Roteiro de 1 ou 2 dias em Cusco

Este é um roteiro de 1 ou 2 dias em Cusco, no Peru, pensado para quem tem pouco tempo, mas quer econhecer o melhor da cidade. Ele inclui as principais igrejas, ruínas e sítios arqueológicos dentro de Cusco, além da opção de um bate-volta ao Vale Sagrado no segundo dia.

Cusco é uma das cidades mais charmosas da América Latina, onde história, charme e gastronomia convivem lado a lado — e o roteiro foi desenhado para respeitar esse ritmo, permitindo ver bastante coisa sem transformar a experiência em uma maratona.

Plaza de Armas de Cusco: uma das mias lindas do mundo
Plaza de Armas de Cusco

O que fazer em Cusco em 1 ou 2 dias

Dia 1: Centro de Cusco + Sitios arqueológicos

  • Parte da manhã: passeio a pé pelo centro de Cusco.
  • Almoço no Cicciolina
  • Tarde: Tour guiado pelas ruínas de Cusco: Tambomachay, Vista de Puca Pucara, Q’enko e Sacsayhuaman
  • Jantar no Pachamama
  • Depois do jantar: passeio por San Blás e volta a pé até o centro de Cusco

Dia 2: Passeio pelo Valle Sagrado

Considerações gerais:

Como economizar na passagem aérea

Para reduzir o custo do voo, tente incluir o trecho Lima–Cusco–Lima já na passagem saindo do Brasil. A melhor estratégia costuma ser comprar uma passagem de múltiplas cidades, com Cusco como destino final. A diferença de preço pode ser significativa — vale comparar.

O mal da altitude

A altitude é uma das principais preocupações de quem visita Cusco, seja na primeira ou na quinta viagem. Conheço gente que já foi várias vezes e sempre passa mal. No meu caso, tive apenas uma dor de cabeça leve e rápida na chegada — brinco que, como meu roteiro não tinha tempo para isso, acabei escapando.

Chá de coca ajuda (e é gostoso), mas a recomendação prática é simples: leve um remédio, hidrate-se bem e respeite os sinais do corpo. Forçar a barra logo na chegada é a forma mais fácil de comprometer a viagem inteira.

Antes de viajar, beber bastante água e caprichar na alimentação saudável pode ajudar — pelo menos comigo funcionou. E independentemente do tempo disponível, a regra de ouro é a mesma: vá com calma no primeiro dia.

Dicas do que fazer em Cusco
Caminhando pelas ruas de Cusco

Boleto Turístico de Cusco

Boleto Turístico de Cusco é essencial para entrar na maioria dos sítios arqueológicos, museus e atrações de Cusco e do Vale Sagrado. Sem ele, muitas visitas clássicas do roteiro simplesmente não são possíveis.  Veja abaixo suas opções:

A opção mais completa é o Boleto Turístico Integral, válido por 10 dias, que dá acesso a 16 atrações entre sítios arqueológicos, museus e centros históricos de Cusco e do Vale Sagrado. O valor é de 130 soles para estrangeiros, com tarifa reduzida de 70 soles para estudantes com carteirinha internacional.

Para quem tem menos tempo em Cusco, o Boleto Turístico Parcial, dividido em circuitos, é a alternativa mais econômica. O Circuito 1 — que inclui Sacsayhuamán, Q’enqo, Puka Pukara e Tambomachay — custa 70 soles e funciona muito bem em roteiros de um ou dois dias.

Onde comprar: 

os ingressos são vendidos presencialmente no escritório da COSITUC (Av. El Sol, 103) e também nas bilheterias dos próprios sítios incluídos no boleto. Não há venda oficial online. 

Formas de pagamento: 

na maioria dos pontos de venda, o pagamento é feito em dinheiro (soles peruanos), e nem sempre cartões são aceitos. Em alguns lugares pode ser possível pagar com cartão, mas isso não é garantido, e a recomendação é chegar com suficiente em dinheiro para evitar imprevistos. 

Importante: o Boleto Turístico não inclui Machu Picchu nem ingressos para atrações como a Montanha das Sete Cores, igrejas ou as Salinas de Maras

Criança trabalhando e um Sitio Arqueológico de Cusco
Criança trabalhando e um Sitio Arqueológico de Cusco

A parte chata de Cusco:

O trabalho infantil ainda é um desafio relevante no Peru, e a região de Cusco faz parte dessa realidade. Segundo dados oficiais, mais de 129 mil crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos exerciam algum tipo de trabalho na região de Cusco em 2024 — o equivalente a cerca de 38% da população infantil local. Mesmo com pequenas variações ao longo dos anos, esse percentual é considerado alto e preocupa autoridades e especialistas pelo impacto direto na educação e no futuro dessas crianças.

Não se trata apenas de ajudar a família com tarefas pontuais. Em muitos casos, o trabalho infantil envolve atividades remuneradas ou contributivas que interferem na frequência escolar e nas oportunidades de aprendizado. Em todo o Peru, os dados indicam que uma parcela significativa das crianças divide o tempo entre trabalho e escola, em um equilíbrio frágil.

A legislação peruana permite que crianças a partir dos 12 anos realizem o chamado “trabalho leve”, desde que não prejudique a educação nem a saúde. Ainda assim, especialistas apontam que essa proteção é frequentemente insuficiente na prática, especialmente em regiões turísticas, onde a renda informal é estimulada pela presença constante de visitantes.

Durante a viagem por Cusco, é comum encontrar crianças vendendo chaveiros, lembrancinhas ou oferecendo fotos com turistas — uma cena que faz parte do cotidiano local, mas que também reflete um problema estrutural complexo e ainda longe de ser resolvido.

Dia 1: Centro de Cusco + Sitios arqueológicos

O centro histórico de Cusco é feito de ruas de pedra, praças fotogênicas, vielas estreitas e muros incas de encaixe perfeito, que aparecem onde você menos espera. É uma cidade que funciona melhor a pé (calce um tênis confortável), em ritmo lento, e que recompensa quem se permite caminhar sem rumo por alguns trechos. Use o mapa para se orientar, mas deixe espaço para o improviso. Em Cusco, andar sem pressa não é perda de tempo — é parte da experiência.

A proposta do primeiro dia em Cusco é caminhar sem pressa, se orientar na cidade e começar a entender suas camadas históricas — tudo isso respeitando o ritmo da altitude que para alguns, pesa e muito!

A Plaza de Armas de Cusco

Começaremos nosso roteiro pela praça mais importante, e um dos lugares mais lindos da cidade: A Plaza de Armas de Cusco, um gramado florido e bem cuidado rodeado por casarões históricos convertidos em lojas, restaurantes e por duas grandes igrejas, a Catedral de Cusco e a Companhia de Jesus, ambas construídas sobre ruínas incas.

Plaza de Armas de Cusco no Peru
Plaza de Armas de Cusco no Peru

As duas disputam atenção — e não é força de expressão. A rivalidade estética foi tão grande que a disputa foi parar em Roma. Só que esse vai-e-vem levou tanto tempo, que quando as mudanças na companhia de Jesus foram ordenadas em Roma, a igreja já estava pronta em Cusco.

Vale dedicar tempo à praça: caminhar, sentar em um banco, observar o vai e vem. Repare também nas bandeiras — a do Peru e a bandeira inca multicolorida, presente em toda a região — e na estátua dourada de Pachacútec, o mais importante imperador inca, figura central em praticamente qualquer explicação sobre Cusco e o Vale Sagrado.

Se a praça já impressiona de dia, à noite ela fica ainda mais bonita. Se puder, volte no fim do dia.

Dica prática: há muitos ambulantes na região. Um “No, gracias” educado costuma resolver. Se for comprar algo, pechinchar faz parte do jogo.

Inca Pachacútec - Na plaza de armas
Fonte com com Inca Pachacútec

Praça do Regocijo e Praça de San Francisco

A poucos passos dali está a Praça do Regocijo, antiga Cusipata em quéchua, hoje sede da prefeitura. É uma praça pequena, mas simpática, que ajuda a entender como Cusco se organiza além do eixo turístico principal.

Na sequência, a Praça de San Francisco, onde fica a Igreja de San Francisco. O interior é simples, mas o museu anexo é conhecido pela cripta — com ossos dispostos de forma pouco convencional — e por um enorme quadro representando a árvore genealógica de São Francisco de Assis. Não é uma visita obrigatória, mas pode interessar quem gosta de arte sacra.

Ao lado da praça está o Arco de Santa Clara, construído para celebrar a breve Confederação Peru-Bolívia. A junção dos países só durou 3 anos, mas o arco continua em pé!

Cusco - Peru
Ruas de pedra do centro de Cusco

Mercado Central San Pedro

Seguimos então para o Mercado de San Pedro, um dos lugares mais autênticos do centro. É um bom ponto para ver o cotidiano local, provar frutas, observar ingredientes andinos e comprar lembrancinhas. Compare preços, observe a qualidade e vá com calma: há coisas ótimas, mas também muita tranqueira turística.

La Merced e Companhia de Jesus

Voltando em direção à Plaza de Armas, passamos por duas igrejas importantes.

Igreja de La Merced tem interior claro e altar dourado, e costuma ficar especialmente bonita durante as missas. Seu destaque é a cripta, que guarda tumbas de conquistadores e um famoso ostensório de ouro maciço decorado com pedras preciosas.

Já a Igreja da Companhia de Jesus é, na minha opinião, a igreja que mais vale a visita em Cusco. Construída sobre o palácio do último imperador inca, tem um altar impressionante e um belo conjunto artístico. O ingresso custa cerca de 15 soles, e muitas vezes há estudantes locais oferecendo visitas guiadas gratuitas (a gorjeta é esperada).

Companhia de Jesus, Cusco

Calle Loreto e Convento de Santa Catalina

Saindo da Plaza de Armas, entre na Calle Loreto, uma rua estreita de pedestres com alguns dos melhores exemplos de muros incas de Cusco. O encaixe das pedras e a leve inclinação das paredes mostram por que a engenharia inca ainda impressiona tanto.

À esquerda está o Convento de Santa Catalina, construído sobre o antigo Acllahuasi, a Casa das Virgens do Sol. Hoje funciona como convento e igreja colonial, com detalhes barrocos. A visita interna nem sempre é possível, mas vale observar o contraste entre a arquitetura espanhola e a base inca.

Qorikancha

Nossa próxima parada é o Qorikancha, também conhecido como Monastério de Santo Domingo. Foi aqui que funcionava o mais importante templo da era inca, um complexo de paredes revestidas de ouro e muros de pedra perfeitamente cortada.

Todo o ouro e a decoração original foram levados pelos conquistadores, mas vários vestígios do templo ainda podem ser vistos tanto no interior do monastério quanto nos jardins. O contraste entre a arquitetura inca e a construção colonial é forte — e ajuda a entender, na prática, o choque entre os dois mundos.

O interior do Qorikancha (Monastério de Santo Domingo) fica para a parte da tarde, quando a visita costuma ser mais completa. Pela manhã, a ideia é observar e fotografar o Jardim Sagrado, em frente ao complexo, e caminhar sem pressa pelas ruazinhas estreitas e fotogênicas desse trecho da cidade. A lógica é simples: a tarde será mais corrida, e dificilmente você terá tempo de voltar com calma a esse pedaço tão bonito de Cusco.

Calle Romeritos, Cusicancha e Pedra dos 12 Ângulos

Volte pela Calle Romeritos, outra viela estreita e fotogênica. Ali ficam as ruínas de Cusicancha, parte de um antigo palácio de Pachacútec. A visita é gratuita, rápida e especial — basta deixar um documento na entrada.

O passeio termina na famosa Pedra dos 12 Ângulos, um dos exemplos mais conhecidos da engenharia inca. Não é apenas uma curiosidade: ela ajuda a entender o nível de precisão técnica alcançado pelos incas sem o uso de ferramentas modernas.Incas.

Pedra dos 12 ângulos em Cusco
Pedra dos 12 ângulos em Cusco

Artesanias Asunta

Do ladinho da Pedra dos 12 ângulos fica a loja mais barata de Cusco para comprar lembrancinhas, a Artesanias Asunta (C. Inca Roca, Cusco) parece uma grande outlet e tem todo o tipo de souvenir baratinho que você imaginar.

Almoço: sugestão: Cicciolina

Depois da manhã caminhando pelo centro, vale escolher um restaurante bem localizado e confortável, para comer bem sem perder tempo com deslocamentos. Estas são boas opções no centro histórico, todas a uma curta caminhada da Plaza de Armas:

  • Cicciolina (C. Palacio 110, Cusco): Um clássico de Cusco com cozinha mediterrânea-peruana refinada e ambiente charmoso. Reservas são recomendadas, especialmente no almoço e no jantar, pois costuma encher. 
  • Morena Peruvian Kitchen (endereço: Plaza de Armas, Portal Harinas 181): Excelente opção de cozinha peruana contemporânea, com pratos bem executados e ambiente agradável. Também é aconselhável reservar, embora em muitos casos atendam clientes sem reserva se houver mesa disponível. 
  • LOCAL 525 (Cta. de San Blas 525, Cusco): Ambiente descontraído e menu variado, ideal para almoço ou brunch depois da caminhada. Normalmente não exige reserva, mas pode encher na hora do almoço.
  • Sagrado (Calle Plateros 309): Restaurante bem avaliado com foco em ingredientes locais e pratos criativos. Reservas recomendadas, principalmente no fim de semana ou em alta estação. 
Restaurante Cicciolina - Cusco
Pato divino

Tarde: Tour guiado pelas ruínas de Cusco: Tambomachay, Puca Pucara, Q’enqo e Sacsayhuaman

Minha grande dúvida quando cheguei no Perú era, com só um dia em Cusco, valia a pena sair da cidade para ver mais ruínas sendo que eu já havia passeado pelo Vale Sagrado? Depois de conversar com trocentos visitantes pelo caminho, cheguei a conclusão que sim, valia a pena. Adorei e agora recomendo que façam o mesmo sem pensar duas vezes.

Quanto custa o tour?

O Tour pelas ruínas de Cusco custa cerca de R$108 por pessoa (entrada das igrejas e sitios arqueológicos devem ser compradas a parte), é todinho guiado em Português e tem um número de participantes limitado. Assim vale reservar sua visita com antecedência.

E dá para fazer por conta própria: Sim dá pra fazer de táxi, e dependendo do número de pessoas no seu grupo fica até mais barato, mas de verdade que não vale a pena. As explicações do guia foram o máximo e fizeram toda a diferença na minha viagem pelo Peru.

Tour ou taxi? Um bom guia faz toda a diferença no que você vê e aprende durante uma viagem ao Peru, assim, eu recomendo fortemente um tour, que pode ser particular ou em grupo. Adorei a qualidade dos guias da Civitatis em Cusco e achei o custo x benefício excelente.

Reserve aqui seu tour pelas ruínas de Cusco

Paradas do tour

Às 12:50 o pessoal do Fabulous Tours passou para me buscar, fui a segunda a ser pega, e tive que dar aquela voltinha básica por uns 5 hotéis diferentes antes de estacionar na porta da igreja (que estava a uns 3 blocos do meu hotel). O pessoal da agência me contou que para eles funciona muito melhor buscar no hotel do que marcar ponto de encontro, já que nós latinos em geral, nos atrasamos muito. Enfim, uma espera chatinha, mas um mal necessário em todos os tours, não é verdade?

A Catedral de Cusco

Nossa primeira parada foi a Catedral de Cusco, que tem duas igrejas diferentes unidas internamente. Dentro da Catedral, não é permitido tirar fotos, assim teremos que ficar somente com as minhas descrições.

Catedral de Cusco

E preciso dizer que a igreja é fabulosa, tanto em ornamentos, altarares e detalhes cobertos com camada de ouro, quanto nas obras de arte que de alguma forma (direta ou indireta) fazem referência a elementos da cultura Inca. Assim como na Bahia, muitas de nossas igrejas trazem imagens do Candomblé disfarçados de santos Católicos, no Peru, os santos estão disfarçados de Inca, a Santa Ceia tem como prato principal o porquinho da Índia (Cuy, um dos pratos mais típicos da culinária local) e vários outros detalhes SENSACIONAIS descritos pelo guia. Fazer o passeio guiado pela Catedral, já fez todo o investimento valer a pena. Adorei as explicações e o olhar artístico bem treinado do guia,

Monastério de Santo Domingos/ Qorikancha

A segunda parada do dia, foi o Qorikancha, que segundo dizem as lendas era o templo Inca mais dourado e mais rico, com paredes folheadas a ouro e diversas esculturas de ouro dos Deuses Incas e dos animais, as descrições, devia ser algo realmente bem impressionante. Hoje o Mosteiro de Santo Domingos é um dos lugares mais bonitos e mais incríveis da cidade. Lá pudemos aprender detalhes sobre a arquitetura inca, sobre como o solstício de verão era importante no calendário deles, e como essa data orientava a construção dos templos sagrados.

Adorei o templo, e amei os jardins verdinhos, e super bem cuidados com pedacinhos do que restou da construção original. A energia desse monastério, e principalmente dos jardins é algo muito forte e que de certa forma me tocou bastante. Triste que construções tão lindas como o antigo templo Qorikancha tenham sido destruídas pelo conquistador, e muita sorte que o Machu Picchu permaneceu anos “escondido” escapando assim da destruição.

Sacsayhuaman

E falando em obra imponente, chegamos a Sacsayhuaman, um forte impressionante, as pedras são tão grandes que você vai se sentir pequeno. E imaginem só que este monstro é apenas 20% do forte original. Os outros 80% foram destruídos, e as pedras foram usadas na construção das igrejas de Cusco. (O complexo fica a apenas 2 Km de Cusco, ou seja, localização perfeita para um canteiro de obras).

Sacsayhuaman era um Complexo militar que servia para a defesa de Cusco. Muito, muito impressionante! E falando em impressionante, olha só o tamanho e a perfeição no corte e no encaixe dessas gracinhas! Imagine só o peso das pedras e a dificuldade para carregá-las!

Sacsayhuaman - Cusco
Sacsayhuaman – Cusco

[Infelizmente peguei um tempo bem ruinzinho em Sacsayhuaman, viajei no começinho da temporada e corri um risco dando de não ver nada. Até que dei sorte.]

Q’enqo (Kenko)

De lá seguimos para Q’enqo, que é interesante, mas que foi o sitio arqueológico Inca que menos me impressionou.  Quenqo, que em Quechua significa labirinto, era um local dedicado a observações astrológicas e utilizada para realizar sacrifícios. Como Q’enco foi muito destruída pelos espanhois, não foi possível (ainda) identificar sua função exata, mas algumas teorias dizem que o local teria servido como túmulo para o Inca Pachucutec.

Numa das cavernas que entramos, pudemos observar uma grande mesa de pedra de sacrifícios. Sem dúvida a parte mais interessante visita.

Vista de Panorâmica de Cusco

Na saída de Q’enqo, passamos por um ponto com vista panôramica da cidade. Como já havia parada em um ponto melhor durante o meu tour pelo Valle Sagrado, achei a parada ok. Mas o pessoal da van ficou gostou da vista. Não dá para negar que Cusco é linda vista do alto, não?! (Quer dizer, Cusco é linda de todos os jeitos).

Aqui coloco as duas vistas pra vocês compararem:

Vista de Cusco do Cristo (parada que fiz no tour pelo Valle Sagrado)

Mirante de Cusco
Vista do mirante do Cristo, em Cusco

Vista de Cusco em algum lugar entre Qenqo e Tambomachay

Cusco vista do alto

Tambomachay: o templo da água

Nossa última parada foi outro lugar que eu amei de paixão, o Tambomachay, também conhecido como templo da água, um conjunto de fontes e aquedutos usados para venerar a terra e o cultivo. Para chegar até as fontes, tivemos que fazer uma caminhada de uns 800 metros o que foi pesado para bastante gente que estava passando mas bocados por causa da altitude.

No caminho passamos por várias senhoras vestidas com roupa típica vendendo fotos ou produtos tradicionais. Eu comprei um milho gigante na espiga (o grão deles é diferente do nosso, grandão, uma delícia) o cara do meu lado botou olho gordo dizendo que eu ia passar mal, mas dei de ombros. Passar mal com milho verde? Mal sabe ele o que eu já comi nessa vida. Rs. (Não, não passei mal, e meu único arrependimento do dia foi não ter comprado uma segunda espiga de milho, tava muito bom. Rs)

Tambomachay - Cusco
Tambomachay – Cusco

Antes de voltar para Cusco nosso tour fez uma parda básica numa loja de artigos feitos de pele. Muita coisa bonita, mas tudo muito caro.

Jantar no Restaurante Pachapapa

De volta ao centro de Cusco, minha sugestão para jantar é o Pachapapa, um restaurante que fica no alto de San Blás (quase na frente da igrejinha fofa) e que tem uma vista divina para a cidade. Para chegar lá, pegue um taxi, ou caminhe 15 minutinhos (morro acima).

Restaurante Pachapapa - Cusco

O Pachapapa tem uma área interna linda, e uma área externa caprichada com forno de pizza a lenha e música ao vivo. Quando cheguei tava rolando um show de arpa mega especial! Para comer pedi um cordeiro que estava divino (carne no ponto e para acompanhar saladinha e purê de batatas). De sobremesa comi um mil folhas (não, eu não queria repetir a pedida do almoço, mas depois de ver o prato da mesa do lado, não teve como!)

Restaurante Pachapapa - Cusco
Carne com batata e legumes

Amei o ambiente, a comida, e deixo a dica: a experiência é o máximo!

Quer mais dicas? A Bruna, do blog Expressinha, fez um post maravilhoso com várias dicas bem legais de restaurantes e cafés na cidade, para ler basta acessar o link em Onde comer e beber em Cusco.

Passeio por San Blás e decida até o centro de Cusco.

E para fechar o dia com chave de ouro, caminhe de volta até o centro de Cusco, curtindo (e se despedindo) das ruelas fofas e muros incas. Passaremos por várias lojinhas de arte sacra, e pela pedra dos 12 lados (o muro ganha uma iluminação noturna toda linda).

Passeio San Blas - Cusco

Dica: Um pouco antes de chegar na praça principal há um colégio com uma espécie de pracinha. Lá do alto, você terá uma vista linda do centro de Cusco iluminada.

Para ver as igrejas por dentro: Quase toda noite, grande parte das igrejas de Cusco celebra a missa, assim quem quiser conhecer as igrejas por dentro pode, assistir uma missa, ou -com muito cuidado para não atrapalhar a celebração e respeito, entrar e ficar no fundo da igreja apenas para vê-la por dentro.

Dia 2 – Passeio pelo Vale Sagrado

O segundo dia começa com a saída de Cusco em direção ao Vale Sagrado, e a primeira parada vale muito a pena, especialmente para quem quer entender melhor a cultura andina. 

Vale Sagrado: tour privado ou em grupo?

O Vale Sagrado pode ser explorado tanto em tour privado quanto em excursão em grupo — e eu já fiz das duas formas. Para quem tem um orçamento mais flexível, o tour privado é excelente: dá para ajustar o ritmo, incluir paradas extras e adaptar o dia aos seus interesses.

Mas preciso dizer: o tour em grupo da Civitatis me surpreendeu muito. O ritmo foi ótimo, o guia em português é super didático e o restaurante do almoço em Urubamba estava uma delícia. É uma opção prática, bem organizada e com um custo x benefício realmente sensacional — perfeita para quem quer explorar bem o Vale sem complicação.

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Mirante do Vale Sagrado dos Incas. Uma das vistas mais bonitas da região
Mirante do Vale Sagrado dos Incas. Uma das vistas mais bonitas da região

Awana Kancha funciona como um centro de preservação têxtil e de camelídeos: é ali que você vê lhamas, alpacas e vicunhas de perto e aprende, na prática, como a lã é fiada, tingida com pigmentos naturais e transformada em tecidos tradicionais. Com um guia em português, a visita ganha outra dimensão — os processos fazem sentido, os símbolos se conectam e detalhes que passariam despercebidos começam a se revelar. É uma parada rápida, mas que ajuda a contextualizar tudo o que vem a seguir.

Visitando Llamas e Alpacas em Awana Kancha - perto de Cusco
Visitando Llamas e Alpacas em Awana Kancha

Seguindo viagem, a próxima parada é Pisac, com suas ruínas espalhadas pela encosta da montanha. Os terraços agrícolas impressionam tanto pela escala quanto pela precisão, e o visual do vale visto de cima é um dos mais bonitos do roteiro. Aqui, a presença de um bom guia faz toda a diferença, seja para entender a lógica agrícola dos incas, seja para apontar os melhores ângulos para fotografar sem pressa.

Terraços agrícolas em Pisac - Valle Sagrado
Terraços agrícolas em Pisac no Valle Sagrado

Depois da visita, o caminho segue para Urubamba, onde vale fazer uma pausa para o almoço. A cidade tem bons restaurantes, ambiente tranquilo e funciona como um respiro entre uma visita arqueológica e outra.

À tarde, o destaque fica por conta de Ollantaytambo. A fortaleza inca domina a paisagem e ajuda a entender a importância estratégica do local, enquanto o vilarejo ao pé das ruínas preserva ruas de pedra e canais de água em funcionamento até hoje. Ouvir as histórias no lugar certo, no momento certo, transforma pedras em narrativa — e faz com que o passeio vá muito além das fotos.

Complexo arqueológico de Ollantaytambo no Peru
Complexo arqueológico de Ollantaytambo no Peru

Ao final do dia, você pode dormir em Ollantaytambo, facilitando o deslocamento para Machu Picchu no dia seguinte, ou seguir direto para Águas Calientes, dependendo do horário do trem e do seu ritmo de viagem.

Roteiro no mapa:

mari vidigal
mari vidigal
Mari é editora do Ideias na Mala há 14 anos e mora na Califórnia. Já visitou dezenas de países e explorou boa parte dos Estados Unidos com seus filhos Tom e Caio. Sua paixão? Viajar com o motorhome Rocky e colecionar Springs na Flórida. Mari é conhecida pelos seus roteiros super completos dos principais destinos da Europa (sim! Tem roteiro de Paris, Madri, Londres, Portugal e Amsterdam) e pelo conteúdo mais completo da Califórnia, Flórida e Las Vegas entre os sites de viagem do Brasil. Em 2021 recebeu o prêmio IPW Travel Awards, um dos maiores prêmios de jornalismo de viagem, e em 2024 foi finalista do prêmio Europa de Comunicação.

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Comentários:
Avatar Michele Mafissoni disse:

Ola, lembra os valores dos restaurantes? Adorei os pratos, gostaria de ter uma idéia!

mari vidigal mari vidigal disse:

Oi Michele,
Infelizmente não lembro. 🙁
Preciso começar a anotar isso.

Beijos