São Paulo: 3 passeios de bate e volta divertidos e econômicos

Procurando algo diferente para fazer em São Paulo? Aí vão 3 dicas passeios de bate e volta de São Paulo que você pode fazer de carro ou de transporte público e sem gastar muito! Pronto para sair do comum?

Quem nunca se sentiu sufocado pela metrópole paulistana? São Paulo nos oferece um tanto de atrativos, mas quem gosta de viajar encontra qualquer brecha para se lançar mundo afora.  Pensando nestas pessoas, que muitas vezes, estão com o orçamento justo para as suas viagens, selecionamos 3 passeios de bate e volta de São Paulo que atendem a quem curte uma cidadezinha interior, praias e trilhas ou uma viagem no tempo em uma vila tombada como patrimônio histórico! Qual desses passeios de bate e volta de São Paulo você escolheria?

Vila de Paranapiacaba

passeios de bate e volta de São Paulo
Vila de Paranapiacaba, a Silent Hill brasileira

Conhecida pela neblina que toma conta da vila entre os meses de maio a agosto, a nossa Silent Hill brasileira, é tomada por uma agenda cultural que movimenta a região. Os clássicos eventos que ocorrem por lá são o Festival Gastronômico do Cambuci no mês de abril, Convenção de Magos e Bruxas em maio e o Festival de Inverno em julho.

A convenção de Magos e Bruxas: uma experiência antropológica 

Tive três experiências bem bacanas por lá, em 2013, 2014 e 2015. As duas visitas iniciais foram para participar da Convenção de Magos e Bruxas como bailarina. Vivenciar o festival é como mergulhar em um portal mágico. Sério! Parece que você está em meio a um filme, pois a vila está tomada pelas festividades e por pessoas com aparatos distintos, realizando rituais pagãos coletivamente. Aqui a questão passa longe da religião! Coloque-se como observador(a) e vivenciará uma experiência antropológica.

Bate e volta desde São Paulo
Eu & o Grupo ATS Romany dançando na Convenção de Magos e Bruxas de Paranapiacaba // Foto: Ale Cole

Um final de semana econômico com direito a muita natureza

Fiquei com aquele gostinho de quero mais, sabe? Voltei em 2015 com o meu marido para curtir um final de semana por lá. Estava saturada de São Paulo e precisava relaxar, mas estávamos com pouco dinheiro. Bingo! Paranapiacaba é uma boa pedida nesses casos.

bate e volta de São Paulo
Thaís curtindo o dia em Paranabiacaba

A hospedagem e a alimentação são simples e acessíveis. Tanto é que você vê uma galera circulando por lá com mochilões, pois existem opções de hospedagem bem econômicas para quem quer acampar e como a região é tomada por trilhas e cachoeiras, a galera vem em peso. Como havia um impasse entre as empresas de turismo e o poder público, acabei não vivendo essa vibe mais aventureira da região porque estava proibido fazer trilhas.

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Vila de Paranapiacaba

Um tiquinho de história

Se você quiser agito, vá no festivais. Fora de temporada, você mergulha em um ritmo de vida que não é o paulistano e se sente como um viajante no tempo, já que as construções da vila e o entorno são tombados como patrimônio material pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Conhecida como a Vila Ferroviária de Paranapiacaba, a região abrigava Centro de Controle Operacional e Residência para os funcionários da companhia inglesa de trens São Paulo Railway, que realizava o transporte de passageiros e da produção de café das fazendas paulistas para o Porto de Santos, a partir de 1867.

Próxima à cidade de São Paulo, é um destino em que você pode economizar nas passagens e chegar lá através do transporte público ou se preferir uma experiência diferente, há um trem turístico que sai da Estação da Luz e tem horários reduzidos e disputados. Apenas experienciei o caminho econômico, mas acredito que o outro apesar de mais caro, seja mais confortável.

Como chegar a Paranapiacaba:

Distância de São Paulo: 52 Km

Paranapiacaba no mapa:

Transporte público

Infelizmente, o trem comum da CPTM não chega mais à vila. Portanto, o caminho possível se multiplica em dois. Você pode pegar o trem até a cidade de Rio Grande da Serra (linha 10 – Turquesa), saindo da estação Brás, que atende a linha 3 vermelha do Metrô e outras de trem ou da estação Tamanduateí (linha 2 – verde do Metrô). Ao chegar em Rio Grande da Serra, tome o ônibus intermunicipal Paranapiacaba – 424, que sai a cada 20 minutos. O trajeto do Brás à Paranapiacaba leva cerca de 1h30 a 2h, dependendo da frequência do ônibus.

Ali você chegará à parte alta do vilarejo.

Trem turístico

O trem expresso Paranapiacaba faz parte do projeto Expresso Turístico da CPTM e realiza as suas viagens aos domingos, com embarque às 8h30 na Estação da Luz ou às 9h00 na Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André (Linha 10-Turquesa, da CPTM). O retorno ocorre às 16h30 em Paranapiacaba, com parada novamente na mesmas estações. As tarifas vão de 48 a 144 reais, de acordo com a quantidade de ingressos comprados, com saída da Estação da Luz e de 43 a 139, se a partir da Estação Prefeito Celso Daniel. Caso você leve a sua bicicleta é necessário pagar uma taxa extra de 6 a 22 reais (Fev 2018), variando de acordo com a quantidade.

A viagem dura 1h30 e o percurso de 48 km é percorrido em dois carros de aço inoxidável fabricados no Brasil, tracionados por uma locomotiva, oriundos da década de 1950.

Embu das Artes

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O clima bucólico de Embu das Artes

Tenho um carinho especial pela cidade! Sabe aqueles lugares que te trazem uma memória afetiva que dá aquele quentinho no coração? Pois pra mim, Embu das Artes me lembra passeios de domingo em família pela feira de artesanato local que se estende pelas ruas e tem de tudo um pouco: bibelôs, bijuterias, acessórios mil, roupas feitas à mão, móveis de madeira maciça, pedras preciosas e uma diversidade de plantas. Claro, não poderia deixar de falar das barraquinhas de comida espalhadas pelas ruas de pedra. Esta região central é bem bacana de ser explorada. Se você não quiser perambular pela feira, pode adentrar os ateliês de arte e marcenaria que ficam de portas abertas aos domingos, bem como pode se deliciar com as vendinhas de doces caseiros, os clássicos “doces de vó”..

Se você curte uma imersão na História, te indico o Museu de Arte Sacra dos Jesuítas (Largo dos Jesuítas, 67) . O prédio foi construído na virada do século XVII para o XVIII pelos padres da Companhia de Jesus, através da doação do casal Fernão Dias Paes Leme e Catarina Camacha. Situado no Largo dos Jesuítas, número 67, o museu foi aberto completamente à população apenas a partir da década de 1990.

O acervo deles é bem bacana e traz elementos da arquitetura e da arte sacra, através do barroco paulista. Sim, existe uma forma distinta de barroco que é bem peculiar! Você percebe a influência indígena de uma forma bem marcante, pois eram eles quem muitas vezes, botaram a mão na massa e produziram os santinhos da Igreja Católica. A especificidade deste trabalho é tão marcante, que esse trabalho é conhecido como as Paulistinhas.

Como chegar ao Embu das Artes

Distância de São Paulo: 30 Km

Embu das Artes no mapa:

Transporte público:

As opções saem de diferentes regiões da cidade e consistem em ônibus intermunicipais. Portanto, o seu saldo no bilhete único não vai funcionar desta vez.

Se você estiver na zona sul, pode tomar o ônibus intermunicipal 056 – EMBU CENTRO na estação Campo Limpo, da linha 5 – Lilás do metrô. O percurso dura 60 minutos e os ônibus saem a cada 15 minutos em dias úteis e sábado, e a cada 30 minutos aos domingos. A passagem custa R$ 5,15. (Fev 2018)

Se estiver na zona oeste, tome o ônibus EMBU ENGENHO VELHO, da empresa Miracatiba (EMTU/SP) no Largo da Batata, em Pinheiros. O percurso dura 1h10, com ônibus que saem com intervalos entre 15 e 20 minutos. A passagem custa R$ 5,05. (Fev 2018)

Prainha Branca

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Um pôr do sol inesquecível na Prainha Branca // Foto por Elis Regina

Ainda escondida em meio ao frenesi do Guarujá e a pacata Bertioga, a Prainha Branca atrai os viajantes que querem fugir das praias lotadas e estão a fim de curtir algo mais roots.  O que a deixa mais intimista é o acesso um pouco mais restrito, através de uma trilha curta e sinalizada de 20 minutos ou barco. Considerada um dos últimos redutos caiçara, a região conta com hospedagens como camping e pousadas.

Acesso as praias Preta e Camburizinho

Apesar do destino ter se tornado cada vez mais popular, conto a vocês o que pouquíssimas pessoas conhecem é que caminhando pela Prainha Branca, é possível chegar a mais duas praias, que são oásis de tranquilidade: a Praia Preta e a Praia do Camburizinho. Através de uma trilha curta, você chega da Prainha Branca à Praia Preta e deve atravessar toda a faixa de areia para chegar a Camburizinho, que tem uma trilha de nível médio. Diferente da Prainha Branca, elas não possuem pontos de venda de comida nem de hospedagem.

Vale lembrar que acampar em meio à natureza, o famoso camping selvagem, é proibido! Por lá, circulam boatos de que os caiçaras repreendem este tipo de ação e afinal, você não vai querer transformar a sua viagem numa bad trip, não é?

CUIDADO: Observe o movimento das marés, pois na maré alta não é possível fazer estes trajetos. Além disto, atente-se aos dias de chuva e os subsequentes às chuvas, pois a lama torna o trajeto mais complexo.

Como chegar à Prainha Branca

Distância de São Paulo:

Prainha Branca no mapa

Transporte público:

Você pode se valer do combo trem e ônibus.  Tome a Linha 11-Coral da CPTM no Brás, sentido Guaianases. Ao chegar em Guaianases, troque de trem e continue na linha para seguir até a estação Estudantes. Ao chegar lá, tome o ônibus para Bertioga. Desta forma, gastará 4 reais com o trem e mais 99,48 do ônibus, pela viação Breda.

Ônibus rodoviário:

Do terminal Jabaquara, conectado à linha 1 – Azul do metrô saem ônibus da viação Ultra com intervalos de 1h30. Ida e volta custam R$ 48,45.

Logo na saída da balsa, que faz a conexão entre Guarujá e Bertioga, é possível ver o início da trilha da Prainha Branca. O trajeto pode levar de 15 a 45 minutos, de acordo com o seu ritmo. Diferentemente de umas trilhas mais roots, ela é bem demarcada e limpa, contando com corrimões em alguns trechos.

E aí, curtiu nossas dicas de passeios de bate e volta de São Paulo?

Alguém aí já fez estes passeios e tem dicas para compartilhar?

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Bate e Volta de São Paulo


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Comentários (3)

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