Rota 66: Guia completo para uma das Roadtrips mais legais dos EUA

Bem vindo a Rota 66, ou Mother Road, uma das viagens mais icônicas dos Estados Unidos, a reconstrução do antigo trajeto entre Chicago no estado de Illinois e Santa Monica na Califórnia. Uma viagem que pode ser feita de carro, moto (e esse é um dos trajetos mais cobiçados pelos motociclistas nos EUA) ou motorhome.

Neste post completíssimo dividiremos com você o que fazer na Route 66 e as melhores paradas do trajeto de estado em estado (e de cidade em cidade). Pronto para embarcar em uma das road trips mais famosas do mundo?

Nesse post você vai encontrar:

História da Rota 66

A Rota 66 é estrada mais legendária dos Estados Unidos. Inaugurada em 1926, o projeto fazia parte de um plano nacional de autoestradas numeradas. Nas rotas norte-sul foram colocados números ímpares e nas leste-oeste, pares. A Rota 66, então, cruzava os estados de Illinois, Missouri, Kansas, Oklahoma, Texas, Novo México e Califórnia em cerca de 4 mil km de extensão.

Rota 66
Foto: Wikimedia Commons

Com o passar dos anos novas estradas mais modernas, mais largas e mais rápidas foram construídas, e aos poucos a Rota 66 foi “sumindo do mapa”, deixando de existir em alguns pontos, tornando-se via secundária em outros e transformando cidades que antes eram verdadeiros corredores de passagem em pequenas cidades desertas.

Em 1984 o último trajeto da Rota 66 que continuava ativo, um trechinho no Arizona, foi substituído pela Interstate 40 – estrada rápida que corta o país de ponta a ponta – e ao mesmo tempo que a rota ia caindo no esquecimento, uma associação de pequenas cidades começou a se juntar com o intuito de ressuscitar a rota e torná-la um destino desejado pelos visitantes. E não é que funcionou?

Foi assim que a rota migrou do sistema de rodovias dos EUA e passou a ser considerada uma rodovia histórica protegida por lei nacional. Atualmente, é possível circular por 85% de seu trajeto original, uma viagem que reconta parte importante da história contemporânea norte americana, misturando decadência, ressurgência e um mundo de possibilidades para quem curte fotografar.

Entre os pontos mais conhecidos estão a “Cadillac Ranch”, uma escultura com dez carros enfileirados e enterrados pela metade e a Shamrock Gas Station, um posto de gasolina clássico no Texas; a “Chain of Rocks Bridge”, uma ponte localizada em Illinois; a cidade abandonada de Acoma Pueblo, no Novo México; a cidade de Williams no Arizona – todinha sensacional – e o Píer de Santa Monica na Califórnia. Além disso, a Rota 66 também foi palco de diversas novidades: o primeiro motel de beira estrada da história e a primeira unidade do McDonald’s surgiram lá.

Por que a Rota 66 é tão famosa?

A estrada se tornou símbolo de liberdade dos jovens nos anos 50 e 60. A cultura hippie atraiu diversas pessoas para a parte oeste dos Estados Unidos, fazendo todo o trajeto pela Rota 66 e espalhando os mitos e realidades da estrada.  Os letreiros em néon e as esculturas chamativas eram (e ainda são) mais um dos atrativos que tornaram a estrada legendária. Percorrer a Rota 66 era descobrir o desconhecido e experimentar o incomum.

Muitos filmes contribuíram para a fama da Rota 66. O “Easy Rider”, de 1969, é um exemplo disso – uma viagem de dois amigos de moto. “Forrest Gump”, “Golpe de Mestre” e até mesmo a animação “Carros” da Disney também tiveram a estrada como cenário.

Na literatura, destaque também para Jack Kerouac, um escritor que passou sete anos viajando pela via e escrevendo o livro “On the Road”, que mais tarde viraria filme.

Seligman e o filme Carros na Rota 66
O filme Carros da Pixar trouxe os encantos da Rota 66 para uma geração mais jovem. Nesta foto, Seligman, a cidade que organizou a revitalização da rota

Rota 66 no cinema

Muitos filmes tiveram a Rota 66 como cenário, um dos primeiros foi o “The Grapes of Wrath (As Vinhas da Ira)”, um filme de 1940 que conta a história de uma família de pequenos agricultores que é expulsa de Oklahoma e viaja até Califórnia pela estrada em busca de uma vida melhor.

30 anos depois, foi lançado o filme “Easy Rider (Sem Destino)”. Já na temática do movimento hippie, a trama é baseada em dois motoqueiros que viajam em busca de liberdade.

Em 1987 foi lançado o filme “Out of Rosenheim (Bagdad Café)” que narra o drama de uma turista alemã que abandona o marido após uma briga e caminha até o posto Bagdad Café, no deserto de Mojave – atual ponto turístico da Rota 66. Em “Thelma & Louise” duas amigas decidem quebrar a rotina e cair na estrada.

Alguns anos depois, o clássico “Forrest Gump (O Contador de Histórias”) de 1994 invadiu as telinhas e se tornou um dos filmes mais populares que retrata a Route 66. O filme conta a história de Forest Gump, Tom Hanks,  um homem simples do Alabama em suas andanças pelo país. Forrest Gump venceu diversas categorias, como melhor filme e melhor ator, no Oscar de 1995.

A trilogia “Carros”, da Disney e Pixar, tem como personagens carros que percorrem a Rota 66 e divertem o público. Inclusive, a cidade Radiator Spring foi inspirada em diversas pequenas cidades da rota, especialmente Galena, no Kansas. Já o enredo do filme teve muita influência na pequena Selligman no Arizona.

Museu da Rota 66 em Barstow
Tom e Caio encantados ao reconhecer os personagens da série no Museu da Rota 66 em Barstow

Quem viu a trilogia e conhece bem os personagens vai reconhecer várias dos personagens do filme, lojinhas e restaurantes que inspiraram a concepção dos espaços tematizados nos filmes – e na Disneyland em Los Angeles – especialmente nos trechos de Oklahoma, Novo México e Arizona.

Outra obra que também imortalizou a Rota 66 foi a do escritor Jack Kerouac – ele passou sete anos percorrendo a estrada e escrevendo “On The Road”, que foi publicado em 1957. Muitos anos mais tarde, em 2012, a trama virou um filme dirigido pelo brasileiro Walter Salles.

Rota 66 na música

A Rota 66 também serviu de inspiração para a música. Com o mesmo nome da estrada, “Rota 66” foi composta por Bobby Troup em 1946 e conta a história da sua aventura própria até Los Angeles com a sua mulher. Sua viagem partiu da estrada 40, mas durante o trajeto eles pegaram a Rota 66 e seguiram por ela até a Califórnia.

Foi da troca da Rota 40 para a 66 que nasceu o clássico. Na música, há referências sobre as principais paradas como St Louis, Oklahoma e Amarillo.

A canção se tornou um clássico do rock e a versão original foi gravada por Nat King Cole. Mais tarde, Chuck Berry, Rolling Stones, John Mayer, Ray Charles e o próprio Bobby Troup regravaram a música.

Onde fica a Rota 66

A Rota 66 é um trajeto de 3939 Km que conecta Chicago (Illinois) a Santa Monica (Califórnia), cerca de 85% da estrada se mantém ativa mas há vários trechinhos abandonados e que conectam o nada a lugar algum.

Divisão da rota por estados:

Dicas para viajar pela Rota 66

Não há apenas um caminho ou uma forma de viajar pela Rota 66 e o desafio é driblar o GPS (que vai tentar te jogar na estrada principal a cada 5 minutos) para encaixar os principais segmentos ativos da estrada na viagem que você quer fazer. É um quebra-cabeça vivo e pra lá de divertido. Um cruza, cruza danado entre a estrada rápida e as pequenas entradinhas que outrora formaram a Route 66.

Minha principal dica para quem quer percorrer a rota 66 – ou um dos trechos dessa viagem – é mapear seus principais pontos de interesse (e aqui neste post nós fizemos um trabalho bem minucioso para te ajudar nessa escolha) e saber direitinho o que você quer visitar em cada segmento.

Sim, haverão muitos surpresas interessantes pelo caminho, mas a forma mais prática de seguir o roteiro sem deixar nada que você faz questão de fora é estudar o caminho!

Carro, moto ou motorhome?

Tudo depende do seu estilo de viagem, e claro. Das suas expectativas. A forma mais comum de seguir estrada é alugar um carro,  com a Rent Cars você pode locar seu carro em Chicago e devolver em Los Angeles – fique com ele durante todos os seus dias por lá, o carro é essencial em L.A. – e o mais legal é que dá para pagar em Reais, parcelado e sem Iof. Já usamos em várias cidades dos EUA e recomendamos.

Para quem já está acostumado a viajar de moto, taí uma das rotas mais populares dos EUA e a sua chance de conhecer muita gente interessante pela estrada. Para quem nunca viajou de moto, vale lembrar que 4000 Km não são para qualquer um, vale fazer o roteiro mais devagar e incluir maiores descansos pelo caminho.

Rota 66 nos Estados Unidos
Careta pra foto! Sabe aquela alegria de finalmente fazer aquela viagem dos sonhos?

A Route 66 também é um destinos excelente para percorrer de motorhome, minha dica aqui é pegar a RV no último dia em Chicago e devolver na chegara em L.A., sim, até rola fazer L.A. e Chicago de motorhome, mas em cidades grandes um veículo mais compacto (ou nenhum carro, o caso de Chicago), fazem bem mais sentido.

Nós somos fãs de viagens de motorhome e fizemos o trecho entre a Califórnia e o Arizona da Rota 66 e foi sensacional.

Seja qual for o seu veículo, haverá uma diferença para pegar numa cidade e devolver na outra. Banque a diferença. Passar ~3 dias dirigindo para devolver o carro não faz o menor sentido!

Compre um voo multi destinos

O voo multi destinos é seu melhor amigo para viabilizar esta viagem. Compre a ida para Chicago e a saída de Los Angeles (ou vice-versa) , dessa forma você não precisa voltar até Chicago para pegar o voo de volta. E nem se preocupar em comprar um voo local adicional.

Principais desvios da Rota 66

Com um pouquinho mais de tempo vale incluir outras esticadas bacanas como por exemplo o Chaco Canyon em New Mexico, Sedona e Grand Canyon no Arizona, Las Vegas em Nevada e quem sabe até o Death Valley (Vale da Morte) ou o Joshua Tree National Park na Califórnia. Vale ficar de olho nos desvios e possibilidades que a Route 66 proporciona, você descobrirá locais incríveis.

Grand Canyon West - Guano Point
Grand Canyon West, uma das possibilidades de desvio da Rota 66

Seguro viagem

Viajar com um bom seguro viagem te dá segurança em diversas questões. Até porque um seguro viagem ótimo custa menos de R$10 por dia de viagem, então, não tem o que pensar.

Apesar de não ser obrigatório nos Estados Unidos, é ele quem vai te proteger contra voos cancelados, conexões perdidas, bagagem extraviada e, claro, qualquer chatice médica ou odontológica que possa aparecer. Quer ver eu te convencer ainda mais? Uma simples consulta médica nos Estados Unidos custa, no mínimo, U$300!

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Principais paradas da Rota 66

A Rota 66 passa por 8 estados e mais de 200 cidades, chegou a hora de destrinchar os melhores pedaços da viagem e dividir com você as paradas que realmente valem a pena. Vamos nessa?

  • Illinois: Chicago, Joliet, Pontiac, Atlanta, Springfield, Carlinville, Staunton e Collingsville
  • Missouri: St. Louis, Staton, Springfield (MO), Lebanon, Carthage e Joplin
  • Kansas: Galena, Riverton e Baxter Springs
  • Oklahoma: Catoosa, Oklahoma City e Foss
  • Texas: Amarillo
  • New Mexico: Tucumari, Albuquerque e Santa Fé
  • Arizona: Lupton, Holbrook, Williams, Grand Canyon National Park, Selligman e Kingman
  • Califórnia: Barstow, San Bernardino, Los Angeles, Santa Monica

Illinois

Illinois orgulhosamente se posiciona como o ponto de início (ou fim, tudo depende do sentido que você escolher para percorrer a rota) da rota e preserva com carinho as heranças da antiga Route 66 com direito a bons museus, neons coloridos bem cuidados e uma série de figuras gigantes que são a cara da viagem. O estado tem um site excelente que detalha as principais paradas em cada uma das cidades.

Aqui a rota ganha uma conexão importante com o presidente Abraham Lincoln nativo do estado e com sua trajetória rumo à presidência. Quem se interessa por história norte americana, pode aproveitar a viagem para aprender mais.

Chicago

Nossa viagem começa em Chicago, um dos polos culturais dos Estados Unidos, uma cidade que combina arte e arquitetura em meio ao visual do Lake Michigan, o destino perfeito para começar essa jornada que extrapola gerações e extravasa cultura americana do começo ao fim. Como bem diz o refrão é hora de “get your kicks on route 66”!

O que fazer em Chicago

Para começar, sugiro o roteiro de 1 dia pelo centro de Chicago, um passeio pelos principais pontos turísticos de Chicago como a Willis Tower (um dos edifícios mais icônicos da cidade e um observatório que você vai amar visitar), The Art Institute of Chicago (um museu de arte espetacular), o Centro Cultural de Chicago (entre e se apaixone pelos vitrais), o incrível Millenium Park (famoso pela escultura Cloud Gate) e pela Crown Fountain, a Ponte du Sable (vistas lindas estão garantidas), a Magnificent Mile (uma das ruas mais badaladas da cidade) e o Navy Pier (um píer animado onde fica a roda gigante de Chicago).

Chicago, o ponto de início da Rota 66
Cloud Gate no Millenium Park em Chicago

Com mais tempo, vale escolher alguns dos museus incríveis da cidade como o Museu da Ciência e da Indústria (é muito legal), Adler Planetarium (que de quebra tem vistas lindas do skyline da cidade), The Field Museum (um museu de história natural), o Shedd Aquarium (um aquário dos bons) ou quem sabe ainda fazer um tour pelas casas de Frank Lloyd Wright.

Marco inicial: a placa da Rota 66

E, para começar a viagem pela Rota 66 de verdade, sugiro uma passadinha no marco inicial da Rota que fica na Adam Street com a Michigan Avenue.

Chicago Rota 66
Marco inicial: a placa da Rota 66 | Foto: Divulgação/Illinois Route66.org

LAKE SHORE DRIVE E A ROTA 66

O curioso é que este ponto de início da Rota foi movido muitas vezes ao longo das décadas até ganhar seu lugar permanente no centro de Chicago, um ponto que não está relacionado com o início da rota original (Jackson Blvd. x Michigan Ave) ou Jackson x Lake Shore Drive onde o início foi movido a partir de 1937.

Para este roteiro, usaremos o centro de Chicago e a placa atual como ponto de início da viagem. Combinado?

The Berghof Restaurant

Dois quarteirões do marco inicial você encontra o tradicional Berghof Restaurant (17 W Adams St.) com letreiros de neon que merecem uma fotografia noturna e que reluzem o brilho que as pequenas cidades da rota um dia tiveram. O restaurante foi inaugurado em 1898 e é um dos restaurantes clássicos da Rota 66 em Chicago.

A comida é gostosa e os preços amigáveis, mas não espere um Alemão tradicional (sim tem salsicha gostosa!) porque ele já está bem americanizado.

Onde ficar em Chicago

Chicago é uma cidade relativamente grande, mas concentra seus principais pontos turísticos em uma região relativamente pequena. Quando for escolher a sua hospedagem em Chicago, certifique-se de que ela está próxima do bairro Loop (dali, você poderá fazer praticamente tudo a pé).

Dessa forma, decidir em que região se hospedar não é grande desafio, mas sim encontrar diárias bacanas. As tarifas em Chicago não são muito amigáveis. Na categoria hotéis caprichados, com diárias que giram em torno de R$1.000, estão Central Loop Hotel, Club Quarters Hotel e o Hyatt Place Chicago.

Um bom custo benefício é o Best Western Grant Park Hotel. Se prefire opções mais econômicas, a indicação são os apartamentos, como o ICH Suites e o DCH 215 Lake.

Pegue o carro alugado no último dia

Você não precisa de carro durante sua estadia em Chicago, mas vai precisar de carro para começar a jornada, assim deixe o aluguel para o último dia, já na saída para a estrada.

Joliet

Saindo de Chicago, nossa primeira parada é Joliet, uma cidade relativamente grande (cerca de 150 mil habitantes) na região metropolitana de Chicago com várias paradas interessantes para quem percorre a rota.

Joliet Area Historical Museum e Route 66 Welcome Center

Comece pelo cruzamento histórico entre a Route 66 e a Lincoln Highway devidamente sinalizado por um marco histórico. Lembram que falei da conexão do Presidente Lincoln com a rota? Já começamos a falar dele. Aqui está o Joliet Area Historical Museum (204 North Ottawa Street) que também opera como um centro de visitantes da Route 66.

Aqui há uma exibição permanente gratuita sobre a rota (e um pedaço pago que não vale a pena, pois há museus melhores ao longo da estrada) e o que eu acho mais legal: pessoas bem dispostas a te ajudar a planejar as próximas paradas e descobrir os segredinhos do caminho.

Em seguida, dê um giro pelo centrinho da cidade, repleto de murais coloridos, mosaicos e réplicas de antigas bombas de gasolina.

Sorvete que é a cara da rodovia

Adoro cantinhos históricos com uma pegada mais retrô e ao longo deste post indicarei vários lugares que são a cara da rota. Minha primeira dica é o Rich & Creamy (920 N Broadway St, Joliet) uma sorveteria de beira de estrada que serve casquinhas rechonchudas e baratas.

Old Joliet Prison (Collins Street Prison), a antiga prisão

Essa não é bem uma parada da Route 66, mas vou incluir no post porque acho que fãs de cinema e de séries de plantão vão adorar. Tô falando da Old Joliet Prison (1125 Collins Street, Joliet), uma antiga prisão de segurança máxima bem temida pelos criminosos locais e que operou entre 1858 e 2002.

Cidade de Jolliet na Route 66
Antiga prisão de Joliet | Imagem: Enjoy Illinois

A antiga prisão – aberta para visitas guiadas – foi usada para gravar The Blues Brothers, Prison Break (adorei essa série) e Let’s Go to Prison.

Pontiac

Pontiac é uma cidade pequena com um centrinho decorado com murais coloridos e duas paradas bem interessantes: o Hall da fama da Rota 66 e o Pontiac-Oakland Automobile Museum (205 North Mill Street | entrada grátis), uma das maiores coleções do mundo de veículos Pontiac e Oakland.

Mural de Pontiac na Rota 66
Mural da Rota 66 em Pontiac | Foto: Divulgação/Visit The USA
O Hall da fama da rota histórica

A visita ao Route 66 Hall of Fame and Museum (110 West Howard Street, Pontiac) começa pela fachada do edifício de tijolos mais fofo de Pontiac, o antigo corpo de bombeiros da cidade, hoje convertido em museu.

O museu conta a história das pessoas e dos lugares que hoje fazem parte do hall da fama da rota com direito a artefatos históricos bem cuidados, música da década de 40 que vai te fazer chacoalhar o esqueleto, uma exibição fotográfica de Michael Campanelli e alguns veículos históricos (os mais famosos são o Bob’s Road Yacht e um ônibus da VW).

Mural da Rota 66 de Pontiac

Nos fundos do museu há um mural caprichado da rota pintado nos tijolinhos de edifício e com a inscrição: “Rota 66, Pontiac IL”.

Atlanta

Atlanta é outra parada rápida e cheia de personalidade. Aqui há algumas esquisitices que valem a pena ver de perto (e fotografar), como a estátua do Bunyon gigante (103 Southwest Arch Street), um rapaz de quase 6 metros de altura segurando um cachorro quente de tamanho respeitável; a torre de água sorridente (101 Southwest Arch Street), um smile face gigante que sorri para sua chegada a essa cidade minúscula, e uma série de murais no centrinho da cidade.

Atlanta, IL na Rota 66
Bunyon gigante em Atlanta – Foto: Divulgação/Illinois Route66.org
Palms Grill Café

Para comer a dica é o Palms Grill Café (110 Southwest Arch Street), um restaurante que recria o charme da década de 40 com muito estilo, garçonetes com roupa tradicional e, o mais importante, comida boa. É uma ótima oportunidade de fugir do fast-food tradicional e comer bem. De sobremesa, peça as tortas de frutas

Springfield, IL

Você sabia que Springfield é a capital de Illinois? E como toda capital estadual norte-americana a cidade tem capitólio estadual aberto para visitas e que é lindo!

Presidente Lincoln e a Rota 66

Springfield também é uma parada interessante para quem curte história e quer mergulhar na trajetória de Abraham Lincoln. Algumas paradas interessantes são o Abraham Lincoln Presidential Library & Museum (112-212 North Sixth Street) dedicado a vida e ao legado do presidente; Lincoln Home National Historic Site restaurada para ter a exata aparência da residência do presidente em 1860 (os tour são guiados e os ingressos grátis podem ser obtidos no Lincoln Home Visitor Center) e o próprio antigo capitólio estadual onde o presidente deu o discurso famoso sobre a divisão da câmara de deputados.

Springfield IL na Rota 66
Capitólio de Springfield Illinois – Foto: Divulgação/Enjoy Illinois
Downtown Springfield e Marcos da rota

Histórica e política são parte do cotidiano de Springfield, mas não saia da cidade sem dar um pulinho em Springfield Downtown (que obviamente faz questão de ressaltar cada ladrilho pisado por Lincoln com marcos históricos), mas que está cheia de cantinhos interessantes como a loja de variedades The Card*ologist (229 S 6th St.) e a Itty Bitty Fashion Trunk (403 E Adams St) que começou como um fashion truck (o caminhão ainda existe e vive circulando a cidade) e hoje tem um endereço fixo.

Restaurantes da rota 66 em SPRINGFIELD

Para comer, as pedidas mais tradicionais da cidade são o Maldamer (restaurante de 1884 e ultra bem avaliado, para sentar e comer bem) e o Cozy Dog Drive-In (2935 South Sixth Street), que apesar das avaliações um tanto quanto duvidosas da comida tem uma decoração bem legal com recortes de revistas sobre a Rota 66, placas históricas e um letreiro que rende pelo menos uma boa foto.

Route 66 Drive-In

Um programa que é uma viagem no tempo e consequentemente a cara da rota é assistir um filme à moda antiga, nos cinemas do tipo Drive-In. O Route 66 Drive Inn, um dos cinemas da Rota 66, foi reaberto em 2002 e funciona de maio a outubro aos finais de semana.

Onde ficar em Springfield

A cida de Springfield tem uma oferta relativamente pequena de hotéis, porém muito bons. A média de tarifas é bem parecida: valores que giram entre R$400 e R$600 a diária.

Separamos algumas opções ultra bem avaliadas para facilitar a sua escolha de hospedagem na cidade – nem que seja para apenas uma pernoite. Inn at 835 Boutique Hotel, Ramada by Wyndham Springfield North, Northfield Inn Suites and Conference Center, Carpenter Street Hotel e La Quinta by Wyndham Springfield IL são ótimas pedidas.

Festival Internacional Route 66 Mother Road

Todos os anos no último final de semana de setembro rola o Route 66 Mother Road International Festival, o típico festival de rua americano com direito a carros antigos (sim, estamos falando da Mother Road), música ao vivo e barraquinhas de comida. Se sua viagem casar com o festival, vale aproveitar!

Continuado a viagem rumo ao Missouri

Deixando a capital do estado para trás, continuaremos nossa jornada rumo ao Missouri cerca de 2 horas de viagem sem parar, mas é claro que faremos a viagem com paradas, afinal, qual a graça da Rota 66 sem parar bastante?

Separei 3 paradas neste trecho final de Illinois: Carlinville, Stauton e Collinsville.

Carlinville

Começaremos pela pracinha histórica Carlinville Historic Square tombada como área histórica estadual desde a década de 70. Aqui o destaque é o conjunto de predinhos históricos (com uma pegada que lembra levemente os filmes de faroeste) de 1880. Destaque para a Loomis House, Marvel Theatre e a pomposa Macoupin County Courthouse (200 East Main Street) que é linda por dentro.

STAUNTON

Nossa parada em Stauton é o Henry’s Ra66it Ranch (107 Historic Old Route 66) uma atração estranha que combina coelhos (vivos e estátuas grandes), memorabília da Rota 66, réplica de um posto de gasolina e instalação.

Sabe aquela parada turística que tem de tudo um pouco? É isso. Não é incrível, e muito menos imperdível, mas com tempo sobrando…

Collingsville

Collinsville não é muito diferente de outras cidades pequeninas da rota com um centrinho histórico e alegorias da rota, o motivo de eu ter adicionado a parada no roteiro é a caixa d’água em formato de garrafa de ketchup – a “Catsup Bottle” (800 South Morrison Avenue).

Collinsville Rota 66
Foto: World’s Largest Catsup Bottle

Missouri

Chegamos no Missouri (abreviação MO) onde percorreremos os próximo 510Km da rota sentido Kansas.

Missouri foi para mim o estado mais difícil de pesquisar os trajetos e compor um roteiro para a Route 66 que faça sentido. O estado é um dos que menos se preocupa com a preservação da cultura e da manutenção da Rota, com exceção da capital St. Louis, que faz questão de preservar bem a herança.

Mississipi River

St. Louis é rodeada pela água, o rio Mississipi um rio imponente e largo serve como divisor para separar os estados de Missisipi e Missouri e que em alguns quilômetros se junta com o Rio Missouri. O rio vai te saldar na chegada e te acompanhar durante a estadia na cidade: um visual especial.

St. Louis

Chegamos em St. Louis, a capital do Missouri e a maior cidade na Rota 66 entre Los Angeles e Chicago. Um destino que merece pelo menos 2 noites do seu roteiro.

Lembram que as capitais tem capitólios estaduais lindos? Essa é uma primeira dica do que fazer por lá! Mas não é só isso não, St. Louis é uma cidade vibrante e cheia de cantinhos interessantes para visitar como o Gateway Arch (já já falo mais dele), o Forest Park (um parque lindo com destaque para a Boat House, um restaurante delicioso na beira do lago), o Jardim Zoológico de St. Louis (tido como um dos melhores dos EUA), o Jardim botânico (que é lindo!) e o divertido City Museum, um passeio que as crianças vão amar (aqui um antigo galpão recebeu o toque de artistas para ser transformado em tules, pontes e castelos).

Boat House em St. Louis
Boat House no Forest Park de St. Louis | Foto: Fernanda Quintas

A Rota 66 é tão importante para St. Louis que a cidade criou um vídeo lindo e super rapidinho mostrando os destaques da Rota na cidade.

Gateway Arch St. Louis

O Gateway Arch é o principal cartão postal de St. Louis, um arco gigantesco com 192 metros de altura e o mais legal: há um deck de observação no topo do arco e lá do alto você terá vistas bem especiais.

Gateway Arch em St. Louis - Rota 66
Gateway Arch em St. Louis | Foto: Fernanda Quintas
Chain of Rocks bridge

A antiga ponte de ferro com uma curva em seus trajeto foi por muitos anos o caminho usado pelos viajantes para cruzar o Rio Mississipi na Rota 66. Hoje em dia a ponte é fechada para carros mas aberta para pedestres e para bicicletas, o passeio é uma delícia e de certa forma um resgate da alma da Route 66 em plena St. Louis.

TED DREWES

Frozen Custard (uma espécie de creme congelado primo do sorvete) e árvores de natal uma mistura que é a cara da Rota 66 e uma parada essencial em St. Louis. A Ted Drewes existe desde 1929 e as filas são grandes, mas vale a parada.

The National Museum of Transportation

O The National Museum of Transportation tem a maior coleção de veículos do mundo. Tem trens, automóveis, bondes e aviões. Uma história pelo mundo de transporte e uma pedida interessante para quem viaja com crianças ou curte trens.

Onde ficar em St. Louis

A cidade de St. Louis também uma oferta reduzida de hotéis, mas conta com opções bem conhecidas e ótimas pedidas com bom custo benefício. Dentro da categoria caprichados, os destaques ficam para o Hyatt Regency Saint Louis at The Arch, Courtyard by Marriott St. Louis West County e Marriott St. Louis Grand – com diárias entre R$900 e R$1.300.

La Quinta by Wyndham St. Louis Westport, Best Western Kirkwood Inn e Missouri Athletic Club são opções com avaliações excelentes e custo benefício mais econômico (entre R$400 a R$600).

STANTON, MO

Saindo de St. Louis começaremos a desbravar o Missouri fazendo algumas paradas interessantes em cidades bem pequenas e cheias de paradinhas que são a cara da rota. Stanton é famosa pela Meramec Caverns, mas também conta com lugares mais raiz como o Jesse James Museum e uma série motéis de beira de estrada com jeitão retrô.

Meramec caverns

A Meramec Caverns é uma das cavernas mais populares da rota e que além do tamanho gigante – são 7,4Km de extensão – tem uma história para lá de peculiar. Antes de se tornar uma das principais atrações turísticas da Rota 66 no Missouri as cavernas foram minas, danceteria e até esconderijo para um popular fora da lei local, Jesse James que usava o rio que passa por dentro da caverna para escapar pelo outro lado.

Stanton Rota 66
Meramec Caverns | Foto: Divulgação

Hoje, ela está aberta para tours guiados pela cavernas e aventuras como tirolesa e parede de escalada.

CUBA

Continuando pela Rota 66 temos a cidade de Cuba, uma cidade com pegada artística que em 1984 decidiu embelezar seu trecho da rota com um conjunto de murais caprichados que retratam a história da região. Os murais fizeram tanto sucesso com os viajantes que foram restaurados em 2007 e continuam lindões.

Cuba Rota 66
Cuba | Foto: Divulgação/Visit The USA
A cadeira de balanço gigante

Nem todas as esquisitices da Rota 66 são coisa do passado, a maior prova disso é cadeira de balanço de 12 metros de altura que fica no vilarejo de Fanning. Ela foi construída em 2008 com o objetivo de entrar no livro Guinness dos Records, feito que durou pouco tempo. Hoje a cadeira se posiciona como a maior cadeira de balanço da rota (e a segunda maior do mundo).

Detalhe que para quebrar o recorde a cadeira precisava balançar de verdade, mas ela acabou sendo fixada no chão para evitar que turistas a girassem sem querer e fossem esmagados.

Springfield (MO)

Springfield é outra cidade que merece a pernoite e que tem muita coisa legal para ver e fazer. Comece pelo Centro de Informação ao Turista decoradocom a temática dos anos 60.  Em seguida vale dar um giro pela região, recheada de lojinhas de souvenires, galerias de arte, microcervejarias e bares. A cidade mistura charme com um centro cosmopolita dos bons.

No centro de Springfield está The Historic Gillioz Theatre: um teatro histórico que vale a parada para foto. O local recebeu inúmeras apresentações desde a sua inauguração, em 1926 – e, segundo as histórias, até serviu de esconderijo para Elvis Presley depois de fazer um show nas proximidades.

Quer dormir num hotel que é a cara da rota sem nenhum perrengue? O Best Western Route 66 Rail Haven possui decoração dos anos 50 com quartos modernos e aconchegantes. Taí uma ótima escolha.

Red’s Giant Hamburg

O Red’s Giant Hamburg (2301 W Sunshine St, Springfield, MO 65807) é uma bela pedida de parada para comer um bom hambúrguer. Além disso o restaurante tem história: ele é considerado o primeiro a ter o serviço de drive-thru no mundo. O local abriu suas portas originalmente em 1940 e foi reinaugurado em 2019, trazendo os mesmos hambúrgueres da época.

Spencer store e Gary’s Gay Parita

Bem pertinho de Springfield há dois cantinhos que merecem a parada: o primeiro é o conjunto Spencer Store (coordenadas: 37°11’04.5″N 93°42’09.8″W) , um edifício de pedra que antigamente servia de mercado, barbeiro e posto de gasolina.

O segundo é um dos pontos mais legais do Missouri na Route 66, o Gary’s Gay Parita, também conhecido como Sinclair Station, em Everton: uma réplica de posto de gasolina perfeitinho com bombas originais e muita memorabilia histórica.

Antigamente Gary Turner, o fundador do local, recebia os viajantes e contava histórias e lendas da Mother Road. Com a morte de Gary, o Sinclair Station perdeu essa parte linda das histórias, mas continua valendo a parada.

Lebanon

Lebanon é uma cidade de 15.000 habitantes que funcionou como um entreposto importante nas épocas de glória da rota. Hoje a cidade conta com homenagens à rota no Boswell Park (coladinho no centro histórico), com três murais temáticos e o Route 66 Museum.

Museu 66

O destaque de Lebanon é o Museu 66 (915 S Jefferson Ave) que fica dentro da Laclede County Library e conta com uma réplica muito bem feita de um antigo posto de gasolina, um motel à moda antiga e um restaurante. O acervo também conta com mapas vintage e uma coleção interessantes de saleiros e pimenteiros de restaurantes da rota. A entrada é grátis.

O curioso aqui é que a Route 66 deixou de passar por Lebanon em 1957, e a cidade que nunca quis que a rota passasse por lá, hoje se orgulha do passado e usa este tiquinho de história para impulsionar o turismo local.

Carthage

Carthage é um dos destaques da rota no Missouri e uma parada um pouco mais longa do que de costume. Falando em parada, vale seriamente considerar a estadia no Boots Court – um motel histórico que mantém o jeitão da rota, seus quartos tem rádios antigos ao invés de TV.

Os principais destaques de Carthage são o Jasper County Courthouse (um edifício histórico lindo), o Museu da Guerra Civil (com seu mural sobre a batalha de Carthage), o Route 66 Drive-In Theatre (um drive in a moda antiga, um dos mais legais da Rota 66), a Precious Momments Chapel (criada por Samuel J. Butcher e com inspiração na capela sistina e um traço que lembra desenho infantil) – os visitantes também adoram os jardins da capela.

Carthage tem uma praça charmosa em seu centro e restaurantes que valem a parada.

RED OAK II Village

Outra parada que vale muito a pena na região é a  Red Oak II, bem próxima a Carthage. A pequenina cidade foi moradia da artista Lowell Davis, que nasceu e cresceu ali. Porém, depois da Segunda Guerra Mundial, Red Oak se tornou uma cidade fantasma. Lowell transformou e mudou muitos dos edifícios da cidade fantasma para um novo lugar, que ele chamou de Red Oak II. Loewll ainda mora por lá e algumas estruturas na parte de fora da sua casa chamam bastante atenção.

Carthage Rota 66
Posto de gasolina antigo em Red Oak II | Foto: Divulgação/Visit The USA

Joplin

Joplin é nossa última cidade a ser visitada no estado de Missouri e ela abraça a arte a história da Rota 66. Sua rua principal, a Main Street, é o ponto de destaque da cidade onde a cada poucos quarteirões, você encontrará um mural de arte pintado na lateral de um prédio ou impresso em um outdoor. Esse é o ponto chave de Joplin: os murais que celebram o caráter único e a herança da Rota 66.

Route 66 Mural Park

Parada obrigatória para quem está na viagem, o parque público fica ainda na Main Street e foi inaugurado em 2013. Ele possui dois grandes murais de azulejos propostos por Paul Whitehill. Ele ainda possui um carro vermelho que é ponto de foto certeiro.

Joplin Rota 66
Route 66 Mural Park em Joplin | Foto: Divulgação/Visit Joplin
Onde ficar em Joplin

Joplin não é uma cidade com uma vasta rede hoteleira, mas ainda assim existem boas opções para uma pernoite confortável. O Best Western The Oasis at Joplin, Comfort Inn and Suites Joplin e o Quality Inn Joplin são pedidas com um ótimo custo benefício por lá.

Se preferir, algumas das opções mais caprichadas são Home2 Suites By Hilton Joplin, Drury Inn & Suites Joplin e Homewood Suites by Hilton Joplin. Eles possuem café da manhã incluso e diárias que giram entre R$600 a R$900.

Kansas

Sabe aquela velha máxima de que tamanho não é documento? A Rota 66 passa bem pouco pelo estado do Kansas, apenas 21 km, mas tem tanta coisa legal parável por lá que eu se fosse você, dedicaria um dia todo.

Em 1929 a Rota 66 no Kansas foi o primeiro trecho a ser totalmente pavimentado e conectou as três cidades que fazem parte da rota no estado: Galena, Riverton e Baxter Springs.

Galena

A cidade de Galena passou de uma população de 30 mil pessoas, para pouco mais de 3 mil hoje. Por isso, muitos prédios e casas parecem estar abandonados (e realmente estão). Porém, alguns antigos prédios estão sendo restaurados atualmente. Vamos as paradas mais interessantes de Galena?

A Route 66 entra em Galena pelo viaduto histórico de 1923 que atravessa o rio e chega na main street (rua principal da cidade), ali juntinho Frecs ( diminutivo para Freckles – sardas) saúda os visitantes do alto dos seus 6 metros e pouco de altura, Frecs não tem nada de antigo – ele foi erguido em 2019 – mas não dá para negar que é a cara da rota, dá?

Kan-O-Tex Service Station & Diner

Atenção fãs do filme Carros de plantão, a próxima parada o Kan-O-Tex Service Station & Diner, é para vocês. Este posts de gasolina para lá de estiloso foi uma das inspirações do filme. O posto foi reaberto em 2007 após anos fechado, e conta com uma lojas de presentes, um restaurante e o mais legal, ao lado do posto está o carro que inspirou o personagem Mater do filme carros, o original um Harvester 1951 usado para erguer destroços nas minas da cidade, batizado de “Tater” após o sucesso da trilogia. Ao lado de Tater há um carro de bombeiros bonitão que também rende fotos legais.

Galena Rota 66
Foto: Wikimedia Commons

Outro edifício histórico fica do outro lado da rua é o Staffleback Bordello, um motel (do tipo dos nossos brasileiros)- reza a lenda que – mal assombrado com um vitral bem sugestivo que hoje funciona como loja de antiguidades.

Um pouco mais adiante na esquina com a 6th street há uma antiga estação de gasolina da Texaco que também rende fotos legais e uma série de sobradinhos de tijolos fotogênicos. Não é à toa que Galena foi uma das cidades usadas pela Disney para criar a cidade fictícia do filme, a Radiator Springs.

E antes de sair de Galena você passará por um mural que retrata o cruzamento da Kan-o-Tex Service Station.

Riverton

Das cidades do Kansas, Riverton é a menorzinha, mas vale a parada viu?!

Lá você encontrará a “Eisler Brothers Old Riverton Store”, uma das paradas mais autênticas da Rota 66. Em funcionamento continuo desde 1925, ou seja, a loja com operação mais antiga da rota. A Eisler Brothers vende mantimentos, flores, queijos, presentinhos e artesanato local.

Aqui uma curiosidade do filme Carros, a loja serviu de inspiração para o curta: “Mater and the Ghostlight” e até aparece nos créditos no final do filme.

Baxter Springs

Entre Riverton e Baxter Springs, está a Rainbow Bridge – uma antiga ponte que passa por cima do Brush Creek. A ponte, construída em 1923, feita toda de concreto e em formato de arco, é a única desse tipo que ainda sobrevive na Rota 66. Atualmente, tem-se uma outra ponte auxiliar ao lado e a ponto não é mais acessível para veículos. Mas vc pode encostar o carro e atravessar a pé para tirar umas fotos.

Depois de cruzar a ponte siga para o centrinho de Baxter Springs, onde está a “Estação de Serviço de Óleo e Gás Independente”, (940 Military Avenue ) um posto de gasolina histórico que hoje funciona como centro de visitantes da Route 66 no Kansas.

Baxter Springs Rota 66
Baxter Springs | Foto: Wikimedia Commons

Outras paradas interessantes em Baxter Springs são: a estação vintage de gasolina da Route 66 x W 10 th St; o Café on the Route ( o café fica no edifício do antigo banco da cidade, e reza uma lenda local que ele foi assaltado por Jesse James. Lembram do cara que se escondia nas Meramer Caverns?) o Ritz Theater e o seu vizinho Angels of the Route Cafe (o café mais fofo da cidade)

Oklahoma

Entramos em Oaklahoma, um estados repleto de referência visuais incríveis e alguns dos ícones da Rota 66 como a Blue Whale, a garrafa de refrigerante gigante e a divertida Oklahoma City.

O estado detém o maior trecho da Rota 66 com mais de 600 Km trafegáveis e faz questão de incentivar o turismo trazido pela rota e conservar super bem as atrações do estados. Pronto para descobrir Oaklahoma?

Quapaw

Quapaw mistura uma cultura indígena forte (e o legal é que dá para aprender um pouquinho dela no Quapaw Tribal Museum – entrada grátis) com uma pegada decadente da Rota 66 e um clima rural bem presente. Aqui as principais paradas ficam uma em frente a outra: o Allen’s Conoco Fillin’ Station, um posto de gasolina que é um puxadinho (verde e chamativo) numa parede de tijolos.

Do outro lado da rua está a lanchonete Dairy King (aceita apenas dinheiro) que serve sanduíches, saladas e o cookie da Rota 66. A comida não é incrível, mas a vibe do lugar é tão legal que eu não perderia a parada. Entre!

Miami (OK)

Miami é uma passagem rápida com dois cantinhos que valem a pena xeretar: o edifício vistoso do Coleman Theater (103 N. Main St) um edifício cheio de pompa de 1929, e a Waylan’s Ku-Ku Burger que tem a fachada inspirada em um relógio Cucu e um neon bem legal.

Afton

Curte carros? Vale considerar visitar uma visita ao Darryl Starbird’s National Rod & Custom Car Hall of Fame Museum, (endereço: 55251 E Highway 85A ) um museu repleto de carros exóticos e futurísticos projetados por Darryl Starbird. Parece coisa de filme!

Chelsea

Uma ponte histórica fechada para carros (ela se chama Pryor Creek Bridge e vale as fotos!), um centro miniatura, sobradinhos históricos coloridos e alguns murais que retratam a glória da Route 66 (o detalhe é que em Chelsea os murais ficam dentro de uma passagem subterrânea, mas eles são bem mais ou menos, viu?!), o que fez Chelsea entrar neste roteiro é o parque de totens gigantes, o Ed Galloway’s Totem Pole Park, são 11 fontes – entre eles o totem o maior totem de concreto do mundo.

Catoosa

Dá para passar batido por Quapaw, Miami, Afton e até Chelsea, mas Catoosa precia entrar no seu roteiro por dois bons motivos: ver a famosa Blue Whale de perto, e ver a decoração eclética com direito a comida deliciosa no Molly’s Landing.

Blue Whale da Rota 66
Blue Whale Rota 66
Blue Whale da Rota 66 | Foto: Wikimedia Commons

A famosa escultura de uma baleia azul, feita em fibra de vidro, e construída em 1972 por Hugh Davis para presentear sua esposa se tornou um clássico da rota. Com o passar dos anos a baleia gigante ganhou um escorregador e virou atração local; hoje não é mais permitido nadar – ufa! duvido que você encararia a água, mas como tem doido pra tudo, melhor prevenir, né?! – mas o point continua disputado e a pedida do momento são as selfies.

Molly’s Landing

Quem disse que a Rota 66 não combina com comida boa? O Molly’s Landing (3700 N Old Hwy 66, Catoosa) é uma experiência bacana do começo ao fim, com decoração icônica, tabuleiro de xadrez pouco usual e uma comida bem gostosa. O restaurante não é barato, mas para quem quer algo especial, taí uma pedida bem legal!

TULSA

Tulsa é a segunda maior cidade do estado e uma boa escolha de base para pernoitar pelo menos uma região. E sim, Oklahoma City fica bem pertinho, mas vale a pena dormir uma noite em Tulsa porque tem bastante coisa legal para ver por lá.

Esculturas gigantes e ícones da Mother Road

Nossa primeira parada é o Route 66 Rising, uma escultura de 2018 de Eric Garcia que abre alas da cidade para os viajantes da rota, uma escultura bonita, ainda na pegada de paradas fotográficas Tulsa tem outras esquisitices que merecem entrar no seu roteiro: A Buck Atoms Cosmic Curious, onde você será recepcionado or um cowboy espacial tamanho família, a loja tem várias lembrancinhas legais da rota e algumas esquisitices que fazem jus ao cowboy da fachada; o Golden Driller, um gigante amarelado de 25 metros de altura que orgulhosamente pousa ao lado de sua torre de petróleo  – Tulsa já foi a maior reserva terrestre de petróleo nos EUA, e naquele tempo haviam torres – como essas – espalhadas por toda a cidade.

Tulsa Rota 66
Buck Atom’s Cosmic Curios on 66 | Foto: Divulgação
Tulsa Cave House

A Tulsa Cave House (que lembra um tiquinho a casa dos Flintstones vista de fora) e que revela um interior cheio de esconderijos e túneis secretos. A casa foi originalmente construída para funcionar como um restaurante, reza a lenda que na época da proibição de bebidas alcólicas no país a parte subterrânea da casa era usada para receber uma procurada gangue local. A casa está aberta para visitações – reserve com antecedência – e os tours são guiados pela proprietária Linda Collier, ela não mora no local, mas tem muita história para contar.

Já que estamos falando de esquisitices, vale dar uma passadinha no “Center of Universe” (centro do mundo), que nada mais é do que um círculo no chão de concreto que proporciona uma experiência acústica bem legal para quem está no centro dele. Vale testar!

Neons coloridos

Curte fotografar neons? Uma das pedidas mais icônica da cidade é o letreiro Meadow Gold com letras amareladas e uma relógio no topo, outra queridinha dos viajantes é o letreiro do restaurante Rancho Grande (1629 E. 11th St) um Tex-Mex tradiça bem famoso pelos tacos e enchilladas.

Museu espacial de Tulsa

Com mais tempo vale visitar o Tulsa Air and Space Museum & Planetarium um museu repleto de aviões vintage, simuladores que mostram como é a dinâmica no interior de um cockpit, e um planetário 3D bem legal. Um destes museus que crianças, apaixonado por avião e curiosos de plantão vão se divertir muito e aprender um bocado.

Admiral Drive Inn

Quem vai dormir pelo menos uma noite na cidade (o que eu recomendo, Tulsa e Oklahoma City são as duas cidades mais estruturadas da rota no estado e as que oferecem mais opções de hospedagem) pode aproveitar o embalado para conhecer o Admiral Twin Drive Inn, onde toda noite (apenas nos meses mais quentes do ano, em geral abril a outubro) rolam filmes diversos no telão.

Outras atrações de Tulsa

Outras atrações da cidade são o Blue Dome Entertainment District – um complexo de entretenimento desses com boliche, bares com boa música ao vivo e arcada de jogos famosinha local o The Max. Destaque para o domo azul que dá ao local, inspirações possívelmente grega e que tem tudo a ver com a Rota 66. O Circle Cinema (edifício de 1928 com uma pequena calçada da fama na frente que honra celebridades do estado- vale procurar os nomes de Brad Pitt e Chuck Norris por lá), e por último deixo o Route 66 Historical Village (uma parada rápida já que há muitos parques no mesmo estilo, porém melhores, pela rota. Aqui há uma antiga torre de petróleo, uma réplica de um posto de gasolina antiga e uma locomotiva bonitona.)

Onde comer em Tulsa

Tulsa tem uma cena gastronômica bem interessante e vários cantinhos bem relacionados a rota. Uma das pedidas mais deliciosas Mother Road Market, (1124 S Lewis Ave) um mercadão caprichado mais de 20 alternativas para comer uma comida gostosa e rápida. E para quem quer algo com o “look and feel” da viagem o 5 & Diner (o espaço indiscutivelmente inspirou a Pixar na criação do Flo’s Café e o Tally’s Café (1102 S. Yale Ave) é uma opção bem tradicional com direito a ladrilhos xadrez no chão e neos nas paredes. A especialidade da casa são os cinnamon Rolls gigantes, peça para dividir.

Onde ficar em Tulsa

Como falamos, Tulsa é uma das melhores opções para a sua pernoite na região durante a viagem. Por aqui, você tem opções com bom custo benefício, além dos clássicos hotéis de rede. Entre as opções mais econômicas em Tulsa estão o Hometown Inn & Suites, Microtel Inn & Suites by Wyndham Tulsa East e o Gateway Inn Tulsa. No estilo motel americano, esses possuem diárias de até R$280.

O Holiday Inn Express Tulsa South Bixby, Wingate by Wyndham Tulsa e o Best Western PLUS Tulsa Inn & Suites são ótimas pedidas com um custo benefício excelente (cerca de R$500 a diárias) – todos com café da manhã incluso e cama king size.

Já para os amantes dos hotéis caprichados, o The Mayo Hotel e o Ambassador Hotel Tulsa são pedidas excelentes na região.

Deixando de lado você passará por uma série de cidades menores até chegar em Oklahoma City. Aí vão as paradas mais legais do trecho:

Living Kitchen Farm & Dairy

Essa é uma dica incrível para quem quer combinar a Route 66 com experiências gastronômicas incríveis, mas você precisa reservar com antecedência e abre apenas para o jantar (na real, é tão disputado que as reservas se esgotam alguns dias depois de abrir, assim vale ficar de olho no site). A experiência inclui um menu temático de 9 pratos com ingredientes produzidos na fazenda e em outros ranchos locais + um tour pelo local.

Distância de Tulsa: ~50 minutos.

Stroud

A pequena Stroud tem três paradas que valem a pena, o Rock Café (114 W. Main St) uma lanchonete com paredes de pedra, comida com uma pegada alemã e uma história que os fãs de Carros vão adorar. Durante as pesquisas pré-filme, John Lasseter e sua equipe passaram inúmeras vezes pelo café, e não-coincidentemente uma das principais personagens do filme Sally Carrera – o Porshe azul claro – tem bastantes inspiração em Dawn Welch, a proprietária do Café. Após o sucesso da trilogia, o café ganhou decoração do filme.

Dois blocos adiante, há um mural antigão da Coca Cola sobre uma parede de tijolos que rende fotos bem legais da marca. E por último e mais difícil de achar, há uma escultura alienígena no quintal de uma casa. Com olhos bem atentos e um tiquinho de faro de detetive você consegue enxergar a esquisitice e se aproximar para fotografar.

Chandler

O edifício antigo da brigada nacional foi  todinho restaurado para se transformar num centro de interpretação da Rota 66 (400 E. State Highway 66), aqui os visitantes são recebidos em estofados confortáveis retirados de automóveis antigos e podem fazer uma viagem cinematográfica pela Route 66 do passado.

Wellston

Para quem quer comer um churrasco rápido, bem servido e delicioso a dica é o The Butcher BBQ Stand (3402 W. State Highway 66) – atenção, abre apenas sexta, sábado e domingo. Por lá você terá a chance de degustar um churrasco americano autêntico, servido em forma de metal e com vários molhinhos gostosos. É para comer sorrindo!

Arcadia

Arcadia é nossa última parada oficial (claro que se você encontrar algo pelo caminho sempre vale dar uma encostadinha) antes de chegar a Oklahoma City, e há três paradas bacanas por lá:

Ok County 66

A essa altura você deve estar se cansando de atrações com cara meio fake e réplicas antigas, o OK County 66 é mais uma dessas paradas,  de aparência um tanto quanto duvidosas, mas que valem a pena. Aqui o projeto de aposentadoria de John Hargrove tomou forma reconstruíndo ícones da estrada. O que me chamou a atenção é que ele nunca percorreu a estrada completa, e nem conhece todos os ícones que reconstruiu, mas criou uma coleção para lá de interessante de visitar.

Round Barn

Um antigo celeiro redondo – a construção é de 1898 e é realmente muito legal – hoje compõe a loja de souvenires mais legal de Arcadia. Olhe para o alto e veja como a estrutura do celeiro foi feita, como se fosse um grande cesto. Do lado de fora há uma exposição pouco impressionante de equipamentos agrícolas antigos.

POPS

Deixei o POP’s para o final, mas essa é a parada mais emblemática de Arcadia e precisa entrar no seu roteiro. Aqui uma garrafa de refrigerante de 20 metros de altura recebe os visitantes. Não deixe de entrar! O interior é uma graça, todo decorado com mesas brancas e cadeiras moderninhas com o estofamento circular,  e estantes de vidro forradas de todas as possíveis cores e sabores. Por lá você poderá provar nada menos do que 700 rótulos de refrigerantes diferentes.  Quer algo local? Vá de Round Barn Root Beer ou Triple “AAA” Root Beer.

Oklahoma
Foto: Visit OKC/ Meg Cathey

Dica: A garrafa ganha uma iluminação bem legal a noite, então vale deixar a parada por último.

Oklahoma City

Chegamos na capital e na maior cidade do Oklahoma, uma alternativa legal para quem quer dar um pause na viagem e passar duas noites na mesma cidade (e pode ser uma boa pedida considerando que a próxima pernada da viagem, rumo a Amarillo no Texas, é longa e não é das mais animadas). Seja como for, vamos deixar a estrada um pouco de lado e falar do que fazer em Oklahoma City, OKC, para os íntimos.

Oklahoma City
Tower Theatre | Foto: Visit OKC/ Meg Cathey
Museu do Cowboy e o Cattle Stockyard

OKC combina a vibe cosmopolita de uma cidade grande com a verdadeira tradição cowboy americano, no mercado de boi da cidade (Cattle Stockyard), há leilões diários e um restaurante de carnes (dos bons) que merece entrar na sua lista, o tradicional Cattlemen’s Steakhouse. Na saída vale dar uma passadinha no Little Joe’s Boots, uma loja de botas de cowboy espetacular – você vai pirar nos modelos e corre sério risco de levar uma para casa. Termine a celebração da cultura faroeste Museu Nacional de Tradição Caubói e Faroeste um museu cheio de obras de arte, uma ala com memorabília de John Wayne e uma seção caprichada para crianças.

Oklahoma City Rota 66
Museu Nacional de Tradição Caubói e Faroeste | Foto: Wikimedia Commons
Bricktown

Vamos falar da parte histórica de OKC? O Pedacinho mais charmoso da cidade se chama Bricktown, uma antiga área industria com edifícios de tijolo que foram ressignificados em uma área comercial bem legal e toda recortada por canais. A forma mais gostosa de passear por lá é de Watertaxi, barcos coletivos que atravessam os canais e fazem paradas nos lugares mais populares.  Nesta região duas pedidas bem populares são o Mickey Mantles Steakhouse (outra churrascaria boa, essa é das mais caras), e a Bricktown Brewerey, uma cervejaria local e que tem um menu típico americano (com hambúrgueres e frango frito).

Ícones da Rota 66 em OKC

Outra região bem gostosa de passear é o Paseo Art District, uma região fora cheia de lojinhas coloridas. Aproveite a visita para visitar um dos ícones da Rota 66 em OKC, o garrafão de leite gigante, um edifício de 1930 que rende fotos bem legais, e o Golddome Bldg. (que infelizmente não está aberto para visitas), o edifício de formato geodésico de 1958 projetado por Buckminster Fuller merece ser visto de fora. Uma pedida “tradição” da Rota 66 para quem quer comer na região é o Cheever’s Cafe.

Curte arquitetura? Vale visitar a Skydance Bridge uma ponte em forma de tesura que ganha uma iluminação bem legal a noite, o Scissortail Park (ainda em construção, o projeto é o máximo) tem vistas bem legais da ponte e um bom parquinho para a criançada. Curte plantas? Vale esticar o passeio e conhecer o Myriad Botanical Gardens.

Oklahoma City
Skydance Bridge | Foto: Visit OKC/ Meg Cathey

E pra fechar, não posso deixar de recomendar capitol estadual – Oklahoma State Capitol que é lindo, e o Route 66 Park que fica nas margens do lago Overholser e tem um parquinho bem legal para os pequenos e um mapa da Route 66, a graça aqui é caminhar pelo mapa -gigante – e passar pelos cantinhos que você já percorreu e ao mesmo tempo antecipar o que vem por aí.

Onde ficar em Oklahoma City

Entre as opções mais econômicas em Oklahoma City estão Howard Johnson by Wyndham Oklahoma City, Baymont by Wyndham Oklahoma City Airport e o Budget Inn & Suites. No estilo motel americano, esses possuem diárias entre R$200 e R$300 e estão na região do aeroporto, próximo a Will Rogers – é aqui que estão os hotéis mais simples.

Country Inn & Suites by Radisson, Hyatt Place OKC NW e Hilton Garden Inn Oklahoma City Midtown são pedidas com bom custo benefício. Já opções mais caprichadas, com diárias a partir de R$1.000, são Colcord Hotel, Renaissance Waterford Oklahoma City Hotel e 21c Museum Hotel Oklahoma City.

Continuando a viagem rumo Amarillo, o trecho entre Oklahoma City e Amarillo no Texas – com pouca exceções, e pode deixar que falarei delas – é meio monótono. Quem preferir encurtar a viagem pode apelar para a via rápida (e fazer pernada de 4 horas pela via expressa).

Clinton

Clinton tem um dos melhores Museus da Rota 66, não deixe de entrar, a vista é rápida e vala super a pena tanto no quesito aprendizado, quanto no quesito fotografia, e dois restaurantes bem tradicionais. Vamos falar deles?

Oklahoma Route 66 Museum

Um museu bem organizado que combina um acervo lindão de carros antigos com músicas que fazem um panorama das diferentes épocas na rodovia,(destaque para a kombi todinha pintada no estilo Fillmore do filme carros e o corvette vermelho conversível). Há chaves de móveis, caixinhas de fósforos e uma réplica de restaurante antigo. O museu é lindo e cheio e cantinhos para fotografar.

Jigg’s Smokehouse

O Jigg’s (22203 N. Frontage Rd) é famoso pelo sandwich de presunto com salsicha pouco modesto – o gigante tem quase 1 quilo de carne (não preciso dizer que dá fícl pra dividir, preciso?) e é um dos campeões de selfies da redondeza. Outra pedida amada pelos locais é o BQQ Beff, um sanduíche de brisket coberto com molho da casa.

White Dog Hill Restaurant

Já viram que boa parte da gastronomia da Route 66 está relacionada a burguers (e fast foods rápidos porém nem sempre gostosos) e carnes? Aí vai mais uma churrascaria para a conta. Este pequeno restaurante de tijolinhos fica um tiquinho fora da rota e tem uma vista legal para a região com uma área externa bem gostosa e vistas bonitas da região especialmente durante o pôr do sol. O restaurante abre de quarta a domingo apenas para o jantar.

Foss

Quase chegando no Texas está Foss, uma cidade fantasma típica do velho-oeste. Bem pequena, ela sofreu diversos incêndios por anos consecutivos que contribuíram para a sua decadência. Ela ainda apresenta as ruínas da antiga estação de serviço Kobel’s Place e uma antiga cela de prisão bastante rara, denominada “Jail Cell”. É uma espécie de gaiola feita em aço para prender criminosos de maneira rápida em qualquer lugar que estivesse.

Hoje, ela está na entrada do Foss State Park, um parque estadual que conta com estrutura para camping e uma grande represa com uma praia bem gostosa. Quem viaja de motorhome pode acampar no próprio parque.

Eric

A cidade de Eric entrou no meu mapa de viagens antes deste post começar a ser escrito. Durante uma palestra como o time de Imagineers da Disney na Califórnia, tive a chance de ouvir como os times da Disney e da Pixar percorreram a Rota 66 para criar o filme e anos depois para recriar o parque. Uma das fotos que marcou a apresentação foi o antigo mercado de Carnes de Eric, o Sandhills Curiosity shop – anotei “City Meat Market” no meu caderninho e tentei localizar o local assim que cheguei em casa.

Eric Rota 66
City Meat Market | Foto: Reprodução/TravelOK

Indiscutivelmente o local foi uma das inspirações para o Lizzie’s Curio Shop da Pixar e tem uma decoração sensacional que é a cara da rota. Mas vale falar que a experiência lá dentro não é sempre a mais legal. O dono Harley Russel recebe as pessoas com música ao vivo, boas doses de palavrões e brincadeiras machistas dessas que ninguém gosta e nem merece ouvir.

Seguindo pela Route 66, vale ainda dá uma paradinhas nas ruínas do West Wings Motel.

Texola

Texola tem o melhor nome para uma cidade que fica bem na fronteira com o Texas, não é mesmo? Aqui um visual “fantasmagórico” de abandono bem típico da Route 66 marca o cenário, aqui as paradas mais tradicionais são a prisão de 1 aposento (paradinha rápida e peculiar) e o Water Hole 2, um bar que tem cara de rota.

Texas

A Rota 66 tem cerca de 208km dentro do estado do Texas e é por aqui que estão alguns dos atrativos mais icônicos e emblemáticos da viagem, como o famosso Cadillac Ranch – instalação com diversos carros enterrados pela metada na areia, e o marco de metade da viagem (uhuu!)

O curioso é que apesar de muitos ícones lindos e cantinhos lindos para fotografar no Texas, a rota passa pelo cantinho do estado deixando as cidades mais legais como Austin, San Antonio, Houston e Delas fora da jogada, assim veremos um Texas rural e icônico mas que não representa tão nem o estado em termos de potencial turístico.

Vamos falar, então, de alguns pontos que merecem a parada?

Shamrock

Saindo de Oklahoma e adentrando o estado do Texas, uma das primeiras cidades que você vai passar é Shamrock.

Conoco Tower Station and U-Drop Inn Café

Nela, está o “Conoco Tower Station and U-Drop Inn Café”, um posto de gasolina e café construído em 1936. Até hoje o local segue em funcionamento e como um centro de visitantes que traz toda a estética em art déco. A Tower Station também foi uma das inspirações para o filme Carros,  e aparece como a Ramones garage.

Groom

Seguindo a viagem, temos a cidade Groom. É lá que está uma famosa torre d’água inclinada.

Leaning Water Tower

A sua construção meio “torta” foi proposital para chamar a atenção e atrair os visitantes para o restaurante da família Britten. Atualmente, ela não está em funcionamento, mas tornou-se ponto certo de parada para fotos!

Groom Rota 66
Leaning Water Tower | Foto: Wikimedia Commons
The Giant Cross

Uma cruz branca enorme – são 57 metros de altura – pode ser vista de bem longe. Ao lado da Cruz há cenas esculpidas da paixão de cristo e uma lojinha de artefatos religiosos.

VW Slug Bug Ranch

Um releitura do Cadillac Ranch feita com fusquinhas empinados e coloridos.

Amarillo

Ao norte do estado do Texas, está a cidade de Amarillo, famosa por abrigar o segundo maior mercado de carne dos Estados Unidos com leilões bovinos diários (caso você tenha curiosidade, eles estão abertos ao público e o dia mais movimentado é terça-feira), e a única cidade de verdade em todo o trajeto texano. Vale super a pena pernoitar uma noite por aqui e descansar para a próxima pernada da estrada, de quebra você verá cowboys autênticos.

Em Amarillo há duas das paradas mais famosas da Rota 66 no Texas: o Cadillac Ranch e o Big Texan. A cidade também se orgulha de possuir um empreendimento de 13 quarteirões que abriga prédios comerciais construídos nos estilos Neocolonial hispanoamericano, Arte Déco e Arte Moderna. Destaque para o Paramount Theatre e seu letreiro lindão.

Cadillac Ranch

O Cadillac Ranch é um dos pontos mais famosos da Rota 66. Uma instalação feita com dez Cadillacs, de diferentes tipos e anos, com a frente enterrada na areia. A obra de arte foi criada por Stanley Marsh II e simboliza para ele, o “sonho americano de uma viagem de Cadillac, com uma loira, até as praias da Califórnia”.

Cadillac Ranch na Rota 66
Cadillac Ranch | Foto: Divulgação/Visit The USA
The Big Texan Steak Ranch

Inaugurado em 1960, o restaurante foi um dos primeiros a lançar o desafio “coma o prato todo e não pague a conta” e já apareceu em diversos programas de televisão. Até hoje, a casa ainda serve pratos com bifes de até 2kg – e o desafio permanece: coma tudo e não pague!

Cowboy Motel

Um dos motéis mais famosos da região. Aqui, não se engane: a fama não se dá pelas acomodações, mas sim pela placa na beira da estrada colorida e chamativa!

Onde ficar em Amarillo

Algumas opções legais para você descansar uma noite em Amarillo são Ashmore Inn and Suites Amarillo e Country Inn & Suites by Radisson. Eles são super bem avaliados e possuem café da manhã incluso. São hospedagens com ótimo custo benefício.

Já o Embassy Suites Amarillo Downtown e o Holiday Inn Express Hotel & Suites Amarillo West são as opções mais caprichadas da região.

Adrian

Adrian é nossa última parada no Texas marca o meio da viagem e inclui uma parada no Mid Point para fotografar a placa e conhecer o café que inspirou alguns personagens do filme da Pixar.

Adrian Rota 66
Adrian | Foto: Wikimedia Commons
Midpoint Cafe

Em Adrian está o café Midpoint que se autointitula como metade da Rota 66. Inaugurado em 1926, ele permanece em atividade até hoje e inspirou sua dona e duas garçonetes inspiraram alguns personagens do filme “Carros” como a “Salt, namorada de Mcqueen. Destaque para a placa (com direito a traço pintado no chão) que marca exatamente a metade do trajeto na rota.

New Mexico

Passando a cidade de Adrian, que marca da metade da viagem, entramos no estado do Novo México, são 640 Km de Rota com uma mistura bem interessante entre cidades pequeninas e cidades grandes, referências históricas e culturais indígenas, espanholas e mexicanas e de paisagens que vão de montanhas difíceis de cruzar (dependendo da época do ano, vale a pena dispensar alguns trechinhos da antiga rota e pegar a I-40 que é bem mais segura) aos desertos coloridos.  O visual é tão especial que você vai querer dar aquela encostadinha na estrada para fotografar.

Route 66 em Albuquerque
Route 66 em Albuquerque | Foto: Jeff Greenberg – Cortesia Visit Albuquerque

Algumas das cidades que mais se destacam no Novo México são:

Tucumari

Tucumari é o típico retrato da Rota 66 e, dependendo do seu roteiro e tempo disponível, vale até considerar uma pernoite na cidade para ver o corredor de neons que torna a passagem pela cidade tão especial iluminados, e quem sabe até dormir num dos hotéis históricos como o The Blue Swallow Motel (um dos neons mais famosos do pedaço e super bem avaliado pelos viajantes) ou o Roadrunner Lodge.

Tucumari Rota 66
Blue Swallow Motel | Foto: Divulgação
Em Tucumari você vai encontrar:
  • The Blue Swallow Motel: construído em 1939 e considerado um dos neos mais caprichados da Route 66.
  • The Cactus Motel, Palomino e the Redwood Motel: Outros motéis de beira de estrada que tem neons legais e uma iluminação noturna interessante.
  • A bomba de combustível mais antiga da Rota 66 – em um posto da Texaco. Vale a foto!
  • The Tee Pee Curios: Uma loja de souvenires (entre porque é bem legal!) em formato de tenda indigêna teepee
  • Murais de Tucumari: São mais de 20 espalhados pela cidade
Onde ficar em Tucumari

O Swallow Motel e o Roadrunner Lodge são hospedagens que carregam um pouco da estética da Rota 66 e são decorados com os famosos neons em sua entrada. São opções para quem quer ficar no clima da viagem e desembolsar cerca de R$600 na diária. Já o Desert Inn e o Rodeway Inn Tucumcari são hospedagens mais modestas e com bom custo benefício.

Continuando a viagem pela Mother Road você passará pelo povoado de Cuervo, e pelo pequenino correio – possivelmente o menor correio dos EUA – dentro de uma casinha móvel.

Santa Rosa

Santa Rosa é uma parada diferente do “padrão” da Rota e mais focadas nas belezas naturais locais – o Novo México é realmente um estado especial – e Santa Rosa é conhecida como “City of Natural Lakes” (cidade dos lagos naturais), o principal cartão postal da cidade é o The Blue Hole, uma fonte de águas cristalinas de cerca de 25 metros de profundidade (mergulhadores podem fazer scuba dive) e temperatura constante de 17 graus o ano todo -sim, é gelada pra caramba, mas nos meses mais quentes dá para mergulhar fácil! Outra parada especial é o Santa Rosa Lake State Park, um parque bem bonito e com estrutura de camping para quem viaja de motorhome (fica a dica!).

New Mexico Rota 66
The Blue Hole | Foto: Wikimedia Commons

Deixando as belezas naturais de lado, Santa Rosa também abriga o Route 66 Auto Museum (2436 Historic Rte 66) facilmente identificado graça ao enorme carro amarelo que fica entrada do museu. O foco aqui são automóveis e motocicletas, mas também há bombas de gasolinas históricas e outros itens clássicos da rota. Para quem curte carros antigos, vale sem dúvida a parada.

Santa Fe

Chegamos em Santa Fe, uma das cidades mais interessantes do Novo México e uma parada que vai acrescentar pitadas de beleza e história ao seu trajeto pela Rota 66. Santa Fé é a capital do estado (taí mais um capitólio bonito para entrar na sua lista de visita; o edifício de 1966 é o único capitólio redondo dos EUA) e seu centro histórico bem cuidado resguarda a arquitetura das missões espanholas que fundaram a cidade.

Catedral de Santa Fé - New Mexico
Catedral de Santa Fé no Novo Mexico | Imagem: Visit Santa Fé
Santa Fe Plaza e arredores

Comece seu giro na cidade pela Santa Fe Plaza, a principal praça da cidade e que fica nas redondezas do palácio do governo. A praça é repleta de construções históricas lindas e está cheio de lojinhas, cafés e um mercado de artesanatos indígenas que vale a visita. Dali, siga para a Catedral de San Francisco de Assis, um dos edifícios mais bonitos da cidade. Não deixe de visitar o interior.

Já que estamos falando de igrejas, vale aproveitar a visitar para conhecer a capela do Loreto (famosa por sua escadaria legendária e tida por muitos como um milagre em Santa Fé) e a Missão de San Miguel,  a igreja mais antiga dos EUA.

Ainda na região da Plaza, vale visitar o IAIA Museum of Contemporary Arts, o único museu dos EUA focado em arte indigêna contemporânea – há exposições de tribos de diversos cantos do mundo. O museu é super colorido, e tem um pátio de esculturas bem legal. Se você se interessa porn cultura indigêna, vale a visita. E o hotel La Fonda, um dos mais antigos e tradicionais dos EUA; se você puder se hospedar nele (vale a pena, viu?!) terá uma experiência bem gostosa e tradicional, se não vale visitar o lobby e fazer uma refeição no tradicional La Plazuela, que fica no patio do hotel e é lindo e delicioso.

Mais dicas do que fazer em Santa Fé
  • Meow Wolf: Uma experiência imersiva, colorida, sensorial e para lá de diferente. Meow Wolf apresenta um mundo mirabolante de estímulos visuais, algo completamente diferente de tudo o que você já viu e viveu. Bem legal!
  • Museum of International Folk Art: Um museu para falar de folklore e cultura de diversos cantos do mundo. Você vai aprender um bocado!
Alguns bate-e-voltas bacanas saindo de Santa Fé

Além do centrinho histórico lindo, toda a histórica das tribos nativas americanas e da colonizacão espanhola que você absorve ao visitar Santa Fé, a cidade é uma base excelente para desfrutar a natureza do estado e fazer alguns desvios (sensacionais) na Rota 66. Aí vão três passeios nas redondezas de Santa Fé que estão na minha lista dos sonhos.

  • Pecos National Historical Park: Este sitio arqueológico preserva as ruínas do Pecos Pueblo, um povoado indígena e o local da batalha Glorieta Pass (durante a guerra civil norte americana). O que me chamou a atenção foi a dimensão do monumento (adoro ruínas antigas) e de como ele está bem conservado.
  • Kasha-Katue Tent Rocks National Monumento: Se você curte montanhas se paisagens desérticas tanto quanto eu, você vai amar o visual dessas montanhas em formatos de cone, uma mais especial que a outra.
Onde ficar em Santa Fe

O Econo Lodge Inn & Suites Santa Fe, o Best Western Plus Inn of Santa Fe e o Comfort Inn Santa Fe são opções com bom custo benefício em Santa Fé – as diárias giram entre R$400 e R$600 e são hospedagens bem avaliadas.

Na categoria dos hotéis caprichados em Santa Fé, temos o Hilton Santa Fe Historic Plaza, o Pueblo Bonito B&B Inn e o La Posada De Santa Fe – todos com diárias superiores a R$1.000.

Musical Road – A estrada que canta

Já pertinho de Albuquerque, na região vila de Tijeras fique atento as placas da “Musical Road”, para ouvir América the Beauty você deve dirigir sobre as marquinhas do asfalto a exatas 45 milhas por hora – velocidade máxima da pista. A estrada já está um pouco deteriorada e a música não está mais completa, mas com ouvidos cantantes você vai curtir um pedacinho da estrada musical.

Albuquerque

Deixando Santa Fé para trás, chegamos a Albuquerque, a maior cidade do estado. A Rota 66 corta a cidade e tem algumas paradas bem interessantes.

Central Avenue

A avenida principal da cidade é carregada de painéis, placas vintages que relembram o mood da Rota 66, e dois cantinhos bem icônicos o Dinner 66, uma lanchonete bem tradicional de Albuquerque e serve burgers, milk shakes, nachos bem carregados e sobremesas gigantes. O edifício da década de 40 tem uma fachada linda e um paredão carregado de placas da Rota 66 – um dos cantinhos mais badalados da cidade para garantir uma selfie; e o The KiMo Theatre, famoso pelo estilo arquitetônico “Pueblo Deco”, uma mescla de art-deco com influencias indígenas (reparem nos elementos da fachada que obviamente conta com um neon characteristics, e se tiver a chance, visite o interior do edifício.

Albuquerque na Rota 66
Albuquerque | Foto: Divulgação/Visit The USA
Breaking Bad

A cidade de Albuquerque é especialmente importante para os fãs de Breaking Bad. O local abriga diversos pontos que serviram para a filmagem da série, como a fachada do escritório de Saul Goodman e a loja Candy Lady, que até hoje vende a “falsa droga” e uma série de docinhos.

Albuquerque Rota 66
ABQ Breaking Bad RV Tours | Foto: Divulgação
Old Town

Old Town é o centro histórico de Albuquerque – é do ladinho da Candy Lady (que mencionamos acima) – então, não deixe de visitar! Ele funciona como centro cultural da cidade e tem um monte de passeio legais.

Lá estão algumas das atrações mais interessantes de Albuquerque, como o ABQ BioPark, um conglomerado que inclui um zoológico, jardim botânico, aquário e uma praia artificial, a Tingley Beach, composta de três lagos de pescaria.

É na Old Town que estão os museus de Albuquerque, como o Museu de Arte e História de Albuquerque, que conta a história da arte e das pessoas da cidade, e o Balloon Museum, dedicado ao balonismo (contando a história desde seu início, em 1783, a ciência e o esporte que há por trás de voos de balões).

Sandia Peak Aerial Tramway

Ao lado de Albuquerque está o Sandia Peak Tramway, um dos maiores teleféricos do mundo – são cerca de 4,4km de extensão de uma ponta a outra. Do alto, você tem vistas deslumbrantes para as Montanhas Sandia e Rio Grande. O passeio dura 15 minutos e custa $15 só ida ou $25 ida e volta (menores de 5 anos não pagam).

Sandia Peak em Albuquerque
Sandia Peak – Vistas incríveis de Albuquerque | Imagem: Dirt Road Travels – Cortesia Visit Albuquerque
Passeio de Balão e Ballon Fiesta

Albuquerque é conhecida por ser um dos melhores lugares dos Estados Unidos para fazer um passeio de balão, e o clima e a geografia local proporcionam características excelentes para voar, e claro, vistas bem especiais do deserto.

Todos os anos em outubro Albuquerque celebra o coloridíssimo Baloon Fiesta, um festival que celebra o balonismo, enche o céu de cores e proporciona oportunidades fotográficas espetaculares.

Albuquerque Rota 66
Baloon Fiesta | Foto: Visit Albuquerque
Onde ficar em Albuquerque

Em Albuquerque, a rede hoteleira é bem vasta. Para os viajantes econômicos, a melhor opção é o San Mateo Inn. Ele é uma das hospedagens mais bem avaliadas no Booking e com menor valor da diária, cerca de R$300.

Não muito longe desse valor, estão dezenas de outras possibilidades como o apartamento The Upper Room at Casa1022 Compound e a pousada no estilo campestre Drury Inn & Suites Albuquerque North.

Opções bem mais caprichadas também não faltam. O Painted Lady Bed & Brew, Hotel Chaco e o Red Horse Vineyard B&B são boas pedidas para quem quer um pouco mais de luxo.

Continuando a viagem passaremos para uma região mais deserta, repleta de formações rochosas lindas, como a famosa Owl Rock (pedra coruja) na região de Mesita, e uma oportunidade de desvio espetacular, o Chaco Canyon.

Chaco Canyon:

O Chaco Canyon é um dos desvios mais espetaculares da Rota 66 e uma parada sensacional para quem curte história e arqueologia. Trata-se de um dos sítios arqueológicos mais importantes do mundo e uma terra sagrada para tribos indígenas locais. Vá preparado para caminhar bastante – você vai amar as ruínas e a complexidade dos detalhes do Pueblo Bonito, e curtir os detalhes das gravuras rupestres – leve protetor solar e comida, a estrutura no local é super limitada.

Gallup Rota 66
Fajada Butte no Chaco Canyon | Foto: Divulgação

Gallup

Seguindo viagem, chegamos a cidade de Gallup – repleta de parques e eventos importantes e uma rua principal com a cara da Rota 66. A cidade foi fundada em 1881 e se autodenomina “O Portal do País Indígena”.

Gallup tem paradas lindas como o Red Rock Park – famoso por suas formações rochosas diferentes como a Pyramid Rock (pedra pirâmide, uma trilha linda de 4,8Km te proporciona vistas incríveis da rocha e da região) e a Church Rock (trilha de 3,6 Km com vistas bacanas das espirais formadas pela rocha), e o divertido Richardson’s Trading Post uma mistura de loja de penhores com loja de artesanato indígena; a loja é montada como se fosse um museu e vale dar uma boa xereteada.

Gallup Cultural Center

No centro histórico da cidade está a antiga estação de trem de Santa Fé que atualmente abriga o Centro Cultural de Gallup. Ali, durante todas as noites de verão, acontecem danças típicas gratuitas.

Indian Ceremonials

No começo de agosto, Gallup recebe o Indian Ceremonials, um encontro de americanos, mexicanos e canadenses que vem para a cidade compartilhar sua cultura. Essa celebração anual da cultura nativa americana acontece há quase 100 anos e conta com desfiles, rodeios e apresentações artísticas – além de feiras com tapetes, cerâmicas e pinturas.

Gallup Rota 66
Gallup Inter-Tribal Indian Ceremonial | Foto: Divulgação/Knifewing Productions
Red Rock Balloon Rally

Outra atração importante de Gallup é o rally de balões – sim, isso mesmo! O Red Rock Balloon Rally acontece nos arredores da cidade e reúne balonistas de todo o mundo. Esse é o segundo maior evento de balões do mundo e transforma o céu em um espetáculo de cores.

Onde ficar em Gallup

Se quiser fazer uma pernoite por aqui, o El Rancho Hotel & Motel foi considerado um dos melhores hotéis do Novo México. Por lá, estão muitos autógrafos de estrelas do cinema e memorabilia típicas da Rota 66. Há um restaurante e um bar no hotel, vale conhecer o local! Gallup é última grande cidade antes da fronteira com o Arizona.

Gallup fica cerca de meia hora da fronteira do Arizona (claro que tudo depende da quantidade de vezes que você parar no caminho), o penúltimo estado da Rota 66 e um mundo de surpresas.

Arizona

Chegamos no Arizona, o trecho da Route 66 mais percorrido pelos turistas brasileiros e uma verdadeira surra de paisagens maravilhosas, desertos coloridos e desvios super interessantes, Grand Canyon, Sedona e o Canyon De Chelly vem engrossar as possibilidades de uma rota cada vez mais perto do fim e ao mesmo tempo cheia de surpresas. Vamos nessa?

Lupton

Lupton, uma cidade Navajo, na fronteira com o Novo México é mais um cantinho que inspirou a pixar na criação da trilogia Carros, aqui a formação rochosa Painted Cliffs inspirou a criação do Wheel Well Hotel (que aparece em ruínas no filme I, e se transforma em um restaurante animado no segundo filme). Para quem quer fazer um parada rápida a “Rest Área (área de descanso da estrada é uma boa pedida para parar, se esticar (tirar fotos, o visual é lindo) e recomeçar,

Aproveitando a parada pea cidade você encontrará um centro de informações do Arizona (sempre uma boa pedida para pegar mapas de papel e boas dicas locais) e uma loja dessas que é a cara da rota, a Fort Chief Yellowhorse com seus cavalos amarelos no topo.

Dali, vale seguir viagem até a região de Chambers, onde você terá a opção de continuar rumo a Petrified Forest National Park ou desviar rumo ao Canyon De Chelly.

Canyon de Chelly

O Canyon De Chelly entrou na minha lista de viagens graças a Alê e a Sofia do Tô Pensando em viajar. Trata-se de um canyon sagrado para os Navajo e um dos poucos canyons habitados da região – ou seja, um passeio que combina um visual lindo, com história navajo e pitadas culturais lindas. 

Para chegar lá você precisará desviar pelo menos 1 hora para ir e outra para voltar (a partir de Chambers, saindo de Albuquerque são 3 horas e quarenta minutos até a boca do parque. 

O parque é grande, fabuloso e repleto de possibilidades, assim vale considerar pelo menos 1 noite no Thunderbird Lodge – e curtir o pôr do sol do mirante da Spider Rock. A visita aos mirantes pode ser feita de carro, e segundo a Alê:  “você levará cerca de 2 horas para percorrer os 7 mirantes da borda sul, e mais duas horas para percorrer os 3 mirantes da borda norte”. Para visitar o interior do Canyon e ver as ruínas de pertinho, você precisará de um guia Navajo credenciado. Veja mais dicas desse passeio lindo (e que está na minha lista dos sonhos) no To Pensando em Viajar.

a floresta petrificada

Nossa próxima parada é Petrified Forest National Park, um parque nacional polêmico aqui em casa. Adicionei o parque no roteiro da nosso roteiro pelos parques nacional da Califórnia, Utah e Arizona no meio da viagem, e o Gu que tem pavor de desvios – o cara trabalha com logística, rs, vive otimizando rotas – chegou no parque de cara amarrada. Eu gostei das árvores petrificadas e achei o deserto colorido um encanto, já o Gu, não pode nem ouvir a palavra Árvore Petrificada que treme na base, ele acha o mais sem graça dos parques nacionais americanos, eu discordo.

Petrified Forest National Park na Rota 66
Blue Mewsa, as montanhas coloridas do Petrified Forest National Park

Naquele momento achamos que o parque não valeu o desvio mostro no nosso roteiro, mas quem faz a Rota 66 e passa praticamente pode dentro do parque deve dedicar pelo menos meio dia para explorar os encantos do deserto colorido. E claro, a cidade de Holbrook – é minúscula, cheia de paradas que são a cara da Rota 66.

Divida sua visita ao parque em duas partes: Árvores Petrificadas (achamos o Crystal Forest e o Agatha Bridge as paradas mais legais deste segmento) e o Painted Desert, que para mim é o grande highlight do parque.

Holbrook

Turística, um tiquinho bizarra, e a cara da Rota 66, Holbrook combina lojas de árvore petrificada (nem pense em tirar pedrinhas do parque porque é proibido, com dinossauros na beira da estrada e motéis antigos. Tem muita coisa legal para fotografar por lá.

Para quem quer fotografar dinos gigantes (e quebra fazer umas comprinhas), o Painted Desert Indian Center é uma boa pedida.

Wigwam Motels

Uma das sensações de Holbrook é o Wigwam Hotel, inspirado em uma vila indígena e composto por 15 tendas de concreto dispostas ao redor de uma tenda maior – que funciona como escritório, automóveis antigos – permanentemente estacionados por lá completam o cenário vintage. O Wigwam é um dos dois hotéis deste tipo que ainda sobrevivem na rota – o outro fica em San Bernardino na Califórnia – e possivelmente inspirou a Pixar na criação do Cozy Cone, o hotel administrado por Sally no filme Carros.

Onde ficar em Holbrook

A cidade de Holbrook não tem uma vasta rede hoteleira, são pouco mais de 10 opções e as mais bem avaliadas são os hotéis Best Western Arizonian Inn e o Howard Johnson by Wyndham Holbrook. Além das hospedagens no estilo motel americano Brad’s Desert Inn, Globetrotter Lodge e Days Inn by Wyndham Holbrook.

JACK RABIT TRADING POST

O coelho do Jack Rabit Trading Post, uma loja de lembrancinhas e artefatos que continua sendo administrada pela mesma família, é um dos ícones da Rota 66 no Arizona e uma parada vale incluir no roteiro. Fotografe o coelho, as placas antigonas e continue a jornada.

A CRATERA DO METEORO

Nossa próxima parada é a Cratera do Metero Baringuer, a maior e mais bem conservada cratera de meteoro do planeta. O local serve como centro de visitantes (uma visita rápida e bem interessante. O ingresso é carinho, mas eu adorei) e campo de estudos de geologia e astronomia (vários estudos legais já foram feitos por lá, inclusive o treinamento dos astronautas do Apollo).

Cratera do Meteoro na Rota 6
Cratera do Meteoro Baringer no Arizona

Quem preferir pode fazer um tour guiado e aprender ainda mais sobre o local.

Desvio rumo a Sedona

Chegando na região de Flagstaff, você pode continuar rumo a Williams ou fazer um desvio muito especial rumo a Sedona. Sedona é um dos meus lugares preferidos no mundo (sério!) mas só recomendo o rolê para quem tem pelo menos 2 dias inteiros (idealmente três para curtir por lá.

Se animou para conhecer Sedona? Veja aqui o que fazer em Sedona.

Williams

Williams foi o último pedaço da Rota 66 a ser atravessado pela Highway 40 em 1984, e é sem dúvida uma das cidades mais legais e mais bem preservadas que você visitará durante a viagem. Williams também é conhecida por ser a porta de entrada do Grand Canyon, é dali que saem os trens que vão até o Grand Canyon, e apesar de não ser a cidade mais próxima do parque é sem dúvida uma ótima base para explorá-lo.

Williams na Rota 66
Posto de gasolina Museu em Williams

Chegamos em Williams em um dia de muita neve, era tanta neve, que boa parte da cidade e dos restaurantes locais estavam fechados, mas ainda assim aproveitamos muito a vibe e tiramos fotos lindas.

The Longhorn Saloon

Nossa pedida para almoçar foi o Longhorn Saloon, que tem uma decoração muito legal, uma pipoqueira com pipocas na faixa (meus filhos amaram, e que serve sanduíches bem servidos e muito gostosos. Adoramos e recomendamos muito. O bar fica numa velinha muito fofa na rua principal da cidade.

Williams na Rota 66
Longhorn Saloon em Williams, Arizona

Outras pedidas bem avaliadas para comer são o Cruisers Route 66 Café (a decoração também é bem legal) e o Red Raven (pedida mais caprichada para quem não aguenta mais ver fast-food),.

Letreiros da Rota 66

Williams é uma pedida sensacional para quem quer fotografar letreiros coloridos, basta percorrer a rua principal (estacione e faça o trajeto a pé) para fotografar letreiros bacanas como o do Rod’s Steak House (repare no boi gigante na fachada), Grand Motel, e o Pete’s Gas Station que funciona como um museu para antigas bombas de gasolina (o local é uma graça.

Não deixe de visitar a Addicted to Route 66 Deals a loja de lembrancinhas mais legal do Arizona. A disposição da loja é o máximoe a seleção dos produtos também.

Bearizona

Quem viaja com crianças ou tem um roteiro mais folgado pode incluir o Bearizona, um parque abriga diversos ursos – e outros animais selvagens – em um habitat muito próximo ao habitat natural deles. Vários amigos queridos fizeram a visita e adoraram. Para pegar or ursos acordados a dica é ir bem cedinho, ou no finalzinho da tarde.

Onde ficar em Williams

Se quiser uma opção caprichada de hospedagem em Williams, a pedida é o Rodeway Inn & Suites Downtowner-Rte 66 ou o La Quinta by Wyndham Williams-Grand Canyon Area. Mas o que não faltam na cidade são opções com bom custo benefício, como o Motel 6 – Williams West – Grand Canyon, o Quality Inn Near Grand Canyon e o Grand Canyon Hotel.

Grand Canyon National Park

O Grand Canyon é um espetáculo e vai superar suas expectativas independente de quão grandes elas forem. Sério! O lugar é realmente muito especial.

Grand Canyon - Route 66
Pima Point na Borda Sul do Grand Canyon -um dos desvios da Rota 66

A borda sul, acessível a partir de Williams é a borda com melhor estrutura turística. Para ver o parque direito, reserve pelo menos 1 dia inteiro para percorrer a região da Hermit Road; e dois dias para visitar o parque inteiro e quem sabe até fazer uma trilha.

Veja o que fazer, e todos os detalhes para planejar sua visita no nosso guia do Grand Canyon.

Onde ficar no GranD Canyon

O Grand Canyon tem opções variadas de hotéis e campings dentro do parque e opções de hotel e camping na cidade de Tuyasan (cerca de 11 Km da entrada do parque). Você pode optar por se hospedar em Williams e fazer em bate e volta ao Grand Canyon ou ficar 1 ou 2 noites em Tuyasan. A cidade tem apenas 5 hotéis e eles são: Best Western Grand Canyon Squire Inn, Canyon Plaza Premier Studio Apartments, Grand Canyon Plaza, Holiday Inn Express e The Grand Hotel.

De volta a Route 66, o trecho entre a cidade de AshFork e a fronteira com a Califórnia é o maior trajeto da rota existente; mas quem planeja ir até Las Vegas, possivelmente pulará um pedaço da estrada – a não ser que você tope ir e voltar, eu acho que não vale a pena – para incluir o desvio na jogada. A parte boa é que esse desvio também está repleto de paradas interessantes. Mas vamos por partes…

Selligman

A próxima cidade da Rota é Selligman uma cidade bem pequena mas super importante para a Rota 66. Graças aos moradores de Selligman a Mother Road que conhecemos hoje foi transformada em um trajeto histórico ao invés de sumir completamente do mapa. A cidade que praticamente desapareceu após a passagem de Hwy 40 em 1978 juntou todas as forças para criar uma associação de preservação a rota.

Rua principal de Seligman
Seligman é minuscule porém cheia de cantinhos legai para fotografar

E se a história de Selligman te fez de alguma forma lembrar de Radiator Springs do filme Carros, você matou a charada! Taí uma das cidades que inspirou o enredo do filme – fato comemorado pelos locais com pinturas do filme no chão (meus filhos amaram fotografar) e carros antigos que ganharam olhos como os dos personagens da Pixar. Mater, um caminhão de bombeiro e até uma Kombi azul – pintadas das cores do personagem Fillmore – marcam presença.

Mural com bandeira dos EUA na Rota 66
Mural com bandeira dos EUA em Seligman

Estacione o carro no Cooper Cart, um empório cheio de tralhas da rodovia, e explore a região que tem alguns murais bem legais para fotografar a pé. Faça uma segunda parada no quarteirão da frente para tirar outras boas fotos.

Ao menos que você queira almoçar por lá, Selligman é uma parada rápida porém marcante.

Grand Canyon Caverns

Nossa próxima parada é uma mistura de atrativo natural (a maior caverna seca dos Estados Unidos) com bizarrice humana, to falando de uma caverna que também funciona como hotel! Você pode fazer o tour guiado e visitar a caverna completa – e inclusivo passar pela suite do hotel – ou se hospedar a 70 metros de profundidade. Quem aí se anima?

A Grand Canyon Caverns fica em Peach Springs, que serve de base para explorar o West Rim do Grand Canyon e é a capital da nação indígena Hualapai.

Hackberry General Store

Continuando pela Rota 66 chegamos na Hackberry General Store, uma las lojas mais legais do caminho. Um lugar para parar com calma, explorar e fotografar!

Hackaberry General Store - Rota 66
Hackaberry General Store – Rota 66

Fãs do filme carros vão perceber que o local foi uma das inspirações do Lizzie’s Curio Shop, e encontrar vários carros antigos na porta que podem ter inspirado o desenho dos personagens do filme. É muito legal!

Vistamos a Hackaberry com nossos pequenos, que ficaram malucos com as quinquilharia da loja (o sortimento de lembrancinhas é bem legal) e também adoraram a parada. Falando em crianças, tome muito cuidado com o aquecedor dos caras, antigão a lenha, um perigo!

Interior da Hackaberry General Store no Arizona
Interior da Hackaberry General Store no Arizona

A Hackberry foi uma das dicas que os amigos Coisos nos deram! Muito obrigada!

Kingman

Kingman é a última parada da Road 66 antes de chegar a Las Vegas, mas vale a pena viu? Comece pelo centro de informações da cidade – estacione por ali – que funciona na antiga planta de energia (o edifício é uma graça) e tem um museu bem montado sobre a Rota 66. A galera que trabalha neste centro é super prestativa e vai te ajudar com dicas bem legais da região.

Trem em Kingman Arizona
Um dos trens coloridos de Kingman, as crianças amaram!

Em frente ao centro de visitantes há um museu de trens a céu aberto com uma locomotiva muito linda e vários lugares legais para fotografar (parada certeira para fotos e dica imperdível para quem viaja com crianças). A pedida clássica (e super turista) para comer é o MR. D’z com decoração super típica, decoração vintage, chão quadriculado e alguns carros antigos bem conservados parados na porta. Pedimos sanduíches gostosos e um milkshake gigante.

MR. D'z - Rota 66 Kingman
MR. D’z: Lanchonete tradicional em Kingman

Tem tempo sobrando? Vale dar um giro pelo centrinho e fotografar os murais (há vários legais), a emblemática caixa d’água colorida, e a escultura moderninha do coelho corredor do escultor Donald Gialanella. Nós adoramos Kingman e achamos uma parada bem legal na rota.

Las Vegas

Daqui você pode seguir para Las Vegas ou continuar a viagem pelo deserto rumo a Califórnia. Eu adoro Las Vegas, amo os shows do Cirque de Soleil, os restaurantes caprichados e a vibe exagerada e bem diferente de qualquer outro lugar do mundo. Recomendo pelo menos uns 2 dias na cidade, quem tiver mais tempo pode até pensar em fazer um passeio de helicóptero pelo Grand Canyon.

Las Vegas - Desvio da rota 66
Welcome to Fabulous Las Vegas: uma bela base para descansar uns 2-3 dias

E para te ajudar a planejar sua viagem para Las Vegas:

Oatman

Oatman, quase na fronteira com a Califórnia, tinha tudo para se transformar em mais uma cidade fantasma mas foi salva pela Rota 66. A antiga vila de mineiros se gaba de ter mais burros (e eles andam soltos pela rua felizes da vida) do que habitantes, e tem um centrinho bem pequeno onde durante a alta temporada há encenações diárias com show de bang-bangs às 12:00 e às 14:30.

Curiosidades: Os burros selvagens que habitam Oatman serviram de inspiração para os tratores do filme carros.

Oatman is known for the wild burros that wander the streets and even into shops. Those same burros were the movie inspiration for the baby tractors – and the connection to Cars Land.

Topock Gorge

Topa um desvio com uma pegada de natureza e um visual bem especial? Inclua o Topock Gorge, também conhecido como miniatura do Grand Canyon. A melhor forma de explorar a região é pegar um barco a partir da marina da região.

London Bridge

A London Bridge não fica bem na rota, mas vou adicionar ao post pelo seguinte motivo: a ponte, depois do Grand Canyon, é o ponto turístico mais visitado do Estado do Arizona. A antiga ponte de Londres (imortalizada pela música infantil “London Bridge is falling down, falling down (…)” foi comprada de Londres em 1967 pela cidade de Lake Havasu e desde então se tornou um ícone turístico local. A compra inclui os postes pomposos fabricados com metal de antigos canhões que as tropas inglesas capturaram de Napoleão.

Taí uma lenda vida e um cantinho histórico que você tem a chance de incluir no seu roteiro pela Rota 66.

Califórnia

Chegamos na Califórnia, o último trecho da Rota 66 e uma coleção de pardas rápidas com direito a cafés icônicos, esquisitices, e alguns bons museus.

Eu dedicaria 1 dia inteiro ao trajeto Las Vegas – Santa Monica fazendo as paradas mais legais do caminho. Vamos nessa?

Barstow

Quem vem de Las Vegas provavelmente aproveitara o passo rápido da Interstate 15 para ganhar algumas minhas rápidas, e na real, há poucas paradas no caminho que são realmente indispensáveis até a região de Barstow. Aqui vale sair um pouquinho antes da estrada para conhecer o icônico Café Bagdad,  que parece abandonado por fora, mas que rende fotos incríveis. Almoçamos por lá e é bem sem graça, mas a decoração é tão legal que vale a parada para o café (e não espere um espresso. Rs)

Fachada do Bagdad Café, por fora, até parece abandonado
Fachada do Bagdad Café na Califórnia, por fora, até parece abandonado
Bagdad Café na Route 66
Interior do Bagdad Café, a cara da Rota 66
Peggy’s 50 Dinner

Para comer na região minhas dica é o Peggy’s 50 dinner, uma lanchonete fundada em 1954 e com uma personalidade que é a cara da Mother Road. A casa tem dinoussauros de ferro na fachada e uma decoração interna com direito a Elvis dançantes, fotos da Marlyn Monroe e muita coisa legal pendurada nas paredes. A comida é gostosa para os padrões turistões da rodovia.

Prefere pegar algo rápido? O Mc Donald’s da cidade tem suas mesas em antigos vagões de trem, é diferente de tudo o que você já viu! (Essa foi uma dica da Nuria do Familia Califórnia)

Calico Ghost Town – A cidade fantasma

A parada mais cobiçada da região é a Calico Ghost Town, uma antiga cidade do ouro que passou anos abandonada antes de ser reconstruída como um parque histórico, a entrada é paga e a visita inclui lojinhas típicas de velho oeste, restaurantes no estilo saloon e algumas atrações pagas como um tour pela antiga mina de ouro e o passeio de trenzinho. Para conhecer Calico de verdade você vai gastar umas duas horinhas, mas com uns 40 minutos já dá para dar um giro completo pela região.

A antiga estação de trem de Barstow

Dali siga para a antiga estação de trem de Barstow, um prato cheio para quem viaja com crianças. O antigo edifício da estação é lindo e conta com alguns espaços bem legais: um pequeno museu da Rota 66 (a entrada é grátis e tem um monte de quinquilharias legais lá dentro; o museu é meio desorganizado, mas com paciência da para aprender curiosidades legais), o Western America Railroad Museum (um museu do trem bem interessante com uma área externa repleta de locomotivas antigas e uma parte interna cheia de história e objetos interessantes – destaque para o trilho do trem miniatura, que tive que insistir para ligares, mas que meus pequenos amaram!) e o Nasa Goldenstone visitor Center que fica no segundo andar do edifício e tem um exibição bem legal.

Museu do trem de Barstow na Mother Road
Uma das locomotivas do Museu do trem de Barstow

Quem se animar pode ainda percorrer o trecho da Rota 66 dentro da cidade, já adianto que é sem graça perto de tudo o que você já viu até agora, mas sempre rende um ou outra parada para foto.

Victorville

Continuando a viagem rumo a Victorville vale destacar o Elmer’s Ranch, uma instalação de arte criada por Elmer Long – ele faleceu em junho de 2019, mas a família continua mantendo o local e promete em breve criar um novo website – que rende fotos lindas e divertidas, sabe aquela paradinha rápida que alegrar o dia?

O mUseu da Rota 66 na califórnia

Não deixe de visitar o Califórnia Route 66 Museum (entrada grátis, abre apenas de sexta a domingo) um dos melhores museus da Rota 66, uma exibição super interativas, bem criada e cheia de coisas legais para fotografar, taí uma forma legal de reviver tudo o que você viu ao longo da viagem.  É bem legal.

San Bernardino

Nossa próxima parada é San Bernandino – coladinha em Los Angeles – cidade onde o primeiro Mc Donald’s do mundo foi criado, e é para lá que vamos, para o Original Mc Donald’ & Museum (398 N E St, San Bernardino) que fica no local onde o primeiro MC Donald’s foi fundado. Aaliás, vale mega a pena assistir o filme The Founder, para conhecer a história e aproveitar mais a visita, o filme é ótimo, e o museu super vale a visita.

Outra parada clássica na região – e a sua última chance de dormir em um quarto típico da Rota 66 antes de fechar a viagem – é o Wigham Hotel, inspirado nas barracas tipi indígenas

Los Angeles

San Bernardino fica coladinha em Los Angeles e são grandes as chances de você já querer conhecer a cidade na chegada e deixar Santa Monica para daqui alguns dias, recomendo pelo menos uns 2 dias inteiros em Los Angeles (pense em 3 ou 4 caso você queira incluir os parques da Disney Califórnia ou o Universal Studios Hollywood na jogada) + 1 ou 2 dias para desbravar Santa Monica e Venice Beach. E sim, vale a pena você quebrar a hospedam em dois lugares diferentes para evitar horas parado no trânsito da cidade. Veja aqui nossas melhores dicas de onde ficar em Los Angeles.

Placa de Hollywood em Los Angeles
Placa de Hollywood em Los Angeles: Uma foto classica de quem visita a cidade pela primeira vez

Em Los Angeles, vale dar um pulinho na Calçada da fama, chegar pertinho do letreiro de Hollywood, se apaixonar pelas vistas do Griffith Observatory, fazer um tour nos estúdios da Warner (eu acho sensacional!) e comer as delícias do LA Farmer’s Market (Para quem tiver com saudades de uma comidinha Brasileira, tem uma churrascaria a quilo bem gostosa!)

Para organizar sua estadia em Los Angeles, recomendo a leitura dos posts o que fazer em Los Angeles e roteiro de Los Angeles.

Santa Monica

Chegamos em Santa Monica, ponto final da viagem e uma das cidades mais gostosas da Califórnia (e dos Estados Unidos). Santa Monica tem uma orla super agradável, uma vibe de surf sempre presente, feiras vibrantes, shoppings ao ar livre o o emblemático Píer de Santa Monica.

Pier de Santa Monica na Rota 66
Parque de diversões do Pier de Santa Monica visto da praia
O pier de Santa Monica e o ponto final da Rota 66

O Píer de Santa Monica é o marco final da viagem (há uma placa que marca o ponto exato onde a rota termina, parada para foto mesmo de quem nunca fez a viagem) e o ponto de início perfeito para explorar a cidade e sua vizinha descolada Venice Beach, e a forma mais gostosa de fazer o passeio é de bicicleta.

E para fechar a viagem com chave de ouro, não deixe de curtir o pôr do sol visto do píer (quem gosta de roda gigante terá um momento ainda mais especial lá do alto!)

Como fazer a viagem da Rota 66

Minha melhor dica para quem sonha em fazer essa viagem é planejar bem o tempo da viagem e priorizar as paradas que você realmente quer fazer. Esse post vai te ajudar a mapear cada cantinho da rota, já sugeri as melhores cidades para ficar hospedado (com direito a dicas de onde ficar) ao longo do texto, agora é só montar o roteiro do seu jeito.

Quanto ao tipo de transporte, tudo depende do seu estilo de viagens, Nós já fizemos alguns trechos de carro e outros de motorhome e gostamos muito da flexibilidade do motorhome.

Quantos dias dura a viagem?

Duas semanas é um tempo legal para viver essa aventura, mas eu reservaria 20 dias para colocar uns 3 em Chicago na saída e uns 3 em Los Angeles + Santa Monica.

Essa é uma viagem para fazer devagar e parando. O caminho é a viagem, mas o legal é degustar as paradas, descobrir segredinhos e viver intensamente essa mistura muito louca de contracultura com cultura americana

Quanto se gasta para fazer a Rota 66?

Os maiores custos dessa viagem são:

  • Passagem saindo do Brasil (pegue uma passagem multi destinos): $600 -$1200 dependendo da época do ano
  • Hotel: $70 – $150 por noite – Chicago e Los Angeles são cidade mais caras, mas ao longo da rota dá para descolar hospedagens boas com preço bem camarada
  • Aluguel de carro: ~$1200 por 15 dias
  • Alimentação: $60 por dia por pessoa
  • Combustível:  $500

Qual a melhor parte da rota?

Que pergunta difícil! Taí uma viagem diversa e que varia bastante de estados para estado. Se tivesse que escolher apenas um trechinho para explorar e recomendar, acho que a viagem pelo Arizona é bem especial: Aqui você ter´å uma mistura interessantes dos ícones da estrada com passagens desérticas fantásticas.

Hackaberry General Store no Arizona
Hackaberry General Store no Arizona

Conclusão: Vale a pena viajar pela Rota 66?

Muito! Taí uma viagem uma viagem para entrar na listas dos sonhos e para ficar para sempre guardada na memória. São 8 estados diferentes, de uma viagem que pode começar tanto em Chicago quanto em Santa Monica, e duras cerca de 2 semanas (com calma, é claro). Você vai amar a Mother Road.

E aí, curtiu o post?!

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Comentários (6)

[…] viagem de 10 semanas passando por dez estados norte americanos. Percorremos trechos da lendária Rota 66, faremos o triângulo da Música (Memphis, Nashville e New Orleans), curtiremos praias incríveis […]

Amei a matéria! Com muitos detalhes e super explicativa. Já comecei a planejar e seu relato me ajudou bastante. Parabéns!

Aproveite a viagem!
Vamos refazer um pedaço da rota agora em novembro, logo logo atualizo o post com mais dicas!
BEijos

Excelente material!! Estou me programando para fazer em 2022, de motoca!!
Obrigado pelas dicas…. abraços.

Taí uma viagem que preciso tirar da lista! Quero muito fazer!! Queria ir de moto com meu pai, mas sei que é quase impossível disso acontecer, mas ainda farei a rota 66!

Vale meeeega a pena colocar na lista dos sonhos! É incrível!

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