Roteiro de 1 dia no Joshua Tree Park na Califórnia

Bem-vindo ao Joshua Tree National Park, um dos parques nacionais mais fascinantes dos Estados Unidos. Localizado no sul da Califórnia, o parque celebra o encontro de dois desertos — o Mojave e o Colorado — e surpreende quem chega com uma paisagem que parece saída de outro planeta: árvores de Joshua com suas formas únicas, pedras gigantes empilhadas como esculturas e um dos céus estrelados mais bonitos do país.

quando ir ao Joshua Tree Park
Joshua Tree National Park

Este guia completo reúne o que aprendemos em três visitas ao parque ao longo dos anos. Da primeira vez viemos com um dia na agenda e saímos querendo mais. Hoje, nossa nossa recomendação é clara: reserve pelo menos uma noite — idealmente duas — hospedado em Yucca Valley ou na cidade de Joshua Tree. O parque tem muito mais a oferecer do que uma passagem rápida permite descobrir.

Aqui você encontra tudo o que precisa para planejar sua visita ao Joshua Tree National Park: o que fazer, por onde começar, onde se hospedar e o que não pode ficar de fora do roteiro. Vamos nessa?

Neste post você vai encontrar:

  • Como chegar e informações práticas
  • História do Joshua Tree Nationanal Park
  • O que fazer: as melhores paradas do Joshua Tree
    • Visitor Center e o programa Junior Rangers
    • Hidden Valley
    • Barker Dam
    • Wall Street Mills
    • Cap Rock
    • Keys View
    • Hall of Horrors
    • Skull Rock
    • Heart Rock e Arch Rock
    • O encontro dos desertos
    • Cholla Cactus Garden
    • Cottonwood Spring e Mastodon Peak
  • Onde se hospedar perto do parque
  • Onde comer bem na região
  • O que combinar com o Joshua Tree National Park

Como chegar e informações práticas

O Joshua Tree National Park fica no sul da Califórnia e é acessado de carro ou excursão saindo de Los Angeles ou Palm Springs. A boa notícia é que o parque fica bem posicionado em relação a vários destinos clássicos de uma road trip pela Califórnia. As principais distâncias até a entrada oeste são:

  • Los Angeles: 215 km, aproximadamente 2h30
  • Palm Springs: 78 km, aproximadamente 50 minutos
  • Las Vegas: 370 km, aproximadamente 3h30
  • San Francisco: 830 km, aproximadamente 8 horas

Veja a localização do Joshua Tree no Mapa

Dica para o aluguel de carro

Para quem chega em Los Angeles, minhas dica é alugar o carro na saída do aeroporto. Para o aluguel, recomendo a RentCars, um comparador inteligente que te oferece os melhores preços nas melhores locadoras. E o legal é que você pode pagar em reais e parcelar sem juros e sem Iof! Com o cupom IDEIASNAMALA você ainda ganha um desconto!

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Prefere uma excursão?

Para quem vem de Los Angeles e não quer dirigir, existem excursões de um dia que incluem transporte e guia. É uma opção cansativa — o dia é longo — mas válida para quem não tem carro ou prefere deixar a direção de lado. Confira aqui uma das excursões que recomendamos saindo de Los Angeles.

Nossa sugestão, no entanto, é usar Palm Springs como base para uma noite ou combinar com hospedagem em Yucca Valley ou na cidade de Joshua Tree — as duas ficam a menos de 15 minutos da entrada oeste do parque, são bem estruturadas para turistas e permitem explorar o parque com muito mais calma ao longo de dois dias.

Quando visitar o Joshua Tree National Park

O parque pode ser visitado o ano todo, mas as temperaturas são extremas e fazem toda a diferença no planejamento. A umidade é baixa — em média 25% — e o sol é forte em qualquer época.

A melhor época para visitar é entre outubro e maio, quando as temperaturas durante o dia ficam entre 10°C e 29°C — agradáveis para caminhar e explorar. Atenção: mesmo nesses meses mais quentes, as noites são geladas e o vento dentro do parque corta. Leve casaco, mesmo que a previsão pareça amigável.

No inverno (dezembro a fevereiro), as máximas ficam em torno de 15°C durante o dia, mas a temperatura pode cair abaixo de zero à noite e nevar nas áreas de maior altitude. Já falei que o vento é forte? Sem um casaco adequado você vai passar muito frio no inverno.

como é o Joshua Tree em novembro
Joshua Tree em família

No verão, especialmente julho e agosto, as máximas chegam a 40°C e as mínimas raramente ficam abaixo de 24°C. O parque fica mais vazio nessa época, mas o calor é sério — trilhas longas não são recomendadas e a hidratação vira prioridade absoluta.

A primavera (março e abril) é a época mais disputada: temperaturas agradáveis e, em anos de boa chuva, o florescimento do deserto transforma a paisagem. Ainda assim o calor pode apertar no meio da tarde, fique de olho na previsão e aproveite o parque de manhã cedinho e no final da tarde. O pôr do sol é sempre um show por lá.

Ingressos para o Joshua Tree

A entrada no Joshua Tree custa $30 por veículo e é válida por 7 dias consecutivos — o que significa que você pode entrar e sair do parque quantas vezes quiser nesse período. Quem entra de moto paga $25 e quem entra a pé ou de bicicleta paga $15 por pessoa.

Entrada do Joshua Tree National Park
Entrada do Joshua Tree National Park

Para quem vai visitar mais de um parque nacional na mesma viagem, vale a pena calcular o passe anual America the Beautiful. Para residentes americanos, o passe custa $80. Para estrangeiros, o valor subiu para $250 em 2026

História do Parque: A mulher que salvou o Joshua Tree

O Joshua Tree National Park que visitamos hoje existe graças a uma mulher: Minerva Hamilton Hoyt. Nos anos 1920 e 1930, enquanto o deserto californiano era destruído por coletores de plantas e mineradores, Minerva organizou exposições botânicas em Nova York, Boston e até na Royal Horticultural Society em Londres para mostrar ao mundo a beleza do deserto — e convencer as pessoas de que valia a pena protegê-lo.

A campanha funcionou. Em 1933 ela foi pessoalmente a Washington se reunir com o presidente Franklin D. Roosevelt, levando fotografias e argumentos irrefutáveis. Em 10 de agosto de 1936, Roosevelt assinou a proclamação que criou o Joshua Tree National Monument, que em 1994 se tornou o parque nacional que conhecemos hoje. Dentro do parque, uma montanha leva seu nome: o Mount Minerva Hoyt.

O que fazer: as melhores paradas do Joshua Tree

Chegou a hora de explorar o Joshua Tree National Park, e para te ajudar fiz uma lista caprichada com todas as paradas que fizemos nas nossas três visitas. Coloquei as paradas em ordem considerando a entrada pela West Entrance — a mais popular para quem vem de Palm Springs ou Los Angeles.

Reserve pelo menos um dia inteiro, mas se puder, dois dias permitem explorar com muito mais calma e sem abrir mão de nenhuma parada.

Dica de Expert Ideias na mala

Evite filas na entrada – Nos fins de semana e feriados de outubro a maio, a fila na West Entrance pode ser longa. Nesses dias, vale entrar pela North Entrance, próxima à cidade de Twentynine Palms. As filas costumam ser menores e você ainda acessa todas as principais atrações pela mesma avenida. Se vier num fim de semana de feriado prolongado, chegue antes das 8h ou prepare-se para esperar.

Visitor Center: a primeira parada do dia

Antes de entrar no parque, vale dar uma passadinha no Joshua Tree Visitor Center (bem na boca da entrada oeste do parque). Lá você pega o mapa do parque, consulta os guardas florestais sobre condições das trilhas, aprende sobre programas disponíveis, compra lembrancinhas maravilhosas do parque. O legal é que a renda desses produtos fica no próprio parque.

Fique de olho na programação especial: caminhadas guiadas

Vale ficar de olho na programação especial! O Joshua oferece uma série de trilhas guiadas com rangers — caminhadas interpretativas sobre geologia, flora, fauna e história do deserto que transformam a visita em uma aula ao ar livre. As vagas são limitadas e as reservas precisam ser feitas com antecedência pelo site Recreation.gov, que disponibiliza os ingressos com até 60 dias de antecedência. Se você não reservou nada, vale chegar cedo e tentar a sorte mesmo assim. Volta e meia sobram vagas!

Guardas Florestais Jr. (Jr. Rangers)

Se você viaja com crianças, não saia do Visitor Center sem pegar o caderno de atividades do programa Junior Rangers. O programa funciona assim: as crianças completam uma série de atividades ao longo da visita — observação, desenho e perguntas sobre a natureza e a história do parque — e ao final entregam o caderno para um ranger, que as condecora oficialmente como Junior Rangers com direito a broche e tudo. Meus filhos amam essa experiência.

Observação de estrelas

Outro programa imperdível é o Sky’s the Limit, uma ONG localizada próxima à entrada norte do parque que oferece programas de observação de estrelas às quartas e sextas-feiras à noite em parceria com os rangers do parque, e sessões com telescópios aos sábados. A entrada é gratuita nas sessões de quarta, mas a reserva antecipada é obrigatória pelo Recreation.gov — não há ingressos disponíveis no local nem nos visitor centers. A oportunidade de ver planetas, nebulosas e constelações pelos telescópios é mágica. Recomendo fazer a reserva antes de viajar, mas se não der tempo, vale checar a disponibilidade no Recreation.gov até o dia anterior ao programa.


1- Hidden Valley (Vale escondido)

  • Distância: 1,6 km (loop)
  • Dificuldade: fácil
  • Tempo estimado: 45 minutos a 1 hora

Há muitos anos, quando a chuva ainda caía em quantidades generosas na região, alguns fazendeiros tentaram transformar o Joshua Tree em terra produtiva. O Hidden Valley guarda algumas lembranças desses tempos, como uma antiga escada recortada na pedra e outros pontos bem sinalizados ao longo do percurso.

Hidden Valley - Joshua Tree Park

A trilha do Hidden Valley é um loop de aproximadamente 1,6 km, fácil e muito bem sinalizado, que serpenteia entre formações de rocha enormes criando a sensação de estar dentro de um anfiteatro natural. Mas, sem dúvida nenhuma, o ponto alto dessa parada é subir no topo das pedras e ver o vale lá de cima.

Dica de Expert Ideias na mala

Se você viaja na primavera fique de olho nos cactos floridos ao longo do caminho. É um espetáculo!

2- Barker Dam

  • Distância: 1,8 km (loop)
  • Dificuldade: fácil
  • Tempo estimado: 1 hora

O Barker Dam é uma das trilhas mais populares do parque, e por boas razões. A trilha leva até uma pequena represa construída no início do século XX por fazendeiros que precisavam de água para o gado, e que hoje forma uma lagoa cercada por pedras gigantes. Dependendo da época do ano e da quantidade de chuva, a lagoa pode estar cheia e refletindo as rochas — uma das cenas mais bonitas do parque.

Pelo caminho você encontra petroglifos e pictogramas dos povos nativos Serrano e Cahuilla, que habitaram a região há séculos — uma das poucas oportunidades no parque de ver registros da presença humana pré-histórica nesse deserto. Vale falar que parte dessas pinturas foi repintada por uma equipe de filmagem nos anos 1950, causando dano irreversível ao sítio arqueológico original.

O estacionamento é compartilhado com a trilha do Wall Street Mill, e eu se fosse você faria as duas!

3- Wall Street Mills

  • Distância: 3,2km (ida e volta)
  • Dificuldade: moderada
  • Tempo estimado: 1 hora a 1h30

A trilha do Wall Street Mills leva a um dos moinhos de ouro mais bem preservados de toda a região. O moinho foi construído por Bill Keys nos anos 1930, durante a segunda corrida do ouro na Grande Depressão, e funcionou processando minério de operações menores da região.

A trilha serpenteia por um corredor de pedras imponentes e, diferente das outras trilhas do parque, não é muito bem demarcada — vale prestar atenção no caminho e baixar o mapa offline antes de sair, já que o sinal de celular dentro do parque é praticamente inexistente.

O ponto alto do passeio

Pelo caminho você passará por carros enferrujados abandonados, uma antiga caixa d’água e os resquícios de um antigo rancho antes de chegar ao moinho, tombado pelo Registro Nacional de Lugares Históricos dos Estados Unidos. Cada carro, cada peça é um achado entre o deserto de Joshuas.

Curiosidade histórica | Quem foi Bill Keys? 

Minerador, fazendeiro e figura central da região durante a primeira metade do século XX, Bill Keys construiu o Wall Street Mills aproveitando a segunda corrida do ouro na Grande Depressão. Em 1943, matou um homem chamado Worth Bagley numa disputa pelo acesso ao moinho e foi condenado a dez anos de prisão por homicídio. Cumpriu apenas cinco anos — sua esposa Frances escreveu ao advogado Erle Stanley Gardner, o mesmo criador do famoso personagem Perry Mason, que reabriu o caso e conseguiu a absolvição. De volta ao deserto, Keys ergueu uma placa no local do tiroteio que existe até hoje. Ele viveu no Joshua Tree até os 89 anos.

4- Cap Rock

  • Distância: 0,6 km (loop)
  • Dificuldade: fácil
  • Tempo estimado: 30 minutos

O Cap Rock é uma parada rápida mas que vale muito a pena, especialmente para quem viaja com crianças. O nome vem de uma pedra enorme com um capelo de rocha equilibrado no topo — uma das formações mais fotogênicas do parque. O circuito é curto e plano, com plaquinhas explicativas sobre as plantas e a geologia local. As crianças adoram escalar as pedras grandalhonas que dominam a paisagem. Uma parada descomplicada e muito gostosa antes de subir para o Keys View.

5- Keys View: vistas panorâmicas do deserto

Com 1.580 metros de altitude, o Keys View é o principal mirante do Joshua Tree National Park e a vista de lá do alto é espetacular. Num dia limpo dá para ver as montanhas Santa Rosa, o vale de Coachella, a falha de San Andreas e ao longe o Salton Sea — e em dias excepcionalmente claros, até a Serra Signal no México, a 145 km de distância.

Keys View - Joshua Tree National Park

O mirante tem um caminho pavimentado curto e acessível para cadeirantes que leva até o ponto mais alto. O vento lá no alto pode ser forte e cortante mesmo em dias de sol — leve casaco independente da temperatura lá embaixo. Nós quase perdemos um óculos escuro.


Entre paradas: Fotografando as árvores de Joshua

Desde a chegada no parque me encantei com a variedade de formatos das árvores de Joshua. Cada árvore é uma obra de arte. Uma diferente da outra, umas com galhos retorcidos em direções improváveis, outras mais esbeltas. Impossível não se apaixonar.

Minha dica é parar o carro para fotografar sempre que der vontade. Acredite, você vai querer registrar cada formato único que aparecer pela janela.


6- Hall of Horrors (Slot Canyon)

O nome assustador esconde as maravilhas dessa experiência super diferente no Joshua Tree National Park.

O pequeno estacionamento dá acesso a uma trilha circular que rodeiam uma enorme formação rochosa cortadas por caminhos de terra e, para quem topa explorar um pouco mais, slot canyons escondidos entre os blocos de granito.

Um detalhe importante: os principais slot canyons não ficam na formação rochosa principal que você vê ao chegar do estacionamento, mas sim na rocha menor que fica atrás dela. Encontrar a entrada dos canyons é parte da aventura — o caminho não é óbvio e exige um pouco de exploração. Uma vez dentro, você se espreme entre paredes de pedra que mal deixam passar um adulto. Sim, pode não ser a melhor experiência para quem tem claustrofobia, mas meus filhos amaram.

Paraíso dos alpinistas

A área também é um dos destinos mais famosos para escaladores do parque — e do sul da Califórnia. São dezenas de rotas de todos os níveis, e não é raro chegar e encontrar escaladores pendurados nas paredes ao redor. Mesmo para quem não escala, o cenário vale a parada.

7- Skull Rock

  • Distância: 2,7 km (loop) | 70 metros para tirar foto com a pedra caveira
  • Dificuldade: fácil
  • Tempo estimado: 1 a 2 horas

O Skull Rock é uma das paradas mais fotografadas do parque — e uma das mais fáceis de encaixar no roteiro, já que a formação fica praticamente à beira da estrada, a cerca de 70 metros do estacionamento. O nome é literal: a erosão da água ao longo de milhares de anos esculpiu duas cavidades na pedra que imitam perfeitamente as órbitas de um crânio.

Dá para ver a pedra e tirar a foto em cinco minutos, mas vale fazer o loop completo da trilha, que serpenteia por campos de pedras gigantes, atravessa o Jumbo Rocks Campground e cruza o Park Boulevard antes de retornar ao ponto de partida. O caminho é bem arenoso e plano, com alguns trechos rochosos.

Vá com paciência

O estacionamento do Skull Rock é um dos mais disputados do parque na alta temporada. Vale chegar cedo ou se prepara para esperar para estacionar.

8- Dirigindo pelo Joshua Tree Park – O encontro dos desertos

A caminho das próximas paradas a paisagem se transforma de forma surpreendente — e tem uma razão científica para isso. É nesse trecho que o parque cruza a fronteira entre dois desertos distintos: o Deserto de Mojave, mais alto, com altitudes entre 900 e 1.800 metros, e o Deserto de Colorado, mais baixo e árido.

Conforme você perde altitude, as Joshua Trees vão rareando até desaparecer completamente. As montanhas mudam de cor e de tamanho, e aos poucos as yucas e os cactos passam a dominar tudo ao redor. 

Joshua Tree Park
Yucca: Joshua Tree Park

9- Cholla Catus Garden

  • Distância: 0,4 km (loop)
  • Dificuldade: fácil
  • Tempo estimado: 30 minutos

Atenção: o Cholla Cactus Garden está atualmente fechado para obras de restauração da trilha. Consulte o site do NPS antes de visitar para verificar a reabertura.

As chollas são um tipo de cacto baixinho de formato bem interessante — e espinhos traiçoeiros. São conhecidas como “jumping cholla” porque os segmentos se desprendem com facilidade e se fixam na roupa e na pele com espinhos em forma de gancho. Não tente encostar, nem de brincadeira. O jardim concentra milhares dessas plantas numa área compacta, o que cria uma paisagem estranha e hipnótica — especialmente com a luz do fim de tarde, quando os espinhos prateados parecem brilhar.

Cholla - Joshua Tree National Park

O percurso é curto e plano, mas o espetáculo visual compensa a parada. Na primavera, as chollas florescem em tons de amarelo e verde, o que torna a visita ainda mais especial. Use calçado fechado e cuidado com as crianças.

Chollas - Joshua Tree National Park


Quem viaja no inverno vai notar a diferença de temperatura e como o frio dá uma boa trégua. Já no verõ, prepare-se para um calor ainda mais intenso.

10- Cottonwood Spring e Mastondon Peak

  • Distância:
    • Cottonwood Spring (só o oásis): 0,2 km, fácil, 5 a 20 minutos
    • Mastodon Peak 4,8 km (loop completo)
  • Dificuldade: moderada
  • Tempo estimado: 2 a 3 horas
Oasis - Joshua Tree National Park

O Cottonwood Spring é um oásis no meio do deserto — e ver como árvores e palmeiras se aproveitam de qualquer pedacinho de água para criar e multiplicar vida é uma das coisas mais fascinantes do parque.

Vale falarque visitar o oásis sozinho é uma parada curtíssima e tranquila, de poucos minutos a pé do estacionamento — ótima opção para quem está no fim do dia ou sem energia para uma trilha. O local foi importante fonte de água para povos nativos, garimpeiros e mineradores, e ainda guarda um antigo monjolo indígena esculpido na pedra, usado para moer sementes e nozes.

Topa caminhar?

Para quem tem disposição, a trilha continua subindo em direção ao Mastodon Peak. Do alto as vistas do sul do parque são muito interessantes — especialmente do Salton Sea, que aparece ao longe. A subida tem alguns trechos mais íngremes e rochosos, mas é tranquila e bem recompensadora. Nós achamos que a vista compensou o esforço e recomendamos o passeio.

Joshua Tree Park

O caminho da descida passa por uma antiga mina de extração de ouro, desativada em 1932, mais uma camada da história garimpeira que permeia o Joshua Tree.

Cottonwood Spring também é o ponto de saída do parque para quem faz o roteiro completo pela entrada oeste e sai pela entrada sul — o que torna essa parada um final perfeito para o dia.

Onde se hospedar perto do parque

Agora que você já sabe o que fazer no Joshua Tree National Park, chegou a hora de resolver a estadia. A região tem duas bases principais para quem visita o parque pela entrada oeste: Yucca Valley e a cidade de Joshua Tree. As duas ficam a menos de 15 minutos da entrada do parque, mas têm perfis bem diferentes.

Yucca Valley

Yucca Valley é a cidade maior da região, com mais infraestrutura, supermercados, farmácias, postos de gasolina e uma variedade maior de hotéis e redes conhecidas. É a escolha certa para quem quer praticidade. A cidade de Joshua Tree, por outro lado, tem um clima mais alternativo e artístico, com hospedagens boutique, glamping e propriedades de design que viraram destino por si só. Quem busca uma experiência mais imersiva tende a se apaixonar por ficar ali.

Hotel Caprichado:

 Field Station Joshua Tree — design contemporâneo, piscina, jardim e clima de acampamento sofisticado. A 8 km do parque.

Custo-Benefício: 

Spark by Hilton Yucca Valley Joshua Tree — café da manhã incluso, piscina aquecida e bem localizado. A 8 km do parque.

Econômico: 

Americas Best Value Inn Joshua Tree — limpo, com piscina e a 11 km do parque. Faz o serviço para quem quer economizar na hospedagem e gastar no parque.

Cidade de Joshua Tree

Opções caprichadas:

Sacred Sands — B&B de luxo a 1,6 km da entrada oeste, com suítes de design, banheira de imersão ao ar livre e vistas lindasdo deserto.

The Bungalows by Homestead Modern — 14 bangalôs modernos restaurados no campus histórico do Joshua Tree Retreat Center, rodeados de Joshua Trees e a poucos minutos do parque. Piscina, cozinha equipada, pátio privativo e um silêncio de desertar.

Custo-Benefício: 

AutoCamp Joshua Tree — glamping em Airstreams modernos com banheiro de spa, piscina e fire pit.

Econômico:

 Safari Motor Inn — motel simples e bem localizado no centro de Joshua Tree, a caminhada do Visitor Center e a 10 minutos do parque.

Onde comer bem na região

Aqui vão nossas dicas para comer bem na região do Joshua Tree National Park

Pappy & Harriet’s — Pioneertown

O Pappy & Harriet’s (endereço: 53688 Pioneertown Road, Pioneertown, CA) é mais do que um restaurante, é uma instituição. Fundado em 1982 no local onde ficava a cantina original dos filmes de faroeste dos anos 1940, serve um BBQ de Santa Maria que chega a mesas de todo o mundo. As costelas são o forte da casa e são deliciosas.

Quase toda noite tem show ao vivo!

Até Paul McCartney já tocou aqui, e a programação continua impecável com shows de quinta a domingo. Aberto quinta a domingo a partir das 11h, com última entrada para jantar às 21h30. Sem reserva, sem exceção — é fila mesmo. Chegue cedo.

Red Dog Saloon — Pioneertown

Do lado do Pappy, o Red Dog Saloon (endereço: 53539 Mane St, Pioneertown, CA) é a opção para quem quer algo mais leve e casual. Estabelecido em 1946 e frequentado por Roy Rogers nos seus tempos áureos, o bar foi restaurado e reaberto em 2020 com o mesmo espírito do velho oeste. O cardápio é de Tex-Mex — tacos de brisket, chicken tinga, mushroom asada — com drinks bem feitos e mais de 300 tipos de destilados no bar. Aberto todos os dias, com café da manhã nos fins de semana a partir das 9h.

Joshua Tree Saloon — cidade de Joshua Tree

O Joshua Tree Saloon (endereço: 61835 29 Palms Hwy, Joshua Tree, CA) se autodeclara o portal do Joshua Tree National Park desde 1983, e não é exagero — fica a poucos minutos da entrada oeste. Ambiente de velho oeste, 14 chopes na torneira, Bloody Mary caseiro famoso na região e música ao vivo quase toda noite. Comida de bar bem executada: hambúrgueres, wings defumadas, saladas. Abre todos os dias às 11h.

La Copine — Flamingo Heights

O La Copine (endereço: 848 Old Woman Springs Rd, Yucca Valley, CA) é o restaurante mais aclamado da região e uma surpresa completa para quem não esperava encontrar alta gastronomia no meio do deserto californiano. Fundado em 2015 pelo casal Nikki Hill e Claire Wadsworth, fica em Flamingo Heights, a cerca de 20 minutos do parque, numa casa simples de aparência nada especial.

O cardápio é de New American com influências do Sul dos Estados Unidos, do Norte da África e do Oriente Médio, usando ingredientes sazonais do sul da Califórnia. Frango frito, shrimp & grits e saladas elaboradas são os pratos mais comentados. Eleito pelo Los Angeles Times um dos melhores restaurantes do estado. Abre de quinta a domingo, das 11h às 16h. Reservas pelo WhatsApp: 760-289-8537.

Copper Room — Yucca Valley

O Copper Room (endereço: 57360 Aviation Dr, Yucca Valley, CA) fica no aeródromo de Yucca Valley e tem mais de 50 anos de história — nos anos 1950 e 60, era o point de Frank Sinatra, Gene Autry e outros frequentadores ilustres da região. Fechou por um tempo e voltou renovado, mantendo o charme da era dos aviadores com múltiplas salas de jantar, bar em ferradura e martinis impecáveis. O garlic shrimp toast é um dos petiscos mais comentados. Boa pedida para a primeira ou última noite na região.

Lorena’s Mexican Food — Twentynine Palms

A Lorena’s (endereço: 73741 29 Palms Hwy, Twentynine Palms)é o segredo dos frequentadores locais para comida mexicana honesta e sem frescura. Fica em Twentynine Palms, aberta de terça a domingo das 11h às 20h30. Preços acessíveis, porções generosas e aquele sabor caseiro que é difícil de encontrar nas redes.

Kitchen in the Desert — Twentynine Palms

Um dos restaurantes mais surpreendentes da região, o Kitchen in the Desert (endereço:6427 Mesquite Ave, Twentynine Palms, CA ) fica numa propriedade histórica dos anos 1940 em Twentynine Palms, com equipamentos de mineração espalhados pelo pátio, murais nas paredes e o ambiente mais improvável para uma cozinha caribenha de qualidade. O menu mistura influências americanas com temperos do Caribe — frango frito, arroz de coco, lamb salad com tâmaras. Quase tudo ao ar livre, com música ao vivo em vários dias da semana. Elogiado pela Vogue e pelo Travel + Leisure. Aberto todos os dias para brunch e jantar. Reserva recomendada.

Snakebite Roadhouse — Yucca Valley

O Snakebite Roadhouse (endereço: 55405 29 Palms Hwy, Yucca Valley) tem uma história de origem que combina com o nome: o fundador levou uma mordida de cascavel Mojave e saiu dela com a ideia de abrir um bar. O resultado é um roadhouse com estética vintage de deserto — diner retrô na frente, bar com vibe anos 70 e pátio externo. Comfort food americana bem executada, hambúrgueres elogiados pelos locais e música ao vivo nos fins de semana. Abre de segunda a quinta às 16h, e a partir do meio-dia nos fins de semana.

O que combinar com o Joshua Tree National Park

O Joshua Tree fica numa posição privilegiada no sul da Califórnia e combina muito bem com outros destinos da região. Três pedidas que valem muito a pena:

Palm Springs

Palm Springs é o ponto de partida perfeito para quem vem visitar o Joshua Tree — fica a apenas 50 minutos do parque e tem muito mais a oferecer além da sua função de base de operações. Arquitetura mid-century moderna, resorts com piscina, o bondinho aéreo que sobe 2.600 metros em minutos e uma cena gastronômica e cultural que surpreende. Leia nosso guia completo de Palm Springs.

Pioneertown

A menos de 20 minutos do parque, Pioneertown é uma cidade construída em 1946 por um grupo de astros de Hollywood — entre eles Roy Rogers e Gene Autry — como um cenário para os filmes de faroeste. Mais de 50 filmes e séries foram gravados na Mane Street, a rua principal de terra batida com suas fachadas de saloon e correio do velho oeste.

Hoje Pioneertown é um dos pontos mais charmosos da região: dá para passear pela rua, entrar nas lojas, jantar no Pappy & Harriet’s e tomar uma dose no Red Dog Saloon. Visita gratuita, estacionamento gratuito, e uma das fotos mais certeiras de toda a viagem

Palm Desert

Vai ficar mais uns dias na região? Vale incluir uma parada em de Palm Desert para conhecer o El Paseo, uma avenida elegante com lojas de grife, restaurantes e galerias de arte instaladas em casinhas no estilo mediterrâneo com fontes e pátios. É o lado mais chique e tranquilo da região, bem diferente do deserto do parque. Boa pedida para um jantar ou uma tarde de passeio antes de pegar a estrada.

Canyons Pintados de Meca

Saindo do parque pela entrada sul em direção ao Salton Sea, vale muito a pena fazer um desvio pelos Painted Canyons, nas Mecca Hills — uma formação rochosa criada pela Falha de San Andreas ao longo de milhões de anos. As paredes dos cânions exibem camadas de rosa, vermelho, laranja, cinza e verde que parecem pintadas à mão. São cerca de 7 km de trilha moderada com vistas espetaculares. O acesso é por uma estrada de terra de cerca de 7 km — carros comuns conseguem chegar na maioria das vezes, mas após chuva o acesso pode fechar. Entrada gratuita, gerenciada pelo BLM.

Salton Sea

Terminamos uma das nossas visitas ao Joshua Tree com uma passagem pelo Salton Sea, um lago imenso e cheio de história no sul da Califórnia.

É uma mistura de lago e mar — metade natural, metade acidental — que até os anos 1950 era um dos destinos favoritos das estrelas de Hollywood, cheio de turistas e resorts à beira d’água. O que aconteceu depois é uma história triste: o aumento progressivo da salinidade, causado pela drenagem do Rio Colorado, foi matando os peixes aos poucos. Poucas espécies conseguem sobreviver num lago mais salgado que o Pacífico. O cheiro de peixe é forte e as carcaças na beira da praia mostram que há algo errado por ali. Mas o pôr do sol na beira do lago ainda é bonito, a imensidão da paisagem impressiona e a história do lugar vale a parada.

Salton Sea - Califórnia

Death Valley

Para quem já está no deserto californiano e quer dobrar a aposta, o Death Valley National Park fica a cerca de 2h30 de carro do Joshua Tree. É uma combinação natural — os dois parques juntos formam um roteiro de deserto californiano muito completo. Paisagens radicalmente diferentes: dunas, crateras de sal, cânions coloridos e o ponto mais baixo do hemisfério ocidental. Recomendamos visitar entre outubro e abril.

Zabriskie Point no Death Valley
Zabriskie Point, uma das vistas incríveis do Death Valley

Las Vegas

Para quem quer terminar a viagem com estilo, Las Vegas fica a menos de 4 horas de carro do Joshua Tree. É um dos finais de roteiro mais populares entre os brasileiros que exploram o sul da Califórnia — e faz todo sentido: depois de dias no silêncio do deserto, a chegada na Strip tem um impacto ainda maior. Ou o contrário: começar em Vegas, passar pelo Joshua Tree e terminar em Los Angeles ou Palm Springs. O parque cai perfeitamente no meio do caminho de qualquer jeito.

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mari vidigal
mari vidigal
Mari é editora do Ideias na Mala há 14 anos e mora na Califórnia. Já visitou dezenas de países e explorou boa parte dos Estados Unidos com seus filhos Tom e Caio. Sua paixão? Viajar com o motorhome Rocky e colecionar Springs na Flórida. Mari é conhecida pelos seus roteiros super completos dos principais destinos da Europa (sim! Tem roteiro de Paris, Madri, Londres, Portugal e Amsterdam) e pelo conteúdo mais completo da Califórnia, Flórida e Las Vegas entre os sites de viagem do Brasil. Em 2021 recebeu o prêmio IPW Travel Awards, um dos maiores prêmios de jornalismo de viagem, e em 2024 foi finalista do prêmio Europa de Comunicação.

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