muito bem a história de Nelson Mandela (não deixe de incluir o Museu do Mandela e o bairro de Soweto no seu roteiro), e com mais tempo, vale incluir Parkhurst, pelo cassino e parque temático Gold Reef City e muito mais.

Aqui, você também vai encontrar dicas práticas para a sua viagem, como quantos dias ficar e onde ficar em Joanesburgo. Pronto para se apaixonar pela cidade?

O que fazer em Joanesburgo

Boa parte dos voos internacionais aterrissam em Joanesburgo e, por isso, a cidade é consideradaa como uma porta de entrada para explorar as demais belezas do país. Por exemplo, tem poucos dias na África do Sul e quer fazer um safári? Pilanesberg, uma reserva bem próxima da cidade, é uma pedida certeira (e muito especial!)

Para muitos Johanesburgo entra como uma paradinha rápida (com 1 dia já dá para visitar a região do Soweto e conhecer um pouco da história de Nelson Mandela. O ativista, Prêmio Nobel da Paz e ex-presidente da África do Sul é uma das personalidades mais celebradas por aqui ),  e para outros a cidade se torna apenas uma conexão (o que é uma pena, viu? Vale sim a pena conhecer Johanesburgo) .

Então, confira a seleção com o que há de mais interessante para fazer em Joanesburgo:

  1. Museu do Apartheid
  2. Constitution Hill
  3. Mandela Square
  4. Soweto: Casa de Mandela e muito mais
  5. Neighbourgoods Market
  6. Passeio por Parkhurst
  7. Bairro de Maboneng e o Arts on Main
  8. Cassino e parque temático Gold Reef City
O que fazer em Joanesburgo
Joanesburgo | Foto: Wikimedia Commons

Lembrando que no final desse post você vai encontrar também dicas para planejar sua viagem para Johannesburgo. Se preferir ir direto ao ponto, basta clicar nos itens abaixo:

1) Museu do Apartheid

Se você precisar de um motivo para conhecer Joanesburgo, eu provavelmente vou dizer que ele é o Museu do Apartheid. Ele conta detalhes dos movimentos de luta no período de segregação racial do país, que aconteceu de 1948 a abril de 1994. Não é permitido fotografar a parte interna, mas acaba sendo bom, pois nos dedicamos inteiramente a exposição.

Entrada Museu do Apartheid
Entrada Museu do Apartheid para brancos e não-brancos | Foto: Turismo África do Sul

Logo na entrada, o acesso é separado para brancos e não-brancos. Uma alusão às vivências da época em que negros e pessoas não brancas eram vítimas de todo tipo de preconceito. Durante a visita, é possível ver fotos, vídeos, artigos jornalísticos e instalações que contam a história de forma cronológica. Mandela obviamente tem destaque especial, com vários vídeos de seus discursos e entrevistas.

Museu do apartheid por dentro
A exposição do museu é impactante | Foto: Divulgação

A área Race Classification também é muito impactante ao contar como eram feitas as definições de raça da população. Por exemplo, eles colocavam uma caneta no cabelo da pessoa, se ela ficasse presa, era sinal de “cabelo ruim”, portanto negro. E, como negra, esta pessoa iria ser privada de vários direitos, estaria sujeita a subempregos e tantas outras formas de violência.

Por outro lado, o foco não é apenas na violência que o Apartheid trouxe, pois o museu também celebra as conquistas da luta por igualdade e liberdade. Na área Negotiating a Settlement, destaca-se o momento em que o processo democrático ganha força. Começa a surgir a declaração de direitos da África do Sul.

Planeje sua visita (site oficial)

  • Endereço: Northern Park Way com Gold Reef Road  
  • Horário de funcionamento: diariamente das 9h às 17h
  • Ingresso: 100 rands

2) constitution Hill

Mais uma atração ligada ao período de segregação racial que marcou a África do Sul. O Constitution Hill é o complexo de uma antiga prisão, onde milhares ficaram detidos durante o Apartheid. Entre eles, ativistas como Mandela e Winnie.

Constitution Hill interior
O complexo propõe várias reflexões sobre o Apartheid | Foto: Divulgação

O tour pela áreas de cárcere é pesado, intenso, mas prova que os tempos tão difíceis do passado foram superados, mas jamais serão esquecidos. Além disso, parte da construção funciona como a sede do Tribunal Constitucional da África do Sul e abriga um rico acervo com obras de artistas sul-africanos.

Fachada da Corte
A África do Sul tem 11 idiomas oficiais e a fachada da corte traz todos eles | Foto: Divulgação

Dentre as obras em destaque está The Man Who Sang and the Woman Who Kept Silent de Judith Mason, criada em 1998, depois do fim do Apartheid. É uma pintura a óleo que retrata duas execuções da polícia de segurança do período de segregação e, de certa forma, busca dar voz àqueles que foram silenciados a força.

Vá com tempo para explorar tudo com calma, pois duas horas passam rápido por aqui.

Planeje sua visita (site oficial)

  • Endereço: Braamfontein
  • Horário de funcionamento: diariamente das 9h às 17h
  • Ingresso: 50 rands (self-tour)

3) mandela Square

Mais uma vez, Mandela é ponto central de uma área, neste caso uma das principais praças da cidade. Com uma enorme estátua do ativista, a Mandela Square é ponto de parada para compras, fotos e refeições.

Mandela Square
Estátua do ativista é o destaque da Mandela Square | Foto: Divulgação

É que ao redor da área, há uma porção de restaurantes para tomar café ou almoçar como o The Butcher Shop & Grill e o Tashas. Há um shopping bem parecido com os brasileiros, com fast fashions e marcas internacionais. 

Porém, para compras, indico a feirinha de artesanato e comidas locais que rola na praça aos finais de semana. Tem peças produzidas artesanalmente e os vendedores muitas vezes são os próprios criadores.

É muito legal bater um papo com eles e entender o significado do que está comprando. Pode ser um bolsa, um item de decoração ou até um brinquedos. Fiquei apaixonada pela variedade de bonecas negras com cabelo black power e roupinhas feitas à mão.

4) Soweto: Casa de Mandela e muito mais

Distrito de Joanesburgo, Soweto fica a 30 minutos de carro do centro e foi uma área residencial importante em vários momentos históricos do país. Dentre eles, a época da corrida do ouro, quando centenas pessoas chegavam para trabalhar nas nas minas de ouro de Joanesburgo; e depois, no Apartheid, recebeu a comunidade negra que deveria viver fora do centro e outras “áreas brancas”.

o que fazer em Joanesburgo- Soweto
Soweto tem vários pontos de interesse ligados ao Apartheid | Foto: Divulgação

Aliás, Mandela é um dos moradores mais ilustres da área e sua residência virou um museu muito visitado. A Casa de Mandela mostra um pouco do início da sua história como ativista e protetor dos direitos humanos, afinal ele se mudou para cá em 1946, quando tinha cerca de 28 anos. A casa permaneceu sob os cuidados de sua família até a década de 90, mas vale lembrar que Madiba ficou preso por quase 30 anos desse período.

Se preferir, existem excursões de agências que te levam para conhecer Soweto em tour guiado ou até mesmo através do tradicional ônibus vermelho Hop-On Hop-Off.

Soweto Casa de Mandela
O museu da Casa de Mandela é um doas principais atrativos de Soweto | Foto: Divulgação

Outros pontos de interesse em Soweto compreendem a Walter Sisulu Square, em Kliptown, onde está o documento usado para ajudar a redigir a Constituição do país. E ainda o Memorial e Museu Hector Pieterson que conta a história de uma manifestação de estudantes e o assassinato de um deles, com 13 anos de idade. Reserve um dia inteiro para explorar Soweto, de preferência com um tour guiado.  

Planeje sua visita (site oficial)

  • Endereço:8115 Orlando West
  • Horário de funcionamento: diariamente das 9h às 16h45
  • Ingresso: 60 rands

5) neighbourgoods Market

Se estiver em Joanesburgo no final de semana, reserve parte do sábado para curtir o mercado gastronômico e de artesanato Neighbourgoods Market. Como o nome sugere, é um espaço dedicado a criações de vizinhos, ou seja, locais. 

Lanches Neighbourgoods Market em Joanesburgo
No Neighbourgoods Market, há opções a partir de R$10 | Foto: Divulgação

Ele tem dois andares com várias tipos de comidinhas, com opções a partir de uns R$10, artesanato, shows ao vivo e uma vibe bem legal – e hipster! É tudo muito informal, então você come em mesas comunitárias, nos banquinhos do terraço ou até em pé. 

Neighbourgoods Market - Turismo Joanesburgo
Neighbourgoods Market é concorrido, mas vale a a pena | Foto: Divulgação

Gostei muito do sanduíche de biltongs, uma carne desfiada típica da África do Sul, e tônica com Musgrave, gim com água de rosas.

Última dica: leve dinheiro trocado, pois nem todo mundo aceita cartão e consegue dar troco para notas altas.

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  • Endereço: 73 Juta Street
  • Horário de funcionamento: aos sábados

6) passeio por Parkhurst

Se as primeiras indicações com o que fazer em Joanesburgo são mais intensas e históricas, agora a viagem fica mais leve com um passeio pela região hipster de Parkhurst. São diversas opções de cafés, restaurantes e lojinhas legais.

Um bom exemplo é o restô Nice on The 4th, ideal para um brunch com ovos beneditinos, avocado e lanches de salmão defumado… E, muitos, muitos tipos de café. Daqueles lugares para ficar um tempo batendo papo e observando a galera na rua.

Restaurante Nice on 4th - Joanesburgo
Meu café da manhã no Nice on 4th | Foto: Thelma Lavagnoli

Depois, quem quiser comprar peças de madeira diferentonas feitas artesanalmente na África do Sul, deve dar uma passada na Green Grass Design Studio, ali do lado. Há de mapa mundi que é quebra cabeça a peças de decoração com animais sul-africanos estampados.

Loja Green Grass Design Studio em Joanesburgo
É ou não é simpática a Green Grass Design Studio? | Foto: Thelma Lavagnoli

7) bairro de Maboneng e o Arts on Main

A região também é conhecida como o  “bairro dos criadores”, pois há muitos jovens designers e estilistas instalados por ali. Assim, uma área que antes era ocupada por antigos armazéns, atualmente foi ressignificada para impulsionar a comunidade criativa local. 

O que fazer em Joan esburgo - street art
Maboneng tem muita street art | Foto: Unsplash | Ndumiso Silindza

No coração da área fica o espaço Arts on Main que abriga estúdio de artistas contemporâneos como William Kentridge, famoso pelas gravuras e animação, além e de galerias de arte focadas na produção africana.

o que fazer em Joanesburgo- Arts on Main
Arts On Main | Foto Divulgação | Maboneng Precinct

E aos domingos, quando rola a feira Market on Main é ótimo bater perna por ali em meio a barraquinhas de comida, produtos orgânicos a grifes locais.

Joanesburgo - Feira Market On Main
A Market On Main só acontece aos domingos | Foto: Divulgação

Planeje sua Visita (site oficial)

  • Endereço: 264 Fox Street

8) cassino e parque temático Gold Reef City

Este complexo de hotel, cassino e parque temático tem seu design inspirado na época da corrida do ouro de Joanesburgo, quando milhares de pessoas chegavam à cidade para tentar enriquecer nas minas.

Isso ocorreu especialmente nos final dos anos 1800, mas vale dizer que ouro e diamante ainda são importantes produtos para a economia do país.

Enfim, de volta ao complexo Gold Reef City, seu principal atrativo é o parque de diversões – uma boa para quem viaja com crianças ou simplesmente precisa de um dia mais leve no roteiro.

O que fazer em Joanesburgo parque temático
O parque tem boas montanhas-russas e ocupa um dia do roteiro | Foto: Divulgação África do Sul | Tsogo Sun

Há brinquedos para os menores, com trenzinho e carrossel, mas as montanhas-russas são as protagonistas do local. A mais disputada chama Anaconda com os trilhos na parte superior dos assentos, ou seja, os visitantes ficam com as pernas livres. Tem ainda rides como chapéu mexicano e rio bravo.

Planeje sua visita (site oficial)

  • Endereço: Corner of Northern Park Way 
  • Horário de funcionamento: de quarta a domingo
  • Ingresso: 215 rands

Dicas de Joanesburgo

Agora que você já sabe o que fazer em Johanesburgo, chegou a hora de planejar sua viagem.

Quantos dias ficar em Joanesburgo

Como já deu para perceber, a cidade tem personalidade e cultura de sobra para preencher, pelo menos, dois dias do roteiro. E aí só vai dar para fazer o básico, como o Museu do Apartheid e o Constitution Hill, por exemplo. Se quiser explorar Soweto ou curtir o Parque Temático Gold Reef City, será preciso ficar de três a quatro dias, pelo menos. 

Roteiro de 1 dia em Joanesburgo

Se tiver apenas um dia na cidade, você pode conhecer algumas das atrações imperdíveis como o Museu do Apartheid. Inclua ainda uma visita a Mandela Square e a Constitution Hill. Depois, aproveite alguma das dicas de onde comer em Joanesburgo. Ou então, há aqueles que preferem dedicar esse dia do roteiro para explorar Soweto. É corrido e cansativo, mas dá para ter uma noção geral do distrito.

Como se locomover em Joanesburgo

Honestidade é tudo, então já adianto que transporte público não é das melhores opções por aqui. Você vai precisar planejar o orçamento para incluir as saídas de Uber, que funciona bem e tem preços bacanas. Alugar carro e dirigir de boa também é uma opção, mas prepare-se para o trânsito. Além disso, dependendo da região onde for hospedar-se, dá para tentar explorar alguns atrativos caminhando mesmo.

Alugar carro também é uma boa pedida para quem planeja fazer um safari na África do Sul. Pilanesberg (região mais próxima), Hoedsprut e o Kruger Park são viagens de carro bem legais a partir de Johanesburgo.

Soweto - Orlando Towers
Orlando Towers, em Soweto |Foto: Divulgação África do Sul

Onde ficar em Joanesburgo

No centro financeiro conhecido com Sandton há boas opções de hospedagem com preços medianos e fácil acesso às principais atrações da cidade. Alguns que merecem destaque são o Radisson Blu Hotel Sandton e o Hilton Santon, ambos a menos de 1 quilômetro de distância da Mandela Square.

Para quem quer investir mais na hospedagem, boas sugestões são o Four Seasons Hotel The Westcliff e o The Fairway Hotel, Spa & Golf Resort. Os dois ficam na região de Randburg, mais afastada do centro e, portanto, exigem planejamento na hora de se deslocar. O trânsito da cidade pode ser intenso.

Quando viajar para a Joanesburgo, África do sul

Em geral, o país tem estações semelhantes às do Brasil e a melhor época é fora do período de chuvas, geralmente entre julho e setembro. Além das temperaturas mais amenas, a época das secas é interessante para passeios ao ar livre. Dica essencial se for costurar o roteiro com dias de safári na África do Sul, por exemplo. 

Joanesburgo é uma cidade segura?

Vamos lá, a resposta é mais ou menos. A sensação é a mesma que eu sinto em muitos outras grandes cidades do mundo, como São Paulo, Nova York e Buenos Aires. Há áreas, principalmente no centro, que é melhor não dar bandeira com a bolsa, câmera e celular, sabe?

E à noite, também é melhor evitar andar sozinho em ruas mais desertas ou escuras. Mas são cuidados que a gente tem em outros lugares também, nada demais. De resto, achei tudo bem tranquilo com o bônus de que os sul-africanos são muito simpáticos e prestativos.

Vale a pena visitar Joanesburgo?

Acho que deixei bem explicito o meu carinho pela cidade, que funciona como porta de entrada para África do Sul. Por isso digo que vale a pena visitar Joanesburgo, sim, e o destino merece pelo menos dois dias das sua férias. É um prólogo do que mais o país oferece quando o assunto é cultura, história e lições de empatia. Viagem que transforma, sabe?

Não esqueça: seguro viagem e vacina de febre amarela

O viajante não precisa de visto para explorar o país, mas é obrigatório comprovante internacional da vacina de febre amarela, que deve ser tomada pelo menos 10 dias antes do embarque. Caso você ainda não possua o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), você pode solicitar pela internet – se já tiver tomado a vacina em algum momento da vida – ou se dirigir a um posto de saúde ou clínica particular (algumas liberam o certificado na hora) para se vacinar e, e seguida, solicitar.

Seguro viagem

seguro viagem não é obrigatório para entrar na África do Sul, mas é essencial em qualquer viagem. Um bom seguro cobre eventuais despesas médicas, problemas como mala extraviada e voos cancelados, e até coisas mais sérias como uma eventual internação.

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