O que fazer em Paris: 30+ dicas imperdíveis

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O que fazer em Paris

Este é um post completo e detalhado com dicas incríveis do que fazer em Paris. A ideia é te mostrar alguns dos cantinhos mais incríveis da cidade, te dar um pouco de contexto para tornar sua visita inesquecível e compartilhar dicas infalíveis para te ajudar a planejar a viagem. Vamos nessa?

O que fazer em Paris: 30+ dicas imperdíveis

Saiba o que fazer em Paris! Um post completíssimo com mais de 30 dicas para você montar um roteiro perfeitinho por Paris. Conheça os principais pontos turísticos da cidade, descubra os parques mais gostosos, e os melhores cantinhos para fotografar a cidade.

Quer um roteiro prontinho?
Veja aqui a nossa sugestão de roteiro de 4 ou 5 dias em Paris, o roteiro é muito detalhado. É basicamente imprimir e viajar. Se você tem pouquíssimos dias – o que é um pena – aqui vai um roteiro de 2 dias em Paris.

Dica para economizar: Museum Pass

Planeja visitar muitas atrações? Nossa dica é o Paris Museum Pass é um ingresso esperto que te dá acesso há mais de 50 monumentos em Paris e nos arredores da cidade. O passe inclui quase todos os passeios que eu indico por Paris, além de te ajudar a furar filar e economizar um dinheirinho. Faça as contas do que planeja visitar e você vai descobrir que vale a pena (isso sem falar no benefício fura fila, o que te ajuda a aproveitar melhor suas horas em Paris). Você pode comprar o passe de 2, 4 ou 6 dias consecutivos (em geral recomendo o de 2 ou 4, para 6 dias a conta não costuma fechar).

O que fazer em Paris: os 10 principais pontos turísticos da cidade

Este é um guia completo de Paris que reúne as principais atrações turísticas da cidade, e pra ajudar a organizar tudo, e tornar o post fácil de ler e consultar (antes, durante e depois da viagem) dividimos tudo em tópicos. Começamos com os 10 principais pontos turísticos de Paris (clique no item abaixo para ir direto ao ponto), e em seguida, dividimos a cidade em categorias!

Vamos agora dividir todas as dicas deste post por categorias? Assim, você pode ir direto para o que você tiver mais afinidade e interesse. Alguns itens se repetem dentro das categorias, mas o clique te leva a descrição completinha do local. Bora?

Monumentos marcantes de Paris:

Nesta seção falaremos dos monumentos marcantes da cidade, começando é claro pela Torre Eiffel e Arco do Triunfo, e em seguida falando de pontos menos conhecidos porém impressionantes como o Palais Du Royal

Principais igrejas e mesquitas de Paris:

Toda capital européia que se preze tem igrejas lindas, e templos religiosos interessantes. Em Paris destaque para a Saintee Chapelle (se tiver que escolher uma única igreja para visitar – escolha essa) e para a Mesquita de Paris (e seu café delicioso).

Melhores museus de Paris:

Paris tem tudo a ver com museus, bora rechear seu itinerário com paradas espetaculares? Meus preferidos são o D’Orsay (o edifício é um espetáculo, e a coleção e impressionistas é maravilhosa), o Orangerie (como não amar as Ninféias de Monet?) e Pompidou (pensa num lugar f# – vá!)

Principais parques e jardins de Paris:

Se você vai pra Paris na primavera, ou verão, ficará encantado com a beleza dos parques. Eu gosto de intercalar meus passeios na cidade com momentos gostosos nos parques de cidade.

Praças mais charmosas de Paris:

Paris e suas praças fofas! Inclua todas elas no seu roteiro!

Pontes famosas de Paris:

Ao vai uma listinha caprichada das nossas pontes preferidas de Paris.

Ruas bacanas para passear em Paris:

Casas de concerto em Paris:

Vamos falar de concertos? Paris tem muitos lugares bacanas para ver música ao vivo, duas das mais famosas são a Ópera Garnier e o Moulin Rouge.

Para ver Paris do alto:

Ver Paris do alto é sempre especial, ai vai a lista com meus cantinhos preferidos para ver Paris do alto.

O que fazer em Paris: os 10 principais pontos turísticos da cidade

Torre Eiffel

  • Endereço: Champ de Mars, 5
  • Estações de metrô: Trocadéro (Linha 6), Bir-Hakeim ( Linha 6), École Militaire (Linha 8) e Champ de Mars Tour Eiffel (RER C | Trem)
  • Horários de Funcionamento: Aberta das 09h às 24h no verão e das 09h30 às 23h30 no inverno
  • Ingressos: Compre seu ingresso antecipado aqui

Não dá para falar de Paris sem falar da Torre Eiffel, dá? Então vamos começar nossa lista do que fazer em Paris por ela! A Torre Eiffel foi construída para ser a peça principal da exposição mundial de 1889 e mostrar para o mundo as capacidades de engenharia civil francesa. Para definir o formato, Paris promoveu um grande concurso vencido por Gustavo Eiffel e a ideia inicial era erguer uma torre por 20 anos e depois destruí-la. Graças a sua altura e potencial como torre de TV, a Torre Eiffel escapou da demolição e se tornou um dos principais símbolos de Paris.

O que fazer em Paris

Torre Eiffel | Foto: Fabiana Leite

Falando em altura, são 374 metros suportados por 4 grandes pilares que fazem com que a torre seja vista de longe e do alto de alguns dos principais monumentos de Paris, como o topo do Arco do Triunfo, os terraços do Panthéon e de vários outros cantinhos de Paris. Mas, para entender a real dimensão da coisa é preciso vê-la de perto, observar a proporção surreal das patas, a delicadeza do arco e a estrutura de ferro lindo. Ainda que você decida não subir, ver a torre de baixo é um passeio especial e um dever na lista de quem viaja para Paris pela primeira vez.

E vale a pena subir na Torre Eiffel?
Muito. Ver Paris do alto é sempre especial e as vistas da torre são realmente privilegiadas. Não é a toa que muita gente escolhe o topo da Torre Eiffel para fazer o pedido de casamento. Quem sobe a torre Eiffel pode optar por subir até o topo (3 andares e 276 metros de altura) ou ficar no segundo andar, com 225 metros de altura. Há também um primeiro andar que conta com lojinhas, restaurantes e um chão de vidro legal pra caramba. A subida pode ser feita pelo elevador ou por escada (só vai até o segunda andar e são 704 degraus, mas o ingresso é ligeiramente mais barato).

Quanto custa subir na Torre Eiffel?
De elevador:

  • Até o 2º andar: 9 Euros | Até 24 anos: 7,50 Euros
  • Até o topo: 15 Euros | Até 24 anos: 13,50 Euros

De escada:

  • 5 Euros | Até 24 anos: 4 Euros

Chegar na Torre Eiffel no meio ou no final do dia sem ingressos reservados é pedir para ficar horas na fila. E quer saber o pior? A fila é lenta, dessas que demora pra caramba para andar. Eu, se fosse você, compraria com antecedência sem pensar meia vez. Outra alternativa é chegar cedinho, cerca de meia hora antes de abrir e encarar uma fila um pouco mais amigável.

Melhor horário para visitar a Torre Eiffel?
Muita gente recomenda a subida na Torre Eiffel no finalzinho da tarde para em uma única subida ver a cidade de dia e de noite e, de quebra, ver as cores do pôr do sol. Se couber no seu itinerário, pode sim ser uma boa. No meu roteiro de 4 ou 5 dias em Paris eu recomendo a subida de manhã cedinho, isso porque haverá um pouco menos de gente lá no alto e você terá as vistas lindas sem aquela muvuca louca. No pôr do sol, a pedida é estar em algum lugar com a torre no horizonte, os Jardins do Trocadero, por exemplo, são uma boa pedida.

Não recomendo a subida na Torre à noite, acho que a vista fica escura e deixa bastante a desejar. O que sim, recomendo, é que você curta a iluminação da torre de algum cantinho bacana de Paris. Um dos meus cantinhos preferidos é no gramadão do Campo de Marte regada a vinho ou Champagne, já já falo mais disso.

Melhores vistas da Torre Eiffel (dicas para curtir a torre sem gastar nada)
Há dezenas de vistas lindas da Torre Espalhadas por Paris, algumas das mais clássicas são as vistas do alto de torres e monumentos (Torre de Montparnasse, Arco do Triunfo, Telhados do Panthéon e o terraço do restaurante Les Ombres no Museu Quai Branly), a vista da linha 6 do metrô (há um momento onde ele deixa de ser subterrâneo e cruza o Rio Senna deixando um mirante lindo para avistar a Torre) e as vistas espetaculares (e gratuitas) do Jardins Du Trocadéro e do Campo de Marte.


Extra:  Piquenique no Campo de Marte
Quem curte piquenique pode passar na Grande Epicerie de Paris (38 Rue de Sèvres) ou em algum mercadinho local e se abastecer com queijos, baguete (Oui mon ami) e vinho para brindar a vida e comemorar a iluminação da Torre Eiffel que brilha a cada hora com um piquenique caprichado. Estenda sua toalha no gramadão do Campo de Marte e seja feliz!


Avenida Champs-Élysées

  • Metrô: George V, Franklin D. Roosevelt ou Charles-de-Gaulle-Etoile

Essa daqui é a avenida mais famosa de Paris e, consequentemente, um dos burburinhos mais turístico da cidade. A Champs-Élysées é repleta de ótimos hotéis e restaurantes – além de lojas para todos os bolsos (de H&M e Zara à Louis Vuitton e Cartier). Aqui, eu destaco a loja conceito da Citroen e a sempre infalível doceria Ladurée, aproveite para provar um autêntico macaron francês.

Inaugurada em 1670, a avenida tem 71 metros de largura e quase 2 Km de comprimento.  O começo dela é pertinho do Louvre, na Place de La Concorde, e o seu final na Praça Charles de Gaulle, próximo ao Arco do Triunfo – nossa próxima dica, vamos lá?

Arco do Triunfo

  • Metrô: Charles-de-Gaulle-Etoile
  • Horários de Funcionamento: De 02 de janeiro a 31 de março das 10h às 22h30; de 1 de abril a 30 de setembro das 10h às 23h; de 1 de outubro à 31 de dezembro das 10h às 22h30 (fechado nos dias 01/01, 01/05, 14/07, 11/11 e 25/12)
  • Ingressos: para evitar a fila da bilheteria, compre seu ingresso antecipadamente online (pelo mesmo preço do ticket local)

O Arco do Triunfo ou Arco do Triunfo de l’Étoile é um dos quatro arcos do triunfo de Paris e foi encomendado por Napoleão Bonaparte para comemorar suas grandes vitórias. O Arco do Triunfo foi inspirado no Arco Romano de Tito, de Roma, e traz em suas paredes gravações das batalhas e dos generais que comandaram lutas até 1895. No chão estão gravados outros marcos importantes como a proclamação da república em 1870 e memórias de outras batalhas até o ano de 1940.

O que fazer em Paris

Arco do Triundo Paris

Em 1923 o monumento ganhou uma adição para lá de singela, um memorial ao soldado desconhecido. Uma homenagem aos franceses que morreram e jamais tiveram seus corpos encontrados ou reconhecidos durante as batalhas da primeira guerra mundial. O túmulo fica sempre florido e com um tocha iluminada. A chama foi acesa durante a inauguração do monumento e permanece acesa até hoje.

Visitando o Arco do Triunfo
O passeio começa no finalzinho da Avenida Champs-Élysées, quando ela se abre para a rotatória mais famosa do mundo, sinalizada pelo Arco do Trunfo. Para chegar ao Arco, cruze por uma das passarelas subterrânea que conectam a rua ao Arco. Antes disso, porém, vale observar o movimento dos carros entrando e saindo na rotatória, são 12 ruas e avenidas que se conectam e um montão de carros circulando.

Chegando lá, vale reparar na imponência do monumento (que é ainda mais bonito que o Arco de Tito em Roma) e a beleza dos relevos que envolvem o arco do triunfo e que representam cada uma das mais importantes batalhas de Napoleão.

A subida no Arco do Triunfo
Quem gosta de vista bonita pode aproveitar o passeio para subir ao topo do arco. Na teoria, você precisará encarar uma escadaria em caracol com 284 degraus estreitos, na prática pode tentar xavecar o guarda de plantão para te deixar subir de elevador (que fica em uma portinha discreta de uma das bases da coluna) e existe para tornar o passeio acessível para quem tem dificuldade de locomoção.

Além das vistas lindas de Paris e do fotão privilegiado da Avenida Champs-Élysées, com árvores simetricamente aparadas dos dois lados, o topo do Arco conta com um pequeno museu que detalha a história da construção do Arco.

Quanto custa subir no Arco do Triunfo?

  • Adultos: 12 €
  • Estudantes: 9 €
  • Ingresso incluso no Paris Museum Pass

Museu do Louvre

  • Metrô: Palais – Royal – Musée
  • Horário de funcionamento: segundas, quintas, sábados e domingos – aberto das 09h às 18h | quintas e sextas – aberto das 09h às 21h45 | fechado às terças
  • Ingresso: 17 Euros (incluso no Museum Pass)

O Louvre é o maior museu do mundo e um desses cantinhos imperdíveis para quem curte arte antiga. O museu possui um acervo sensacional com peças que vão muito além da enigmática Mona Lisa, da Vitória de Samotrácia e da Vênus de Milo. Ele une peças adquiridas pela realeza francesa, relíquias conquistadas pelas batalhas napoleônicas e doações de famílias nobres francesas. Falando em Napoleão, foi ele quem fundou o museu com o modesto objetivo de reunir a maior coleção de arte do mundo.

O que fazer em Paris

Museu do Louvre

A visita pelo Louvre começa pelo pátio central, chamado de Pátio Napoleão e marcado pela famosa pirâmide do Louvre, um conjunto fotogênico de pirâmides em vidro e metal inaugurados em conjunto com o átrio subterrâneo para aliviar a carga na estrutura da porta central, que estava sofrendo bastante com a quantidade crescente de visitantes no museu – além de distribuir o fluxo de visitantes pelas diversas galerias do museu.

Antes de entrar capriche nas fotos, as pirâmides com o edifício antigo do Louvre no fundo rendem fotos especiais.

De volta à visita, tenho algumas dicas para te ajudar a aproveitá-la ao máximo:

  1. Escolha o que você quer ver: O Louvre é imenso e é impossível ver tudo. Assim, para curtir a visita ao máximo, pesquise sobre o museu e escolha o que você quer ver primeiro.
  2. Aprenda algo novo: Para te ajudar a entender o Louvre recomendo o Guia da Patricia, ela escreve o blog Turomaquia e é ótima! O Guia vai te ajudar a simplificar sua visita e vai transformar sua experiência.
  3. Fure a fila grande: Com o Paris Museum Pass você pula a fila de quem não comprou ingresso – que é beem grande – e vai direto para a fila da segurança. Chegando cedo você perde menos tempo na fila. Caso você não queira comprar o Paris Museum Pass, compre o ingresso com antecedência.
  4. Se for no dia grátis, chegue cedo: Toda primeira quinta feira do mês o Louvre é grátis. Caso você pretenda visitá-lo neste dia, chegue muito cedo e vá com paciência. Eu confesso que não chego nem perto do Louvre no dia gratuito e que prefiro usá-lo para conhecer outros museus menos conhecidos, mas deixo essa escolha para você.

Os Jardins de Tuileries

O mais central e o mais antigo dos jardins Parisienses ganhou este nome graças a origem do terreno, que já abrigou um palácio (o antigo palácio de Tuileries queimado em 1871 pela guerra civil francesa e demolido em 1883) e uma fábrica de telhas, ou se você preferir: Tuileries.

O que fazer em Paris

Jardim de Tuleries – Paris

Estes jardins deliciosos conectam o Museu do Louvre à Praça da Concórdia. São um ponto estratégico e uma parada deliciosa no roteiro de quem visita Paris pela primeira ou pela vigésima vez, começando pela localização: no meio de tudo!

Paris é dividida em 20 zonas (arrondissements /bairros) numerados do 1 ao 20, sendo a primeira a região mais central e a vigésima a mais afastada. E, como a primeira região é exatamente a região do Louvre, não é exagero dizer que os Jardins de Tuileries marcam o coração de Paris.

O que fazer nos Jardins de Tuileries, afinal?

1. Caminhar, fotografar e descansar
Seja depois de uma sessão de arte no Louvre, ou de caminhada pelas margens do Rio Senna, sentar nos banquinhos do Jardins de Tuileries e ver a vida passar é sempre delicioso. Assim a minha primeira dica nos Jardins de Tuileries é dar um passeio despretensioso curtindo as árvores milimetricamente aparadas, os arbustos quase que desenhados e as esculturas lindas de Rodin, Henry Moore, Carpeaux, de Max Ernst, Giacometti, Dubuffet e Maillol espalhadas por todo o jardim. No meio dessa andança, você verá que algumas das estátuas estão parcialmente danificadas, falta um pé aqui, uma mão ali, essas estátuas foram mantidas danificadas para que fique para sempre na memória dos franceses os excessos cometidos pelos movimentos políticos. Interessante e, ao mesmo tempo, mostra como a história se mantém viva em meio aos pedaços faltantes nas estátuas do Jardim de Tuileries. E que fiquem os bons exemplos!

2. As cadeirinhas verdes que são a cara de Paris
Depois de um passeio gostoso pelos jardins, faça como os locais: sente-se em uma das cadeirinhas verdes espalhadas ao redor da fonte redonda e do espelho Octogonal. Muita gente aproveita os dias de sol para comer uma baguete ou tomar algo gostoso relaxando nelas.

3. O Arco do Triunfo du Carrossel
Arc de Triomphe du Carrousel foi construído entre 1806 e 1808 para comemorar as vitórias de Napoleão Bonaparte contra os impérios russo e austríaco. O arco tem 19 metros de altura por 23 de largura e é todo trabalho em relevos com lindas colunas em mármore rosado. A escultura no topo é uma réplica da escultura tomada de Veneza durante uma das batalhas, que retrata São Marcos sob uma carruagem puxada por quatro cavalos (a obra original foi devolvida a Itália em 1815). Além do arco lindo, a graça aqui é enquadrar em uma mesma foto o Arco do Triunfo do Carrossel, as árvores bem aparadas da Avenida Champs-Élysées e o Arco do Triunfo de l’Étoile lá no fundo. Uma lindeza só.

O que fazer em Paris

Arco do Triunfo du Carrossel – o Arco de Napoleão – Paris

4. Dois Museus excelentes
Além de muita arte boa ao ar livre, o Jardim de Tuileries conta com dois excelentes museus, o Museu Orangerie (meu queridíssimo) famoso por abrigar a coleção de Ninféias de Monet (pode deixar que já já falarei mais sobre ele) o Jeu de Paume que conta com exibições temporárias excelentes de fotografia, cinema e arte contemporânea. Vale ficar ligado no calendário de exibições porque sempre tem coisa boa rolando por lá!

5. Parquinho caprichado, carrossel e trampolim
Quem viaja com crianças conta com uma área divertida com direito a um parquinho caprichado e muito bem preparado para receber os pequenos (e viva o chão de borracha!), área de jardinagem infantil, camas-elásticas ao ar livre (quem não ama?!), um carrossel charmoso que é a cara de Paris.

6. Fête Foraine e a Roda Gigante do Jardim de Tuileries
No verão (final de junho a meados de agosto), tem-se um parque de diversões armado em pleno Jardim de Tuileries. Além da roda-gigante (taí mais um ponto maravilhoso para tirar fotos bacanas de Paris), a festa conta com aquele balanço divertido de pendurar.

E aí? Pronto para explorar os Jardins de Tuileries?

Catedral de Notre Dame

Poderia ter escrito um texto imenso neste item – com muitas dicas e, principalmente, histórias. Infelizmente, em abril de 2019, a Catedral de Notre Dame (Estação de metrô Cité – linha 4) sofreu um incêndio que a destruiu parcialmente. A Catedral começou a ser construída no século 12 pelo bispo Maurice de Sully. Para viabilizar a construção, algumas casas e capelas tiveram que ser demolidas e a rua foi aberta para permitir a passagem e a chegada do material de construção. Ela foi inaugurada em 1245 após 82 anos de construção e, cinco séculos mais tarde, passou por um grande projeto de ampliação que terminou com o trabalho de demolição das casas vizinhas e deixou Notre Dame com o formato atual. A catedral passou por inúmeras reformas e serviu de palco para acontecimentos importantes como a coroação de Napoleão e Henrique VI (da Inglaterra) e a beatificação de Joanna D’Arc – se tornou um dos edifícios religiosos mais importantes de Paris e um de seus principais pontos turísticos.

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Catedral de Notre Dame após os incêndios 🙁 | Foto: Fabiana Leite

Enquanto parte do teto da Igreja e uma das torres pontiagudas desabaram, algumas das principais torres com sinos e muros externos foram salvos. Desde então, a Catedral segue fechada temporariamente para visitação e o mais triste: sem previsão de abertura. Ainda assim, vale passar em frente e reparar nos detalhes que ainda estão por lá. Quem visitou Notre Dame recentemente afirma que o cheiro de queimado é forte, mas dá para perceber a grandiosidade e imponencia da construção – mesmo com os tapumes que a envolvem.

Saintee Chapele

  • Metrô: Linha 4 – Parada Cité
  • Horários de funcionamento: De março a outubro das 09h30 às 18h | De novembro a fevereiro das 09h às 18h
  • Ingressos: adultos 8 Euros | estudantes 6 euros
  • Grátis para residentes da união Europeia ou portadores de passaporte europeu menores de 26 anos.
  • Entrada inclusa no Paris Museum Pass (prepare-se para filas longas: como todos os visitantes são obrigados a passar pelo detector de metais, não pegar fila na entrada é praticamente missão impossível. O Paris Museum Pass, infelizmente não dá direito a furar a fila na Sainte Chapelle)

Conhecida como obra prima da arquitetura gótica Flamboyant, a Sainte Chapelle fica no coração de Ile de la Cité (Ilha da cidade) e é sem dúvida uma das igrejas mais lindas de Paris. Prepare-se para entrar em um universo de vitrais coloridos que mudam de cor com conforme o horário do dia e os raios do sol. A Sainte Chapelle é originalmente uma igreja real, construída no antigo palácio Real de Paris, entre 1242 e 1248, para abrigar relíquias da paixão de cristo como partes da Cruz que Jesus Carregou até o calvário e a coroa de espinhos usada por ele. O Rei não economizou recursos para a construção da igreja que custou três vezes mais barato que o preço das relíquias negociadas com Constantinopla.

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Vitrais coloridos na Sainte Chapele

Durante a revolução Francesa, a Sainte Chapelle, que era vista como um símbolo de status da nobreza, teve parte da sua beleza mascarada para sobreviver aos atos de depredação e vandalismo – e foi assim que os bonitos vitrais que dão cor e alegria à igreja permaneceram intactos. Em 1846 a Igreja foi restaurada e, em 2015, a Sainte Chapelle passou por uma nova restauração para dar aos vitrais a aparência e a luminosidade original.

A visita à Sainte Chapelle
Inicie pela parte baixa da igreja, um lugar de oração aberto a todos os súditos do palácio – a igreja era parte do Antigo Palácio Real de Paris e hoje as únicas partes que restam desse palácio são a Capela e o prédio ao lado, a Conciergerie. Naves azuis decoradas com flores de lis douradas – símbolo da nobreza francesa – contornadas com bordas douradas e elementos vermelhos recebem os visitantes com muito brilho. Neste andar, destacam-se a estátua da Virgem Maria e o afresco mais antigo da cidade de Paris retratando a anunciação de Cristo (do lado esquerdo sobre a porta da antiga sacristia).

Todas as cores e detalhes do primeiro andar, que é indiscutivelmente lindo, preparam os visitantes para o show de cores dos vitrais do segundo andar, construído para ser o local de oração exclusivo do rei, seus familiares e convidados especiais – além de abrigar as relíquias de cristo. Antigamente, havia uma passarela que conectava o palácio real diretamente com este pedacinho da igreja, assim o rei conseguia seguir para seu lugar de oração sem passar pelo andar dos súditos.

De volta aos vitrais, são mais de 1000 cenas divididas em 15 vitrais e uma enorme rosácea que ilustra cenas do catolicismo a história desde Gênesis até a ressurreição de Cristo. Para conseguir entender a história – ou no meu caso, parte dela – olhe da esquerda para a direita e de cima para baixo.

Na parte central da igreja está o altar que antigamente abrigava as 22 relíquias da paixão de Cristo, que foram duramente castigadas durante a revolução francesa. O que sobrou delas fica agora guardado no tesouro da Catedral de Notre Dame, sendo que a mais preciosa das relíquias, a coroa de espinhos, era exposta aos fiéis toda a primeira sexta feira do mês às 15h e durante a sexta feira santa em uma missa especial (por conta do incêndio deste ano, esta atração não está mais sendo feita).

Concertos na Sainte Chapelle
Um programa fantástico para quem visita Paris de março a outubro é assistir um concerto de música clássica na Sainte Chapelle. Todos os anos são realizados cerca de 100 concertos de música clássica com direito a iluminação caprichada nos vitrais. Minha irmã e minha mãe fizeram esse passeio e saíram de lá verdadeiramente encantadas após ouvir uma linda sinfonia de Mozart. [Há algumas opções de sites para comprar ingressos dos concertos nas igrejas de Paris. Não achei nenhum site oficial, mas achei o Classictic um dos mais práticos de usar].

Basílica de Sacre Couer

Endereço: 35 Rue du Chevalier de la Barre, 75018
Horário de funcionamento: todos os dias das 06h às 22h30
Entrada: gratuita

A Sacre Couer ou Basílica do Sagrado Coração faz parte dos principais pontos turísticos de Paris e está localizada no ponto mais alto do bairro Montemartre, a 129 metros acima do nível do mar. Inclusive, muita gente acredita que a Sacre Couer é ainda mais incrível que a Notre Dame – muito por conta das vistas que ela proporciona lá do alto. Para chegar até a Basílica é necessário encarar mais de 200 degraus, cansativo mas vale a pena. Principalmente porque durante o percurso existem diversas plataformas para descansar e admirar a paisagem. O acesso até o topo pode ser feito por escadas rolantes ou por uma caminhada pela parte de trás da colina (aberta para visitas das 9h às 17h – no verão até as 20h).

O que fazer em Paris

Basílica de Sacre Couer | Foto: Isa Aggiunti

Entre na igreja com calma e repare nos detalhes, como o mosaico da cúpula que além de lindo é o maior da França. No campanário é possível avistar um sino que pesa mais de 20 toneladas e possui 3 metros de diamêtro. Para fechar o passeio, caminhe até a escadaria em frente a igreja e veja as apresentações espetaculares feitas pelos artistas locais que rolam aos finais de tarde próximo horário ao pôr do sol.

Os jardins de Luxemburgo

Localizado no distrito 6, bem pertinho da Sorbonne, do Panthéon Nacional e coladinho em Saint Germain des Près, os Jardins de Luxemburgo são um dos parques urbanos mais visitados de Paris e um dos queridinhos dos turistas e dos locais. Que saber o que os Jardins de Luxemburgo tem de tão especial, afinal?

O que fazer em Paris

Jardins de Luxemburgo – Paris

1. Uma vibe deliciosa e muito verde
São 22 hectares recheados de fontes, gramados bem cuidados (pena que a área sentável é hiper limitada), canteiros floridos, quadras para a prática de esportes, campos de bocha, uma área bem completa para as crianças brincarem e por aí vai. O Luxemburgo é um daqueles cantinhos que me fazem esquecer que estou viajando e me faz querer sentar, relaxar e deixar a vida passar sem nenhuma pressa! Taí um dos meus lugares preferidos de Paris e um dos que faço questão absoluta de voltar sempre que passo pela cidade.

2. Arte da boa
Caminhar pelos jardins de Luxemburgo é descobrir um montão de arte boa. Algumas das obras mais conhecidas são a Fonte de Médici (que fica especialmente linda durante o outono, quando seu espelho d’água se enche de folhas amarelas), e as estátuas das rainhas francesas encomendadas pelo Rei Luís Felipe. A minha preferida é a fonte do Observatório (também conhecida como fonte das quatro partes do mundo). Nela, quatro mulheres no topo representam os quatro continentes Ásia, África, América e Europa e as quatro carregam um bonito globo enfeitado com símbolos do zodíaco. Embaixo das mulheres quatro figuras meio cavalo e meio peixe terminam o conjunto.

Para quem quiser dar um giro pela Arte dos Jardins de Luxemburgo, minha dica é este post da Márcia (Blog Mulher Casada Viaja).

3. Muitas atividades para os pequenos
Empurrar os barquinhos a vela na fonte principal é uma tradição que é a cara de Paris, mas a programação nos jardins de Luxemburgo vai bem além dos barcos charmosos. O parque conta com o maior teatro de marionetes da França (as peças acontecem somente em francês, mas em geral são divertidas mesmo sem entender uma palavra, com entrada paga a parte), tanques de areia e um parquinho caprichado (infelizmente a entrada é paga, mas para quem for ficar bastante tempo vale a pena), espaço para passeios de pônei e carrossel.

4. O edifício maravilhoso do Senado Francês
Construído para abrigar a residência de Maria de Médici (viúva de Henri IV), o Palácio de Luxemburgo tem influências arquitetônicas Italianas (Maria de Médici sonhava em construir uma réplica dos Palácios e Jardins de Boboli em Florença) e um interior maravilhoso. O Palácio serviu de residência Real, virou uma prisão durante a revolução Francesa, se tornou um quartel geral durante a segunda guerra mundial (e foi ocupado pelas tropas de Hitler) e hoje abriga o Senado Francês. A parte interna do Senado só abre para visitas em ocasiões especiais, mas a fachada do prédio é maravilhosa e rende fotos lindas com a fonte dos Jardins de Luxemburgo no centro.

5. Um merecido descanso
Já declarei meu amor pelos Jardins de Luxemburgo, mas volto aqui brevemente para contar que este é um dos meus cantinhos preferidos para passar o final de tarde e descansar as pernas depois de muita caminhada. Gosto de ficar hospedada na região do Quartier Latin, o que deixa os jardins sempre perto e sempre acessíveis para uma escadinha rápida. Outro programa delicioso é comprar um sanduíche delicioso (amo as baguetes recheadas com brie e tomate) e comer sentadinha em uma das cadeirinhas verdes do parque.

O Museu D’Orsay

  • Metrô: Solférino
  • Horário de funcionamento: terças, quartas, sextas, sábados e domingos das 09h30 às 18h, quintas das 09h30 às 21h45
  • Ingressos: Adultos 14 Euros | Menores de 18 anos e residentes da União Europeia 11 Euros

Localizado na margem esquerda do rio Sena e em frente ao Museu do Louvre, o Museu de Orsay é um museu nacional instalado em uma antiga estação ferroviária. Fundado em 1986, ele é dedicado à arte ocidental e reúne trabalhos produzidos no período de 1848 e 1914 – e foi erguido para a Exposição Universal de 1900.

A visita começa do Aldo externo do museu onde esculturas de animais em tamanho real divertem crianças e adultos, amo o rinoceronte. Do lado de dentro vale observar o cuidado ao transformar a antiga ferroviária em museu, destaque para o enorme relógio no segundo andar (dele você conseguirá tirar fotos bem impressionantes).

O grande destaque do museu são as pinturas, esculturas e fotografias feitas por artistas do impressionismo, pós-impressionismo e realismo, como Monet e Manet, Degas, Cézanne e Van Gogh (há um auto-retrato lindíssimo!)

Para contemplar todo o Museu, você levará pelo menos duas horas, portanto chegue cedo e evite filas. Uma boa opção também é comprar seu ingresso antecipado evitando a fila da bilheteria.

Monumentos marcantes de Paris:

Panthéon

  • Horários de funcionamento: De janeiro a março das 10h às 18h | De abril a setembro das 10h às 18h30 | De outubro a dezembro das 10h às 18h
  • Ingressos: Adultos 9 Euros | Menores de 26 anos 7 Euros

Pertinho da Sorbonne – Universidade de Paris – ergue-se uma impotente cúpula de pedra: o Pantheón. Projetado em 1755, com o modesto objetivo de fazer frente à Basílica de São Pedro em Roma, e terminada em 1790, a obra foi dedicada a Santa Genoveva.

A vida do Pantheón como Igreja durou pouco menos de 100 anos e logo o local foi transformado em Pantheón Nacional, passando a abrigar as cinzas de grandes franceses como Victor Hugo, Russeau, Gambetta, Voltaire, Soufflot – arquiteto do Pantheón, Alexandre Dumas, entre outros. Em 1851, o Panthéon serviu de palco para a experiência de Foucault, que com um pêndulo gigante pendurado no teto conseguiu provar o movimento de rotação do planeta terra.

o que fazer em Paris

Hoje, quem visita o local encontra uma réplica do pendulo de Foucault e entende ao vivo os motivos da  escolha do local.

O interior do Panthéon é muito mais bonito que a parte de fora, começando pelos ladrilhos coloridos, o surpreendente domo carregado por colunas altíssimas e gordíssimas e, no altar, uma bonita escultura comemorativa à Revolução Francesa. Na parte de baixo, a cripta revela galerias e galerias. O lugar é tão imenso que dá fácil para se perder. E, por fim, na minha opinião o auge do passeio, a subida na cúpula.

Cúpula do Panthéon: vistas incríveis de Paris

O passeio acontece a cada meia hora com grupos de até 50 pessoas e dura 40 minutos. Para chegar ao alto é necessário subir uns 200 degraus. Garanto que o exercício vale a linda vista que você terá. À sua direita a Notre Dame, a frente os jardins de Luxemburgo, Torre Eiffel e Les Invalides e, bem de longe, a Sacre Coeur. Poucos lugares tem uma vista tão linda. Um bom motivo para você incluir este passeio na sua lista. Quer outro motivo? O Pantheón raramente tem fila para entrar ou subir.

O que fazer em Paris

Paris vista do Pantheon

Wall of Peace

Nos jardins Champs-de-Mars e diante da Torre Eiffel você encontrará o monumento “Wall of Peace”, ou “Muro da Paz”. A obra, que foi instalada em 2000, é feita de vidro, madeira e metal e contém a palavra “paz” escrita em 49 idiomas. O autor da obra é o escritor Marek Halter e sua esposa, Clara, e ela foi projetada como temporária apenas para marcar a passagem do novo milênio.

O monumento foi erguido exatamente onde, antes da Revolução Francesa, os soldados faziam seus treinamentos. Rapidamente, o “Muro da Paz” se tornou ponto de encontro para diversas manifestações políticas e depois de muitas brigas na justiça (entre os que queriam sua perenidade e os que eram a favor de sua destruição), a obra permanece intacta – e merece sua visita!

Palais Du Royal

  • Metrô: Palais Royal | Musée Du Louvre
  • Endereço: 8 Rue de Montpensier
  • Horário de funcionamento: aberto todos os dias das 07h30 às 20h30 (horários são estendidos em alguns meses do ano, confira a programação completa no site)

A história do Palais Royal começou em 1624, mas só ganhou notoriedade em 1784 quando os jardins do palácio foram abertos ao público e, pasmem, a entrada da polícia foi proibida. Rapidamente o local ganhou um status de liberdade sem igual por toda a cidade de Paris e passou a ser usado para trocar informações, beber, discutir política e todas essas coisas que não podiam ser feitas em outros lugares. Com o fim da Revolução Francesa, o local passou a ser patrimônio Francês e hoje é sede de alguns ministérios, restaurantes, lojas, um hotel e um teatro.

O que fazer em Paris

Pátio de colunas no Palais Du Royal

Em 1990, o interior ganhou a aparência atual – o pátio de honra foi ornamentado com colunas listradas de diferentes tamanhos. Essa é a primeira surpresa de quem visita os Jardins do Palácio. Fiquei encantada com as colunas e com suas possibilidades fotográficas. Não tem como não gostar!

Outra surpresa de quem visita o Palácio são os bonitos jardins. As árvores milimetricamente plantadas em filas são algo surreal para quem está acostumado com a desordem poética dos jardins Brasileiros. Por lá, também tem uma fonte rodeada de banquinhos – cena típica de Paris. Charmosa para os grandinhos e divertido para os pequenos.

Não se preocupe caso você tenha pouco tempo, em 20 minutos dá para percorrer o parque inteiro. Devagar e com carinho, a visita leva pouco menos de uma hora. Ah, não deixe de reparar nessa excêntrica estação de metrô!

Fontaine Saint-Michel

A fonte marca o início do Quartier Latin (ou 5º arrondissement), bairro super jovem e repleto de cafés e livrarias. O projeto da Fontaine Saint-Michel, ou Fonte de São Miguel, foi ordenado em 1860 como parte do plano das reformas urbanas de 1853 (quando ruas foram alargadas e transformadas em avenidas a favor da modernização da cidade). A princípio, a fonte seria uma estátua de Napoleão I, mas como naquele tempo ele era mal visto pela população francesa, a imagem foi substituída por São Miguel – em lembrança à Capela de São Miguel, localizada próximo dali.

A fonte retrata São Miguel derrotando satanás em meio a quatro estátuas de bronze, que representam as virtudes cardeais: Prudência, Justiça, Força e Temperança. Ela possui 26 metros de altura e 15 metros de largura e representa a vitória do Bem sobre o Mal.

Principais igrejas e mesquitas de Paris:

Igreja de la Madeleine

  • Metrô: Paragem Madeleine
  • Horário de funcionamento: todos os dias das 09h30 às 19h
  • Entrada: gratuita

Inaugurada em 1842, depois de 80 anos de construção, a igreja Madeleine é uma dessas surpresas bonitas que Paris te reserva. Digo surpresa porque geralmente Madeleine – apesar de super bem localizada, pertinho da praça da Concórdia e dos jardins do Louvre – não faz parte de um roteiro turístico tradicional, já muito bem preenchido com Sacre Coeur, Notre Dame e Sainte Chapelle.

O que fazer em Paris

Igreja La Madeleine

Pois bem, contando rapidamente a história da igreja e de sua longa construção, a ideia inicial era construir um templo de devoção à Maria Madalena. Chegada a Revolução Francesa, as obras foram paradas e depois de muito discutir-se que fim teria o esqueleto de igreja começada, Napoleão resolveu construir um templo de devoção aos soldados. Ideia que também foi abandonada com a construção do Arco do Triunfo. E, assim, Madeleine ficou parada até o final da Revolução Francesa, quando as obras foram retomadas dando origem a igreja atual.

Do lado de fora, Madeleine lembra um templo grego, com pórtico triangular e colunas coríntias (repare no tamanho delas, são impressionantemente altas), e, por dentro, é realmente linda, decorada com estátuas branquinhas e um bonito afresco no altar.

Mesquita de Paris

  • Metrô: Censier-Daubenton
  • Horário de funcionamento: todos os dias das 09h às 12h e das 14h às 19, no inverno até às 18h (fechada às sextas)
  • Entrada: 3 Euros

Inaugurada em 1926, a Mesquita de Paris foi erguida em homenagem aos soldados muçulmanos mortos pela França na Primeira Guerra Mundial. Sua torre principal é decorada com padrões geométricos e repleta de detalhes – e isso reflete na parte interna da Mesquita também, já que a arte hislâmica não utiliza figuras humanas em representações religiosas.

Não deixe de visitar os jardins da Mesquita (feito sobre um piso de pastilhas azuis incrível), os salões principais, a biblioteca e o salão de chá. Vale lembrar que existem algumas regras de como se portar dentro dos ambientes de rezas, elas são indicadas em um painel que fica logo na entrada.

Quer outro bom motivo para visitar a Mesquita de Paris? O salão de chá que serve docinhos árabes gostosos, e um cházinho de hortelã especial.

Melhores museus de Paris:

Hotel des Invalides

  • Metrô: Les Invalides ou Varrene
  • Horário de funcionamento: aberto todos os dias das 10h às 18h (no inverno até às 17h)
  • Entrada: 12 Euros

Uma das grandes preocupações do Rei Luís XIV era construir um refúgio para receber os ex combatentes feridos ou desabrigados após suas campanhas pelo mundo afora. Pensando nisso ele mandou erguer um edifício colossal, o Hôtel National des Invalides ou Palácio dos Inválidos, hoje um dos principais monumentos de Paris e um dos pontos turísticos mais visitados da cidade.

O interessante é que ainda hoje o Palácio dos Inválidos mantém sua conexão forte com as Forças Armadas Francesas. O complexo abriga um museu do exército, duas igrejas (uma delas guarda as cinzas do maior general francês de todos os tempos: Napoleão Bonaparte) e uma ala não turística que ainda serve de hospital para feridos de guerra.

Comece sua visita pela capela do Les Invalides que, com sua enorme cúpula dourada, chama atenção de longe. A parte interior também é igualmente adornada e por incrível que pareça a peça mais discreta lá dentro é o túmulo de Napoleão. Destaque para a quantidade de peças douradas e para o lindo afresco do teto. O Museu do Exército Francês reúne artefatos (armas, armaduras, posters) de guerra que vão desde o século XIII até a segunda guerra mundial. Dê um giro pelos Jardins do Palácio dos Inválidos e, saindo de lá, passe pelo pátio de honra onde há estátua de Napoleão com as mãos no peito.

Musée Rodin

  • Metrô: Varenne
  • Horários de funcionamento: aberto todos os dias das 10h às 18h30 (fechado às segundas)
  • Ingresso: 12 Euros | Menores de 25 anos e residentes da União Europeia 9 Euros

O Museu Rodin foi inaugurado em 1917 graças ao próprio Auguste Rodin, um famoso escultor francês. O local expõe grande parte das obras do artista e até mesmo peças que ele colecionava. No imenso jardem, de aproximadamente 3 hectares, diversas enormes esculturas são espalhadas – o que torna o passeio ainda mais agradável (dá para curtir o museu sem nem mesmo entrar no edifício).

O que fazer em Paris

Musée Rodin com torre dos Invalides no fundo

Eu já tinha ouvido falar bem do museu, mas ainda não conhecia. Não são muito fã de esculturas, mas as recomendações eram tão boas que fui lá conferir. O museu estava relativamente vazio e por isso consegui curtir bastante, especialmente o jardim, que ė lindo e foi a parte que mais gostei. É um desses lugares bonitos que vale a pena parar e contemplar pensando na vida.

E, falando em pensar, uma das obras mais lindas do museu se chama “O Pensador” e fica no jardim (não vai ser difícil identificá-la). Outros destaques sāo “A Porta do Inferno”, tambėm no jardim do lado oposto do Pensador, uma porta mega cheia de detalhes. Dá para pirar um tempāo esculturas diferentes lá dentro. Aliás, como nāo poderia deixar de citar, o famosíssimo “O Beijo”, que ė tão lindo quanto me haviam descrito.

Se você já conhece o D’orsay, Louvre, Orangerie e Pompidou, ė uma visita que vale a pena fazer. Coloque na sua lista!

Museu Orangerie

  • Metrô: Estação Concorde
  • Horário de funcionamento: aberto todos os dias das 09h às 18h (fechado às terças)
  • Ingresso: Adultos 9 Euros | Menores de 18 anos entrada gratuita (entrada gratuita para todos no primeiro domingo de cada mês)

Rodeado por dois dos maiores e mais famosos museus do mundo, o Louvre e o Museu D’Orsai, o Orangerie acaba passando despercebido e ficando de fora do roteiro de muita gente. Uma pena porque ele é fantástico e super rápido de visitar. Um museu que não me canso de repetir e que faço questão de “espiar” toda vez que vou a Paris.

que fazer em Paris

Museu Orangerie

Orangerie é um museu pequenino que está localizado dentro do Jardim de Tuileries, mais conhecido como Jardins do Louvre, e que guarda o conjunto mais impressionante de telas de Monet do mundo: as ninfeas de Monet – um espetáculo de cores, tamanho e de grandiosidade. Quadros que vão impressionar até mesmo quem não gosta muito de arte.

Basta entrar no salão principal, um emaranhado de salas ovais, para mudar completamente de opinião e ter certeza que tamanho realmente não é documento. Monet arrasou na sutileza dos detalhes, nos traços cuidadosamente coloridos e nos degradês verde e roxo que compõe a paisagem. Lindo, sublime e prá lá de especial. Um momento para ficar na memória de qualquer apaixonado por arte de plantão.

Inspiradas no incrível Jardim de Monet, as ninfeas ou Les Nymphéas, são 8 painéis gigantes (a maior delas tem 17 metros de comprimento e a menorzinha tem 6 metros) formados por 22 duas telas de nadeura diferentes unidas uma a uma de maneira quase imperceptível. As telas foram doadas pelo próprio artista ao governo francês com a condição de que ficassem expostas de maneira a impressionar o expectador. E elas impressionam, viu. Ô se impressionam!

Além das incríveis Ninfeas de Monet, o museu tem um acervo compacto, porém excelente, com direito a Matisses, Picassos, Cézannes e o que mais gostei: um belíssimo Renoir chamado “Jeunes Filles au pian”.

Centro Georges Pompidou

  • Metrô: Rambuteau, Hôtel de Ville ou Châtelet
  • Horário de funcionamento: aberto todos os dias das 11h às 22h (fechado às terças)
  • Ingresso: Adulto 14 Euros | incluso no Paris Museum Pass

O Museu Pompidou ou Centro Georges Pompidou foi projetado por Renzo Piano, Richard Rogers e Gianfranco Franchini. Ele ocupa um dos edifícios mais modernos de Paris, um grande bloco de concreto com todos os seus tubos e dutos aparentes que utilizam código de cor bem bacana: todos os canos de água são verdes, os tubos do ar condicionado são azuis, tudo que é elétrico é amarelo e os elevadores e sistema anti incêndio são vermelhos. O resultado é um bloco hiper colorido e que nos leva a pensar um pouco em todos os fios e tubos cobertos pelo mundo afora.

que fazer em Paris

Fachada do Museu Pompidou

Eu, que estudei design, curto bastante essa história de cores e sinalização. Pompidou é um verdadeiro case de sinalização, posso tranquilamente dizer que o prédio sozinho já valeria a vista, mas não é só isso. O museu tem um acervo sensacional de arte contemporânea e moderna, uma sinalização interna tão bacana e bem pensada quanto a composição do edifício – além de vistas espetaculares de Paris.

Fonte Stravinsky

Quer mais um motivo para visitar o Pompidou? A fonte Stravinsky! Uma fonte surrealista composta por 16 elementos coloridíssimos (tem boca gigante, caveira, figura animada e várias traquitanas aquáticas) que produzem sons que remetem a música de Stravinsky. A fonte fica do lado externo do museu e vale cada segundos de observação.

Depois de curtir o visual colorido da fachada do museu e pirar nos movimentos e sons da fonte, chegou a hora de entrar e perceber como todo o acervo conversa super bem com a arquitetura do edifício, das placas de sinalização coloridas, aos tubos das escadas rolantes que me fizeram lembrar ligeiramente do desenho dos Jackson, às obras de arte caprichadas de Andy Warhol e Roy Lichtenstein.

Vistas lindas de Paris
Antes de sair, não deixe de passar no sexto andar para ter uma vista maravilhosa de Paris. A vista é tão bonita que muita gente compra o Panorama Ticket, um ingresso de 3 Euros para ter acesso a vista. Para quem visita o museu, a vista tá inclusa no valor do ingresso.

Conciergerie

  • Endereço: boulevard du Palais, 2 | Metrô: Linha 4 – Parada Cité
  • Horário de funcionamento: aberto todos os dias das 09h30 às 18h
  • Entrada: Adultos 9 Euros
  • Dica: aqui vale comprar o ingresso antecipado  que dá acesso a Sainte-Chapelle e Conciergerie sem filas!

De Castelo Real à prisão, a Conciergerie serviu de palco para alguns dos mais importantes momentos da história francesa. O prédio vivenciou a Monarquia, sobreviveu a Revolução Francesa e hoje serve como importante museu. Visitá-lo é caminhar sobre um livro de história vivo e navegar pelos acontecimentos do passado. Para quem gosta de história, é um passeio que vale a pena. A visita pode ser dividida em duas partes: as salas medievais e as salas revolucionárias.

O que fazer em Paris

Conciergerie

Salas Medievais
As salas inferiores são o único vestígio conservado do Antigo Palácio de la Cité. Na época do Palácio, essas salas eram reservadas para a guarda real e outros súditos que trabalhavam para a família real. Destaque para as Salas das Pessoas de Armas, um lindo exemplo de arquitetura civil gótica. Na sala, ainda existem alguns vestígios de sua aparência antiga.

Salas Revolucionárias
As salas revolucionárias foram ocupadas e transformadas em prisão durante a Revolução Francesa. Nessa salas, o clima é meio pesado e você provavelmente deixará o local com o estômago um pouco revirado. Mesmo assim, o passeio é interessante e uma ótima oportunidade para aprender mais sobre a história francesa.

A visita começa pelo corredor principal, por onde circulavam os presos, e pouco a pouco vão surgindo os diferentes tipos de calabouço. Dependendo do nível hierárquico ou crime cometido as pessoas recebiam celas diferentes. Para ilustrar a experiência, objetos e painéis explicativos contam sobre os 5 séculos de história da prisão e de alguns prisioneiros “famosos”.

Alguns destaques:

  1. Capela dos Girondinos: antigo oratório medieval onde os 21 deputados girondinos celebraram seu último banquete antes de serem executados em outubro de 1793;
  2. Capela comemorativa de Maria Antonieta: construída em 1815 no local exato onde estava a cela que a rainha ficou presa;
  3. Cela de Maria Antonieta: reconstruída sobre parte do que era o verdadeiro calabouço da Rainha, que era vigiada 24 horas por dia por dois diferentes guardas;

Quem tem interesse em ler e aprender sobre os fatos, deve demorar cerca de uma hora e meia para visitar todos os ambientes. Para quem quer só “passar o olho”, faz isso em meia hora tranquilamente.

História da Conciergerie
No século VI, Clóvis o primeiro Rei da França estabeleceu sua residência na Ille-de-la-Cité. Seis séculos depois, o Rei Huges Capet trouxe o conselho e seu palácio de governo ao Palais de la Cité – cujas únicas partes remanescentes são a Conciergerie e a Sainte Chapelle – e a Ille-de-la-Cité tornou-se o símbolo da monarquia e da Nobreza Francesa. No século XIV o palácio passou por outra grande reforma e tornou-se também sede do parlamento Parisiense.

No final do Século XIV, Charles V mudou a residência Real para o Hotel de Saint-Pol – que logo foi destruído – e após o assassinatos dos conselheiros do pai dele, passou a administração do palácio a um Concierge, com poderes judiciais para administrar o palácio e a prisão. Daí, veio o nome “Conciergerie”.

Pouco tempo depois, o Tribunal Revolucionário (fundado em 1793) transformou o palácio em sua sede e reforçou, de uma vez por todas, seu uso como prisão. O tribunal revolucionário se instalou no Grande Salão e criou um programa baseado na virtude e no terror. A Lei dos suspeitos ordenava a prisão imediata de todas as pessoas que eram contrárias a revolução, fossem eles suspeitos ou declarados suspeitos. Naquele ano, mais de 2000 pessoas compareceram ao tribunal de acusação, entre elas a rainha Maria Antonieta e Robespierre.

Com a queda da Monarquia no ano seguinte, a situação ficou ainda pior. Neste período que ficou conhecido como “Terror”, o governo passou a ser feito por um poder executivo e pela comuna de Paris. Robespierre e os Montagnards criaram uma intensa disputa política contra os inimigos da república. Na Conciergerie, a pior e mais temida das prisões da revolução, os julgamentos individuais foram substituídos por julgamentos coletivos e, em seguida, completamente eliminados. Todos os dias dezenas de pessoas eram guilhotinadas. Esse periodo se encerrou em 1795 com a queda de Robespierre e a dissolução do tribunal.

Museu Picasso

  • Metrô: Saint Sébastie-Froissart
  • Horário de funcionamento: aberto todos os dias das 09h30 às 18h (fechado às segundas)
  • Entrada: 14 Euros (compre o ingresso antecipado pelo mesmo valor, evitando as filas)

O Museu Picasso passou por uma grande reforma de quase cinco anos e foi reaberto no final de 2014. Desde então, recebe cada vez mais visitantes adoradores da obra de Pablo Picasso. O prédio em que ele funciona foi construído entre 1656 et 1659 por Pierre Aubert.

O subsolo é dedicado aos ateliers e processo criativo de Picasso. Por lá, uma série de fotos mostra a evolução da pintura da famosa obra “Guernica”. Do primeiro ao segundo andar, o percurso é cronológico e apresenta as diversas fases do pintor. No último andar é que estão as grandes obras dele, além das que faziam parte de sua coleção particular – quadros de Cézanne, Gauguin, Matisse, Renoir, Braque, Modigliani e Miró.

Principais parques e jardins de Paris:

Jardim do Trocadéro

  • Metrô: Trocadero

Um dos cantinhos mais especiais de Paris (e com uma vista pra lá de especial da Torre Eiffel). O Jardins du Trocadéro, que foi projetado por Jean-Charles Alphand, faz parte do Palácio de Chaillot, onde há diversos museus para visitar. Entre esculturas, árvores e arbustros, a vista para a Torre Eiffel encanta e rende belíssimas fotos). Caminhe pelo centro do jardim, onde está a famosa “Fonte de Varsóvia”, composta por 20 canhões de água que dão um show de água e luzes – especialmente no verão.

Que fazer em Paris

Torre Eiffel Vista dos jardins do trocadeiro

Jardim das Plantas

  • Metrô: Gare d’Austerlitz, Jussieu, Place Monge ou Censier-Daubenton
  • Horário de funcionamento: aberto todos os dias das 07h30 às 20h
  • Entrada: gratuita

O Jardim das Plantas – ou Jardin des Plantes – é o principal jardim botânico da França. Com mais de 280mil m², ele foi criado em 1635 para servir como um jardim de plantas medicinais. Por lá, dá para passear uma tarde inteirinha pelas 12 divisões do jardim e 8 galerias – que são uma ótima pedida de atração para crianças e adolescentes. Confira as atrações fixas e esporádicas no site oficial (essas são cobradas e os ingressos podem ser adquiridos com antecedência).

Praças mais charmosas de Paris:

Praça da Concórdia

  • Metrô: Estação Concorde (Linhas 1,8 e 12)

Conhecida por seu obelisco egípcio e suas duas fontes com elementos dourados, a praça da Concórdia é uma das praças mais emblemáticas e mais fotografadas de Paris. Mas, você sabia que a praça da Concórdia teve um papel significativo da história da cidade? Localizada entre o Museu do Louvre e a badalada Champs-Élysées, essa simpática praça teve um importante papel na história de Paris, passando de palco de festejos e casamentos reais à sede da guilhotina durante a revolução francesa. Ali foram decapitados centenas de pessoas, entre eles a rainha Maria Antonieta e o Rei Luís XVI. Hoje a praça da Concórdia é uma das mais bonitas de Paris e é casa de um lindo obelisco egípcio.

O que fazer em Paris

Praça da Concórdia

Mas não foi só o papel da praça da Concórdia que mudou durante os anos, a praça também teve vários nomes: como Praça Luís XV em homenagem ao Rei que havia se curado de uma grande enfermidade – nessa época havia na praça uma estátua equestre do rei que foi completamente destruída. Durante a revolução a praça foi rebatizada de praça da revolução, a estátua real foi substituída pela guilhotina. Passada a revolução e o período do Terror, a praça ganhou o nome atual de praça da Concórdia. Ufa, bem mais bonito que “Praça da guilhotina”, né? Muito louco passar por essa praça sabendo da sua história e da sua transformação e imaginar um pouco da loucura e do caos que já passou por alí.

A praça da Concórdia nos dias atuais
Hoje, a praça voltou a ter clima festivo e recebe dezenas de noivas em busca da foto perfeita e de turistas encantados com as maravilhas de Paris. A Praça da Concórdia é um lugar super legal e uma divisão de duas partes completamente diferentes da cidade, os jardins do Louvre e a avenida Champs-Élysées.

E o obelisco egípcio?
Ao contrário do que muitos pensam, essa não é mais uma conquista das batalhas napoleónicas, mas sim um presente do Rei Egípcio Méhémet Ali ao Rei Luís Felipe I. O obelisco foi colocado na praça em 1836.

As fontes da Praça da Concórdia
Além do obelisco, a praça da Concórdia tem duas fontes que celebram as águas. Quem olha de longe acha que as duas fontes são iguais, mas na verdade são diferentes. A fonte norte celebra a navegação fluvial (com figuras que representam os rios franceses Rhin e Rhône e as colheitas de uva e trigo) e a fonte sul, qie celebra a navegação marítima (com figuras que representam o mediterrâneo e a pesca).

Aproveite sua passagem por este importante marco histórico para tirar algumas fotos com o Obelisco e com as bonitas fontes douradas.

Praça des Vosges

  • Metrô: Bastille e Chemin Vert

Também chamada de Praça Real, a Place dês Vosges foi construída em 1612 por Henrique IV, sendo assim a Praça planejada mais antiga de Paris. A arquitetura do lugar é super aconchegante e romântica: possui imóveis residenciais simétricos com tijolos vermelhos, um belo jardim florido e, no centro, uma estátua de Luís XIII.

O que fazer em Paris

Place des Vosges

No entorno da praça é possível visitar ótimas galerias de arte e restaurantes e, dentro dela, museus como o do Picasso e a Casa de Victor Hugo. É um ótimo lugar para passear no fim da tarde. Comece caminhando pelas arcadas e finalize no gramado para um banho de sol típico de Paris.

Place du Tertre

  • Metrô: Abbesses, Anvers ou Pigalle

No centro de um dos bairros mais charmosos de Paris, Montmartre, fica a Place Du Tertre – situada no ponto mais alto da cidade, a 130 metros de altura. A praça é cercada por lendas. Lá é possível encontrar uma placa que comemora os 600 anos de existência do local, porém muitos historiadores datam como o ano de construção dela 1635.

A praça ainda conta com uma exposição permanente de 140 artistas como pintores e retratistas, que expõem e pintam ao ar livre. Sendo assim, o lugar tem um clima descontraído e boêmio.

Pontes famosas de Paris:

Pont Des Arts

A Pont dês Arts é uma ponte de ferro toda bonitinha, em uma das melhores localizações Paris, encostada no museu do Louvre e de frente para a Pont Neuf, com uma vista privilegiada para o finalzinho pontudo da Île de la cité. A ponte des Arts foi construída entre 1981 e 1984 é uma réplica idêntica a sua antecessora (de 1804) inutilizada pelos bombardeios da segunda guerra mundial.

Com vistas incríveis do Rio Senna e da Île de la cité, a Pont des Arts era uma das principais paradas dos casais apaixonados em Paris. O ritual aparentemente inofensivo e romântico de trancafiar o amor com cadeados nas barras de metal da ponte, acrescentou uma carga de 45 toneladas a ponte, que começou a reclamar do peso e passou a correr risco de desabar. Em junho de 2015 os cadeados foram removidos da ponte que foi temporariamente decoradas com murais de grafite coloridos e no futuro receberá um vidro anti-cadeado.

O ritual dos cadeados e suas consequências para a estrutura da ponte
Os cadeados são colocados por casais do mundo todo e simbolizam o amor mútuo. Reza a lenda que o costume de eternizar o amor com um cadeado trancado surgiu na China há muitos e muitos anos atrás. Na Europa, os primeiros cadeados surgiram por volta do ano 2000 e o costume se intensificou depois do livro “I Want You” do italiano Frederico Moccia, lançado em 2006. O costume ficou popular e casais apaixonados vindos de todos os cantos do mundo passaram a prender seus cadeados nas barras de ferro da Pont dês Arts e jogar as chaves nas águas do Sena. O resultado: uma ponte alegre, colorida e incrivelmente pesada.

Para conter o avanço dos cadeados, a prefeitura de Paris realizou uma mega campanha anti-cadeado tentando incentivar os casais a trocaram cadeados por selfies. Algo que infelizmente não funcionou. A Lina, do Conexão Paris, fez um post super interessante chamando os cadeados de Paris de “Cadeados do Desamor”. O texto vale a leitura e a reflexão. Eu que sempre achei os cadeados um símbolo bonitinho, passei a questionar o fato. E para o Gu, que na vida passada já trabalhou com cálculo estrutural de pontes, os cadeados são uma verdadeira aberração e um pesadelo na vida de qualquer engenheiro. A ponte definitivamente não foi projetada para aguentar esse peso, tanto é que em junho de 2014, parte de sua mureta desabou. O primeiro sinal de que a prefeitura de Paris deveria tomar um medida mais drástica do que simplesmente incentivar as selfies.

No dia primeiro de junho de 2015, a prefeitura de Paris iniciou a remoção dos cadeados. E, para não deixar a ponte completamente vazia, ela ganhou o colorido dos grafiteiros locais. Hoje a Pont des Arts ganhará um vidro para proteger as grades de ferro de eventuais cadeados.

Ponte Alexandre III

  • Metrô: Invalides

A Ponte Alexandre III é uma das pontes mais lindas e ornamentadas de Paris, a sua chance de cruzar o Rio Senna e fotografar alguns dos principais cartões postais de Paris como a Torre Eiffel e o Palácio dos Inválidos enquadrando pedacinhos da ponte.
A ponte foi construída no estilo Beaux-Arts e é composta por dezenas de postes de iluminação maravilhosos no estilo Art Noveau decorados com anjos, ninfas francesas enfrentando as ninfas russas (no centro da ponte) – uma alusão em memória da aliança Franco-Russa, e quatro pedestais altos decorados com estátuas das Famas.

O que fazer em Paris

Ponte Alexandre III

A ponte e suas esculturas rendem fotos pra lá de caprichadas e são uma caminhada deliciosa para quem vem (ou vai) dos Les Invalides sentido Torre Eiffel. Ela possui 160 metros de comprimento e 6 metros de altura.

Pont Neuf

  • Metrô:Pont Neuf

Uma das mais belas de Paris, a Pont Neuf é a mais antiga da cidade e cruza o Rio Sena – parada obrigatória para garantir bons cliques. Em 1578, o Rei Henrique III decidiu construir uma ponte nova que cruzasse o Rio Sena, já que as duas que já existiam estavam em mau estado. Em 1607 ela foi aberta e recebeu o nome de “Ponte Nova”. Quando o Rei Henrique III morreu, ergueu-se uma estátua dele no centro da ponte, que foi derrubada durante a Revolução Francesa e substituída por outra exatamente igual em 1818.

Desde então, a ponte passou por diversas revitalizações e permanece sendo um grande ponto turístico de Paris. Pont Neuf possui 232 m de comprimento e 22 m de largura, além de sete arcos que unem à margem direita e cinco à margem esquerda.

Sabe o que eu mais gosto da ponte Neuf? O parque pequenino formado pela pontinha da ilha. Você pode sentar lá na pontinha, relaxar, e curtir Paris de um outro ângulo!

Casas de concerto em Paris:

Ópera Garnier

Metrô: Opéra, Chaussée d’Antin, Madeleine ou Auber

Minha primeira visita à Ópera de Paris – Palais Garnier – foi engraçada. Fui seguindo o mapa que me deixou do lado de trás da Ópera e fiquei um pouco decepcionada: “Essa é a tal Ópera de Paris que todo mundo fala?”. Como eu já estava lá, resolvi dar uma volta ao redor do prédio. E foi aí que percebi o quão bonita era a parte de fora da Ópera, toda rodeada por lustres em forma de mulher.

O que fazer em Paris

Ópera Garnier

O que eu só fui descobrir alguns anos depois é que saí de lá sem fazer o melhor do passeio, que é conhecer o interior Ópera de Paris. Vejam algumas fotos e me diga se não vale a pena:

E uma dica bacana para quem gostaria de assistir uma ópera e está planejando a viagem com bastante antecedência é que existem ingressos disponíveis a partir de 10 euros, só que eles se esgotam bem rápido. Ou seja, se tiver a chance, não pense duas vezes e compre seus tickets online, uma experiência dessas é no mínimo inesquecível.

Moulin Rouge

Moulin Rouge é uma das casas de show mais conhecidas do mundo. Ela foi fundado em 1889, durante a Belle Époque e, desde então, se tornou mundialmente conhecido pelo típico espetáculo Cancan. A casa está localizada no bairro de Montmartre, local que por muitos anos foi associado à prostituição e libertinagem.

O que fazer em Paris

Fachada do Moulin Rouge

Hoje, Moulin Rouge é uma atração e tanto de Paris. Se tiver oportunidade, vá assistir um espetáculo na casa e, quem sabe, ter um jantar especial (é possível efetuar reservas no próprio site).

Para ver Paris do alto:

Torre Montparnasse

  • Metrô: Montparnasse-Bienvenüe
  • Horário de funcionamento: de abril a setembro das 09h30 às 23h30 | de outubro a março das 09h30 às 22h30
  • Entrada: Adultos 20 Euros | incluso no Paris Museum Pass

Uma das vistas mais incríveis de Paris é a do alto da Torre Montparnasse. Ela foi inaugurada em 1973 como o primeiro prédio de escritórios erguido no centro da cidade – que a tornou emblemática pois muitos criticam uma obra dessas no entorno dos clássicos de Paris.

Hoje, a torre ainda é comercial, mas é possível subir em seu terraço para aproveitar as vistas que ela pode oferecer. Para isso, basta comprar o seu ingresso e subir mais de 50 andares em um elevador. No 56 é possível tirar belas fotos, mas encarando mais três andares de escada você terá um cenário espetacular – e sem vidros no meio.

Planeje sua viagem para Paris

Agora que já sabe o que fazer em Paris, e viu mais de 30 passeios para incluir no seu roteiro, chegou a hora de planejar a viagem completinha! Aí vão 4 pontos essenciais para te ajudar na sua viagem à Paris: Dicas de hospedagem em Paris, transporte em Paris, seguro viagem (obrigatório para entrar na Europa) e um mapa completo com todas as dicas deste post.

Onde ficar em Paris?

Questão muito importante (e que interfere diretamente em seu roteiro e nas atrações visitadas) é a hospedagem. Se essa é a sua primeira vez em Paris, entenda que a cidade é dividida em 20 regiões, os arrondissements. Os primeiros são os que ficam em regiões mais centrais. O Arrondissement 1 (1er), por exemplo, é onde está o Museu do Louvre, uma área mega central e bem fácil de se locomover pela cidade.

Fizemos um texto completinho de onde se hospedar em Paris – com dicas de bairros, melhores custo benefício e diversas sugestões de hotéis (para todos os bolsos). Se quer descobrir tudo o que Paris pode te oferecer, veja aqui este guia completo dos bairros.

Abaixo, resumimos um pouco das três principais regiões de Paris. Elas são bem localizadas, próximas de alguns dos principais pontos turísticos e com opções por perto de metrô (vale ressaltar que é caro ficar bem hospedado e em um hotel bem reformado em Paris).

1er e 2 ème – Louvre e arredores: Você no centro de Paris

Por aqui temos a região mais central de todas. É ela quem ganha no quesito “turistar” – o primeiro e o segundo arrondissements, são imbatíveis. Essa região vai do jardim das Tuileries até a Saint Chapelle e é incrivelmente bem conectada com o metrô. Veja aqui ofertas de hotéis nesta região.

5 ème e 6 ème – Quartier Latin, Jardim de Luxemburgo e St. German: Meus queridinhos

Agora, se você me perguntar o meu gosto pessoal o Quartier Latin ganha disparado! Os arredores do Jardim de Luxemburgo (meu lugar preferido de Paris) e St- German des Près são o puro charme de Paris. É uma região jovem, com ótimos restaurantes, mas principalmente super conveniente para explorar Paris. Nas minhas últimas três em Paris me hospedei por lá e faria isso de novo! Veja aqui ofertas de hotéis nesta região.

3 ème – Marais: Paris com muito charme

Por aqui as ruas são mais luxuosas e menos agitadas, mas também com muito charme parisiense. Marais esbanja delicadeza por todas as suas ruas e vielas. A diferença entre o Marais e o Quartier Latin é que não tem muita agitação estudantil. Também é uma ótima escolha. Veja aqui ofertas de hotéis nesta região.

Transporte em Paris: muito metrô e muita caminhada

Paris é uma das cidades mais deliciosas do mundo para caminhar, gosto tanto de andar por lá que montei meus roteiros por Paris (aqui no site há 2 sugestões bem completas) com caminhadas maravilhosas por Paris. Mas também tem o metrô que funciona que é uma belezura e te leva para quase todos os cantinhos da cidade.

O ticket unitário (conhecido como ticket t+) custa 1,90 Euros e com ele você pode fazer quantas conexões forem preciso durante um único trajeto. Se você for usar bastante o metrô, talvez valha adquirir a opção com 10 unidades por 14,90 Euros. Confira neste site os valores atualizados e todos os planos de transporte possíveis por Paris.

Nem todas as estações de metrô são acessíveis, então prepare-se para subir e descer muitas escadas, mas o metrô de Paris é hiper prático e fácil de usar (mesmo sem falar um pingo de francês, ou inglês, você conseguirá se virar super bem).

Muita gente pergunta se o passeio de ônibus de turismo (estilo hop-on hop-off) vale a pena. Em Paris minha resposta é não! De dentro do ônibus você passará batido por alguns dos detalhes mais charmosos da cidade.

Seguro de viagem – Essencial para sua viagem à Europa

O seguro viagem é obrigatório para quem embarca para a Europa. Então, escolha o seu direitinho e tenha sempre em mãos uma cópia (eles podem pedir na imigração e ter a versão impressa te poupará de uma dor de cabeça). Além disso, um bom seguro viagem cobre malas extraviadas, voos cancelados e, claro, eventualidades médicas que possam acontecer – imprevistos podem existir, né?

Por aqui, indicamos o Seguros Promo – uma empresa brasileira que funciona como uma espécie de comparador de seguros. Eles buscam os melhores valores e opções do mercado e aí, depois, a escolha fica por sua conta (te poupando um tempão de pesquisa). Faça já sua cotação e insira o cupom de desconto IDEIASNAMALA5 para ganhar 5% de desconto na compra do seu seguro de viagem.

O que fazer em Paris no Mapa

Veja todas as dicas deste post, e nossa sugestão de como montar um roteiro de viagem de Paris neste mapa.

E aí, curtiu nossas dicas do que fazer em Paris?


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SOBRE O AUTOR

mari vidigal

Viajante incansável, daquele tipo que no meio de uma viagem já está pensando na próxima, na próxima e na próxima. Apaixonada por fotografia, natureza e vinhos

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