Montanhas Rochosas do Canadá – Roteiro de 7 dias

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Rochosas Canadenses

Quer explorar as Montanhas Rochosas (Rocky Mountains) do Canadá? Confira este roteiro completo de 7 dias com dicas do que visitar e onde parar nas cidades de Banff, Jasper e Calgary!  Um Roteiro repleto de lagos azul turquesa, montanhas com pico coberto de neve, muitos animais selvagens e até passeio pelos Glaciares. Paisagens impressionantes que te deixarão de queixo caído e morrendo de vontade de decolar para o Canadá. Sem dúvida, uma das viagens de carro mais lindas do mundo. Vem com a gente?

Montanhas Rochosas do Canadá – Roteiro de 7 dias por Banff, Jasper & Calgary

Texto: Vera & Inez Olivera, Marcos Vidigal e Rafael Ayres | Imagens: Rafael Ayres

Roteiro Resumido:

Total de dias de viagem: 7 dias e 6 noites

Total de Km rodados: 1726km

Dicas de logistica:

Onde começar:

Essa viagem pode ser feita a partir de Calgary (130km de Banff) , Edmonton (396km de Jasper) ou Vancouver (796km de Jasper). Porém, caso você opte por ir por Vancouver, adicione mais tempo no planejamento de sua viagem. Começamos nossa viagem em Toronto, que é onde o Roi e a Inez moram. Para quem sai do Brasil, vale a pena voar direto para Calgary e fazer um loop. Quem tem bastante tempo e quer fazer um roteiro completão, vale a pena começar em Vancouver e cruzar o Canadá até Toronto (ou vice-e-versa) caprichando no número de dias dedicados as Rocky Montains ou Montanhas Rochosas. Pra fazer isso, compre a sua passagem Multi-destinos começando em Toronto e terminando em Vancouver.

Aluguel de carro:

Especialmente em alta temporada (julho e agosto) é indispensável reservar o carro com antecedência, assim você garante o carro do modelo que você escolher, e sem sustos com o preço. A CNH Brasileira é válida por até 90 dias no Canadá. E para quem topa uma experiência diferente, essa viagem também pode ser feita de Motorhome (Trailer). E cuidado ao alugar o carro para não alugar com quilometragem limitada, você vai rodar muitos quilômetros nessa viagem :).

Roteiro no Mapa:

Veja neste mapa todas as paradas dessa viagem, com direito a rota de carro que fizemos em cada um dos dias.

Roteiro Detalhado:

Dia 1: Vôo toronto – Calgary  | Ida para Lake Emerald

O vôo entre Toronto e Calgary, dura cerca de 4 horas e é bem tranquilo. Logo na chegada, pegamos o carro que já havíamos reservado online e seguimos em direção a Banff. O nosso hotel, em frente ao Lago Emerald (95km de Banff), foi a primeira parada oficial da viagem.

Entrada no Banff National Park & taxa de visitação dos parques nacionais canadenses
Menos de uma hora de viagem depois, entramos no Parque Nacional de Banff (Banff National Park). Na entrada do parque há um guichê (espécie de pedágio) onde pagamos uma taxa correspondente ao número de dias que visitaríamos o parque (a atendente do guichê te ajudará a calcular o valor correto), no nosso caso, foram 5 dias, e o preço por dia é de ~20 dólares canadenses. Cada diária é válida até as 16h00 do dia seguinte. Ao pagar a taxa, você receberá um papelzinho que deverá ser colocado no vidro da frente do carro num lugar de fácil visualização. Este papel é o comprovante de pagamento da taxa de entrada e serve como permissão para estacionar dentro do parque (sem esse papelzinho no vidro, você poderá receber uma multa) e será checado toda vez que você passar ou estacionar em uma das atrações da região (mesmo que você não perceba). O valor pago é válido em qualquer parque nacional do Canadá, ou seja, você poderá cruzar os parques (no nosso caso, Banff, Yoho e Jasper) sem ter que pagar taxas na entrada de cada um deles.

Entrada do Parque - Banff Canadá

Entrada do Parque

Dica para quem chega fora do horário de estacionamento dos guichês
Caso você chegue no parque fora do horário de funcionamento dos guichês de pagamento, não se preocupe: não é necessário pagar para usar a estrada, somente para utilizar as dependências do parque. No dia seguinte você poderá pagar a taxa em algum centro de visitantes  visitor center)  ou um destes “pedágios” próximos das atrações turísticas dos parques .

Mudança de paisagem
Entrando no parque já é possível observar as mudanças da paisagem: lindas montanhas nevadas rodeadas por florestas de “Pinheiros de Natal” que margeiam toda a estrada. Durante a viagem percebemos porque os pinheiros foram a árvore escolhida com símbolo do Natal, eles são a única espécie que resiste a mudança de temperatura do outono sem mudar de cor e nem perder suas folhas. E falando em estrada, uma das grandes atrações dos parques nacionais canadenses é a chance (maravilhosa) de ver animais selvagens de perto. (Esses encontros com a vida selvagem, são mais frequentes no verão, mas ainda assim vimos muita coisa legal no outono.)

Pitstop rápido em Banff

Fizemos uma parada rápida em Banff e seguimos para o Lake Emerald. Nesta parte da estrada passamos por baixo de diversas pontes feitas para que os animais consigam atravessar de um lado para o outro da estrada (a estrada literalmente corta o parque no meio). Apesar de observarmos muito a estrada e as pontes, nesse primeiro dia não tivemos a sorte de cruzar com nenhum animal silvestre.

Ponte para os animais cruzarem - Banff

Ponte para os animais cruzarem – Banff

Parque Nacional Yoho
Passando a entrada do famoso Lake Louise (60km de Banff), continuamos em direção ao Parque Nacional Yoho, que fica em outra província (British Columbia), onde está a cidade de Field e o nosso destino, o Lake Emerald.

Takakkaw Falls & #Sharethechair

Nossa primeira parada turística da região foi na Takakkaw Falls, que fica no meio de uma colina, mas tem fácil acesso de carro. No verão, a queda d’água é bem forte por conta do degelo das geleiras. No inverno, por sua vez, a cachoeira fica congelada. No outono a queda estava relativamente fraca, mas, como é uma queda bem alta e foi o primeiro lugar que paramos, gostamos muito de ir.

Takakkaw falls - Yoho National Park

Takakkaw falls – Yoho National Park

Na cachoeira Takakkaw, foi a primeira vez que vimos, mesmo sem entender, #Sharethechair, pares de cadeiras vermelhas que o governo canadense espalhou pelos parques nacionais da região para inspirar os viajantes a relaxarem e curtirem a paisagem. (Ficou curioso? Procure no Instagram #sharethechair e você entenderá o que estamos falando).

share the chair takakkaw falls

Share the chair Takakkaw falls

As cadeirinhas vermelhas em paisagens completamente surreais, foram uma sacada de marketing inteligente e um convite pra todo mundo que curte natureza e que tem vontade de visitar o Canadá.

Natural Bridge
Nossa próxima parada foi na Natural Bridge, que é uma espécie de ponte natural, moldada pela força das águas azuis do rio Kicking Horse River, que passa por dentro da rocha. Essa ponte fica na estrada do Lake Emerald, é bem fácil de achar. É sempre muito intrigante ver uma ponte natural. Essa é uma ponte pequena, mas a parada é bem simples, sem nenhuma trilha é bem no caminho do Lake Emerald. Vale a visita.

Natural bridge - Rocky Mountains

Natural bridge

Lake Emerald
Seguimos para o nosso destino, na expectativa de ver o primeiro lago canadense famoso que encontraríamos na viagem. As expectativas eram altas e não nos decepcionamos em nenhum momento! Quando chegamos, só havíamos nós, e o lago cor de esmeralda! Nessa hora pensamos, que sorte a nossa que vamos ficar aqui e dormir nesse hotel na beira desse lago lindo. Curtimos o lago até o anoitecer,  e jantamos no próprio hotel (uma delícia por sinal!)

Lake Emerald - Montanhas Rochosas

Lake Emerald


Duas curiosidades sobre nossa experiência no Lake Emerald:
1) Visitem Lake Emerald: Enquanto pesquisávamos sobre a viagem, ao planejar o roteiro e ao chegar na região, ouvimos muito pouca coisa sobre o Lake Emerald. Ficamos com a impressão de que a maioria das pessoas não vai até esse lago, porque ele foge um pouco da rota Banff-Jasper, que é a principal rota das montanhas rochosas do Canadá. Quem nos falou sobre esse lago foi um amigo canadense que é de Calgary e que sugeriu que ficássemos hospedados nesse hotel. Foi um dos hotéis mais caros da viagem, mas, com certeza valeu cada centavo, a vista era linda, o local reservado e com muuuuita privacidade. Vale lembrar que toda essa região é bem próxima, e que de um só ponto-base você conseguirá explorar Banff inteira.  

2) Ordem do roteiro: depois que fechamos a primeira noite no Lake Emerald, percebemos que poderíamos ter começado a viagem explorando Banff, o que geograficamente faria mais sentido, já que passamos pela cidade para chegar ao Lake Emerald. Porém, como tínhamos apenas metade do dia para fazer o percurso de carro e aproveitar a região, foi ótimo seguir reto por Banff, que exige muito mais do que meio dia, e ir explorar o Yoho Park, que comporta bem o tempo que tínhamos disponível. Assim, nosso erro se mostrou um acerto. Outra possibilidade, é ficar hospedado em Banff e reservar uma tarde para conhecer a região do Lake Emerald.


Dia 2: Lake Louise e Lake Moraine & Banff

Saindo do Lake Emerald passamos por Field, uma cidade pequenina e charmosa da região. Apesar de ter apenas três ruas, Field é repleta de pequenas pousadas do tipo Bed & Breakfast. Dalí seguimos para o famoso Lake Louise.

Lago Louise: um espelho d’água azul turquesa (ou seria verde esmeralda?)

O Lake Luise é sem dúvida o lago mais famoso da região e o preferido da maioria dos turistas. Como chegamos relativamente cedo (às 10h da manhã) o lago ainda estava vazio, e o melhor, sem vento, deixando o reflexo das montanhas perfeito, e transformando o Lago Luise em um verdadeiro espelho de água verde esmeralda – ou seria azul turquesa? – não sabemos. Sabemos apenas que é maravilhoso e indescritível, e que nem as fotos conseguem mostrar a beleza real deste lugar. #UAU!

Lake Louise - Canadá

Lake Louise

Aluguel de caiaque no Lago Louise

No Lake Louise, assim como no Lake Emerald e no Lake Moraine, é possível alugar canoa (ou caiaque). É um passeio caro, com preços diferentes em cada lago. O lago Louise é o mais caro de todos, e o passeio custa 68 dólares canadenses por hora para 2 pessoas.

[Nós queríamos muito alugar a canoa lá, mas antes resolvemos fazer uma das trilhas mais famosas da região que saí do Lake Louise em direção ao Mirror Lake e  ao Lake Agnes e deixamos a canoa para a volta].

Trilha para o Lake Agnes
A trilha até o Lake Agnes tem 3,8km, e uma subida de 400m de altitude. Demoramos 1h30 para subir e foi bem cansativo (lembrando que nenhum de nós é atleta). No meio da subida quando estávamos quase desistindo, havia uma vista para o Lake Louise maravilhosa que nos incentivou a continuar. Quanto mais subíamos, mais impressionante ficava a cor do lago lá embaixo. A sensação lá do alto, é que haviam jogado corante para que o lago ficasse daquela cor!

Lake Louise visto do alto

Lake Louise visto do alto

Chegada no Mirror Lake

Depois de 2,5km de trilha chegamos no Mirror lake, que é um lago pequeno, redondo, com águas mais claras, menos azuis de e bem calmas. O lago parece um espelho, e por isso ganhou o nome do Mirror Lake. O legal de chegar nesse lago é ter a sensação de que o Lake Agnes está cada vez mais próximo.

Mirror Lake em Banff - Canadá

Mirror Lake

Chegada no Lake Agnes e a casa de chá no meio do nada

Subindo mais 800m (que pela inclinação mais pareciam 2km), chegamos em uma cachoeira que sai do Lake Agnes e alimenta o Lake mirror, a cachoeira é bonitinha e inusitada, realmente aparecendo “do nada” em nossa trilha.

Cachoeira lake Agnes

Cachoeira lake Agnes

Um lance de escadas depois, chegamos ao nosso destino, o Lake Agnes. Para falar bem a verdade nesse momento nosso maior objetivo era chegar a casa de chá do Lake Agnes que fica ali ao lado. Estávamos morrendo de fome e sede.

Lake Agnes - Banff

Lake Agnes

A casa de chá do Lake Agnes, tem quase 100 anos de existência, é a casa de chá mais alta do Canadá e sem dúvidas a de mais difícil acesso. A água usada para o chá é tirada do próprio lago e os mantimentos chegam uma vez por semana de helicóptero. Já os funcionários moram cinco dias por semana lá em cima e descem e sobem a montanha a pé para passar seus dois dias de folga na cidade. Praticamente todas as pessoas que fazem a trilha param na casa de chá para descansar e enquanto alguns seguem descansando, outros se aventuram na ultima etapa da trilha, que é o caminho para o Little e big Behevee.

Little e big Behevee.
Depois de comer, beber e descansar, nosso grupo se dividiu: as meninas ficaram admirando o lake Agnes, enquanto os meninos subiram mais. O Roi foi em direção ao Big behevee,  (mais 1,5km de trilha) e apesar de ter visto uma linda vista do Lake Agnes, desistiu no meio do caminho, a subida era muito íngreme e iria demorar muito.

 

Lake Agnes visto do alto

O Marcos foi em direção ao Little Behevee, que tem uma trilha de 1km também bem íngreme. Do alto do Little Behevee ele encontrou a vista mais recompensadora da trilha.

Vista Little Beehive

Vista Little Beehive

Fica a dica: se você for até o Lago Agnes, não deixe de subir até o Little Behevee.

Almoço no Lake Louise Village
Levamos uma hora para descer e ao chegar ao Lake Luise estava garoando um pouco e ventando muito, assim, acabamos desistindo da canoa.
Na frente do Lake Louise há um Fairmont hotel que é a rede de hotéis de luxo mais famosa do Canadá. Entramos rapidamente pelo lobby para conhecê-lo, usar o banheiro e seguimos nosso caminho. Antes de irmos para o Lake Moraine, que fica há uns 15km do Lake Louise, paramos para almoçar no Lake Louise Village, que é uma área de apoio bem pequena, com poucas opções de restaurante e lojinhas. Como qualquer lugar turístico a comida era mais cara do que gostosa, mas ainda assim é uma boa opção pra não perder muito tempo.

Lake Moraine
A estrada para o Moraine é cheia de curvas estilo campos de Jordão e fecha no inverno (a estrada costuma fechar em outubro, que foi o mês da nossa viagem,  mas como ainda não havia nevado, a estrada seguia aberta. O hotel, e a companhia de aluguel de caiaques em frente ao lago Moraine já estavam fechados para a temporada). O estacionamento do Lake Moraine é bem menor do que o do Lake Louise por isso, muitos carros estacionam no acostamento, mas como o entra-e-sai de veículos é constante, é só esperar um pouquinho que as vagas aparecem.

Lago Moraine visto do alto

A esquerda do Lake Moraine há uma pirâmide de pedras que muita gente tenta escalar para tirar uma foto de cima do lago. Achamos perigoso e desnecessário, já que existe uma trilha de 300m que te leva até o topo do lago, e bem em frente do paredão de pedras. Essa trilha talvez seja o melhor “custo benefício” de toda a viagem, pois é extremamente fácil e possui uma vista espetacular, o lago fica muito mais turquesa quando visto do alto, e as fotos ficam muito mais bonitas.

Parte da trás da trilha do Lago Moraine - Banff

Parte da trás da trilha do Lago Moraine

Jantar The Grizzly Bear em Banff
Saindo de lá, fomos para Banff, deixamos as malas no hotel e fomos jantar. Banff é pequenininha, mas tem várias opções de restaurante e lojinhas. Nessa primeira noite, fomos comer fondue no The Grizzly Bear. Fizemos reserva e o restaurante não estava lotado, mas, dizem que é melhor reservar, principalmente na alta temporada. Foi um jantar muito gostoso, onde pedimos fondue de queijo, carne (que diferentemente do Brasil, vem numa pedra quente e você mesmo cozinha sua carne) e chocolate, as três estavam muito boas.

Dia 3- Dia de explorar a região de Banff

A procura do urso

Como já havíamos visitado as principais atrações da região no dia anterior, estávamos com esse dia mais tranquilo, ou pelo menos , era assim que pensávamos.
Estávamos determinados a encontrar pelo menos um urso durante a viagem, e como não tínhamos tido sucesso nos dois primeiros dias, resolvemos ir atrás dele.
Pegamos a Bow Valley Parkway, que é uma estrada de 60 km que vai de Banff a gôndola do Lake Louise. Essa estrada é de mão dupla, passa no meio do parque nacional, sem grades ou cercas e todo seu percurso é paralelo à estrada principal. O percurso é agradável com paisagens lindas.

Bow valley parkway - Banff

Bow valley parkway

Pesquisando sobre locais em que os turistas costumam ver ursos, existem vários relatos de encontros nessa estrada. Dizem que o melhor horário para ver animais é no nascer ou por do sol. Quando passamos pela manhã, o sol já havia nascido, e apesar de termos aproveitado muito a estrada, não tivemos sorte e não vimos nenhum animalzinho pra contar história.

Gôndola do Lake Louise
Demos um pulo na gôndola do Lake Louise, que é também onde fica a estação de esqui (aberta apenas no inverno e parece bem legal). Na internet, muita gente diz que a sua melhor chance de ver um urso é da gôndola do Lake Louise. Na própria gôndola tem um calendário indicando quais foram os dias em que as pessoas viram o urso de cima da gôndola. A última vez que tinham visto um Grizzly bear tinha sido no meio de setembro (a estimativa de Alberta é de que existem cerca de 500 grizzly bears em todo o estado). Não nos animamos de pagar CAD32,00 por pessoa para subir na gôndola, e voltamos para Banff novamente pela Bow Valley Parkway. Assim encerramos a “Caça ao urso. sem urso e sem gôndola”.

Almoço no Eddie Burger

Almoçamos em Banff no Eddie burger, um restaurante bem legal em que você monta o seu próprio hambúrguer (com opções para todos os gostos, e quatro diferentes tipos de pães, incluindo pretzel).

Passeio de Canoa pelo Bow River

Depois do almoço, fomos no Banff Canoe Club andar de canoa no Bow River. Nessa região o Bow river é bem verde e muito bonito.

Passeio de Canoa no Bow River

Passeio de Canoa no Bow River

Quanto custa?

$36 por hora por canoa (para até duas pessoas).

O valor da canoa é bem mais acessível (metade do preço do Lake Louise) e tem muito menos gente. Adoramos a experiência e super recomendamos.

Museu Cave and Basin

Saindo de la, passamos no museu Cave and Basin, que conta como a região dos lagos canadense nas Montanhas Rochosas foi descoberta. Em 1883, com o avanço da Canadá Pacific Railway, três exploradores sentiram cheiro de sulfato de enxofre, foram atrás e descobriram uma fonte de águas termais, que é possível visitar no museu. Nessa época os spas estavam começando a surgir no mundo todo e eles pensaram que ficariam ricos com essa descoberta. Em 1885 o governo canadense regulamentou a área e criou o parque Nacional de Banff, abrindo espaço para o ecoturismo da região. Este é um passeio rápido e muito legal para quem gosta de história.

Parte de fora da Caverna Basin

Parte de fora da Caverna Basin

Bow River Falls

Seguindo nosso passeio, fomos à cachoeira Bow River Falls, que fica em frente ao hotel Fairmont de Banff. Passamos para conhecer o hotel e seguimos para as termas de Banff, por que depois de alguns dias de “muitas trilhas” (para nós, que não somos atletas foram muitas trilhas) merecíamos um recompensador descanso.

Termas de Banff

As águas termais de Banff, descobertas no final do século XIX, deram origem a três diferentes termas: uma em Banff, uma em Jasper e uma em Radium. Optamos por visitar a de Banff uma vez que tínhamos tempo e estávamos por lá.

Termas de Banff - Canadá

Termas de Banff – Canadá

As águas termais de Banff têm vista para as montanhas, e mais parecem uma piscina aquecida a céu aberto, na verdade uma piscina beeeeeem aquecida. A temperatura da água é de 40C e mesmo estando bem frio do lado de fora, dá uma hipotensão ficar muito tempo na água, quem tem pressão baixa não aguenta muito tempo. Achamos a experiência bem legal e que vale a pena visitar uma das termas da região, principalmente em um final de dia depois de várias caminhadas.

Quanto custa?

O passeio todo custou CAD38,00 para quatro pessoas com aluguel de um maiô e quatro toalhas. Lá no local há um guarda volumes que funciona com moedas, se vocês não tiverem moedas peçam na entrada para trocar. Os vestiários estão equipados com secadores de maiô que é caixinha pequenina que seca completamente o biquíni/sunga em alguns minutos.

Gôndola de Banff

Ali pertinho das termas, fica a gôndola de Banff. Não fomos pois não achamos que valia a pena, a vista era apenas para a cidade e já tínhamos uma vista bonita dali.
Estávamos no final da tarde, perto do pôr do sol, e os meninos ainda não tinham desistido da caça aos ursos, então, eles resolveram percorrer novamente a Bow Valley Parkway. Não viram o tal do urso, porém, viram um veado, o primeiro animal da viagem, ele saltitava muito rápido, foi impressionante.

Passeio pelo centrinho de Banff

Enquanto isso, as meninas acharam mais legal passear pela cidade. Para quem quer fazer alguma comprinha no Canadá, o estado de Alberta não cobra imposto sob a venda de mercadoria, então, a única taxa que precisa ser paga é a federal. Como já dissemos a cidade de Banff é uma graça e se “perder” pelas ruas é um passeio super agradável, nós adoramos.

Noite em Banff

Céu estrelado em Banff

Dia 4 – Explorando a Icefields Parkway (a caminho de Jasper)

A distância entre Banff e Jasper é de 289 km e como tínhamos várias paradas no caminho, saímos às 7h do hotel, antes do nascer do sol.
O caminho se divide em duas estradas. Até o Lake Louise fomos pela estrada Highway 1, que é a estrada principal. E de lá, pegamos a Highway 93, mais conhecida como Icefields parkway, que é uma das estradas mais bonitas do mundo. A estrada é de mão dupla e passa bem no meio das montanhas rochosas canadenses.

Amanhecer no Lake Vermillion

Amanhecer no Lake Vermillion

Icefields Parkway

Para quem no dia anterior já tinha achado a Bow Valley Parkway linda, a Icefields parkway é de cair o queixo. Há várias paradas “obrigatórias” no caminho e diversos mirantes, por isso que o caminho até Jasper demora bem mais do que demoraria essa distância em uma estrada regular. Demoramos 8h para fazer o percurso total, fazendo todas as paradas que gostaríamos. Mas, a estrada é tão incrível que você nem sente o tempo passar.

Icefield parkway - Canadá

Dicas de onde parar em Icefields Parkway

Tem muita coisa para fazer nessa estrada, principalmente trilhas longas com mais de 10 km (ida e volta) e lugares para camping (a maioria fechada a partir de outubro). Veja a seguir nossas paradas, e o horário que chegamos em cada uma delas.

Hector lake (7:50):  é um lago turquesa, tímido, que fica a esquerda de quem vai para Jasper. Não tem placa na estrada indicando o lago ou mirante, mas há lugar para parar o carro e observar o lago da estrada. Um lago lindo como a maioria da região, vale a parada.

Mirante Crowfot glacier (7:55 ): mirante para ver o crowfot glacier, também a esquerda.
Quase na frente desse mirante tem a entrada para o Helen lake. Não dá para ver o lago da estrada, tem que fazer uma trilha de 6km que optamos por não fazer, neste momento estávamos preocupados se conseguiríamos fazer tudo o que gostaríamos, no final nos arrependemos de não ter ido.

Mirante Bow Lake (8:10): Mirante para o bow Lake, da para ver da estrada.

Bow lake - Icefield Parkway

Bow lake

Peyto Lake (8:30): na placa da estrada está escrito summit Bow Lake. A entrada para a trilha que leva ao Peyto Lake é na mesma entrada. O Bow Summit é o ponto mais alto da Icefields Parkway e marca a divisa entre o rio Bow e o rio Mistaya.

A trilha para o Peyto Lake

Uma das trilhas do Bow Summit leva ao Peyto Lake. Para ver o Peyto Lake, você terá que caminhar 10/12 minutos em uma trilha. Estávamos com medo de passar frio nessa trilha, pois tem diversos avisos para levar casaco e a trilha passa por uma floresta chamada Freezing Florest (floresta congelada). Porém, apesar de estar 10C, não sentimos tanto frio.
Foi demais chegar ao Peyto Lake, que é o lago mais famoso dessa estrada e não ter ninguém além de nós (pelo menos por alguns minutos, pois logo depois chegou um ônibus de chineses que encheu o mirante). A vista é incrível e o lago azul turquesa com uma geleira atrás é um dos concorrentes aon título de lago mais bonito das Montanhas Rochosas Canadenses e uma das vistas mais lindas da viagem. Saímos de lá as 9:00 e continuamos a viagem.

Peyto lake - Canadá

Waterfowls Lake (sim, este é o nome correto, não é uma cachoeira, rs) (9:30 AM): fizemos uma trilha bem rápida até a beira do lago. Nada demais, um lago bonito como tantos outros, mas nada de especial.

Mistaya Canyon (10:00): Fizemos a trilha até o Canyon, que leva cerca 15 minutos de descida, apesar da sinalização dizer que são apenas 300m! Achamos que a descida vale a pena, e tem uma queda de água bonita no meio do cânion. Passada a ponte da cachoeira há algumas trilhas mais compridas e o Marcos seguiu sozinho, ele foi até o final do primeiro mirante, mas a vista não era nada demais e não achou que valeu a pena.

Mistaya Canyon - Canadá

Mistaya Canyon – Canadá

O Mistaya river começa no Peyto Lake, passa no meio do canyon e depois se junta ao Saskatchewan river. Depois desse ponto, tem o Saskatchewan river crossing, onde está o único posto de gasolina da estrada e um centro comercial com restaurantes. Não paramos pois queríamos chegar cedo às geleiras que eram a nossa próxima parada.

Columbia icefield (11:00 AM): Seis geleiras fazem parte do Columbia icefield, sendo a mais famosa delas a Athabasca glacier, pois é possível visitá-la.

Passeio pela geleira Athabasca:

O passeio começa dentro de um ônibus tradicional, que nos leva em três minutos até o pé da geleira. De lá, pegamos um ônibus com rodas enormes chamado Ice Explorer. E é com ele que fomos até a geleira.

Ice explorer - Athabasca Glacier

Ice explorer – Athabasca Glacier

Ice explorer - Athabasca Glacier

E sente só o tamanho da rodinha!

Logo que você entra no ice Explorer parece um exagero e não dá para entender porque o ônibus precisa de rodas tão grandes. Mas, em determinada parte do caminho, quando há uma inclinação de 34°, para baixo, e o motorista do ônibus pede para apertamos o cinto de segurança, que na verdade não existe, dá um frio na barriga tipo montanha russa e uma sensação eminente de que o ônibus vai despencar na geleira. Nessa hora, cada uma das seis rodas que custam CAD5,000 faz valer seu valor!

Athabasca glacier - Montanhas Rochosas Canadenses

Athabasca glacier

Ao descer do ice Explorer, no meio da geleira, tivemos que tomar bastante cuidado para não escorregar, pois o chão é bem liso (na verdade é gelo puro), o frio é muito grande, mas, o que deixou a sensação térmica ainda mais baixa foi o vento que estava super forte. Ficamos de fato na geleira apenas 25 minutos, mas foi o suficiente para ter uma experiência daquelas INESQUECÍVEIS em nossas vidas. Estas geleiras são algo mágico e que, devido ao aquecimento global podem deixar de existir em 50/100 anos. Elas já foram muito maiores no passado, e tem diminuído ano após ano.

Ice explorer na Geleira
Lá na geleira é possível pegar água para beber direto da fonte, é geladinha e muito gostosa.

Dica: compre seu ingresso com antecedência na alta temporada – Quando chegamos à base do Athabasca Glacier estava vazio e foi tranquilo comprar o ingresso sem reserva. Porém, quando voltamos estava lotado. Então, imaginamos que na alta temporada (julho e agosto) é necessário fazer reserva, mesmo porque há apenas uma empresa que organiza o passeio.

Quanto custa? Pagamos pouco menos de CAD60,00 por pessoa para subir até a geleira e apesar de ser caro, vale CADA CENTAVO.

Quanto tempo demora? O passeio para a geleira dura uma hora e vinte minutos.

Quando fazer este passeio: É possível fazer esse passeio do meio de abril até o meio de outubro e adoramos ter tido a oportunidade de fazer isso antes da temporada fechar.

Skywalk nas Montanhas Rochosas

A empresa que cuida dessa atração, e também das gôndolas de Jasper e Banff, a Brewster Travel Canada oferece outro passeio nessa mesma região chamado Skywalk (como aquele que tem no Grand Canyon). Porém, o skywalk não é em cima da geleira. O passeio custa CAD30,00 (ou CAD25,00 caso você faça também o passeio do Athabasca Glacier), e achamos que não valia a pena, para falar a verdade nos pareceu um mico.

Icefield parkway - Canadá

Continuando a viagem:
Comemos um lanchinho no estacionamento (que tínhamos comprado em Banff) e saímos de lá as 12:55.

Stufield glacier (13:00): Mirante com estacionamento. A geleira é linda e bem conservada, já que ninguém pisa lá. As fotos do mirante ficam maravilhosas e como o mirante fica na beira da estrada é uma ótima opção para ter uma vista maravilhosa com calma e tranquilidade.

Sunwapta falls (13:40): Fizemos uma trilha bem curta para ver a cachoeira e valeu muito a pena, como já estávamos viajando a bastante tempo de carro optamos por trilhas curtas e que tivessem menos desgaste para nós.

Sunwapta falls - Montanhas Rochosas

Sunwapta falls

Athabasca falls (14:10): Paramos o carro e andamos em direção a cachoeira. É enorme e foi a queda mais volumosa que vimos da estrada. É incrível, são 5 minutos de trilha é uma paisagem de cair o queixo (parece clichê, mas a viagem toda foi de cair o queixo, com vistas maravilhosas o tempo todo).

Athabasca falls - Canadá

Saímos de lá as 14:30 e seguimos em direção a Jasper.

A verdade é que esta é a estrada mais bonita da região, com paisagens incríveis, lagos, montanhas e geleiras, uma atração a parte e sem dúvidas um ponto imperdível da viagem.

Lake Edith e Lake Annette

Chegamos em Jasper as 15:00, e a caminho do hotel, passamos pelo Lake Edith e Lake Annette, dois dos mais famosos lagos da região, que também tem cadeiras da #sharethechair. É difícil escrever sobre cada lago, pois todos são de uma coloração parecida e se estivessem em QUALQUER outro lugar do mundo seriam considerados ÚNICOS, mas nessa região terminam sendo apenas lagos azul turquesa (como se pudéssemos descrever um lago como sendo APENAS azul turquesa). Bom, a conclusão é que possivelmente os primeiros lagos que vocês virem em suas viagens se tornarão os mais especiais para vocês!

Lake Edith - Canadá

Um passeio por Jasper
Paramos no hotel para deixar as malas, fomos tomar um lanche na cidade. Jasper é maior que Banff, mas bem menos charmosa. Tem algumas opções de restaurante e algumas lojas com souvenirs. Como não vimos nenhum animal na estrada, a não ser um veado no caminho para o Lake Edith, fomos passear em estradas menores da região em busca do urso…e nada…mas, na volta do hotel, encontramos diversos cerdos, muuuitos mesmo, a perder de vista. Foi o suficiente para matar nossa vontade por animais, pelo menos por algumas horas. Rs.

Elk nas montanhas Rochosas do Canadá


Duas dicas sobre a estrada:

  • Posto de gasolina: O único posto de gasolina na Icefields parkway fica no Saskatchewan Crossing e lá a gasolina é bem mais cara que nos postos em Jasper e Banff.
  • Banheiros: durante toda a estrada, em praticamente quase todos os mirantes e paradas para trilha tem banheiros. Os banheiros são bem limpos, sempre com papel higiênico e gel para limpar a mão.

Dia 5- Explorando a região de Jasper

Começamos o dia indo para o Maligne canyon. Paramos na entrada principal da trilha e escolhemos qual percurso faríamos. Existem seis pontes ao longo do canyon, que marcam os diferentes percursos. Resolvemos ir até a quarta ponte, que foi uma descida de 30 minutos. Porém, depois de chegar até a quarta ponte achamos que teria válido mais a pena ir apenas até a terceira, que tem uma queda d’água maior e a mais bonita.

Maligne canyon - Canadá

Medicine Lake

Saindo de lá, seguimos em direção ao Maligne Lake, passando pelo Medicine lake no caminho.
Achamos o Medicine lake o mais diferente e impressionante da região, isso porque o lago seca em outubro e enche novamente com o degelo das geleiras no verão. Como os índios da região não entendiam o porquê da água do lago sumir e reaparecer, achavam que isso estava ligado a magia e nomearam o lago de medicine lake.

Medicine lake - Canadá

Em julho houve um incêndio na região e a grande maioria das árvores ao redor está queimada, o que deixa o cenário ainda mais impressionante.
Na beira do Medicine lake encontramos um bode da montanha, que enquanto lambia o chão em busca de minerais, os turistas aproveitavam para fotografá-lo.

Bode de Montanha no Medicine Lake

Bode de Montanha no Medicine Lake

Maligne Lake

Seguimos para o Maligne Lake. O lago é enorme e marca o final dessa estrada. Lá dá para fazer vários esportes na água e há também um passeio de barco na região. Tem uma trilha chamada Moose loop que é famosa por ser a melhor forma de encontrar um dos 150 alces que mora na região. Porém, não fizemos.

A estrada toda é bem agradável, mas não se compara a Icefield parkway. Os pontos principais são o medicine Lake, Malignum Lake e Malignum canyon.

Almoço no Earls

Voltamos para Jasper para almoçar no Earls, um restaurante de rede, com diversas opções de comida e bem descolado, vale a dica, pois comemos muito bem.

Lake Patricia & Lake Pyramid

A tarde fomos nos Lagos Patrícia e Pyramid, que ficam bem perto da cidade e é possível chegar de carro.
No Pyramid também é possível fazer esportes aquáticos, incluindo pedalinho e dizem que a Pyramid Island (uma ilha no meio do lado que é possível acessar por uma ponte) é o melhor ponto da cidade para ver estrelas, sendo possível inclusive ver a aurora boreal em algumas épocas do ano.

Pyramid lake - Jasper

Pyramid lake

Tarde no Fairmont & jantar na Famoso

Passamos o resto da tarde curtindo o Fairmont hotel, que fica na beira do lago Beauvert.
Jantamos em uma pizzaria chamada Famoso que vale muito a pena. A pizza é individual, bem saborosa e o preço bem justo.

Dia 6 – de Jasper a Calgary

Rumo a Calgary com parada no Lake Louise

Saímos as 11:30 de Jasper e pegamos a Icefield parkway em direção a Calgary, onde passaríamos a noite. Como já tínhamos parado em todos os pontos que queríamos da estrada, seguimos direto até chegar ao Lake Louise.

Icefield parkway

Icefield parkway

Como o céu estava bem aberto, diferente do dia em que fomos no lago, resolvemos parar lá novamente. Ficamos surpresos com a quantidade de pessoas que haviam no lago já na hora de parar o carro, o estacionamento estava lotado! Completamente diferente de como estava quando fomos no início da viagem!
A cor estava bonita, porém, o lago estava muito remexido por conta do vento, e por isso, nesse dia não era possível alugar canoas.

Lake Louise - Canadá

Lake Louise

Trilha do lago Morraine

Passamos também no lago Moraine e fizemos novamente a trilha até o topo (lembram a trilha que dissemos que era o melhor custo benefício da viagem? Gostamos tanto que repetimos!) Nessa hora, tivemos a sensação do que deve ser fazer a viagem no frio e o porquê o Lake Moraine fecha. Estava muito frio e muito vento.

Seguimos para Calgary, e antes de chegar, paramos para almoçar em Canmore. É uma cidade bem pequena, uma graça, bem estilo de Banff, com casas estilo montanhês.
Pelo que vimos, de lá saem tours de helicóptero para as Rocky mountains.

Parque Olimpico do Canadá

Chegando em Calgary paramos no parque olímpico do Canadá, que sediou as olimpíadas de inverno em 1988 e funciona no inverno como estação de ski. Lá funciona também a tirolesa mais rápida das Américas, que chega há 120km/h. Queríamos ir, mas, já estava fechado e o preço é bem salgado.

Demos uma volta na cidade e jantamos em um restaurante de tapas bem descolado, chamado Ox and Angela. Ele fica na 17th street, rua que tem também vários outros restaurantes. Dormimos no Confort Inn ao lado do aeroporto, bem novinho, quarto, banheiro ótimos e café da manhã incluso excelente.

Dia 7 – Calgary – Toronto

Acordamos e fomos direto para o aeroporto pegar o vôo para Toronto.
O vôo durou 3:15 (45 minutos a menos que na ida) e chegamos em Toronto 15h.


E assim terminamos nossa viagem pelas montanhas rochosas do Canadá, impressionados com a natureza, com as cores, com a organização desses parques nacionais, e sem ver nenhum urso! É uma viagem que vale MUITO a pena e que deve entrar para a bucket list de todos!

Sobre os autores:

A Vera, Inez, Roy e Marcos são um grupo de amigos que amam viajar, juntos eles fizeram uma jornada incrível pelo Canadá. Esse post é apenas um pedacinho dessa viagem. O Roy tem um perfil de Ig incrível, veja as fotos dele aqui:  _roilson

Bow valley Parkway 1

Marcos, Vera e Ines no Bow valley Parkway

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montanhas rochosas do canadá

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mari vidigal

Viajante incansável, daquele tipo que no meio de uma viagem já está pensando na próxima, na próxima e na próxima. Apaixonada por fotografia, natureza e vinhos

49 comments

  1. Ana Maria 1 novembro, 2017 at 12:45 Responder

    Mari, oi!!

    Estou ensaiando uma viagem para as Rochosas Canadenses há algum tempo, mas somente agora é que comecei a pesquisar mais sobre a região. Como nossa pretensão é ir na alta temporada (em julho de 2018), gostaria de saber qual a antecedência que você recomenda para compra de passagens aéreas, aluguel de carro e hospedagem. A princípio iremos para Vancouver, Victoria (vale a pena?) e Parques nas Rochosas, sem perder o museu dos dinossauros.
    Grata!

    • mari vidigal 1 novembro, 2017 at 16:46 Responder

      Oi Ana Maria,
      Recomendo que você reserve os hotéis já! No Booking.com você consegue reservar os hotéis com cancelamento, assim você pode ficar sossegada que já tem o seu hotel garantido, mas com a possibilidade de cancelar caso você mude algum plano. Os hotéis na região se esgotam muito rápido e eu tive muita dificuldade de achar coisas bacanas e com um preço legal.
      Nas montanhas rochosas nos amamos o nosso hotel em Banff, o Tunnel Mountain Resort (o quarto era gigante e quip ado com cozinha e lareira.) e o Jasper, o Tekarra Lodge que é lindo e hiper bem, localizado.
      Para a passagem eu criaria um alerta em algum site de buscas (eu uso o Expedia) e já ficaria e olho nas promos. O aluguel de carro eu costumo deixar por ultimo, uns 2-3 meses de antecedência dá!
      Beijos

    • mari vidigal 30 maio, 2017 at 02:57 Responder

      Oi Melina,
      eu Mari estou fazendo essa viagem agora, volte aqui daqui a um mês e você encontrará um montão de dicas! Ah, e se quiser seguir o instagram @ideiasnamala estou mostrando cada segundo da viagem no Stories.
      Beijos

  2. Patricia Esteves 17 fevereiro, 2017 at 12:19 Responder

    Olá!
    Primeiro gostaria de dizer que o post é ótimo, bem completo! Gostei muito mesmo, muita informação!
    Estou planejando uma viagem para o Canadá chegando em Vancouver em 15/07 e voltando de Toronto em 03/08.
    Vi que você recomenda pra quem tem mais tempo, dos que os 7 dias fazer um roteiro completão. Começar a viagem em Vancouver atravessando até Toronto, dedicando mais dias ao Rocky Montains.
    Já pesquisei bastante e ainda estou com dúvida…kkk Queria passar também por Québecc e Montreal, pois vi bastante gente dizendo que vale a pena.
    Você acha que pela quantidade de dias que tenho daria pra fazer esse roteiro “completão”? Qual roteiro você recomendaria neste caso?
    Desde já, muito obrigada!

  3. Rafael 24 novembro, 2016 at 15:47 Responder

    Oi Mari!!
    estou em duvida sobre alguns roteiro para o ano que vem, um deles é fazer essa road trip, entretanto eu queria saber se você sabe dizer aproximadamente num total quanto foi gasto nesses 7 dias, pra ver se cabe no meu orçamento, contando hospedagem, carro, alimentação, ingressos dos parques, etc. (exceto as passagens aéreas claro).
    Agradeço muito se puder me ajudar!
    abç.

    • mari vidigal 25 novembro, 2016 at 00:53 Responder

      Oi Rafael,
      Infelizmente os meninos que me escreveram o guest post não me deram esses detalhes. Farei a viagem coma minha família em junho e prometo escrever um post sobre o assunto!
      Abraços,
      Mari

  4. Marco Souza 19 novembro, 2016 at 02:47 Responder

    Oi Mári
    Super completo o post e lindas imagens. Parabéns!
    Tudo vai ser muito útil na minha viagem.
    Estarei nas Rochosas entre 12 e 19 de abril de 2017 e tenho umas dúvidas:
    – Sei que provavelmente os lagos estarão congelados mas ainda pode nevar? Precisarei de correntes para os pneus?
    – Será muito difícil de ver animais pela estrada? Alguma chance de topar com um urso?
    – Vc acha que nessa época será possível e valerá a pena seguir todo o roteiro de vcs?
    Muito obrigado e maravilhosase viagens pra vcs
    Marco

    • mari vidigal 20 novembro, 2016 at 00:23 Responder

      Oi Marco,
      Difícil nevar em Abril, mas não impossível. Sim haverá neve nos lagos pois abril ainda não deu tempo de degelar tudo e pode ser que algumas estradas ainda estejam fechadas.
      Quanto aos animais possivelmente você verá Antelopes lindos. Urso não é impossível, mas a época deles é mais no verão.
      Quanto ao roteiro, precisa deixar o inverno passar para ver quanta neve haverá por lá e que estradas estarão abertas.
      Abraços

  5. Patricia 21 outubro, 2016 at 16:07 Responder

    Ultimamente tenho lido MUITO sobre as montanhas rochosas e arredores, e sem dúvida nenhuma esse foi o melhor e mais detalhado post que encontrei!!! Perfeito mesmo!!
    Sem falar nessas fotos do Roy. 😮 CHOCADA! Mari, fiquei curiosa… sabe me dizer qual a câmera dele?
    E só uma observaçãozinha meio cricri, mas acho válida:no 2º dia sobre a parte do fondue. Tá escrito que se faz na pedra diferente daqui do Brasil… Aqui onde moro, Gramado a maioria das casas de fondue são feitos assim, na pedra! rsrs

    • mari vidigal 23 outubro, 2016 at 22:25 Responder

      Oi Patricia!!!
      Nossa, nós paulistas achamos o Fondue na pedra um luxo. Rs
      Se não me engano a câmera do Roi é uma Canon 60D.
      Beijos e obrigada pela visita e pelos elogios

  6. Aline 7 setembro, 2016 at 22:16 Responder

    Oi, tudo bem?
    Estou planejando viajar para o West Canada na primeira semana de novembro deste ano. Vocês aconselham? Quero alugar carro e pegar a estrada, mas acho que não tem risco da estrada estar fechada por causa de neve, certo?
    Alias, quero muito ver neve e esquiar, mas [obvio que quero dirigir com segurança..rs
    Obrigada e parabens pelo blog!

    • mari vidigal 8 setembro, 2016 at 19:03 Responder

      Oi Aline,
      Novembro tem risco de neve sim! Pesquise bem quais estradas fecham e não deixe de alugar correntes.
      Beijos e aproveite a viagem

  7. Nina 13 julho, 2016 at 23:39 Responder

    Boa noite Mari,

    Gostaria de fazer o percurso das montanhas rochosas de trailer mas tenho algumas dúvidas. Você saberia me dizer como faz para checar a disponibilidade dos acampamentos de trailer? E como faz para reservar? Sabe se tem algum site para isso?

    Obrigada

  8. Renata Padilha 21 maio, 2016 at 17:26 Responder

    Olá Mari! Estarei em Vancuver com meu esposo entre 1 a 15 de julho, e programei 5 dias nas rochosas saindo de Vancuver de carro. Adorei as suas dicas, estão sendo muito úteis para a organização do meu roteiro. Só tenho uma dúvida, com relação aonde devo ficar. Vocês ficaram em apenas um hotel em Banff? Ou nesse roteiro vocês dormiam em cidades diferentes?

    • mari vidigal 22 maio, 2016 at 17:11 Responder

      Oi Renata,
      Você viu que no começo do post tem onde eles dormiram em cada uma das noites? Tá tudo bem explicadinho!
      Dormir só em BAnff é um pouco de loucura. As distâncias são grandes
      Abraços

  9. Ana Carolina 24 abril, 2016 at 20:29 Responder

    Mari, amei o post! Estou querendo fazer esse roteiro e esse com dicas dia-a-dia está ajudando bastante. =)
    Só uma dúvida: estou pensando em ir sozinha (estou bem acostumada a fazer viagens sozinha), mas não sei se pra esse local seria tranquilo. Por exemplo: não vou alugar um carro, então teria que fazer os trechos entre as cidades de avião/trem/ônibus e, para visitar os parques, também queria saber se há tours disponíveis.
    O que acha?
    Bjs,
    Ana.

    • mari vidigal 3 maio, 2016 at 18:45 Responder

      Oi Ana,
      Visitar as rochosas sem carro só se for de excursão.
      Seguramente há companhias que oferecem este pacote. Não testamos nenhuma 🙁
      O Canadá é super tranquilo, e super seguro então não haveriam problemas em termos de segurança, mas acho um roteiro complicado de fazer sem carro.
      Beijos

  10. Marcos 11 março, 2016 at 20:02 Responder

    Olá, Mari.

    Tem como perguntar ao pessoal se aquela região é inóspita? Fiquei animado de fazer esse roteiro, mas minha esposa tem medo de dirigirmos por um suposto lugar deserto, sem ninguém, que não aparecesse ninguém para nos socorrer, enfim, um lindo “fim do mundo”, rs. Como é que é lá nesse sentido? Obrigado.

  11. Lu 30 outubro, 2015 at 20:23 Responder

    UAU!!! Sem palavras!!
    Essa viagem tá na minha lista p/2016. Mas acho q tem q ser mmo no verão, né?
    Post super útil, c/mil detalhes e fotos lindíssimas!
    Parabéns!

  12. Marcos Vidigal 27 outubro, 2015 at 16:23 Responder

    Boa tarde Elise, além de as estradas estarem fechadas, entre Dezembro e Janeiro, os lagos estarão congelados, terá muuuuita neve e alguns destes lugares (como o Lake Louise), se transformará em uma estação de esqui. Deve ser muito bonito, mas certamente uma experiencia completamente diferente da nossa!

  13. Elise 26 outubro, 2015 at 18:20 Responder

    Boa tarde!! Que imagens lindas!! Deve ser maravilhoso!
    Que época do ano vocês fizeram essa viagem??
    Vale a pena conhecer todas essas paisagens nos meses de dezembro e janeiro?

    Obrigada!!

    • mari vidigal 26 outubro, 2015 at 23:24 Responder

      Oi Elise,
      Eles fizeram a viagem na primeira semana de Outubro. Em Dezembro e Janeiro, boa parte das estradas estará fechada.
      Abraços,
      Mari

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