La Rochelle

Durante o reinado de Charles V a pequena cidade de La Rochelle , que ao longo dos anos teve seu domínio revezado entre de Franceses e ingleses, retornou ao domínio Frances. A cidade então passou por um intenso programa de fortificação do porto com a construção de uma muralha e a reconstrução da Torre de Chaîne e da torre de San Nicolas que tornou-se símbolo da aliança com o reino da França . Além do aspecto defensivo estas duas torres – somadas uma terceira torre do século 12 (a torre da lanterna) – serviam para orientar os marinheiros em alto mar.

Alguns séculos depois, no auge da guerra entre católicos e protestantes, a cidade que era um porto seguro para protestantes em meio ao um país católico. Este status de rebeldia atraiu a ira do rei da França, que declarou que a cidade fosse cercada. 13 meses depois, em 1628, em meio a uma fome total, a cidade rendeu-se definitivamente ao rei Frances que ordenou que a muralha fosse derrubada. Felizmente as torres foram preservadas.

Começamos nossa visita a simpaticíssima cidade de La Rochelle pelo aquário –  que fica a menos de dez minutos a pé da estação de trem.

O Aquário de La Rochelle é bem bonito, longe de ser um dos maiores que já visitei, mas a divisão dos espaços é tão bem feita que faz com que a visita se torne mais interessante. Começando pela entrada, todos são dirigidos a uma espécie de câmara de submarino com telas de Led que começam a mostrar imagens de água entrando e logo depois as portas se abrem – PUFF – estamos no fundo do mar. Os aquários que veríamos a seguir representavam as janelas do submarino e nós as tripulantes. Um conceito super legal, né?! Uma bela forma de nos apresentar o oceano e claro, de entreter os pequenos e os grandes visitantes. Nós adoramos!

A visita começou com um aquário bombando de Chocos (cuttle fish – primeira foto) – um molusco hiper curioso com oito mini tentáculos para fuçar areia. Acho eles tão divertidos! Além deles, vimos muitos peixes lindos, águas vivas, tubarões, corais coloridos, tartarugas, piranhas com uma cara inofensiva mas dentes super afiados e por fim achamos Nemo!

Outra coisa legal do aquário é o restaurante o terceiro piso com vista panorâmica para toda a cidade.

Terminada a seção peixe começamos nosso tour pela cidade, passamos pelo museu Marítimo, um navio bacana que fica ancorado logo a frente do aquário, mas depois de tanto tempo indoor, optamos por não entrar e seguimos caminhando, sempre beirando o mar.

Um pouquinho adiante surgem duas torres a Torre de Saint Nicolas e de frente para ela, mas do outro lado do mar a torre de Chaîne, revelando o maravilhoso porto de La Rochelle.

Para ter uma maravilhosa vista da cidade, não deixe de subir nas torres. A entrada custa 6 euros, mas é grátis para menores de 26 anos residentes da união européia. Guarde o ingresso porque ele será pedido na entradas das outras duas torres.

A primeira torre que subimos a de Saint Nicolas, começou a ser construída em 1345, mas só ficou pronta em 1372. (É pessoinhas, estamos falando de uma senhora de mais de 600 anos de idade em excelente forma… uma senhora mais antiga que nosso país. ) E foi projetada para servir como torre de defesa e no seu interior haviam  aposentos que serviam de residência real. Como a torre foi construída para evitar que a nobreza e os soldados se cruzassem, o interior é um verdadeiro labirinto, mas tanto sobe e desce valem bem a pena. A vista do topo do terraço mais alto é verdadeiramente linda: alguns pedaços da antiga muralha, um bonito porto e um montão de casinhas fofas. (No final do dia mesmo com a batata de perna toda dolorida de subir escada você se agradecerá de ter subido).

Torre a cima, torre a baixo continuamos nosso passeio pelo beira mar, passeio que teve que ser brevemente interrompido por uma fome desesperada da minha irmã. Morta a bendita fome, voltamos ao passeio.

 

Nossa próxima parada foi no grande relógio – Porte de la Grosse Horloge – uma das portas remanescentes da antiga muralha, era a porta que comunicava a cidade ao porto. A nada discreta porta, é conhecida pelo relógio do século XIII que fica lá no alto, mas no fundo, a porta é que é grande, o relógio, nem é tão grande assim.

Repare que a porta tem duas entradas, uma grande e uma estreita, a grande foi feita para carruagens e cavalos, e a pequena para nós pedestres. Não deixe de passar por dentro da passagem pois do outro lado você verá que a porta ficou apertadinha com a construção de casas mais jovens.

Enquanto contornávamos o beira mar, fizemos uma parada estratégica para um crepe de nutela – que como sempre estava maravilhoso – e seguimos caminhando até atingirmos a segunda torre, a torre de Chaîne, que  apesar de estar inclusa no ticket, deve ter uma vista bem parecida com a da primeira torre, e por isso optamos por não subir.

Ali tivemos duas escolhas de caminho: seguir por dentro ou por fora da muralha. Seguimos por dentro até chegarmos a uma terceira torre, a torre da Lanterna.

Diferente das outras duas torres que havíamos visitado, essa terceira se assemelha muito a uma igreja e não a uma torre de defesa.

Construída no século XII, a torre da lanterna era inicialmente usada para garantir que todos os barcos que entrassem no porto estivessem desarmados e mais tarde passou a servir como farol de orientação para os barcos no mar. Posteriormente a torre serviu de prisão da marinha francesa.

Do alto dos 55 metros da torre da lanterna, tivemos uma vista igualmente bonita, com a diferença que dessa vez enxergamos um pouco do outro lado de fora do Porto de La Rochelle.

Saindo de lá continuamos contornando o mar, atravessamos um parque e finalmente entramos na cidade para completar o circulo. Passamos por algumas ruas fofas como a Rue de temple e a Coeur Du temple, passamos pela catedral, pelo bonito Café de La Paix – a arquitetura de dentro é um máximo – pelo Hotel de Ville que infelizmente tava em reforma e só pudemos ver um pedacinho, e pelo mercado da cidade (que estava fechado nesse dia)

Café de La Paix 

Hotel de Ville

E claro, não posso deixar de contar que passamos na sorveteria Ernest Le Glacier. Tomei dos sorvetes mais gostosos da viagem: duas bolas de uma de morango e um de framboesa.

Outro lugar que merece uma vista é a loja de jujubas (em casa agente chama de bala de ursinho, mesmo que não tenho formato de ursinho) L’escale des Pirates, sinta-se dentro do filme Piratas do Carribe com barris repletos de jujubas para todos o possíveis gostos! Muuuito legal!

 

Localize-se: 

Aquário

http://www.aquarium-larochelle.com/

Quai Louis Prunier – BP 4

Aberto das 09:00 as 20:00 (no verão até as 23:00)

Entrada: 14 euros

 

As torres de La Rochelle

http://la-rochelle.monuments-nationaux.fr/

(Torre de Saint Nicolas, Torre de Caîn e Torre da lanterna)

Aberto das 10:00 as 18:00

Entrada: 6 euros | Menores de 26 anos com passaporte europeu: grátis

 

Café de la Paix

Place Verdun

(pertinho da catedral)

 

Sorveteria Ernest Le Glacier

Rue do Port, 16

Aberta das 10:30 as 19:00

 

L’escale des Pirates

Rue Bletterie,26

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Comentários (3)

Ola! sou a Ge ,eu não vejo a Hora de conhecer esta bella cidade!!

Você vai amar Ge.
Abraços

[…] Grosse Cloche (grande relógio) que nos lembrou ligeiramente o grande relógio de La Rochelle (https://ideiasnamala.wordpress.com/2011/07/02/la-rochelle/), uma enorme torre datada do século XV com 40 metros de altura. No topo telhados circulares de […]

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