O que fazer em Creta: roteiro completo de 7 dias
O que fazer em Creta é uma das principais dúvidas de quem começa a planejar uma viagem pela maior ilha da Grécia. Com praias de águas cristalinas, cidades históricas, sítios arqueológicos, montanhas e uma gastronomia deliciosa, Creta oferece atrações suficientes para passar semanas explorando cada cantinho.
Neste texto, compartilho o roteiro em Creta que fiz durante sete dias de viagem — sendo cinco dias inteiros dedicados aos passeios. Ao longo do caminho, conheci algumas das praias mais famosas da ilha, experimentei a culinária local, visitei fábricas de azeite e descobri lugares que nem sempre aparecem nos roteiros tradicionais.

Além do passo a passo do meu roteiro, você também vai encontrar dicas sobre onde ficar, como chegar, a melhor época para visitar Creta, como se locomover pela ilha e sugestões para adaptar o itinerário caso tenha mais ou menos tempo disponível. Se você está planejando conhecer esse pedaço da Grécia, este guia vai ajudar a organizar uma viagem prática e aproveitar ao máximo os dias na maior ilha do país.
Creta: praias, ruínas minoicas e sabores venezianos na maior ilha da Grécia
Localizada entre os mares Egeu e Líbio, a cerca de 100 km ao sul da Grécia continental, Creta tem mais de 260 km de extensão. A ilha reúne praias de águas cristalinas, cidades históricas, montanhas, sítios arqueológicos e uma gastronomia marcada pelo encontro de diferentes culturas. Além dos sabores típicos do Mediterrâneo, a culinária local preserva influências dos períodos veneziano e otomano, perceptíveis no uso de especiarias, ervas, carnes, doces e receitas tradicionais que fazem parte da identidade da ilha.
No oeste ficam algumas das praias mais famosas da Grécia, como Balos e Elafonissi, enquanto o centro concentra importantes sítios arqueológicos, como o Palácio de Cnossos. Já o leste oferece um ritmo mais tranquilo, com pequenas enseadas, vilarejos e áreas menos movimentadas.
Além da diversidade de cenários, Creta também ocupa um lugar importante na história. Foi o berço da civilização minoica, considerada a primeira grande civilização da Europa, e preserva vestígios que ajudam a entender como esse povo viveu há milhares de anos.

Mesmo sendo um dos destinos mais visitados pelos europeus durante o verão, Creta ainda aparece pouco nos roteiros de muitos brasileiros, que costumam priorizar ilhas como Santorini e Mykonos. Quem decide explorar a ilha encontra estradas cênicas, pequenas cidades cheias de personalidade, praias completamente diferentes entre si e uma combinação rara de natureza, história e tradições locais.
Nesse post você vai ver:
Planejamento antes de viajar
Tudo o que você precisa saber para planejar seu roteiro em Creta.
Como chegar em Creta
Por ser a maior ilha da Grécia, Creta conta com boa oferta de voos e conexões marítimas. A forma mais rápida de chegar é de avião, mas as balsas também são uma ótima opção para quem pretende incluir outras ilhas gregas no roteiro.
De avião
Não existem voos diretos do Brasil para Creta e, como também não há voos diretos entre Brasil e Atenas, nem sempre a capital grega é a melhor porta de entrada para a ilha. Uma alternativa prática é fazer apenas uma conexão em um dos principais hubs europeus, como Lisboa, Madri, Roma, Paris, Frankfurt ou Zurique. Durante a alta temporada, diversas companhias aéreas operam voos para Creta a partir dessas cidades.
A ilha possui dois aeroportos internacionais:
- Heraklion (HER): principal aeroporto de Creta, com maior oferta de voos e, em muitos casos, tarifas mais competitivas.
- Chania (CHQ): localizado no oeste da ilha, é uma excelente opção para quem pretende explorar Balos, Elafonissi e Falassarna logo nos primeiros dias da viagem.
Eu desembarquei e retornei pelo aeroporto de Heraklion, que normalmente oferece mais opções de voos. Apesar de Chania ficar a cerca de 142 km (2h30 de carro), essa foi a opção que fez mais sentido para o meu roteiro. Ainda assim, vale a pena comparar os preços das passagens para Chania, principalmente se você pretende explorar o oeste da ilha.

De balsa
Se você já está viajando pelas ilhas gregas, a balsa pode ser uma excelente alternativa para chegar a Creta. As rotas mais populares partem de Santorini, com travessias que levam 1h30 nos ferries rápidos. Também existem ligações com outras ilhas do arquipélago das Cíclades, como Mykonos, Paros, Naxos, Milos e Ios, embora nem todas operem diariamente ou durante todo o ano.
Também há balsas entre Atenas (porto de Pireu) e Creta. Apesar de serem muito utilizadas pelos moradores locais, a viagem dura entre 8 e 10 horas (ou mais, dependendo da embarcação). Para quem está vindo do Brasil e dispõe de poucos dias, o avião é a melhor escolha. Além de o voo durar apenas cerca de 45 minutos, as passagens costumam ter preços competitivos quando compradas com antecedência.
Melhor época para visitar Creta
Para quem quer aproveitar muito as praias, com o mar mais quente, a melhor época para visitar Creta vai de junho a setembro, quando as temperaturas são mais altas, raramente chove e a água está mais agradável para banho.
Eu visitei a ilha na segunda quinzena de maio e achei o período excelente. Peguei dias ensolarados, com temperaturas na casa dos 27 °C, ótimas para curtir as praias e fazer passeios, sem o movimento intenso do verão europeu. A água do mar, no entanto, ainda não estava quente. Era aquele primeiro mergulho que dá um choque térmico, mas depois o corpo se acostuma e fica bem confortável.
Em maio, os dias são agradáveis, mas depois do pôr do sol faz um friozinho, principalmente na região do Porto Veneziano de Chania, onde estão muitos dos restaurantes e bares. Vale a pena colocar um casaco leve na mala.

Julho e agosto correspondem ao auge do verão e é alta temporada em Creta. Nessa época, o mar está mais quente, os dias são mais longos e praticamente não chove. Em compensação, a ilha recebe muito mais turistas e os preços de hospedagem costumam ser mais altos.
O inverno vai de novembro a março. É um período frio e chuvoso, quando muitos hotéis, restaurantes e passeios turísticos reduzem o funcionamento ou fecham durante a baixa temporada.
Quantos dias ficar em Creta?
Creta é uma ilha grande, então não subestime as distâncias. Mesmo tendo Chania como base, como eu fiz, as praias mais famosas ficam a cerca de 1 hora de carro — ou mais — do centro da cidade. Por isso, embora muita gente tente encaixar a ilha em poucos dias durante uma viagem pela Grécia, o ideal é explorar Creta por regiões.
Na minha opinião, 5 dias inteiros é o mínimo para conhecer a ilha. Nesse período, vale a pena concentrar o roteiro na região de Chania, explorando com calma o oeste de Creta, onde ficam algumas das praias mais famosas da Grécia.
Se você tiver 7 dias inteiros, vale a pena dividir a viagem entre duas bases: Chania e Heraklion ou Chania e Rethymno. Assim, além de explorar as praias do oeste da ilha, você consegue visitar o Palácio de Cnossos, conhecer Preveli Beach — uma das praias mais diferentes de Creta — e explorar outras atrações da região sem precisar fazer deslocamentos tão longos.
Com 10 dias inteiros, o roteiro fica ainda mais completo. Além de Chania, Heraklion e Rethymno, você pode seguir até Agios Nikolaos e explorar com mais calma o leste da ilha.

Como se locomover
Alugue um carro. Essa é, sem dúvida, a melhor forma de explorar Creta. A ilha é grande, as praias ficam espalhadas por diferentes regiões e os principais pontos turísticos estão distantes uns dos outros. Com um carro, você tem liberdade para montar o próprio roteiro, fazer paradas pelo caminho e aproveitar cada lugar no seu ritmo.
Até existe transporte público entre as principais cidades, mas ele não atende bem quem quer conhecer as praias mais famosas da ilha. Sem carro, você ficará limitado aos horários dos ônibus ou precisará contratar passeios em grupo, que costumam sair mais caros e deixam pouco tempo livre em cada parada.
Dirigir em Creta é bem fácil, pois as estradas são boas e grande parte dos deslocamentos acontece por rodovias bem conservadas, com paisagens incríveis ao longo do caminho. Para alugar carros, uso e recomendo o site Rent Cars, um comparador de preços que identifica o melhor custo x benefício para sua viagem. Dá pra pagar em reais, além de parcelar sem juros.
Onde ficar em Creta
Escolher bem a região onde se hospedar faz toda a diferença em Creta. Como a ilha tem mais de 260 quilômetros de extensão, trocar de hotel durante a viagem pode ser uma boa estratégia para reduzir o tempo na estrada.
Abaixo, explico as principais regiões da ilha e para quem cada uma delas é mais indicada.
Chania: a melhor base para a primeira viagem
Se é a sua primeira vez em Creta, eu escolheria Chania (pronuncia Raniá) sem pensar duas vezes. A cidade fica próxima de algumas das praias mais famosas de Creta, como Balos, Elafonissi, Falassarna e Seitan Limania e, também, concentra uma excelente oferta de hotéis, restaurantes e bares.
Me hospedei por lá na minha viagem e achei a cidade uma ótima base para explorar o oeste da ilha.

Melhores hotéis em Chania
Hotéis caprichados
- Ambassadors Residence: é um hotel boutique charmoso à beira do Porto Veneziano, com quartos elegantes e vista privilegiada para o mar. É uma excelente escolha para quem quer viver a atmosfera histórica de Chania com sofisticação.
- Serenissima Boutique Hotel: Instalado em uma mansão veneziana restaurada, combina arquitetura histórica com design contemporâneo. A localização, em uma rua tranquila do centro histórico, permite explorar Chania a pé.
- Monastery Estate Venetian Harbor: une o charme de um edifício histórico ao conforto de um hotel boutique moderno. A poucos passos do Porto Veneziano, oferece uma experiência sofisticada.
- Cretan Renaissance: em uma elegante construção veneziana de frente para o Porto Antigo, oferece algumas das vistas mais bonitas de Chania. Com poucos quartos e atendimento atencioso, uma hospedagem charmosa e cheia de personalidade.
Hotéis com bom custo x benefício
- Central City Hotel: uma ótima opção para quem quer se hospedar no coração de Chania sem gastar uma fortuna. Com quartos modernos e localização estratégica, permite explorar o centro histórico e o Porto Veneziano caminhando.
- Hotel Filoxenia: oferece um excelente custo-benefício em uma região tranquila, a poucos minutos a pé do centro histórico.
- Shalom Luxury Rooms: combina design moderno, poucos quartos e uma localização privilegiada no centro histórico de Chania. Uma hospedagem charmosa e intimista, com tudo ao alcance de uma caminhada.
- Monte Vardia: perfeito para quem viaja de carro e prefere uma hospedagem tranquila, longe da movimentação do centro. Com vista para a cidade e o mar, oferece quartos confortáveis e fácil acesso tanto às praias quanto ao centro histórico.
- Chrispy City Living: oferece apartamentos modernos e bem equipados, ideais para quem busca mais espaço e autonomia durante a viagem. A localização facilita tanto os passeios pelo centro de Chania quanto os deslocamentos para conhecer outras praias da região.
Hotéis econômicos
- Cocoon City Hostel: é uma das melhores opções econômicas de Chania, com ambiente moderno, áreas comuns agradáveis e ótima localização perto do centro.
- Chania Hostel Youth 18-50: é uma alternativa simples e acessível para mochileiros e viajantes que priorizam localização e economia.
- Boho City Hostel: combina decoração descolada, quartos confortáveis e uma localização excelente para conhecer o centro histórico a pé. É uma ótima escolha para quem busca um hostel moderno e bem cuidado.
Heraklion
Heraklion é a capital e a maior cidade de Creta, além de abrigar o principal aeroporto da ilha. É também a porta de entrada para o principal sítio arqueológico do destino: o Palácio de Cnossos, além do excelente Museu Arqueológico de Heraklion.
Apesar da localização estratégica, Heraklion tem um perfil mais urbano e, na minha opinião, é menos charmosa do que Chania para se hospedar.
Minha sugestão é aproveitar a passagem pela cidade para visitar o Palácio de Cnossos e o Museu Arqueológico. Se você desembarcar em Heraklion, faça as visitas antes de seguir viagem para Chania. Já na volta, caso o roteiro continue até Agios Nikolaos, vale a pena fazer essa parada no caminho. O trajeto entre Chania e Agios Nikolaos leva cerca de 3 horas de carro, e Heraklion fica praticamente na metade do percurso, sendo um ótimo lugar para descansar da viagem antes de seguir para o leste da ilha.
Rethymno
Localizada entre Chania e Heraklion, Rethymno preserva um dos centros históricos mais charmosos de Creta, com influência veneziana e otomana, ruas estreitas repletas de restaurantes, cafés e pequenas lojas. É uma cidade agradável para explorar sem pressa.
Em um roteiro de apenas cinco dias inteiros, eu não mudaria de base para ficar em Rethymno. Na minha opinião, faz mais sentido se hospedar em Chania e aproveitar o oeste da ilha, onde estão as praias mais famosas de Creta.
Já se você tiver entre 7 e 10 dias inteiros, vale a pena incluir a região de Rethymno no roteiro. Além da cidade, você pode conhecer Preveli Beach, uma das praias mais bonitas de Creta, famosa pelo rio cercado por palmeiras que deságua no mar. É uma paisagem bem diferente do restante da ilha e uma ótima opção para quem gosta de cenários mais naturais.
Lassithi: para quem tem mais tempo na ilha
Localizada no extremo leste de Creta, a região de Lassithi costuma ficar de fora dos roteiros mais curtos, mas recompensa quem tem alguns dias extras para explorar a ilha.
O principal destino da região é Agios Nikolaos, uma charmosa cidade litorânea construída ao redor do Lago Voulismeni e de uma marina repleta de bares, cafés e restaurantes. Com um clima descontraído, ruas agradáveis para caminhar e um movimento animado no fim da tarde e à noite, a cidade é uma excelente base para conhecer o leste de Creta.
Se o seu roteiro tiver entre 7 e 10 dias inteiros — ou mais — vale a pena incluir essa região. Aproveite também para visitar o pequeno vilarejo de Plaka, de onde saem os barcos para a ilha de Spinalonga e que oferece uma das vistas mais bonitas da costa leste de Creta.
Roteiro de 7 dias em Creta
Nosso roteiro teve 7 dias no total, mas apenas 5 dias completos para passeios. O primeiro dia foi dedicado ao desembarque em Heraklion, retirada do carro e deslocamento até Chania. Já no último dia retornamos a Heraklion para embarcar na balsa com destino a Santorini. Na prática, foram cinco dias inteiros explorando o oeste de Creta, um tempo que considero o mínimo para conhecer a região sem pressa.
Dia 1: Chegada em Creta e viagem até Chania
Chegamos ao aeroporto de Heraklion por volta das 9h30 da manhã. Se puder escolher o assento no avião, sente-se do lado esquerdo, pois um pouco antes do pouso, a vista da costa de Creta encontrando o mar é linda.

Retiramos o carro alugado e seguimos viagem para Chania. São 142 km, percorridos em cerca de 2h20. Depois de sair da região urbana de Heraklion, a estrada revela um dos primeiros encantos da ilha, com trechos que acompanham o mar e oferecem vistas maravilhosas.
Ao chegar em Chania, o GPS nos confundiu um pouco e demoramos mais do que o esperado para encontrar o hotel. Felizmente, conseguimos fazer o early check-in sem custo, descansamos um pouco e seguimos para o nosso primeiro almoço na ilha. Escolhemos o restaurante Nalu Chania, no Porto Veneziano de Chania (Old Venetian Harbour), de frente para o mar e com vista para a fortaleza. Foi uma excelente primeira refeição na ilha.
Pedimos tzatziki, um tradicional molho de iogurte com pepino e alho, além de dolmades, folhas de uva recheadas com arroz, carne e ervas, muito parecidas com o charuto de folha de uva da culinária árabe. Para o prato principal, escolhemos um peixe frito fresquíssimo.
Uma das coisas que mais gostei em Creta foi justamente a gastronomia. Como comentei no início deste roteiro, a ilha recebeu forte influência do período otomano, e isso aparece em diversos pratos, que lembram bastante a culinária do Mediterrâneo Oriental e do Oriente Médio, e eu tenho descendência libanesa. Ao mesmo tempo, os peixes e frutos do mar frescos dão um toque tipicamente grego às refeições.

Depois do almoço, seguimos caminhando pelo Porto Veneziano de Chania até a Porta Sabbionara, uma das antigas entradas das muralhas venezianas e um dos poucos acessos originais que permanecem preservados. Hoje, o espaço abriga pequenas exposições temporárias de arte e cultura, então vale a pena entrar para conhecer.
Continuamos o passeio até a Antiga Casa da Guarda do Porto Veneziano (Chania Venetian Harbor Guardhouse). Ao lado dela, em um acesso dentro do estacionamento, encontramos uma pequena praia de pedras. Não é um lugar procurado para banho — havia apenas um rapaz pescando por lá —, mas eu estava doida para colocar os pés no mar. Aproveitei a oportunidade para sentir a temperatura da água pela primeira vez. Eu adoro o mar e sempre tenho a sensação de que ele está me chamando.
Dica de estacionamento: ao lado da Antiga Casa da Guarda do Porto Veneziano existe um estacionamento pago que, durante os dias em que estive em Chania, sempre tinha vagas disponíveis. Ele é mais caro do que estacionar na rua, mas é uma ótima alternativa quando o centro histórico está cheio.
Se optar por estacionar na rua, procure um dos parquímetros para fazer o pagamento. É possível pagar diretamente na máquina (que possui opção em inglês) ou escanear o QR Code disponível no equipamento para baixar o aplicativo e pagar pelo celular. Quem paga na máquina deve deixar o comprovante visível sobre o painel do carro; no aplicativo, isso não é necessário.
Dia 2: Balos e Gramvousa
O segundo dia amanheceu com sol e decidimos fazer o passeio até Balos e Gramvousa. Existem duas formas de chegar a Balos: de carro ou de barco.

Nas minhas pesquisas vi que, de carro, os 8 km finais são por uma estrada de terra bem ruim, cheia de pedras. Dá para fazer com carro comum, mas é preciso ir bem devagar. Com um 4×4, o trajeto é muito mais tranquilo. Depois, você deixa o carro em um estacionamento improvisado e desce uma trilha de cerca de 25 minutos até a praia (lembre-se de que, na volta, terá que subir tudo de novo!). A vantagem é contemplar a vista incrível do alto (mas indo de barco dá pra fazer a trilha também!). A desvantagem é que esse roteiro não inclui Gramvousa.
Nós optamos pelo passeio de barco. Também existem duas formas de fazer esse passeio. Você pode alugar um barco no Porto Veneziano de Chania (com ou sem skipper) ou embarcar em um dos passeios de barco que saem do porto de Kissamos. Nós escolhemos essa segunda opção.
O caminho entre Chania e Kissamos já faz parte do passeio. A estrada acompanha boa parte do litoral e rende vistas lindíssimas. No trajeto, faça uma parada na pequena Igreja de Agios Georgios, construída na rocha e de frente para o mar. Ela é pequena, diferente e merece alguns minutos da sua viagem.



Ao chegar ao porto de Kissamos, há um estacionamento gratuito em uma área de terra. Como viajei em maio, ainda era baixa temporada, consegui comprar o ingresso na hora pelo mesmo valor cobrado no GetYourGuide. Na alta temporada, eu compraria com antecedência, já que a procura aumenta bastante. Você pode comprar o passeio com almoço incluído, mas, como li várias avaliações dizendo que não compensava, levamos nosso próprio lanche, água e deixamos para comprar apenas as bebidas no barco. A maioria dos europeus fez exatamente a mesma coisa.
O barco tem uma estrutura excelente, com restaurante, bar e uma área interna cheia de sofás e mesas, que permanecia lotada durante praticamente todo o passeio. Nós preferimos ficar na área externa, em mesas grandes de madeira, aproveitando o visual durante toda a navegação. Os avisos são feitos em grego, inglês, francês e espanhol.
O tom de azul do mar grego nas águas profundas é algo impressionante. Parece um azul-petróleo, mas um pouco mais vivo. Eu e minha amiga até demos um nome para essa cor: azul mar grego, nossa nova cor favorita!

Quando chegamos a Balos, a paisagem me impressionou muito. Os diferentes tons de azul e turquesa contrastam com as montanhas ao fundo e criam um cenário difícil de descrever. O barco permanece ancorado por cerca de 2 horas. Leve um sapato de praia. Apesar da faixa principal ser de areia, existe um trecho de pedras para atravessar até uma parte da lagoa.
Também é possível cruzar pela água, e vi várias pessoas fazendo isso. Em alguns pontos, porém, a água chega ao peito, então será preciso carregar seus pertences acima da cabeça. Eu não levei sapato e fiz esse trecho de Havaianas e foi um perrengue desnecessário.


Na praia há aluguel de espreguiçadeiras e stand up paddle, mas muita gente simplesmente estende a canga na areia. Outra dica importante é ficar de olho na comida, assim como em outras praias de Creta, cabras circulam livremente e não pensam duas vezes antes de roubar um lanche distraído.
Depois seguimos para a ilha de Gramvousa, localizada bem em frente a Balos. Ali você pode aproveitar a praia — toda de pedras, então o sapato continua sendo uma boa ideia — ou subir até a Fortaleza Veneziana de Gramvousa.
A subida leva cerca de 20 a 25 minutos por uma trilha de escada (350 degraus). Lá em cima, a fortaleza é enorme, mas o grande atrativo não são as construções e sim a vista. De um lado está Balos com seus tons de azul; do outro, o mar aberto cercando a ilha. Ficamos aproximadamente 1h30 em Gramvousa, tempo suficiente para subir até a fortaleza, fazer fotos e aproveitar um pouco a praia. O barco retorna ao porto de Kissamos por volta das 16h.

Eu adorei esse passeio, mas, se pudesse mudar uma coisa, seria o tempo em Balos. Achei duas horas pouco para aproveitar uma praia tão bonita. No nosso caso, o tempo começou a nublar pouco depois da chegada, então não fez tanta diferença. Mas, em um dia de céu azul, eu certamente gostaria de ter ficado mais tempo por lá.
Dia 3: Elafonisi Beach
Já posso adiantar que essa foi a minha praia preferida de Creta?

Elafonisi Beach é famosa pela areia rosa, mas vá com as expectativas baixas. A maioria das fotos que vemos na internet tem muita edição. O tom rosado aparece perto da água, na areia molhada, e é bem discreto. Dependendo da luz, você mal consegue perceber.
Independentemente da cor da areia, a praia é maravilhosa. Os diferentes tons de azul do mar fazem você duvidar do que está vendo. A água é cristalina, em boa parte bem rasinha, aquele mar que parece uma piscina (eu adoro praia assim!). É uma praia muito familiar, ótima para passar o dia.
A estrutura também é excelente. Há dois quiosques que vendem comidas e bebidas, aluguel de espreguiçadeiras por 8 euros e banheiros. Mas, assim como eu e a maioria das pessoas, você pode estender a canga na areia e aproveitar a praia. No meio do mar existe um banco de areia e muita gente atravessa caminhando para ficar por lá.

Gostei tanto de Elafonisi que passei o dia inteiro na praia. Muitos passeios combinam Elafonisi com Falassarna Beach, mas eu preferi fazer tudo com calma. Depois do almoço, a praia fica bem mais vazia porque as excursões começam a ir embora. Confesso que eu não queria ir embora. Saí apenas um pouco antes do pôr do sol para evitar pegar a estrada de volta no escuro.
No caminho entre Chania e Elafonisi, vale a pena fazer uma parada para conhecer a Oliveira de Vouves, considerada a oliveira mais antiga do mundo com 2030 anos, segundo a placa no local.

A estrada até a praia é excelente, embora alguns trechos sejam mais estreitos. Ao chegar, você encontra três estacionamentos. Nós paramos no primeiro e pagamos 5 euros pela diária. Depois descobrimos que os outros dois cobravam apenas 3 euros e ainda tinham mais vagas disponíveis. Então fica a dica: dê uma olhada nos outros estacionamentos antes de parar no primeiro. Se estiverem cheios, é fácil manobrar e voltar.
Entre os estacionamentos e a praia há vários restaurantes, uma lanchonete com um mini mercadinho que vende bebidas, snacks, biscoitos, protetor solar, boias e outros itens de praia. Então, se você esqueceu alguma coisa, dá uma passada lá.
Jantar no centro histórico de Chania
Ainda deu tempo de assistir ao pôr do sol no Porto Veneziano de Chania, com vista para o farol. Ele fica ainda mais bonito no fim de tarde. Os restaurantes de frente para o porto são um convite para sentar, pedir um vinho e apreciar a vista. Mas, na minha opinião, a graça de Chania está em entrar nas ruazinhas de pedra do centro histórico e explorar sem rumo. Foi ali que encontrei o lado mais charmoso da cidade.

Além dos restaurantes de comida grega, você encontra opções italianas, japonesas e de outras culinárias, além de tavernas com música ao vivo, sorveterias, cafés, lojinhas de lembranças e diversas lojas locais. Caminhe sem pressa, entre em uma rua, depois em outra, descubra uma praça escondida, veja a catedral de Chania e escolha o restaurante que mais chamar a sua atenção.


Dia 4: Fábrica de azeite e Falassarna Beach
O dia amanheceu nublado e não parecia que o sol fosse aparecer tão cedo. Como não fazia sentido ir para a praia, decidimos visitar uma fábrica de azeite. Nossa primeira parada foi em uma propriedade que reunia vinícola e fábrica de azeite (infelizmente não lembro o nome). Porém, eles estavam em reforma e apenas a lojinha funcionava. A atendente foi muito simpática e nos indicou a Biolea Olive Mill, em Astrikas, nas montanhas. Além da degustação de azeites, o lugar tem um restaurante e uma vista linda para o vale.
Fomos até lá, mas infelizmente não conseguimos fazer a degustação. As visitas são agendadas pelo site e, naquele dia, todos os horários já estavam esgotados. Como alternativa, nos sugeriram almoçar no restaurante, já que os azeites servidos nas refeições são produzidos ali mesmo. Apesar da tentação, ainda eram 11h da manhã e não estávamos com fome.
Mesmo sem fazer a degustação, gostei muito de conhecer o lugar. A vista é realmente linda e o restaurante é muito bonito. Então fica a minha dica: se tiver tempo no roteiro, faça a reserva com antecedência, aproveite a degustação e já emende um almoço por lá.
Enquanto estávamos na Biolea Olive Mill, o tempo começou a abrir e o sol finalmente apareceu. Como o nosso plano inicial era ir a praia, resolvemos voltar para o hotel e trocar de roupa. Na volta para Chania, vimos uma placa da Terra Creta, uma fábrica de azeite moderna que fica a cerca de 25 km da cidade. Eles oferecem visitas guiadas, degustações e têm uma loja com produtos locais.
Chegamos lá e descobrimos que a próxima visita à fábrica só aconteceria dali a três horas. Mesmo assim, valeu a parada. Na loja ficam expostos vários azeites produzidos pela Terra Creta, e os visitantes podem experimentá-los gratuitamente com pães disponibilizados no local. A atendente nos deixou totalmente à vontade para provar os azeites que quiséssemos, além de algumas pastinhas feitas de azeitonas. Experimentamos tudo e estava delicioso.

Falassarna Beach
À tarde, seguimos para Falassarna Beach, famosa por ter um dos pores do sol mais bonitos de Creta. A aproximação da praia já impressiona, pois conforme a estrada desce a montanha, surge uma vista incrível da imensa faixa de areia e do mar em diferentes tons de azul. Os carros não chegam até a areia. Basta seguir as placas para o estacionamento, que custava 5 euros no dia da nossa visita. De lá, um trenzinho gratuito leva os visitantes até o beach club.
O beach club tem uma ótima estrutura, com banheiros, restaurante, DJ e muitas espreguiçadeiras. Nós preferimos estender nossa canga um pouco mais adiante e aproveitar a praia sem gastar com aluguel. De vez em quando eu ia ao bar para buscar uma cerveja. Aliás, foi o beach club mais caro da viagem: uma cerveja custava 8 euros. Em Elafonisi, por exemplo, paguei 5 euros.

Falassarna é uma praia de mar aberto. Isso significa mais ondas, vento, um mar bem mais agitado e com correnteza do que em Marathi ou Elafonisi. Vi muitos surfistas por lá. A faixa de areia é enorme e os diferentes tons de azul do mar são impressionantes. Eu adoro ficar horas observando o mar assim, forte e cheio de personalidade.
A única coisa que me decepcionou foi a quantidade de lixo na areia, principalmente perto da água. Vi muitas garrafas plásticas, papéis e outros resíduos espalhados pela praia. Caminhei um bom trecho e a situação se repetia. Foi a única praia de Creta onde encontrei esse problema.
Ficamos até o pôr do sol e ele é realmente muito bonito. O sol desaparece no horizonte enquanto o céu e o mar vão mudando de cor aos poucos. Agora, se é o mais bonito de Creta, eu não sei. Como boa carioca, para mim pôr do sol na praia é sempre um espetáculo.
Dia 5: Marathi Beach e Stavros Beach
Perto do centro de Chania existem várias praias que não são tão famosas quanto Balos ou Elafonisi. Decidimos conhecer duas delas e, depois de pesquisar bastante nas redes sociais, escolhemos Marathi Beach e Stavros Beach.

Marathi Beach fica próxima ao aeroporto de Chania e o caminho até lá já é um passeio à parte, com trechos de estrada de frente para o mar e as montanhas ao fundo.
A praia é dividida em duas por uma pequena marina, onde você pode alugar barcos para passar o dia no mar. O lado mais próximo da marina é menor e concentra várias espreguiçadeiras dos beach clubs. Já do outro lado, a faixa de areia é maior e existe apenas um pequeno trecho ocupado por um beach club.

O mar é uma verdadeira piscininha de águas cristalinas, com um bom trecho bem rasinho. Achei uma praia excelente para crianças e vi muitas famílias com os pequenos por lá. A areia é fofa, do jeito que eu gosto, e o clima é muito tranquilo. Gostei tanto que até tirei um cochilo na praia. Há um estacionamento pago bem próximo da areia, que custou 5 euros no dia da nossa visita.
Stavros Beach
À tarde seguimos para Stavros Beach. A praia ficou famosa por causa da montanha ao fundo, que dizem lembrar o formato de um camelo. Confesso que eu não consegui enxergar o tal camelo!
A região é bem residencial. Você estaciona o carro na rua, perto das casas, e caminha poucos metros até a praia. Stavros também é uma área de desova de tartarugas marinhas, então há placas orientando os visitantes a tomar alguns cuidados para proteger os ninhos.

A faixa de areia é enorme. Como fomos no período da tarde, a praia estava bem vazia. Pela impressão que tive, havia mais moradores do que turistas. Inclusive, tinha uma família grega enorme fazendo piquenique, com várias crianças brincando na areia. Achei muito legal ver esse clima mais local. Não sei dizer se durante a alta temporada continua assim.
No dia da nossa visita havia algumas ondas, mas bem poucas. Não chega a ser aquele mar completamente parado como Marathi, mas também está longe de ser uma praia de ondas. Há um bar que serve bebidas e refeições, além de alugar espreguiçadeiras e stand up paddle. Nós estendemos nossa canga na areia e aproveitamos o restante da tarde por lá.
Dia 6: Lake Kournas
No último dia inteiro em Creta, a ideia era conhecer Seitan Limania, mas é preciso chegar bem cedo nessa praia, porque o estacionamento é muito pequeno. Como o dia amanheceu nublado e o sol só firmou por volta das 10h, desistimos da ideia e resolvemos conhecer o Lake Kournas, o maior lago de água doce de Creta.

A estrada até lá é ótima. Ao chegar, você encontra um estacionamento pago e uma boa estrutura, com restaurantes (inclusive um tem parquinho pra crianças) e lojas de souvenirs. Na margem do lago há algumas espreguiçadeiras, mas são poucas. Você também pode simplesmente deixar a canga no chão (não tem muito espaço) e aproveitar para entrar na água. Eu não cheguei a nadar, mas molhei os pés e a temperatura estava uma delícia.
O lago é belíssimo. Os tons da água variam do verde-esmeralda ao azul profundo, sempre muito cristalina, enquanto as montanhas ao fundo completam a paisagem. Parece uma pintura. Uma das atividades mais populares por lá é alugar um pedalinho para passear pelo lago. Nós pagamos 10 euros por uma hora e saímos na missão de encontrar tartarugas e peixes. Infelizmente não vimos nenhum, mas o passeio valeu muito a pena mesmo assim. Muita gente também aproveita para pular do pedalinho e nadar no lago.
Depois do passeio de pedalinho, almoçamos em um restaurante às margens do lago. Infelizmente não lembro o nome, mas era o primeiro restaurante à esquerda para quem está de frente para o Lake Kournas. Pedimos uma costela feita na brasa que simplesmente desmanchava. Estava tudo delicioso.

Hoje, se eu fosse repetir esse roteiro, faria apenas uma mudança: depois do Lake Kournas, seguiria para o centro histórico de Rethymno antes de voltar para Chania. A cidade fica a cerca de 40 minutos de carro e o desvio é pequeno. Acho que teria sido um ótimo complemento para o último dia na ilha.
Dia 7: Volta para Heraklion e partida de balsa para Santorini
Nosso último dia em Creta começou bem cedo. Compramos a balsa rápida das 8h, saindo do porto de Heraklion para Santorini, e a recomendação da companhia era chegar com pelo menos 1 hora de antecedência. Como ainda precisávamos dirigir de Chania até Heraklion, o despertador tocou de madrugada.
Dica: se você também for sair cedo, abasteça o carro na noite anterior. Enquanto estávamos na estrada reparamos que tudo estava fechado. Só quando faltavam cerca de 40 minutos para chegar a Heraklion encontramos um posto de gasolina começando a abrir, então abastecemos o carro para devolver com o tanque cheio para a locadora. Existem postos próximos ao aeroporto, mas os preços eram mais altos.

Depois de devolver o carro, pegamos um táxi oficial até o porto de Heraklion, que fica bem perto do aeroporto. A corrida custou 20 euros e foi possível pagar com cartão. De qualquer forma, sempre confirme essa opção com o motorista antes de entrar no táxi.
Como já estávamos com os bilhetes em mãos, fomos direto para o embarque. Antes de subir para a área de passageiros, você deixa a mala em um bagageiro localizado no deck inferior do navio. As estantes são organizadas por destino, então basta colocar a bagagem no espaço correspondente.
Recomendo que você guarde o local exato onde deixou a sua mala, pois na hora do desembarque, o bagageiro está cheio e fica mais fácil localizar a bagagem. Se a sua mala for preta ou muito comum, vale a pena colocar uma fita colorida, uma tag chamativa ou qualquer outro identificador. Durante a nossa viagem, vimos um casal de idosos pegar a mala errada por engano. As duas eram praticamente idênticas e, por sorte, o dono chegou bem na hora.
A área de passageiros da balsa rápida é muito confortável, com poltronas numeradas, além de ser uma viagem muito tranquila. A embarcação conta com banheiros e uma cafeteria com lanches rápidos, snacks, bebidas e café. Nas balsas rápidas não é permitido acessar a área externa durante a travessia.
Tem mais tempo? Inclua estes passeios no roteiro
Antes de fechar o roteiro, vale lembrar que Creta é uma ilha enorme e sempre fica aquela sensação de que ainda faltou conhecer alguma coisa. Se eu tivesse mais tempo, incluiria estes três passeios:
Trilha da Garganta de Samaria
Considerada uma das trilhas mais famosas da Grécia, a Garganta de Samaria atravessa um parque nacional em um percurso de cerca de 16 km entre montanhas, paredões de pedra e uma natureza impressionante. A caminhada leva entre 5 e 7 horas e termina no vilarejo litorâneo de Agia Roumeli, de onde é preciso pegar uma balsa para retornar. É um passeio que ocupa praticamente o dia inteiro, mas dizem que vale cada passo.
Seitan Limania Beach
Essa era a praia que eu pretendia conhecer no último dia da viagem. Acabei mudando os planos por causa do tempo nublado, mas ela continua na minha lista para uma próxima visita. Seitan Limania ficou famosa pelo pequeno trecho de areia encaixado entre paredões rochosos e pelo mar de um azul intenso. Como o estacionamento é bem pequeno e costuma lotar cedo, o ideal é chegar logo pela manhã.

Kalypso Beach
Outra praia que ficou de fora do meu roteiro foi Kalypso Beach. Diferente das outras praias de Creta, ela está escondida em uma pequena enseada cercada por paredões de pedra, criando uma espécie de piscina natural de águas cristalinas. É um destino muito procurado por quem gosta de mergulho com snorkel, já que a água costuma ter ótima visibilidade e as falésias deixam o cenário ainda mais bonito.
Seguro Viagem
O seguro viagem é obrigatório para brasileiros que visitam a Grécia, já que o país faz parte do Espaço Schengen. Além de ser uma exigência para entrar no país, ele garante mais tranquilidade durante a viagem, com cobertura para despesas médicas, emergências, bagagem extraviada, atrasos de voos e outros imprevistos que podem surgir pelo caminho.
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E aí, curtiu nossas dicas do que fazer em Creta? Ficou com alguma dúvida? Deixe nos comentários.
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