Estilo de viagens: qual o seu?

Todo mundo tem um estilo, e sabe que essa coisa toda de estilo tem MUITO a ver com forma que você viaja? Não estou falando de estilo de roupa, preferência musical ou tribo urbana (embora essas variáveis sim impactem na forma como você viaja), to falando da forma como você vê o mundo e das suas preferências como viajante: um verdadeiro universo de possibilidades.

Viajar abre portas para um mundo de preferências pessoais, um mundo onde não existem certos e errados, mas sim o que você gosta e como você pretende investir suas férias. Quanto mais você viaja, mais exigente você se torna com suas escolhas e em não repetir os mesmos erros. E de tanto cair e levantar (entenda-se por ir contra o que eu acredito) fiquei calejada e cada vez erro menos. Viajar -seja para onde for – está cada vez mais fácil e divertido!

Qual o seu Estilo de viagens?

Hoje convido vocês a navegarem pelo meu estilo de viagens, e a e dividir comigo um pouco das suas manias viajantes, quem sabe assim não rola uma troca de conhecimentos bacana? E se várias pessoas participarem, posso até fazer um post: manias de viajantes dos leitores do Ideias na mala. Topam?

Eu topo (quase) todas

Volta e meia alguém me pergunta: Como é que você gosta de viajar? Pra começar, eu gosto de viagem. Seja um bate-e-volta para uma cidade charmosa aqui pertinho de casa ou uma viagem mais longa dessas que envolvem planejamento.

Adoro viagens longas, morro de saudades do meu marido (que poucas vezes na vida pode me acompanhar nessas grandes jornadas) e apesar de achar minha casa fantástica e o meu travesseiro incrível consigo fácil viver sem um dos dois. Mas também gosto de viagens curtas, opa se gosto, bastou falar a palavra Yosemite, Lake Tahoe ou qualquer um desses destinos de final de semana Californianos para os meus olhos brilharem. Tá sobrando milhas ou rolou aquela promoção de passagens? Não penso meia vez antes de programar algo. Quando o assunto é viagem, sou rápida no gatilho e penso pouco, o maridão que me segure, porque eu mando ver!

8 ou 88: fugindo do meio termo

Quando o assunto é hospedagem sou categórica. Sei e gosto de viajar de duas formas: Bem barato, ou sem economizar. Detesto o meio termo que na maioria das vezes é MUITO mais caro que o barato, e só um pouquinho melhor. Meio termo = meia boca, e se não for para ter um hiper conforto e todos os mimos que um viajante merece, prefiro me hospedar num bem barato (vou de hostel mesmo, FELIZ da vida. Em 99% dos casos, o melhor hostel custa o mesmo do que um hotel meia boca e é 50% melhor e mais divertido) e gasto o resto da verba num jantar caprichado regado a muito vinho!

Gastar mais no jantar do que no hotel? Opa!!! Na minha última viagem a Ásia fiz isso quase todo dia. Gastava entre 5-10 dólares para dormir (fiz um esquema bem perrengue com quartos coletivos) e comia gostoso e sem dó do meu bolso. A viagem da Ásia marcou minha despedida dos quartos coletivos, e olha, foi BOM e BEM divertido enquanto durou. Pra quem nunca tentou, recomendo a experiência!

E claro que eu também ADORO um hotel caprichado e que sim acho que vale a pena investir mais para ser BEM tratado e viajar com bastante conforto. Sou 8 ou 88 e reconheço!

Economia compartilhada, sua LINDA!

Moro no Vale do Silício, e sou fã de carteirinha de todas as iniciativas que conectam viajantes. Mesmo antes do Couch Surfing pensar em existir eu já aproveitava minha rede de amigos gringos para explorar outros cantos do mundo e descobrir pontinhos incríveis e fora da rota turistona. Agora então? Não tem nem o que falar!

Vale do Silício
Campus do Google no Vale do Silício

Sites como o Airbnb e HomeAway são uma mão na roda para quem quer alugar uma cama, um quarto ou uma casa inteira (o HomeAway só aluga casa inteira), e acho que a experiência de se hospedar num quarto de um local pode te dar uma perspectiva incrível da cidade. E pra quem viaja em família, ou em galera, nada se equipara a facilidade de ter uma casa inteira para você e evitar a formalidade de um hotel.

Para transporte, sempre quando o transporte público não é uma opção e o aluguel de carro não vale a pena,  uso o Uber e o Lyft  sem pensar duas vezes. Adoro a conveniência e a chance de bater papo com um local.

E tem muitas outras iniciativas da economia compartilhada que aos poucos vou incorporando nas viagens e que fazem todo o sentido!

Isso sem falar nas mídias sociais, uma forma hiper prática de se conectar com amigos de amigos, ou até viajantes desconhecidos e pedir dicas em fóruns. Já conheci tanta gente bacana pela internet!

Vale do Silício
Facebook seu lindo! Uma mão na roda de quem viaja

Menos é mais

Nunca fui das mais apressadas, mas cada vez mais viajo com mais tempo e para menos destinos numa única viagem. Aprendi que gosto de conhecer as cidades com calma, ter a chance de explorar rotas menos turísticas e que detesto correr.

Sabe aquela sindrome do PRECISO fazer tudo? Perdi! Meu lema, é se não der fica para a próxima. Aprendi a viver cada momento sem ficar pensando no próximo e em tudo aquilo que não vai dar tempo. Não é fácil, admito, mas é tão mais gostoso que vale o esforço.

Caminhada caprichado por Capri
Capri: um desses cantinhos para voltar. Sorte que faltou MUITO o que ver e fazer por lá 😉

Sabe aquele medo do “Não vai dar tempo”? Também perdi. Como tudo na vida, viagem é uma questão de escolhas e percebi que quanto melhor eu escolher e sem medo de tudo o que vai ficar para trás, mas eu aproveito a viagem. E vivam as escolhas e a arte de viver o presente!

Viajando leve

Essa foi outra benção na minha vida. Juro! Desde que descobri que era possível viajar somente com a mala de mão e que incorporei este desafio, seja no inverno ou no verão, seja numa viagem de três meses ou de uma semana, minhas viagens ficaram mais simples e muito mais leves! E cada vez fica mais fácil e a gente (o Gustavo também entrou na dança, contra a vontade dele, diga-se de passagem, mas hoje ele ama) leva cada vez menos tralha. Na ultima viagem para Portland viajamos com uma mala pequena para os dois – e olha que tinha até Laptop parrudo e fone de ouvido gordão na jogada!

Estilo de viagens
Minha mala para três meses de ásia. Juro que dá!

O segredo da mala pequena começa na escolha da mala. Quanto menor a mala, menos tralha você carrega. Fato. O segundo truque é não ter medo de lavar roupa. Faço minhas malas para durarem 7 dias no inverno ou 10 no verão e esse é o limite. E quer saber? Me incomodo ZERO em repetir roupas.

Há quem me pergunte: mas você não se incomoda em ter todas as fotos com as mesmas roupas? De jeito nenhum, não tiro fotos para mostrar para os outros, tiro elas para mim. E se alguém tiver o trabalho de reparar o quanto estou repetindo, ou não minhas roupas, essa pessoa realmente não tem muito o que fazer. Rs.

E viva o repeteco

Mas você já não conhece a Itália? Me perguntou uma amiga querida tentando entender porque raios eu estava indo para Roma pela terceira vez. Sim, conheço pedaços da Itália – assim como conheço pedaços do Brasil – e Roma, por exemplo, eu já fui três vezes (respondi com sorriso maroto) e não conheço inteira.

Estilo de viagens
Ponte de São Angelo – Roma – Ô cidade que eu curto voltar

Para mim essa história de contar países nunca fez sentido. Acho sim um indicador bacana, uma forma de troféu pessoal, mas that’s it. Gosto mesmo de contar experiências, voltar naquele lugar incrível – anos depois – e ver que o gnocchi de gorgonzola continua imbatível, perceber que o vinho continua barato e que os romanos continuam loucos da vida quando você pede água da torneira. Gosto tanto de repetir um destino tanto quanto eu gosto de conhecer um lugar novo. Sonho com minha próxima ida ao Japão – a quarta – com a mesma intensidade em que planejo uma viagem as Filipinas (que ainda não conheço). Experiências gostosas merecem ser revividas, sempre!

O dia livre

Essa é uma mania recente e que faz todo o sentido! Aprendi a programar minhas viagens deixando brechas no roteiro: uma dia a mais em Delhi, um dia sobrando em Roma. O legal de ter essas sobras é poder encaixar bate-e-voltas inesperados, passeios não programados ou outras coisas bacanas que apareçam pelo caminho.

Ashram India
Em Rishkesh na Índia passando um tempo comigo mesma

Sem dia sobrando a viagem fica mais corrida e mais engessada. Adoro essa flexibilidade e essa chance de brincar com o acaso! Pena que não descobri isso antes.

Na contra mão do trafego

Viajar para a Europa em julho? Não obrigada! Detesto fila e tenho horror a ideia de disputar a tapas uma foto da Monalisa. Fila para foto? Era só o que me faltava! Se eu tiver que viajar em julho (ou Agosto), vou para destinos menos conhecidos e lugares que a maioria das pessoas nem pensam em conhecer!

Além da quantidade de pessoas muito maior que o razoável, Europa em Julho significa hotéis caríssimos e um clima tão quente que meu suor escorre só de lembrar. Tô fora!

Já viajei muito em alta temporada – especialmente na época da faculdade – mas enquanto o Baby Antonio não estiver em idade escolar prometo continuar passando BEM longe da alta temporada. E quando ele já estiver grandinho, serei esperta com minhas escolhas indo SEMPRE na contra-mão do tráfego.

Thanks but no thanks

Sabe aquele passeio que todo mundo diz que é “obrigatório” mas que não tem NADA a ver com você?! Fuja!

No meu caso essas furadas geralmente se materializam em forma de baladas e shopping centers, mas no seu caso pode ser um museu ou um parque de diversões. Para mim shoppings e baladas são dois trecos que eu passei os últimos 30 anos brigando comigo mesma para assumir que não gosto. Agora que assumi, não volto atrás. Mesmo.

Não, não gosto de entrar em loja – se ela aparecer na minha frente, talvez eu entre, mas juro que serei rápida. Agora ir num shopping durante as minhas férias, eu juro que quero chorar. Dia de compras? Corro!!!! Gosto de mercadinhos gastronômicos e mercadinhos étnicos, mas que seja algo rápido e que esteja no meu caminho. Desviar da rota, nem pensar.

Pushkar - Índia
Mercadinho na Índia: desses eu curto!

E quanto as baladas, não gosto muito de música alta, sou uma péssima dançarina (caso perdido total) e não gosto de gente se apertando (me apertando então! Aí eu fico realmente irritada). Por que raios que eu preciso brincar de coruja e passar o dia seguinte com sono e arrependida da noite mal dormida e da ressaca infeliz? Tô fora!!!

Quer uma dica? Descubra o que você não gosta e evite. Sem dó! As férias são suas e as decisões também, não importa o que os outros vão pensar ou achar!

Viajar sozinha

Quem acompanha o blog já sabe da minha mania de viajar sozinha (já falei do tema aqui, aqui e aqui). ADORO e repito: todo mundo deveria experimentar! Não vou me estender muito sobre o tema, mas se você tem vontade, te incentivo a tentar! Vale a pena pela chance de se conhece melhor, para fazer novos amigos, e claro: viajar mais! Tá na dúvida? Se joga!!!

Estilo de viagens
Sozinha na Índia? E por que não?

E aí, curtiu a reflexão?

Se identificou com algumas das minha manias ou me achou maluca?

Estou curiosa para saber e aprender um pouquinho sobre as suas manias viajantes! Deixe seu comentário!!

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Planeje sua viagem

Comentários (5)

Mari, temos muito em comum. Adoro repetir e adoro novidades. Meu tamanho de viagem é de 2 semanas. Uma semana num repeteco é uma semana numa novidade. Sempre dando tempo ao tempo para parar e ver as pessoas. Adoro mercados, com suas cores, sons e pessoas locais.
E se ficar faltando algo para fazer, ótimo, fica para próxima!

Oi Fernando,
Adorei a divisão de repeteco + novidade!
Beijos

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