Roteiro de Oslo: o melhor da cidade em 1, 2 ou 3 dias
Oslo, a divertida capital Norueguesa combina arquitetura moderna com museus incríveis e uma das melhores estruturas do mundo para quem viaja com crianças. Como não amar uma cidade onde a Opera House tem formato de iceberg — com um projeto arquitetônico que deixa designers e arquitetos de queixo caído — e saunas flutuantes dão voltas pela baía?
Neste roteiro de 1, 2 ou 3 dias em Oslo você vai conhecer o melhor da cidade incluindo os cartões postais mais famosos e cantinhos menos conhecidos, mas que merecem entrar no roteiro de Oslo.

Para muita gente Oslo é apenas a chance de riscar mais um país da lista ou a porta de entrada explorar os fiordes da Noruega. Para mim, a capital é uma imersão imediata na cultura norueguesa, ela é moderna, divertida e diversa, com uma mistura bem pensada de arquitetura ousada e parques bem cuidados — uma cidade que pede pra ser vivida. Em um dia de sol de verão, Oslo revela um espírito carpe diem contagiante: todo mundo ocupando cada centímetro de grama, transformando cada pontinha de píer em praia e aproveitando ao máximo cada raio de sol.
Se é a sua primeira vez no Ideias na mala, seja bem vindo. Há 17 anos criamos os melhores roteiros de viagem da Internet! Um conteúdo bem completo para você imprimir e viajar sossegado!
Sem tempo pra ler tudo? Minhas indicações rápidas de onde ficar em Oslo:
O mais prático é ficar no centro (Sentrum), assim você faz a pé quase tudo que está nesse roteiro. Se quiser economizar sem abrir mão de conforto, Nydalen (onde nós ficamos) é uma ótima alternativa a 10 minutos de metrô do centro.
- Hotel Bristol ($$$$), o melhor hotel de luxo histórico
- Radisson Blu Nydalen ($$), o melhor custo x benefício de Oslo (onde ficamos)
- Bunks at Rode ($), o melhor hostel — eleito Melhor Hostel de Oslo no HOSCARS 2026 – ele tem a opção de quartos privativos e funciona bem tanto pra famílias quanto para casais.
Roteiro de Oslo em 1, 2 ou 3 dias
Esse roteiro de Oslo foi pensado de forma progressiva. Se você tem apenas um dia, concentre a visita na parte central da cidade. Se você tem dois dias, conseguirá incluir um ou dois museus e o Vigeland Park que é sensacional. Tem três dias? Oba! Vai dar para incluir o Museu Much, as saunas flutuantes (um programa super típico!) e mais um passeio a sua escolha.

Depois de resolver seu roteiro, preparei uma sessão para planejar o resto da viagem. São sugestões certeiras de onde ficar em Oslo, além de dicas úteis para a sua viagem. Clique nos itens abaixo para ir direto ao ponto.
Antes de viajar:
- Seguro Viagem é obrigatório para quem viaja pela Noruega. Faça sua cotação com 15% de desconto aqui – CUPOM: IDEIASNAMALA15
- Dinheiro: a Noruega é praticamente “Cashless” e muitos lugares não aceitam papel moeda. Tenha um cartão de crédito ou débito funcionando.
Resumo do Roteiro de Oslo
- Dia 1: Centro de Oslo
- Dia 2: Bygdøy, a península dos museus + Vigeland Park
- Dia 3: Munch, sauna flutuante + opções diferentes
Além disso o post inclui dicas essenciais para planejar sua viagem:

Chegada no aeroporto de Oslo e Transfer para o centro da cidade
A chegada em Oslo é muito fácil. O aeroporto Gardermoen está conectado ao centro com linhas de trem. Você pode escolher entre o Flytoget, o trem expresso que leva cerca de 20 minutos até a Estação Central (Oslo S), e tem saídas a cada dez minutos, o trem local, e claro os tranfers. Há guichês e gente vendendo os bilhetes por todo o aeroporto.
Quer economizar?
Há uma linha local operada pela Vy, a operadora de trens regionais, que faz o mesmo trajeto num ritmo um pouquinho mais lento (cerca de 5 minutos!). O desafio dessa linha é comprar os bilhetes na máquina sozinho e encontrar a plataforma certa. Quem fala inglês ou está acostumado a viajar pela Europa vai tirar de letra.
Dica: crianças e adolescentes de até 16 anos viajam de graça nos trens desde que haja um adulto pagante presente. Há um limite de até 4 crianças por adulto pagante.
Transfers para quem chega em voo noturno, viaja com muita mala ou prefere conforto
Se você chega de madrugada como nós chegamos, corre o risco de perder o último trem que sai por volta da meia-noite, vale considerar um transfer privado reservado com antecedência. Há Uber em Oslo, mas custa caríssimo.
Dia 1: Centro de Oslo
Hoje é dia de explorar o centro de Oslo e conhecer alguns dos principias cartões-postais da capital norueguesa. Será um dia de muita caminhada e antes que você me pergunte, não compensa comprar o ônibus de turismo vermelho neste dia já que as distâncias são relativamente pequenas e o caminho é todo lindo. O que dá para fazer é cortar alguns de caminhada pegando bonde. Nós fizemos tudo a pé.
Quem viaja no inverno terá que adaptar o roteiro ao frio e aos horários reduzidos das atrações.
Principais paradas do dia 1:
- Opera House
- Fortaleza de Akershus
- Prefeitura (City Hall)
- Museu Nacional
- Aker Brygge
- Palacio Real
- Teatro Nacional
- Karl Johans gate

Estação Central de Oslo
Nosso dia começa em frente a Estação Central (Oslo S), ela fica coladinha na Opera House (nossa primeira parada) e de frente para a Karl Johans Gate, a avenida central da cidade e onde terminaremos o nosso dia. Montei o roteiro nessa ordem pois as lojas dessa região não abrem cedo, e passear pela orla é um programa lindo em qualquer hora do dia. Quem começa cedo pega os terraços da Opera House mais vazios e garante melhores fotos.
Busque a saída principal da estação, a praça Jernbanetorget e siga pelo lado esquerdo. Você logo verá o Tigeren, a estátua de um tigre em bronze com 4,5 metros bem na praça da frente. Taí a primeira parada pra foto do dia e a primeira explicação divertida da viagem.

Oslo é conhecida como a Cidade do Tigre — “Tigerstaden” —, apelido que começou com um poema escrito em 1870 por Bjørnstjerne Bjørnson, também autor do hino nacional norueguês e o primeiro escandinavo a conquistar o Nobel de Literatura. O poema conta a batalha entre em um cavalo do campo – o próprio poeta – e o tigre da cidade, alusão aos críticos e a alta sociedade de Christiania (o antigo nome de Oslo) que não o levavam muito a sério. Oslo abraçou a comparação e o apelido pegou.
Opera House: um show de arquitetura
Nossa próxima parada é a Opera House, o edifício em formato de iceberg projetado pelo escritório de arquitetura Snøhetta, um dos principais pontos turísticos de Oslo.


O projeto se apoia em três ideias simples, a “parede-onda” (a fachada curva que separa a terra da água), a “fábrica” (onde ficam os bastidores, oficinas e ensaios) e o “tapete”, a superfície de mármore branco que sobe do chão até o telhado. O tapete foi projetado para que qualquer pessoa possa caminhar por cima da ópera, sem pagar ingresso, transformando um dos principais edifícios da cidade em um espaço público aberto.
A Opera será seu primeiro contato com a arquitetura escandinava contemporânea: monumental, mas pensada pra ser vivida por todos, não apenas admirada de longe. Quem viaja por outros cantos do país verá essa receita se repetindo em pontes, banheiros públicos e praças por todo o país.
Contei tudo isso para dizer, se eu fosse você, exploraria todos os cantos do edifício. Lá do alto você terá vistas caprichadas da baía e da cidade de Oslo. Procure a escultura flutuante She Lies, uma escultura de vidro e aço que gira sozinha conforme a maré e o vento, então nunca está exatamente na mesma posição. Vale a curiosidade e, se você se animar, a foto!
De lá siga contornando a baía sentido centro de Oslo. Você vai passar por várias saunas (que estão no terceiro dia do nosso roteiro!), por um pequeno parquinho de frente para a baía e com boas vistas da Opera House.
Fortaleza de Akershus
Nossa próxima parada é a Fortaleza de Akershus. Para chegar mais rápido, cortamos caminho pelas ruas de dentro e você pode fazer o mesmo. Na entrada passamos por uma guarita com policiais armados – e até perguntamos se podia entrar porque não é algo comum na Noruega, – depois aprendemos que o local também funciona como sede do Ministério da Defesa e por isso tem um patrulhamento “mais carregado”. Não se intimide pelos policiais e visite castelo medieval que tem vistas bem legais da cidade.

A fortaleza foi construída 1299 pelo rei Håkon V pra proteger a cidade de invasões e já exerceu alguns papéis importantes como residência real, prisão (inclusive durante a ocupação nazista na Segunda Guerra) e hoje é usada para cerimônias oficiais do governo norueguês.
O acesso aos jardins, muralhas e Museu da Defesa (Forsvarsmuseet), que detalha a história militar norueguesa desde a era viking até as operações de paz modernas é gratuito, mas as legendas em inglês são bem limitadas. Dá pra caminhar por ali, admirar a vista do fiorde de Oslo e observar nossas próximas paradas.
Prefeitura (City Hall) de Oslo e o Prêmio Nobel da Paz
Saindo da fortaleza, siga até a Prefeitura (City Hall), o edifício de tijolos avermelhados com as duas torres é visto de longe e será um dos destaques do seu dia. A entrada é gratuita e o interior é lindíssimo. Destaque para o Salão Nobre coberto de murais gigantescos pintados por Henrik Sørensen que contam a história de Oslo, da vida operária à ocupação alemã.


Quer mais uma curiosidade bem legal? É no interior da prefeitura de Oslo, todos os anos no mês de dezembro, acontece a cerimônia do Prêmio Nobel da Paz.
Centro Nobel da Paz | Parada extra
Para aprender a história de Alfred Nobel e de todos os laureados do Nobel da Paz desde 1901, a dica é o Centro Nobel da Paz que conta com exposições bem interativas, um jardim com telas dos vencedores e a oportunidade de ver a medalha do prêmio de pertinho. Reserve 1h a 1h30 para a visita. [Não contemplei esse tempo no roteiro.]
Hora do almoço
Essa é uma região bem legal para almoçar e com vários restaurantes de cantinhos diferentes do mundo (tem até um brasileiro), por pura praticidade optamos por almoçar no terraço do Museu Nacional de Oslo e foi uma pedida gostosa e rápida.
Museu Nacional de Oslo
Depois do almoço, é hora de explorar o Museu Nacional de Oslo. Aqui abro um parêntesis para dizer que o museu é sensacional e que a coleção conta a história do mundo por meio da arte — de múmias egípcias ultra bem conservadas a arte europeia contemporânea.

A peça mais cobiçada do museu é “O Grito”, do norueguês Edvard Munch, mas também tem o autorretrato de Van Gogh, um conjunto de pinturas de Monet e uma seção de design invejável.
Tá viajando com crianças? Pegue o mapinha de atividades infantis na recepção. Ao completar o desafio os pequenos ganham um presentinho. O legal é que a cada 3-4 salas há um cantinho onde os pequenos podem tocar, brincar, mexer — uma forma lúdica de introduzir a arte e criar repertório desde cedo. Reserve pelo menos 3 horas pra curtir o museu com a calma que ele merece.
Aker Brygge um bairro bem legal para caminhar
Da Prefeitura, siga até Aker Brygge, uma das regiões mais legais de Oslo para caminhar e para comer bem.
Até o começo dos anos 80 o bairro funcionava como estaleiro, o Akers Mekaniske Verksted. O projeto de restauração do bairro manteve parte das estruturas originais e alguns guindastes que se encaixaram de forma linda aos cubos vanguardistas que hoje compõem o bairro. Para melhorar, há peças de arte espalhadas pela orla e pelas praças, além de alguns cantinhos brincantes e parquinhos para a criançada.

Destaque para o “Boonji Spaceman”, do artista norte-americano Brendan Murphy, um astronauta azul de quase 7 metros, instalado em 2023. Ele fez tanto sucesso que há outras versões dessa escultura em Antígua, Londres e no Texas. O azul-fosco escolhido pra Oslo foi inspirado na cor da bandeira norueguesa.

Outra estátua que merece uma pausa é a de Aasta Hansteen da escultora Nina Sundbye. Trata-se da primeira mulher norueguesa a viver da própria arte, como pintora retratista. Depois virou escritora e uma das pioneiras do feminismo no país. Hansteen ficou famosa por usar botas masculinas e chicote na mão — um protesto visual contra a opressão que ela vivia. Ela foi tão perseguida que precisou emigrar pros Estados Unidos, onde permaneceu por quase uma década, antes de retornar como uma das grandes referências do movimento de direitos das mulheres na Noruega.
Astrup Fearnley Museum
O passeio continua rumo ao Tjuvholmen, onde fica o Astrup Fearnley Museum, o museu de arte contemporânea projetado por Renzo Piano com um telhado de vidro lindíssimo em forma de vela – uma referência direta ao passado marítimo da região.

Não entramos no museu – dois museus em um dia com crianças pequenas é super pesado –, mas amamos passear pelo pequeno parque que envolve o edifício e ver que, em um dia quente de verão, Oslo vira praia e o Astrup Fearnley vira ponto de encontro.
Depois do passeio, retorne rumo ao Palácio Real.
Palácio Real
O Palácio Real da Noruega é menor e mais discreto que outros palácios europeus, e a parte mais legal da visita são os jardins (Slottsparken) abertos ao público e gratuitos. Todos os dias às 13h30 acontece a pequena cerimônia de troca da guarda. Não bateu com o nosso horário, mas deixo a dica para quem fizer muita questão.

Karl Johans gate
O palácio termina na Karl Johans gate, a principal rua de Oslo, e uma ótima pedida para passear e fazer compras. São 1,2 km até a Estação Central passando por alguns dos principais edifícios da cidade e vários cantinhos que rendem boas fotos.
Teatro Nacional
O primeiro é o Teatro Nacional, um edifício imponente de 1899, e na frente dele, a praça Spikersuppa. Nós adoramos a fonte do pavão, que abre a água em leque e faz a festa das crianças locais. No inverno essa região ganha um pista de patinação no gelo bem animada.

Do outro lado da rua, fica o Paleet, um shopping center com marcas de grife e vários restaurantes com mesinhas na calçada. Ouvi boas recomendações do Theatercaféen, de frente pro teatro e que funciona desde 1900. Repare nas paredes cobertas com 81 retratos de gente que fez a cena cultural de Oslo. O restaurante é uma das indicações do Guia Michelin.

Compras e paradas
Continuando o passeio minha dica é seguir devagar explorando as lojas, há desde marcas internacionais conhecidas, quanto marcas escandinavas de muito bom gosto.
Vale dar uma xeretada na IKEA (Karl Johans gt. 15, 0154 Oslo), que abriu uma mini loja focada em decoração em 2024 (lá dentro há uma cafeteria self-service que serve as famosas almondegas, possivelmente a comida mais barata de Oslo), e a Freiabutikken (Karl Johans gt. 31, Oslo), loja da Freia, o chocolate mais tradicional da Noruega. Taí uma dica certeira: compre e coma todas as barras que conseguir, o chocolate norueguês é ótimo!
Já perto da estação, mais dois edifícios que valem a menção e a parada: o Storting (Parlamento), de 1866, e a Catedral de Oslo, de 1697, pequena, mas linda, que abriga um dos relógios de torre mais antigos do país
Para jantar
Taí uma escolha que depende muito da sua disposição e claro, do seu orçamento. Nós voltamos para a região de Aker Brygge para comer salmão norueguês. O restaurante The Salmon (Strandpromenaden 11) precisa ser reservado com antecedência, foi uma pedida bem legal para provar várias apresentações diferentes do salmão local


Também provamos o Italiano Olivia (Bryggegangen 4, 0252 Oslo, Noruega) que foi exatamente o que queríamos: comida com gostinho de casa. Saboroso, mas nada “de outro mundo”.
Para algo mais acessível a dica são as praças de alimentação (Food Halls) descoladas e deliciosas da cidade: Vippa (Akershusstranda 25, 0150 Oslo – pertinho da Fortaleza Akershus ) com comidas de diferentes cantos do mundo; e o Oslo Street Food (Torggata 16b, 0181 Oslo), o maior food hall da cidade que vira balada nas noites de sexta e sábado.
Dia 2: Bygdøy, a península dos museus + Vigeland Park
Agora que você já visitou os principais pontos turísticos do centro de Oslo, vamos conhecer mais uma região linda e alguns dos melhores museus da Noruega.
Minha sugestão é fazer o trajeto entre o centro de Oslo e os museus de balsa, mas se você estiver com as pernas muito cansadas de ontem ou preguiça de misturar barco e ônibus pode comprar o ônibus de turismo vermelho que faz todas as paradas do dia de hoje e te deixa subir e descer quantas vezes quiser.

Principais paradas do dia 2:
- Passeio de balsa para o museu
- Museu Folclórico da Noruega
- Opcional: Fram Museum
- Vigeland Park
- Majorstuen
Balsa rumo ao museu
O segundo dia começa de barco. Pegue a balsa da Bygdøyfergene no píer da Prefeitura (Rådhusbrygge 3, bem em frente ao City Hall) rumo a Bygdøy, a península dos museus. O trajeto atravessa um pedacinho do Fiorde de Oslo e é, a forma mais barata de ver um fiorde de perto. A travessia dura cerca de 10 minutos, com a Fortaleza de Akershus, a Opera e o skyline de Aker Brygge ficando pra trás aos poucos.
O barco funciona entre março e outubro; fora dessa janela, você terá que ir de ônibus (o Google Maps te ajuda a mapear a melhor rota saindo do seu hotel — o ônibus 30 sai do Teatro Nacional e funciona o ano todo); ou pegar o ônibus de turismo vermelho.
Vale falar que esse ferry é operado por uma empresa privada, não aceita o cartão Ruter do transporte público de Oslo, então o bilhete precisa ser comprado à parte, na hora ou no próprio píer.
Norsk Folkemuseum – Museu Folclórico da Noruega
Como sabemos que nossos filhos só aguentam ver bem um museu, escolhemos o que eu mais queria visitar, o Norsk Folkemuseum, ou Museu Folclórico da Noruega, uma coleção surreal de edifícios de diferentes épocas, trazidos de diversas regiões do país e reconstruídos ali, ao ar livre. Casas, celeiros, escolas, igrejas: um verdadeiro mergulho na história.

Eu estava super curiosas para ver a Gol Stavekirke, uma das igrejas medievas construídas com pilares de madeira e cujos entalhes misturam símbolos cristãos com mitologia viking — dragões, animais, tudo esculpido à mão. Restam apenas 28 dessas igrejas no país e a que está em Oslo é exatamente a que inspirou a réplica do pavilhão da Noruega no Epcot em Orlando.
Guarda esse nome, pois no roteiro completo pelos fiordes, visitaremos mais algumas igrejas, ainda em pé, nas próprias vilas onde foram construídas.
De hora em hora rola um tour gratuito que passa pelos três principais destaques do museu, incluindo a própria Stave Church de Gol — o nosso foi em inglês, com uma guia que envolveu os pequenos contando histórias ilustradas com artefatos autênticos. Vale muito a pena para quem entende bem inglês.


Além dos edifícios, o museu conta com apresentações de dança, pão tradicional feito na hora à moda antiga, torno de cerâmica em produção e muito mais. Se quiser comprar o pão, leve dinheiro trocado, pois os padeiros não aceitam cartão. Vale ficar de olho na programação do dia, porque ela muda. Reserve pelo menos 3 horas pro museu, e se você viaja em família, guarde um tempinho para o parquinho de madeira, ele é ótimo!
Fram Museum
Bem do lado do Folkemuseum fica o Fram Museum, que preserva o navio polar mais forte já construído em madeira, usado nas expedições de Amundsen ao Polo Sul, de Nansen e de Sverdrup ao Ártico; além do Gjøa, o primeiro navio a cruzar a Passagem Noroeste. A graça é entrar nos navios, caminhar pelo convés, descer para os porões e ver as cabines apertadas onde as tripulações viveram anos em condições extremas.
Tem também um simulador polar e um filme super envolvente projetado a partir do próprio convés do Fram. Reserve de 1h30 a 3 horas, dependendo do quanto você curte o assunto.
Vigeland Park
Na sequência pegue um ônibus e siga pro Vigeland Park, dentro do Frogner Park. Essa é a atração cultural mais visitada da Noruega e, um dos passeio mais impressionantes de Oslo. O escultor Gustav Vigeland passou 20 anos da vida dedicado a esse projeto, ele projetou o parque inteiro com mais de 200 esculturas em bronze, granito e ferro fundido, além de pontes, fontes e jardins. Antes de chegar ao miolo principal do parque onde estão as esculturas, que tal uma pausa para o almoço?

Minha dica é o Herregårdskroen (Frognerveien 67, 0266 Oslo), um restaurante que funciona dentro da Frogner Hovedgård — a casa histórica que abriga o Oslo Bymuseum, e fica na entrada sul do Frognerparken. Adoramos o clima descontraído e a comida.
Dali, é só caminhar até a ponte que abre-alas para as obras de Vigeland. São cem metros de comprimento e 58 esculturas de bronze nas laterais. A mais famosa de todas é o Sinnataggen (“Menino Bravo”), um bebê fazendo birra. Repare que sua mãozinha está até desgastada de tantos toques.

Na sequência vem a fonte –um choque visual, eu não sabia bem pra onde olhar –, as escadarias que conectam ao ponto mais alto do parque, onde está o Monolito, uma coluna de granito de 17 metros com 121 figuras humanas entrelaçadas. Ao redor dele há 36 esculturas que simbolizam o ciclo da vida completo, do nascimento à morte. Nós ficamos impressionados com parque e com a quantidade e qualidade de estátuas. Se você tem mais que um dia em Oslo, não deixe de incluir o Vigeland Park no seu roteiro.

Tem pique para um Happy Hour?
Se sim, vale dar um pulinho no bairro Majorstuen, colado no Frogner Park — cerca de 15-20 minutos a pé saindo da entrada principal do parque (Kirkeveien), ou de metrô (todas as linhas passam por lá). A Bogstadveien, a rua de compras mais longa da Noruega, ganha vida no final da tarde com muitos bares e restaurantes animados.
Dia 3: Munch Museum, sauna flutuante e opções diferentes
Agora que você já conhece o básico de Oslo, vamos incrementar seu roteiro de Oslo com experiências incríveis. Nosso terceiro dia começa na estação central e segue pelo lado oposto ao primeiro dia, vamos explorar o bairro de Bjørvika onde fica o Munch Museum. Deixei a parte da tarde livre para você escolher entre um passeio pelo fiorde de Oslo (incluindo as ilhas da região) ou explorar um pouco mais a região central. Seja qual for a sua escolha, vale se programar para curtir as saunas, um programa típico e super legal.
Principais paradas do dia 3:
- Bjørvika
- MUNCH Museum
- Sauna
- Fiorde de Oslo
Bjørvika
Nosso dia começa em Bjørvika, o bairro é outro capítulo da mesma história de reinvenção que você viu em Aker Brygge, só que em maior escala.
Até os anos 2000, a região funcionava como porto cargueiro e um nó rodoviário que dividia a cidade ao meio, separando o centro do mar. Em 2000 a prefeitura decidiu enterrar as pistas e transformar toda a orla em bairro residencial, corporativo e cultural. A Opera que você visitou no primeiro dia foi a primeira etapa do projeto, e que projeto!


Na sequência vieram os edifícios do “Barcode”, apelido dado a doze torres estreitas, de vidro e alumínio em tons de cinza e preto, erguidas lado a lado com pequenos vãos entre elas. De longe, esse desenho de tiras lembra as listras de um código de barras.
Antes de entrar no museu, vale um café & donut no Talormade (Operagata 67 B, 0194 Oslo), uma cafeteria e doceria especializada em donuts artesanais bem ali no bairro — um point queridinho dos moradores que nós descobrimos por acaso. Vale cada caloria (e olha que nem sou fã de donuts!)
Dica para quem viaja com crianças:
Tem um parquinho sensacional nesta região. Coloque o seguinte nome no Google Maps: Lekestativet i Bjørvika
MUNCH Museum
Eu tinha sérias dúvidas se valeria a pena conhecer o MUNCH Museum sendo que o Museu Nacional tem várias telas boas do artista, incluindo “O Grito” (e eu já tinha visto uma mostra bem completa dele há uns anos em Viena), e quer saber? Vale muito a pena!

O MUNCH Museum tem um edifício moderno cujos traços fazem uma releitura da própria obra de Edvard Munch e, ao mesmo tempo, um tributo à arquitetura nórdica — um espetáculo por fora antes mesmo de você entrar. Lá dentro está a maior coleção do artista no mundo, com interpretações atuais de temas como solidão, sexualidade e morte, tratados de um jeito sublime.
Há três estudos diferentes da obra o grito (pintura, pastel e litografia), que são dispostos em uma sala circular de forma alternada– uma forma de ter deixar curioso, te manter no museu por mais tempo e preservar as obras.


Um destaque à parte é a sala de xilogravura, que desmonta o processo de compor arte em cima de um material vivo e imprevisível como a madeira — mostra as matrizes originais e explica como Munch construía a obra camada por camada. E pra quem viaja com crianças (ou curte fazer arte), tem uma área com giz de cera e papel onde os visitantes podem misturar cores e criar sua própria lembrança, além de várias surpresinhas espalhadas pelas salas.
Dica de Expert Ideias na mala
Não deixe de subir ao topo do museu para curtir as vista, e se animar tomar um drink no bar de cobertura do Museu (reservas são essenciais).
Sauna flutuante
Depois da visita ao MUNCH, chegou a hora da experiência que resume bem o espírito da Noruega: a sauna flutuante, ancorada no fiorde bem em frente à Opera. Há várias saunas pequeninas que flutuam nas águas do fiorde.
Para os noruegueses sauna é um lugar de silêncio, de ouvir o próprio corpo e ampliar a conexão com o entorno: o estalar das pedras quentes, o vento vindo do fiorde e o choque gelado do mergulho que vem na sequência. Um momento quase sagrado. Para aproveitar como um local vale se atentar as seguintes regras:

Como funciona
Você reserva um horário (pode optar pelas sessões coletivas ou alugar uma sauna só para seu grupo). Chegando lá, é só entrar, sentar e deixar o calor fazer o trabalho. Depois de suar bastante — uns 10 a 15 minutos —, você se refresca com um mergulho nas águas geladas do fiorde. Esse contraste é o ponto alto da experiência. E claro, poder dizer pro mundo e pra você mesmo: eu mergulhei num fiorde norueguês.
Etiqueta:
- Toalha por baixo do corpo é obrigatório antes de sentar nos bancos de madeira.
- Silêncio é respeitado
- Dá pra alugar toalha no local, mas eu se fosse você, eu levaria a sua. Além da economia, você não fica na mão se estiver tudo alugado no horário de pico.
Opções de passeios para a parte da tarde
Aí vão 3 ideias interessantes para você complementar o terceiro dia do seu roteiro de Oslo.
Holmenkollen
O trampolim de saltos de esqui mais famoso da Noruega, com o museu de esqui mais antigo do mundo lá dentro e vista panorâmica de Oslo do topo. Fica a uns 20-30 minutos de metrô do centro. Li muitas avaliações online e pra quem não é apaixonado pelo universo do esqui, o desvio pode não compensar tanto quanto parece nas fotos. Na temporada de inverno o passeio costuma ser mais animado.
Cruzeiro pelo Fiorde de Oslo
Pra quem só vai visitar a capital e não vai emendar com o resto do país, o passeio de barco pelo Fiorde de Oslo é forma mais prática de navegar por um fiorde, e de quebra, conhecer as ilhas lindas que compõem o relevo da cidade. Os tours duram 1 hora e meia e o trajeto é bem bonito.
Veja detalhes e reserve seu tour
Compras e vitrines pela Karl Johans gate
Quem preferir um ritmo mais tranquilo também pode aproveitar essa folga do dia 3 pra uma tarde de compras e vitrines pela Karl Johans gate. E vale sempre checar a programação cultural da cidade nesses dias — Oslo tem agenda de shows, feiras e eventos que muda o tempo todo e, às vezes, rola alguma coisa especial que nem estava nos seus planos.

Planeje sua viagem
Agora que você já resolveu seu roteiro de Oslo, chegou a hora de planejar sua hospedagem e conhecer detalhes importantes sobre dinheiro, transporte e tomadas.
Onde ficar em Oslo
O mais prático é se hospedar no centro (Sentrum), de onde você consegue fazer quase todo o roteiro a pé e ainda economiza tempo com deslocamentos. Para facilitar a sua busca fizemos uma seleção de hotéis bem avaliados e bem localizados classificados por faixas de preços.
Nossa divisão de faixas de preço segue o critério do país, no caso da Noruega, um país caro, espere gastar cerca de $150 USD por noite em um “hotel econômico”.
Centro (Sentrum) de Oslo
Hotéis Caprichados:
- Hotel Bristol (nota 9,0) — inaugurado em 1920, a poucos passos da Karl Johans gate, clima clássico de hotel histórico, bar com piano ao vivo incluso.
- Hotel Continental (nota 8,9) — literalmente de frente pro Teatro Nacional, no mesmo endereço do Theatercaféen que recomendei no dia 1.
- Savoy 1918, a member of Small Luxury Hotels of The World (nota 9,8) — 5 estrelas a poucos minutos a pé do Museu Nacional, com quartos elegantes, clima intimista, e localização perfeita pra explorar o centro de Oslo a pé.
Custo x benefício:
- Karl Johan Hotel (nota 8,7) — bem no meio do centro, quartos confortáveis, café da manhã elogiadíssimo, e mais em conta que os três acima.
- Thon Hotel Opera (nota 8,5) — pertinho da Estação Central e da Opera House, prático pra quem chega de trem ou já quer começar o roteiro do dia 1 andando.
- Clarion Hotel The Hub (nota 8,5) — moderno, bem localizado, boa opção pra quem quer categoria superior sem pagar preço de luxo.
Econômicos:
- Citybox Oslo (nota 8,1) — check-in automatizado, quartos simples e funcionais, ótima localização pro preço.
- Comfort Hotel Xpress Central Station (nota 8,4 — colado na Estação Central, quartos compactos, check-in automatizado.
Dica de expert Ideias na mala
Na Escandinávia vale muito a pena pegar um quarto privado em um hostel! Há hostels excelentes e, em geral, um bom hostel é muito melhor (e mais divertido) que um hotel econômico. Em Oslo, vale considerar o Bunks at Rode, o melhor da cidade!
Nydalen
Se você topar ficar um pouquinho mais longe do centro pra economizar, vale considerar a região de Nydalen. Um bairro muito bacana, não só um lugar pra dormir mais barato. Era uma região de fábricas têxteis até décadas atrás e virou um distrito moderno às margens do rio Akerselva — prédios industriais reaproveitados, escritórios de design, cafés na beira do rio, instalações de arte pública pelo caminho.

Dá pra caminhar à beira d’água, ver gente andando de caiaque nas corredeiras urbanas do rio, e curtir a “piscina” natural em degraus feita pra crianças brincarem na água limpa do Akerselva. Um bairro adorado pelos locais e muito bacana para viajantes.
Nós ficamos no Radisson Blu Nydalen e adoramos: fica colado na estação de metrô, dá uns 10 minutos até o centro e é uma opção bem mais em conta que os hotéis equivalentes no Sentrum, mas sem abrir mão de conforto.
Thon Hotel Storo é outra excelente opção na região, com quartos modernos, café da manhã muito elogiado e localização ao lado do shopping Storo Storsenter. Embora fique um pouco mais distante da estação de Nydalen, o acesso ao centro continua rápido por metrô ou bonde.
Frogner
Frogner é a escolha certa pra quem prefere um ritmo mais tranquilo e elegante. Ruas arborizadas, arquitetura caprichada, galerias de arte e cafés charmosos, e você já vai passar pela região no dia 2, já que é por lá que fica o Vigeland Park. É um dos bairros mais chiques de Oslo, então não é um bairro barato, mas o clima compensa pra quem prefere fugir do ritmo do centro.

- Home Hotel Gabelshus (nota 8,9)— hotel boutique de 4 estrelas, decoração clássica, num dos points mais elegantes da região.
- Saga Hotel Oslo (nota 8,9) —boutique, moderno, na Bogstadveien (rua de compras mais charmosa da cidade), a 3 minutos a pé, e pertinho do bonde que faz conexão com o metrô.
- Frogner House Skovveien (nota 8,2) — apart-hotel confortável, boa opção pra quem prefere ter cozinha própria.
- Cochs Pensjonat (nota 8,3) — um hotel minimalista com ótimo custo-benefício e localização excelente entre o Frogner e o centro da cidade. Ele fica colado no Palácio Real.
- MAYA Apartments (nota 8,5) —uma ótima opção para quem prefere a praticidade de um apartamento, com cozinha equipada, ótima localização e bom custo-benefício.
Grünerløkka
Grünerløkka é o bairro ideal para quem gosta de vida noturna ou quer economizar sem abrir mão de uma boa localização.
A região reúne bares e restaurantes descolados, cafés especiais (como Fuglen e Tim Wendelboe), brechós, arte de rua, o Mathallen (mercado gastronômico coberto) e uma agradável caminhada às margens do rio Akerselva, em um trecho mais animado e jovem do que o de Nydalen.
- Radisson RED Oslo Okern (nota 9,0) — com excelente custo-benefício, decoração moderna e ousada, muito confortável e ainda conta com uma estação de metrô bem próxima.
- Anker Hotel (nota 8,1) — uma das melhores opções para quem busca equilíbrio entre preço, conforto e localização. É uma escolha prática para explorar a cidade sem estourar o orçamento.
- Bunks at Rode (nota 8,6) — eleito Melhor Hostel de Oslo no HOSCARS 2026, com terraço no rooftop, sala de cinema e boa vibe social, ótimo tanto pra quem viaja sozinho quanto para quem viaja em família/ casal e quer um quarto privativo.
- Quality Hotel Hasle Linie (nota 8,6) —com quartos espaçosos e confortáveis, café da manhã elogiado e metrô próximo, permite chegar ao centro de Oslo em poucos minutos.
- Scandic Vulkan (nota 8,1) —é perfeito para quem quer se hospedar no coração da cena gastronômica e cultural de Oslo. Ao lado do Mathallen e a poucos passos das ruas mais charmosas de Grünerløkka.
- Thon Hotel Spectrum (nota 8,4) —uma ótima escolha para quem quer ficar no centro de Oslo sem pagar os preços mais altos da região. Com quartos confortáveis e uma localização prática, permite conhecer as principais atrações da cidade praticamente a pé.
Visto e documentação
Brasileiro não precisa de visto pra visitar a Noruega a turismo, o país faz parte do Espaço Schengen, e você pode ficar até 90 dias dentro de um período de 180 dias. É preciso passaporte válido por pelo menos 3 meses além da data de saída do Espaço Schengen.
Seguro viagem
O seguro viagem é obrigatório para entrar nos países do Espaço Schengen e deve ter cobertura mínima de EUR 30.000. Mas o maior benefício vai muito além da exigência: ele também cobre imprevistos como despesas médicas, extravio de bagagem, cancelamento ou atraso de voos e outros problemas que podem transformar uma viagem tranquila em um prejuízo enorme.
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Dinheiro
A Noruega é praticamente cashless. Andamos Passamos 15 dias no país sem usar dinheiro vivo. Cartão ou celular integrado com pagamento por aproximação resolvem tudo, de café de rua a bilhete de ferry. Vale ter um cartão internacional sem taxa de conversão. A única exceção que encontramos foi o pão vendido nos estandes do Norsk Folkemuseum, que só aceitava dinheiro trocado.
Transporte público
Fácil de usar, pontual e bem sinalizado. Metrô, ônibus, tram e trem funcionam todos com o mesmo tipo de bilhete (Ruter), então dá pra se planejar com um único app ou cartão pra cidade inteira. A exceção são os ferries da Bygdøyfergene pro dia 2, que têm bilhete próprio e não entram no sistema Ruter.
Tomada e voltagem
Na Noruega a tomada é do tipo C ou F (os dois pinos redondos padrão da Europa continental), com voltagem de 230V e frequência de 50Hz. Leve um adaptador, o plugue brasileiro não encaixa direto. Se você mora numa região do Brasil com voltagem de 127V, vale checar se seus aparelhos aceitam essa faixa (a maioria dos carregadores de celular e notebook já vem bivolt, mas secador de cabelo e chapinha costumam ser o problema).
Chip telefônico
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