Quanto custa viajar para a Flórida? Veja os gastos de uma viagem de 10 dias
Quanto custa viajar para a Flórida? Entre passagens, hospedagem, aluguel de carro, parques, alimentação e compras, são muitos os gastos que precisam entrar na conta — e ter uma boa estimativa dos custos ajuda muito na hora de planejar a viagem.
Miami e Orlando estão entre os destinos mais procurados pelos brasileiros na Flórida e formam uma combinação clássica para quem visita o estado. Pensando nisso, neste post vamos detalhar quanto custa uma viagem de 10 dias pela Flórida, combinando Miami e Orlando, com valores atualizados para os principais gastos da viagem.
A ideia é colocar tudo na ponta do lápis: passagem aérea, hospedagem, transporte, seguro viagem, parques e passeios, alimentação, internet e aqueles pequenos gastos que muitas vezes ficam de fora do planejamento. No final, você terá uma boa referência de quanto dinheiro precisa para viajar para a Flórida e onde é possível economizar.

Vai conhecer outros destinos da Flórida? Use este post como base para montar o seu orçamento. Você pode, por exemplo, trocar Miami por Tampa ou adaptar os custos para uma viagem pela Costa Oeste da Flórida. A ideia é te ajudar a entender quais gastos precisam entrar na conta e, a partir deles, ajustar os valores ao seu roteiro da Flórida, estilo de viagem e época do ano.
Para fazer as contas: vamos considerar uma viagem de 10 dias e 9 noites para um casal, com 3 noites em Miami e 6 noites em Orlando. Todos os valores deste post serão calculados a partir desse roteiro-base.
Visto Americano
Os Estados Unidos exigem visto para brasileiros. Para turismo, o visto utilizado é o B2, que atualmente custa US$ 185 (cerca de R$ 957, considerando a cotação de setembro de 2026).
O processo envolve o preenchimento do formulário, o pagamento da taxa e uma entrevista presencial no consulado ou na embaixada. E aqui entra um ponto importante no planejamento: a demanda por vistos é alta, e o agendamento da entrevista pode levar meses, em alguns casos, até cerca de um ano. Por isso, o ideal é solicitar o visto com bastante antecedência.
A própria embaixada recomenda não comprar a passagem aérea sem ter um visto válido em mãos. Para quem está solicitando o visto pela primeira vez, o processo costuma ser mais demorado. Já a renovação, na maioria dos casos, é mais simples e pode levar até seis meses para ser agendada, em períodos de alta demanda.
Passagem aérea (Brasil – Flórida)
A passagem aérea é um dos gastos que mais variam em uma viagem para a Flórida. O preço depende da cidade de origem, época do ano, antecedência da compra, companhia aérea e quantidade de escalas.
Para termos uma referência, pesquisamos voos saindo de São Paulo e do Rio de Janeiro, dois dos principais pontos de partida para os Estados Unidos no Brasil. Se o seu roteiro também combina Miami e Orlando, vale pesquisar uma passagem multidestinos, chegando por Miami e voltando por Orlando — ou vice-versa. Dependendo do preço, essa opção pode compensar por eliminar um dos deslocamentos entre as duas cidades.

Isso não significa, porém, que você precise fazer o mesmo. Se o seu roteiro inclui as duas cidades, vale pesquisar também uma passagem multidestinos, chegando por Miami e voltando por Orlando — ou vice-versa. Dependendo do preço, essa opção pode compensar por eliminar um dos deslocamentos entre as duas cidades.
Valores médios de ida e volta encontrados:
- São Paulo → Miami: cerca de R$ 3.500
- Rio de Janeiro → Miami: cerca de R$ 4.000
Vale reforçar que esses valores não significam que sair de São Paulo é sempre a melhor opção para todo mundo. Dependendo da cidade de origem (Brasília, Belém, Manaus, Fortaleza, Recife, conexões específicas ou promoções pontuais), o custo total pode mudar.
E Fort Lauderdale?
O Aeroporto de Fort Lauderdale (FLL), a cerca de 45 km de Miami, também é uma importante porta de entrada para o sul da Flórida e recebe voos diretos do Brasil. Por isso, vale sempre comparar as passagens para Miami (MIA) e Fort Lauderdale (FLL) antes de comprar. Dependendo da sua cidade de origem e das datas da viagem, Fort Lauderdale pode oferecer tarifas mais interessantes.

Hospedagem
O preço da hospedagem na Flórida varia bastante de acordo com a época do ano, localização e antecedência da reserva. Por isso, quanto antes a reserva for feita, melhor, tanto para garantir disponibilidade quanto para encontrar um valor que faça sentido dentro do orçamento.
Nossa estratégia é reservar os hotéis pelo Booking, sempre dando prioridade a opções com cancelamento gratuito. Dessa forma, é possível garantir uma hospedagem e, se aparecer um hotel melhor ou com preço mais interessante mais perto da viagem, basta cancelar e trocar a reserva — sem prejuízo.
Essa flexibilidade é especialmente importante em períodos de alta demanda, quando os preços variam bastante e novas oportunidades podem surgir.
Estimativa de custos com hospedagem
Para estimar o custo de hospedagem, os hotéis foram separados por categoria e região em Miami e Orlando, considerando uma diária para o período analisado. Em cada grupo, foram selecionados seis hotéis e, para evitar distorções, o valor mais alto e o mais baixo foram excluídos, chegando a uma média mais representativa da realidade.
Miami Beach (South Beach e Mid-Beach)
Miami Beach é uma das regiões mais procuradas por quem visita Miami, especialmente South Beach, onde estão algumas das praias e atrações mais famosas da cidade. Essa localização privilegiada também se reflete nos preços: hospedar-se por aqui costuma custar mais do que em outras regiões de Miami.

A variação de preços é grande e depende bastante da categoria do hotel, da localização e da época da viagem. Hotéis mais completos e à beira-mar entram facilmente na categoria “caprichado”, enquanto também é possível encontrar opções mais econômicas algumas quadras afastadas da praia.
As médias encontradas em Miami Beach foram:
- Hotel caprichado: média da diária em torno de US$ 540 o casal
- Hotel bom custo-benefício: média da diária em torno de US$ 260 o casal
- Hotel econômico: média da diária em torno de US$ 160 o casal
- Para as 3 noites em Miami, seriam US$ 1.620, US$ 780 ou US$ 480 no total do casal.
Downtown Miami / Brickell
Downtown Miami e Brickell têm um perfil mais urbano e corporativo, com muitos hotéis voltados também para viagens de negócios. Ainda assim, há opções em diferentes faixas de preço, desde hotéis mais simples até propriedades de luxo.

As médias encontradas para Downtown/Brickell foram:
- Hotel caprichado: média da diária em torno de US$ 480
- Hotel bom custo-benefício: média da diária em torno de US$ 270
- Hotel econômico: média da diária em torno de US$ 160
- Para as 3 noites em Miami, seriam US$ 1.440, US$ 810 ou US$ 480 no total do casal
É importante entender que esses valores não são regra. Dependendo da antecedência, da flexibilidade de datas e de promoções pontuais, é possível encontrar algo melhor.
Quer ver opções de hotéis em Miami? No post Onde ficar em Miami, você encontra um guia completo com sugestões bem localizadas e hotéis para diferentes perfis de viagem.
Agora, se o plano é viajar para Miami com crianças, vale conferir também o Onde ficar em Miami com crianças, no qual reunimos dicas práticas e hotéis que funcionam melhor para quem está viajando com os pequenos. Dá uma olhada nesses conteúdos antes de fechar sua reserva.
Orlando (International Drive)
Para calcular os custos de hospedagem em Orlando, escolhemos a International Drive, uma das regiões mais práticas para quem pretende combinar diferentes parques e também aproveitar outlets e outras atrações da cidade. A região tem uma grande oferta de hotéis e opções para diferentes orçamentos.
As médias encontradas para a International Drive foram:
- Hotel caprichado: média da diária em torno de US$ 245
- Hotel bom custo-benefício: média da diária em torno de US$ 220
- Hotel econômico: média da diária em torno de US$ 165
Para as 6 noites em Orlando, seriam US$ 1.470, US$ 1.320 ou US$ 990 no total do casal.
Vale a pena ficar dentro dos parques? Os hotéis da Disney e da Universal geralmente custam mais, mas podem incluir benefícios exclusivos relacionados aos parques. Dependendo do roteiro, essas vantagens podem compensar parte da diferença no preço da hospedagem. Falaremos mais sobre isso na seção de parques.
Quer ver opções de hotéis em Orlando? No post Onde ficar em Orlando, você encontra um guia completo com sugestões bem localizadas e hotéis para diferentes perfis de viagem.

Seguro viagem
Com as passagens compradas e a hospedagem definida, o seguro viagem entra como um item essencial no planejamento. Embora não seja obrigatório para entrar nos Estados Unidos, ele faz muita diferença no custo final — principalmente porque o sistema de saúde no país é 100% privado. Qualquer atendimento médico, mesmo simples, pode gerar gastos altos e totalmente fora do planejamento.
Além da parte médica, o seguro viagem também cobre imprevistos comuns em viagens internacionais, como atrasos ou cancelamentos de voos, extravio de bagagem e problemas com conexões.

Um ponto importante na escolha do seguro é optar por um plano que resolva tudo no ato, sem depender de reembolso. Pedir reembolso costuma ser uma dor de cabeça pós-viagem: você precisa desembolsar o dinheiro, guardar comprovantes, apresentar justificativas e lidar com burocracia depois que já voltou para casa. Um transtorno totalmente evitável ao escolher um seguro com atendimento direto.
Dica de seguro viagem
A nossa recomendação é a Seguros Promo, uma empresa brasileira que atua como comparador de seguros, facilitando a escolha da opção com melhor custo-benefício de acordo com o seu roteiro e período de viagem. Por lá, você paga em reais e ainda pode parcelar em até 12 vezes sem juros.
Para uma viagem de 10 dias aos Estados Unidos, encontramos valores em torno de:
- My Travel Assist MTA 150: R$ 240 por pessoa
- Assist Card AC 500: R$ 420 por pessoa
- Affinity 40: R$ 144 por pessoa
Para o casal, isso representa um gasto entre R$ 288 e R$ 840, dependendo do plano e das coberturas escolhidas.
Os preços dos seguros variam de acordo com fatores como idade do viajante, coberturas contratadas, duração da viagem e promoções disponíveis no momento da compra. Vale analisar com atenção e priorizar um plano que cubra tudo diretamente, evitando gastos extras e preocupações durante a viagem.
Usando o cupom IDEIASNAMALA15, é possível garantir até 15% de desconto no seguro viagem.
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Transporte: vale a pena alugar carro?
Independentemente de você esticar a viagem para outras cidades da Flórida ou ficar apenas na região do jogo, ter um carro faz toda a diferença na logística. Miami não é uma cidade pensada para pedestres. As distâncias são maiores do que parecem no mapa, o transporte público é limitado para quem quer circular além do eixo mais central e depender exclusivamente de aplicativos pode consumir tempo e dinheiro.

Em um período como a Copa do Mundo, com alta demanda e tarifas dinâmicas, os preços sobem e o deslocamento pode sair bem mais caro do que o esperado.
Com carro, você ganha:
- Liberdade para montar seus próprios horários
- Facilidade para circular entre diferentes regiões de Miami
- Praticidade para chegar aos outlets e atrações mais afastadas
- Liberdade para incluir outros destinos no roteiro
- Mais facilidade para seguir viagem de Miami para Orlando
Em Orlando, o carro também é um grande facilitador. Parques, outlets, restaurantes e outras atrações ficam espalhados pela cidade, e ter um veículo próprio torna os deslocamentos muito mais simples.
Para o roteiro que usamos como base neste post — 3 noites em Miami e 6 noites em Orlando —, vamos considerar o aluguel de carro durante os 10 dias de viagem.
Na hora de calcular esse gasto, porém, lembre-se de que a conta não termina na diária da locadora. Também é preciso incluir seguro, combustível, pedágios e estacionamentos, especialmente em Miami Beach, onde estacionar pode pesar bastante no orçamento.

Onde pesquisar aluguel de carro
Para comparar preços entre diferentes locadoras, a nossa recomendação é a Rentcars, que funciona como um buscador e permite visualizar várias opções em um único lugar. Com ele você pode pagar em reais e parcelar o total em até 12x sem juros sem cobrança de IOF.
Deixar para reservar em cima da hora pode significar pagar mais caro e encontrar menos opções disponíveis. Se quiser entender melhor como funciona o processo, vale conferir também o post Aluguel de carro em Miami, onde detalhamos tudo o que você precisa saber antes de reservar.
Quanto custa alugar carro na Flórida?
Para ter uma referência de valores, fizemos uma pesquisa na Rentcars para aluguel de carro em Miami. Na categoria econômica, encontramos diárias a partir de R$ 220, com opções entre aproximadamente R$ 220 e R$ 270 por dia.
Para os 10 dias de viagem considerados neste post, isso representa um gasto de aproximadamente:
- R$ 2.200 a R$ 2.700 pelo aluguel do carro
Os valores podem variar bastante de acordo com as datas da viagem, antecedência da reserva, categoria do veículo, locadora escolhida e proteções incluídas. As referências apresentadas aqui servem como base para estimar o orçamento da viagem.
Vale lembrar que essa conta considera apenas a locação. Combustível, pedágios e estacionamentos também precisam entrar no orçamento da viagem.
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Ingressos e passeios
Aqui fizemos uma simulação de um roteiro possível de 10 dias em Miami e Orlando.
Passeios pagos em Miami
Miami vai muito além das praias, mas isso não significa que você precise gastar uma fortuna com atrações. Para manter nossa estimativa coerente com os 3 dias em Miami considerados neste post, selecionamos apenas os passeios pagos que entram no nosso roteiro de Miami.
- Wynwood Walls: US$ 12 por pessoa
- Vizcaya Museum and Gardens: US$ 20 por pessoa
- Bill Baggs Cape Florida State Park: US$ 8 por veículo
Para um casal fazendo as duas atrações pagas e dividindo o mesmo carro, o gasto fica em torno de US$ 72 no total, ou US$ 36 por pessoa.


Parques e passeios em Orlando
Os parques são um dos maiores gastos de uma viagem a Orlando — e também uma das partes mais difíceis de estimar, já que existem diferentes combinações de ingressos e os preços variam de acordo com o parque e a data da visita.
É tentador querer aproveitar cada dia para conhecer um parque diferente, especialmente em uma primeira viagem a Orlando. Mas fazer seis dias seguidos de parques pode deixar a viagem bastante cansativa, além de aumentar muito o orçamento.
Para a nossa viagem de 6 dias em Orlando, vamos considerar 4 dias de parques e 2 dias livres, que podem ser usados para conhecer outros cantinhos da cidade, fazer compras ou simplesmente desacelerar um pouco.
Uma divisão possível seria:
- Dia 1: parque
- Dia 2: parque
- Dia 3: Celebration + Disney Springs
- Dia 4: parque
- Dia 5: parque
- Dia 6: compras
A escolha dos parques vai depender do perfil de cada viajante. A seguir, vamos calcular algumas possibilidades de ingressos para você ter uma ideia de quanto reservar para essa parte da viagem.

Quanto custam os parques de Orlando?
Para calcular os gastos da nossa viagem, vamos considerar quatro dias de parques, divididos entre Disney e Universal:
- Magic Kingdom: ingresso a partir de US$ 119
- Hollywood Studios: ingresso a partir de US$ 119
- Universal Studios Florida: ingresso a partir de US$ 124
- Universal Epic Universe: ingresso a partir de US$ 139
- Considerando os valores iniciais, são US$ 501 por pessoa, ou US$ 1.002 para o casal, antes dos impostos.
Como os parques trabalham com preços que variam conforme a data da visita, use esses valores apenas como referência. O preço exato deve ser consultado para os dias da sua viagem.
Nos outros dois dias do roteiro, nossa sugestão é combinar Celebration + Disney Springs, sem gastos com ingressos, e reservar um dia para compras nos outlets.
Quanto o casal vai gastar com passeios e atrações?
Considerando o roteiro de 3 dias em Miami + 6 dias em Orlando, o casal gastará aproximadamente:
- Ingressos e atrações em Miami: US$ 64
- Ingressos dos parques de Orlando: US$ 1.002
- Estacionamentos: US$ 184
- Total de atrações e estacionamentos: US$ 1.250 para o casal
Essa estimativa considera as atrações pagas e os quatro dias de parques incluídos no nosso roteiro-base. Passeios gratuitos, como Celebration e Disney Springs, não acrescentam custos com ingressos.
Também não incluímos aqui os gastos do dia de compras, já que esse valor varia completamente de pessoa para pessoa. Mais adiante, temos uma seção específica para te ajudar a estimar quanto reservar para compras nos Estados Unidos. Afinal, não dá para estimar quanto cada viajante pretende gastar nos outlets.

Alimentação
Os gastos com alimentação variam bastante de acordo com o estilo de cada viajante. Miami tende a ter preços mais altos em regiões turísticas, enquanto em Orlando é importante considerar que, nos dias de parque, refeições, bebidas e lanches podem pesar bastante no orçamento.
Como referência, considere:
- Café ou bebida quente: cerca de US$ 4 a US$ 6
- Combo de fast-food: cerca de US$ 10 a US$ 15
- Refeição rápida ou casual: cerca de US$ 15 a US$ 25 por pessoa
- Refeição em restaurante: cerca de US$ 30 a US$ 50 por pessoa
- Refeição rápida nos parques: cerca de US$ 15 a US$ 25 por pessoa
- Snacks e bebidas nos parques: cerca de US$ 5 a US$ 10 por item
Para uma viagem como a nossa, uma estimativa razoável é reservar cerca de US$ 60 a US$ 80 por pessoa por dia para alimentação, misturando refeições rápidas, restaurantes e compras de mercado.
Para o casal durante os 10 dias de viagem, isso representa aproximadamente US$ 1.200 a US$ 1.600. em áreas muito turísticas.
Como economizar com alimentação nos parques
Uma das formas mais fáceis de reduzir esse gasto é passar no supermercado (como Walmart ou Target) no início da viagem e comprar água, frutas, barrinhas, sanduíches e outros lanches para levar durante o dia. Os parques permitem a entrada de determinados alimentos e bebidas trazidos pelos visitantes, desde que sejam respeitadas as regras de cada complexo.
Além de economizar, essa estratégia é prática: os dias de parque são longos e você não precisa comprar alguma coisa toda vez que bater aquela fome entre uma atração e outra.
Outra boa ideia é escolher hotéis com café da manhã incluído ou quartos com frigobar e micro-ondas, o que permite substituir algumas refeições por opções compradas no mercado.
Vale lembrar que, nos Estados Unidos, impostos e gorjetas nem sempre aparecem no preço indicado no cardápio. Em restaurantes com serviço à mesa, esse custo adicional também precisa entrar no orçamento.

Compras: quanto considerar no orçamento?
Para muitos brasileiros, viajar para a Flórida significa também reservar um espaço na mala — e no orçamento — para compras. E esse é um gasto que varia completamente de pessoa para pessoa: pode representar algumas lembrancinhas ou facilmente se transformar em um dos maiores custos da viagem.
Miami é conhecida pelos seus shoppings e outlets, como Sawgrass Mills, Dolphin Mall e Aventura Mall. Já em Orlando, dois dos endereços mais procurados são o Orlando International Premium Outlets e o Orlando Vineland Premium Outlets. Lojas como Walmart, Target e Ross também costumam entrar no roteiro para itens do dia a dia, lembranças e compras mais simples.

Quanto você pretende gastar?
Essa é a pergunta mais importante para incluir as compras no orçamento da viagem — e não existe uma resposta padrão.
Antes de embarcar, faça uma lista do que pretende comprar e pesquise os preços nos sites das lojas. Se a ideia for investir em eletrônicos, por exemplo, já dá para ter uma boa referência: um iPad básico custa a partir de US$ 350, enquanto notebooks mais simples podem ser encontrados na faixa dos US$ 350 a US$ 500, dependendo da marca e das configurações.
Para roupas e calçados, vale fazer a mesma pesquisa antes de ir aos outlets. Encontrar uma placa enorme anunciando desconto não significa necessariamente que aquele produto está barato. Ter uma referência de preço ajuda a identificar se a promoção realmente vale a pena.

Atenção ao imposto (sales tax)
Aqui há uma diferença importante em relação ao Brasil: nos Estados Unidos, o imposto sobre vendas não está incluído no preço mostrado na etiqueta. Ele é acrescentado somente na hora do pagamento.
Na Flórida, o sales tax estadual é de 6%, mas os condados podem acrescentar impostos locais. Nos dois destinos do nosso roteiro, atualmente funciona assim:
- Miami-Dade County: cerca de 7% no total
- Orange County (Orlando): cerca de 6,5% no total
Na prática, se você encontrar um produto marcado por US$ 1.000, não vai pagar apenas US$ 1.000 no caixa. Em Miami, por exemplo, o valor final ficaria em torno de US$ 1.070; em Orlando, aproximadamente US$ 1.065. Por isso, ao pesquisar os preços antes da viagem, acrescente cerca de 7% ao valor encontrado. É uma margem simples que ajuda a evitar surpresas na hora de pagar.
Como os gastos com compras são totalmente pessoais, não vamos incluí-los no valor final da nossa viagem de 10 dias. Faça sua lista, estime os preços já considerando os impostos e acrescente esse valor ao orçamento final da viagem.pras.
Chip internacional: internet desde o desembarque
Ter internet funcionando assim que o avião pousa facilita — e muito — a logística da viagem. É o que permite usar o GPS, acessar reservas e ingressos dos parques, consultar horários, fazer pagamentos e resolver qualquer imprevisto sem depender de Wi-Fi público.
Comprar um chip internacional ou eSIM ainda no Brasil é uma das opções mais práticas. Você já embarca com tudo resolvido e chega aos Estados Unidos conectado.
Uma alternativa que usamos e recomendamos é a O Meu Chip, que oferece planos de internet para os Estados Unidos, inclusive opções com dados ilimitados. Para uma viagem de 10 dias, considere aproximadamente US$ 40 a US$ 50 por linha, dependendo do plano escolhido.
Para o nosso cálculo, vamos usar US$ 45 por pessoa, ou US$ 90 para o casal. Se apenas uma pessoa contratar o plano e compartilhar a conexão, é possível reduzir esse gasto, mas vale conferir as regras de tethering do plano escolhido antes da compra.
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Outros gastos para considerar na Flórida
Além de passagem, hospedagem, carro, alimentação e ingressos, existem algumas despesas do dia a dia que também precisam entrar no orçamento. São valores menores individualmente, mas que, somados ao longo dos 10 dias de viagem, podem fazer diferença na conta final.
Gorjetas (tips)
Nos Estados Unidos, a gorjeta faz parte da cultura de serviços. Em restaurantes com serviço à mesa, considere cerca de 18% a 20% sobre o valor da conta antes dos impostos. A gorjeta pode ser paga em dinheiro ou acrescentada ao pagamento no cartão. Nesse caso, o recibo ou a maquininha normalmente oferece a opção de escolher ou preencher o valor da tip.
Além dos restaurantes, também é comum dar gorjeta para:
- Camareiras: cerca de US$ 2 a US$ 5 por dia
- Manobristas: cerca de US$ 2 a US$ 5 ao retirar o carro
- Carregadores de malas: cerca de US$ 2 a US$ 3 por mala
Dica importante: Em Miami, a gorjeta automática nos restaurantes é muito comum. Confirme se a taxa já foi cobrada para não pagar o valor duas vezes. Verifique se “Gratuity” ou “Service Charge (srvchg)” já foi somado antes de adicionar mais.
Para o orçamento da viagem, vale reservar uma pequena margem para essas despesas, especialmente se você pretende fazer várias refeições em restaurantes com serviço à mesa.

Pedágios
Os valores individuais costumam ser baixos, variando de centavos a poucos dólares por trecho, mas podem aparecer várias vezes ao longo da viagem. Além disso, muitas rodovias utilizam cobrança eletrônica, sem cabine para pagamento em dinheiro.
Nos carros alugados, os pedágios podem ser cobrados posteriormente pela locadora, que pode acrescentar uma taxa administrativa ao valor utilizado.
Depois de definir o roteiro, pesquise os pedágios previstos nos seus deslocamentos e confira como a sua locadora faz essa cobrança. Com essa informação, dá para comparar o custo de pagar os pedágios utilizados com o valor dos pacotes de pedágio ilimitado oferecidos no balcão.
Para uma viagem como a nossa, em que o carro será usado por 10 dias, não contrate o pacote automaticamente. Faça as contas antes: dependendo do roteiro e das condições da locadora, pagar apenas pelos pedágios avulsos (para a própria locadora) pode sair bem mais barato.
Estacionamento
Estacionamento é outro custo que varia bastante conforme a cidade e o tipo de atração.
- Em outlets e muitos shoppings, o estacionamento costuma ser gratuito.
- Em hotéis, o estacionamento pode ser gratuito ou cobrado à parte. Antes de reservar, confira a política e o valor da diária do estacionamento e inclua esse gasto no orçamento da hospedagem.
- Em Miami Beach, Downtown e Brickell, estacionar pode pesar bastante no orçamento. Sempre verifique as tarifas antes de sair com o carro.
- Nos parques da Disney, consideramos US$ 35 por carro/dia para o estacionamento padrão.
- Nos parques da Universal, consideramos US$ 53 por carro/dia.
- No Bill Baggs Cape Florida State Park, em Miami, consideramos US$ 8 por veículo.
No nosso roteiro, com 2 dias de Disney + 2 dias de Universal + Bill Baggs, são US$ 184 em estacionamentos de atrações. Esse valor já foi incluído na nossa estimativa de gastos com ingressos e passeios.
Ao escolher um hotel, não compare apenas o valor da diária. Um hotel aparentemente mais barato pode deixar de ser um bom negócio depois de acrescentar vários dias de estacionamento.

Gasolina
O gasto com combustível depende principalmente da distância percorrida e do consumo do carro. Para o nosso roteiro de 10 dias entre Miami e Orlando, vamos considerar um carro econômico, com consumo médio de aproximadamente 12 km/l.
Além dos deslocamentos dentro das duas cidades, a viagem inclui o trecho de Miami a Orlando de carro, com cerca de 380 km. Considerando também os trajetos até parques, outlets, praias e outras atrações, é razoável estimar cerca de 1.000 a 1.200 km rodados durante a viagem.
Nos Estados Unidos, a gasolina é vendida por galão — 1 galão americano equivale a 3,785 litros — e o preço na Flórida gira atualmente em torno de US$ 3 por galão. Com essas referências, o gasto estimado com combustível fica entre US$ 65 e US$ 80 para os 10 dias de viagem.
Para facilitar nossa conta final, vamos considerar US$ 80 de combustível para o casal.

Para facilitar o cálculo do seu roteiro, você pode usar ferramentas online como o Omni Calculator. Basta inserir a distância que pretende percorrer, o consumo médio do carro e o valor do galão americano, que o site calcula automaticamente o gasto estimado com combustível.
Dicas para Economizar
- Evite abastecer perto dos aeroportos: os postos nas regiões dos aeroportos de Miami e Orlando podem ter preços mais altos.
- Compare os preços: aplicativos como o GasBuddy ajudam a encontrar postos mais baratos próximos à sua localização.
- Confira a política de combustível da locadora: se o contrato exigir a devolução com o tanque cheio, abasteça antes de entregar o carro. A cobrança da locadora pelo combustível que falta costuma ser mais cara.
Quanto custa viajar para a Flórida?
A resposta mais curta é: depende do seu perfil de viajante. Mas, para resumir tudo o que vimos até aqui e chegar a uma estimativa realista, vamos considerar o seguinte cenário:
- 10 dias e 9 noites de viagem
- 2 adultos
- 3 noites em Miami + 6 noites em Orlando
- Hotéis de bom custo-benefício
- Passagem aérea saindo de São Paulo
- Carro alugado durante os 10 dias
- 4 dias de parques em Orlando
- Passeios pagos incluídos no nosso roteiro de Miami
- Alimentação média de US$ 70 por pessoa/dia
- Dólar a aproximadamente R$ 5,18
Agora vamos colocar tudo na ponta do lápis.

Gastos do casal
- Passagens aéreas: R$ 7.000
- Visto americano: US$ 370 ≈ R$ 1.917
- Hospedagem em Miami (3 noites): US$ 780 ≈ R$ 4.040
- Hospedagem em Orlando (6 noites): US$ 1.320 ≈ R$ 6.838
- Aluguel do carro por 10 dias: R$ 2.450
- Combustível: US$ 80 ≈ R$ 414
- Seguro viagem: cerca de R$ 480
- Ingressos, atrações e estacionamentos: US$ 1.250 ≈ R$ 6.475
- Alimentação: US$ 1.400 ≈ R$ 7.252
- Internet: US$ 90 ≈ R$ 466
Total estimado da viagem para o casal: R$ 37.332
Dividindo esse valor entre os dois viajantes, chegamos a aproximadamente: R$ 18.666 por pessoa para uma viagem de 10 dias pela Flórida.
Esse valor considera uma viagem confortável, mas sem luxo, combinando Miami e Orlando, carro durante toda a estadia e quatro dias de parques.
O que não entrou nessa conta?
Alguns gastos são pessoais ou variam demais para que possamos estabelecer uma média confiável. Por isso, não incluímos compras, gorjetas, pedágios e estacionamento dos hotéis. O estacionamento das atrações e dos parques previstos no roteiro, por outro lado, já está incluído no valor acima.
Alguns dos valores que entraram na nossa conta podem diminuir — ou até desaparecer — dependendo do seu perfil e das escolhas da viagem:
- Visto americano: se você já tem um visto válido, retire aproximadamente R$ 1.917 da conta do casal.
- Passagem aérea: promoções ou uso de milhas podem reduzir bastante esse gasto.
- Hospedagem: escolher hotéis mais econômicos pode diminuir o orçamento, enquanto hotéis mais sofisticados aumentam o valor final.
- Parques: fazer menos dias de parques reduz tanto o gasto com ingressos quanto com estacionamento.
- Alimentação: supermercado, lanches levados para os parques e refeições mais simples ajudam a diminuir a média diária.
- Internet: o casal pode contratar apenas um plano e compartilhar a conexão, caso o plano permita.
- Carro: promoções e categorias mais econômicas podem reduzir o valor da locação.
Da mesma forma, hotéis mais sofisticados, mais dias de parques, refeições em restaurantes, compras e outras atrações podem aumentar bastante o orçamento final. Use essa conta como ponto de partida e adapte os valores ao seu estilo de viagem.

E aí, curtiu nossas dicas de Quanto custa viajar para a Flórida? Ficou com alguma dúvida? Deixe nos comentários.
Esse conteúdo é uma parceria com o Visit Florida

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