Primeira vez na Itália? 8 erros que podem acabar com o seu roteiro
Primeira vez na Itália? Na hora de planejar sua viagem, saiba que entre uma ruína romana e um prato de carbonara, existem algumas armadilhas que podem estragar a sua experiência. Detalhes que fazem a diferença na hora de montar o roteiro, pegar um trem ou escolher onde comer.
Se essa é sua primeira vez no país da bota, aqui vai uma lista de erros que você pode — e deve — evitar. Pequenas escolhas que garantem uma viagem mais leve, sem perrengue e cheia de histórias boas pra lembrar (e vontade de voltar antes mesmo de ir embora).

1. Tentar ver “tudo” em poucos dias
A Itália pode até ser menor que o estado do Maranhão, mas achar que dá pra conhecer o país inteiro em uma viagem é um erro clássico — e bem comum entre brasileiros. Cada região da Itália tem uma identidade própria, e tentar encaixar tudo no mesmo roteiro só vai te deixar exausto e com a sensação de não ter aproveitado nada direito.
Se é sua primeira vez na Itália, o ideal é começar pelo roteiro mais clássico: 10 dias entre Roma, Florença e Veneza. Dá pra conhecer o básico, aproveitar bem cada cidade e ainda entender um pouco das diferenças culturais entre elas.
Tem mais tempo? Com um roteiro de 15 dias na Itália, você pode incluir a Toscana, que é perfeita pra quem curte vinhos, vilarejos charmosos e paisagens de filme. Se o seu foco é praia, nossa sugestão é organizar um roteiro pelo sul da Itália, roteiro na Sicília ou na Sardenha (aqui ainda rola fazer uma dobradinha com a Córsega, na França), mas é necessário um bom planejamento e a época do ano faz toda a diferença.

Quer sair do roteiro clássico? Explore o norte da Itália e a região de Emilia-Romagna
Quer algo além dos roteiros clássicos? Milão, porta de entrada da região norte da Itália, é uma cidade que vai além da moda: tem arte, arquitetura moderna, gastronomia refinada e museus incríveis. Ali perto, dá pra esticar até o Lago de Como ou passar por Verona, a cidade de Romeu e Julieta, cheia de charme e história.
Outra região que vale muito a pena conhecer é a Emilia-Romagna, um verdadeiro paraíso pra quem ama comer bem, ver cidades lindas e fugir do óbvio. Bolonha, famosa pelo molho a bolonhesa, é uma cidade universitária cheia de vida com suas torres e pórticos intermináveis. Parma e Modena são ótimas pra quem se interessa por gastronomia e quer provar queijo parmesão e aceto balsâmico direto da fonte.
E se quiser algo diferente mesmo, dá até pra incluir uma escapada até San Marino, um microestado medieval que parece saído de um cenário de filme. Essas regiões são menos visadas por turistas de primeira viagem, mas entregam uma Itália autêntica, saborosa e cultural

Viajar fora da temporada pode arruinar seu roteiro de praia
Recebemos muitos acessos no post Vale a pena visitar a Costa Amalfitana no inverno?, principalmente de leitores que têm férias entre janeiro e março e sonham em conhecer essa região. A Costa Amalfitana mora no imaginário de muita gente, com aquelas imagens de mar azul, céu ensolarado e sem nuvens, vielas charmosas e pôr do sol dourado. Mas o que pouca gente sabe é que, no inverno, quase tudo por lá fecha: hotéis, restaurantes, passeios… algumas cidades chegam a parecer fantasmas.
No relato da Mari, ela conta que viajar nessa época é ver uma Costa completamente diferente daquela das fotos do Instagram. A região só começa a reabrir mesmo lá pra meados de março, com a chegada da primavera e dos primeiros dias de sol.
Por isso, se você sonha em conhecer Positano, Sorrento e a Ilha de Capri, o ideal é evitar o inverno. Não precisa ser no pico da alta temporada (julho e agosto, quando tudo é mais caro e cheio), mas ir entre maio e junho garante dias quentes, cidades movimentadas e paisagens que realmente fazem jus ao sonho.

2. Querer alugar carro ao invés de andar de trem
Na hora de montar o roteiro, muita gente pensa: “vou alugar um carro e rodar a Itália inteira no meu ritmo.” Parece uma boa ideia, mas na prática não é tão simples assim. Na maior parte do país, especialmente no centro-norte da Itália, o trem é mais eficiente, barato e cômodo.
As cidades mais turísticas — como Roma, Florença, Veneza, Milão, Bolonha — são super bem conectadas por trens de alta velocidade, que saem do centro e te deixam no centro. Já de carro, além do trânsito, você ainda vai ter que lidar com ZTL (zonas de tráfego limitado), falta de estacionamento, pedágios e combustível caro.
Então, se o seu roteiro é pelas cidades grandes e mais conhecidas, vale muito mais a pena usar trem — é rápido, confortável e você ainda viaja apreciando a paisagem.

Entendendo os tipos de trem na Itália
Antes de comprar sua passagem, vale entender que nem todo trem é igual por lá:
- Trens de alta velocidade (Frecciarossa, Italo): rápidos, super modernos, confortáveis, com Wi-Fi, tomadase vagões silenciosos. Conectam cidades grandes como Roma, Florença, Milão, Veneza e Nápoles. São mais caros, mas economizam muito tempo.
- Intercity: É mais rápido que os trens regionais, porque faz menos paradas. Ele costuma ser mais antigo, com menos conforto, e mais barato do que os trens rápidos. Boa opção pra quem quer economizar e ainda assim evitar o pinga-pinga dos trens regionais.
- Trens regionais (Regionale): mais lentos e simples, fazem rotas curtas e param em várias estações. São ótimos pra visitar cidades próximas, como Pisa ou Assis saindo de Florença, por exemplo.
Nos trens regionais, é preciso validar o bilhete na máquina antes de embarcar. Se não fizer isso, pode levar multa — mesmo com a passagem na mão.
Pra viagens mais longas, eu prefiro os trens da Freccia — são rápidos, confortáveis e, dependendo da classe, oferecem Wi-Fi, mais espaço, poltronas reclináveis e até snacks. Já usei Intercity e regionais, mas nesses casos entra naquela de “o barato sai caro”: são mais lentos, menos confortáveis e às vezes exigem baldeação.
Agora, se o trajeto for curto e você não estiver com pressa, os regionais e Intercity funcionam bem — e a economia na passagem pode valer a pena.
Dica de expert Ideias na Mala
A Trenitalia tem várias promoções na compra de bilhetes, inclusive para os trens rápidos. Por exemplo, existe a opção de adquirir dois tickets pelo preço de um na frecciarossa e na frecciaargento, se você comprar com no mínimo sete dias de antecedência. Essa é apenas uma das promoções. Para conhecer outras promoções acesse o site da Trenitalia.

Quando alugar carro na Itália?
Apesar de o trem ser ótimo para circular entre as grandes cidades, há regiões em que alugar um carro faz toda a diferença, principalmente se você quer explorar lugares menores, com mais liberdade e no seu tempo.
Na Toscana, por exemplo, o carro te permite visitar vinícolas, vilarejos medievais e estradinhas que não estão nas rotas dos ônibus e trens. Já na Sicília e na Sardenha, o transporte público é bem limitado fora das grandes cidades, e alugar um carro é essencial pra aproveitar bem as praias e paisagens naturais.
Para evitar contratempos, a melhor opção é reservar seu carro online com antecedência e já chegar à Itália com tudo garantido—especialmente na alta temporada, quando a demanda dispara e os preços sobem.
Aluguel de Carro
Aqui no Ideias na Mala, nós usamos e recomendamos a RentCars, um site que compara os preços das melhores locadoras e te ajuda a escolher o melhor custo-benefício para a sua viagem. Outro diferencial da Rentcars é poder fazer o pagamento em reais, sem IOF e parcelar em até 12 vezes sem juros.
Vale falar que as companhias de cartão de crédito geralmente oferecem o seguro de carro grátis para quem tem cartão Platinum ou superior.
Costa Amalfitana de carro ou transporte público?
A Costa Amalfitana merece atenção: apesar de ser um destino super turístico, a logística ali é mais delicada. As estradas são estreitas, o trânsito é intenso na alta temporada, e estacionar é complicado (e caro!). O carro funciona melhor fora da altíssima temporada (julho e agosto), especialmente se você pretende visitar cidades menores nos arredores, mas é essencial reservar hotéis com estacionamento.

Agora, se você não sabe (ou não se sente confortável em) dirigir, uma alternativa possível na Costa Amalfitana é combinar ônibus e ferry. Funciona, especialmente entre as cidades principais, mas é importante alinhar a expectativa.
Os ônibus da SITA Sud, que ligam cidades como Sorrento, Positano e Amalfi, até cumprem bem o trajeto, mas costumam estar cheios, principalmente na alta temporada. Alguns veículos são novos e têm ar-condicionado, mas não conte com isso sempre, nos horários de pico ou em veículos mais antigos, o calor e o aperto fazem parte do pacote.
Já o trem Circumvesuviana, que liga Nápoles a Sorrento, é conhecido por ser uma experiência mais “raiz”: é barato e prático, mas geralmente está lotado, é barulhento e não tem ar-condicionado. Um jeito autêntico e cheio de perrengue de começar a viagem.

Se quiser uma alternativa mais confortável, os ferries são uma excelente pedida. Além de fresquinhos, oferecem paisagens incríveis da costa vista do mar. A única ressalva é que eles não funcionam o ano todo, então é bom checar os horários e a temporada de operação antes de montar seu roteiro.
3. Achar que transporte público é sempre a melhor opção pra sair do aeroporto
Muita gente nem pensa: chega na Itália já indo direto pro trem, achando que é sempre a forma mais barata e prática de sair do aeroporto. Mas nem sempre é verdade, especialmente se você não estiver viajando sozinho.
A principal porta de entrada da Itália pra quem sai do Brasil é o Aeroporto Fiumicino (FCO), em Roma. Outra possibilidade comum é o Aeroporto de Milão-Malpensa (MXP), principalmente pra quem parte de São Paulo. Se você vem de outro país da Europa, essas dicas também se aplicam.
Temos um post completo explicando como ir do Aeroporto de Roma para o centro com todas as opções — do trem ao transfer privado — pra você escolher a que faz mais sentido pro seu tipo de viagem.

Trem: rápido, mas nem sempre prático
O trem Leonardo Express, que sai de Fiumicino e vai direto até a estação Termini, é a opção mais rápida. Mas vale lembrar que você vai precisar andar até a estação dentro do aeroporto, o que pode ser cansativo se estiver com muita bagagem ou chegando de um voo longo. Além disso, o bilhete custa em torno de €14 por pessoa e, dependendo de quantas pessoas estiverem viajando com você, talvez já compense outra opção.
Trem Malpensa Express
O Malpensa Express liga o aeroporto ao centro de Milão, com paradas nas estações Centrale, Cadorna e Porta Garibaldi. O trajeto leva cerca de 50 minutos, os trens são modernos e confortáveis, e o bilhete custa cerca de €13 por pessoa. É uma boa opção se seu hotel estiver perto de alguma dessas estações e você estiver com pouca bagagem. Faça as contas e veja se compensa!
Transfer: conforto do aeroporto direto ao hotel
Pra quem quer comodidade total e não tá a fim de lidar com mala, fila ou estação de trem logo na chegada, o transfer (privado ou compartilhado) é uma excelente escolha. Você sai do avião e já encontra o motorista te esperando — simples assim.
- Transfer privado: ideal pra famílias, grupos ou quem quer conforto e agilidade. O carro é exclusivo, e o trajeto vai direto até seu hotel. Se você dividir o valor entre 3 ou 4 pessoas, pode sair até mais barato que o trem.
- Transfer compartilhado: opção econômica e ainda confortável. Você divide o carro com outros passageiros e o motorista deixa cada um no seu hotel. Pode demorar um pouco mais, mas você não carrega mala, não enfrenta estação, não precisa se preocupar com nada.
Para reservar seu transfer eu recomendo a Civitatis, você pode reservar seu transfer em português, pagar em reais sem IOF e ainda conta com cancelamento grátis até 48 horas antes.

Ônibus: a opção mais barata e a mais lenta
O ônibus que liga Fiumicino ao centro de Roma é super barato (por volta de €7) e várias empresas oferecem o serviço. Você recebe as informações do ponto de embarque e horários por e-mail ao comprar a passagem online.
Mas atenção: o trajeto até a estação Termini leva cerca de 60 minutos, e de lá você ainda precisa seguir até o seu hotel. É uma boa pra quem viaja com pouca mala e quer economizar ao máximo. De quebra, a vista durante o trajeto é bem bonita, especialmente em dias ensolarados.
Opções em Milão
Diversas empresas oferecem ônibus ligando Malpensa à Estação Central de Milão. O trajeto dura entre 50 e 60 minutos, e a passagem custa cerca de €10. É uma opção barata, mas menos prática se o seu hotel não for perto da estação — nesse caso, ainda será necessário pegar metrô ou táxi depois.
Táxi e Uber: mais caros, mas diretos
Os táxis oficiais de Roma têm tarifa fixa para o centro (dentro das Muralhas Aurelianas): €55. Eles ficam disponíveis nas saídas dos terminais 1 e 3, e são facilmente identificáveis (brancos, com placa “TAXI” e selo do município nas portas).
Já o táxi oficial do aeroporto até o centro de Milão tem tarifa fixa de €110 (preço tabelado). É caro, mas pode compensar se você estiver com mais pessoas e quiser um trajeto direto e sem complicação. Faça as contas.
Também dá pra sair de Uber, e os pontos de embarque são sinalizados no aeroporto.

4. Não conferir se o hotel tem elevador
É claro que a localização da hospedagem faz toda a diferença na viagem, mas tem um detalhe que muita gente só percebe quando já está com a mala na mão: nem todo hotel ou apartamento na Itália tem elevador.
Como muitos prédios são antigos (e protegidos por regras de preservação histórica), mesmo os que passaram por reforma nem sempre conseguem incluir elevador na estrutura. Ou seja, você pode acabar precisando subir dois, três, até quatro andares carregando mala — e isso depois de um voo longo, ou no fim de um dia inteiro de passeio.
Essa dica vale também pra quem reserva Airbnb ou outros tipos de hospedagem por temporada. Sempre confira na descrição se há elevador, e se o imóvel fica em andar alto. Principalmente se você estiver viajando em família, com idosos, crianças, muitas malas ou se tiver qualquer limitação de mobilidade.
Então, na hora de escolher onde ficar em Florença, procurar hotéis em Roma ou se hospedar em qualquer outra parte da Itália, verifique sempre se há elevador.

Cuidado com as ladeiras nas regiões de praia
Em muitos destinos de praia na Itália, principalmente os mais cênicos e famosos, as construções acompanham o relevo da costa, o que significa que subidas e escadarias fazem parte da paisagem. Isso pode ser um charme, mas também um desafio, especialmente se você estiver com malas pesadas, crianças pequenas ou alguma limitação de mobilidade.
Alguns exemplos clássicos:
- Positano (Costa Amalfitana): a cidade é literalmente construída numa encosta. A vista é linda de qualquer lugar, mas muitas hospedagens só são acessíveis por longas escadas. Alguns hotéis até oferecem serviço de carregador de bagagem, mas nem todos.
- Cinque Terre: as vilas também ficam entre o mar e os morros. Em algumas delas, como Vernazza e Riomaggiore, o acesso às hospedagens pode envolver subidas íngremes ou muitos degraus.
- Sicília e Sardenha: apesar de mais planas em algumas regiões, certas praias isoladas ou vilarejos menores também exigem caminhada em terrenos inclinados ou pouco acessíveis.

Dica prática: na hora de reservar, leia com atenção as avaliações de outros hóspedes — muita gente comenta sobre “subidas”, “acesso difícil” ou “escadas” quando isso realmente impacta a experiência. Se estiver em dúvida, prefira hospedagens perto do nível do mar ou mais próximas das vias principais da cidade.
Outros detalhes pra ficar de olho ao reservar sua hospedagem
Já que estamos falando de conforto, tem dois detalhes que também merecem atenção na hora de escolher seu hotel na Itália:
Café da manhã no hotel: vale a pena?
Muitos brasileiros, quando vão para a Europa, procuram hospedagens com café da manhã incluso — e não é à toa, já que aqui no Brasil essa é uma prática muito comum. Na Itália (e na Europa como um todo), o cenário é bem diferente, e vale pensar duas vezes antes de pagar a mais por isso.
O café da manhã típico italiano é bem simples: um cappuccino e um croissant (às vezes recheado com creme, às vezes não). Para os italianos é delicioso, mas pra quem está acostumado com um café mais reforçado — com frutas, ovos, pães variados, frios, sucos — pode ser decepcionante.

O brasileiro desavisado paga por um café da manhã no hotel e, ao receber um cappuccino e um croissant fica frustrado.
Alguns hotéis até oferecem um café da manhã mais completo, especialmente os de categoria superior. Mas a maioria entrega apenas um voucher pra você tomar café num bar próximo. E nesse caso, você provavelmente gastaria o mesmo valor (ou até menos) indo por conta própria a uma padaria ou café local para comer o que você quer.
Antes de reservar seu hotel, leia as avaliações de outros hóspedes e veja o que dizem sobre o café da manhã. Isso vai te ajudar a entender se o que está sendo oferecido realmente vale o custo extra.
Ar-condicionado
No verão italiano, as temperaturas podem ser bem altas, principalmente em cidades como Roma, Florença e Milão. Então, antes de reservar, verifique se o hotel (ou apartamento) tem ar-condicionado. Pode parecer básico, mas nem todos oferecem, e isso faz muita diferença depois de um dia inteiro batendo perna embaixo do sol forte de verão. Afinal, ninguém merece dormir no calor!
5. Subestimar as filas em atrações turísticas
Tem gente que evita comprar ingresso com antecedência porque não quer pagar em euro no cartão de crédito, por causa do IOF, ou porque prefere deixar o roteiro mais “livre”. Mas a verdade é que na Itália isso pode ser um baita erro de planejamento e que vai te custar tempo e muito estresse.

Cidades como Roma e Florença recebem milhões de turistas todos os anos. Em 2024, Roma bateu recorde com mais de 22 milhões de visitantes, consolidando-se como uma das cidades mais visitadas da Europa. E isso se reflete diretamente nas filas: atrações como o Coliseu, os Museus do Vaticano, a Galeria Uffizi e o Duomo de Milão ficam lotadas quase o ano todo —e em muitos casos, os ingressos simplesmente esgotam.
Na Galeria Uffizi, em Florença, os ingressos esgotam com dias de antecedência, especialmente na alta temporada. E mesmo fora dela, a fila pra quem deixa pra comprar na hora pode significar horas em pé, muitas vezes debaixo de sol, chuva ou exposto ao frio.
Além disso, vale lembrar que tempo perdido na viagem a Itália também custa — e custa em euro. Vale mesmo a pena economizar alguns euros e ficar horas em pé numa fila, muitas vezes debaixo do sol ou com criança no colo? Enquanto isso, você deixa de aproveitar a cidade, atrasa o restante do roteiro e ainda corre o risco de ter que cortar outras experiências por falta de tempo ou ingresso..
A conta é simples: é melhor pagar o ingresso com antecedência — mesmo que tenha IOF — do que pagar com o seu tempo (e paciência) durante a viagem. A diferença na prática é enorme. E o seu eu do futuro vai agradecer muito.
6. Comer em lugar turístico achando que é experiência local
Sabe aquele restaurante bem em frente ao Coliseu, à Fontana di Trevi ou à Catedral de Florença, com cardápio em cinco idiomas e fotos dos pratos? Então… pode apostar que é cilada. Esses lugares são montados pra atrair turistas desavisados — os famosos “pega-turista” — e costumam ser mais caros, com comida genérica e bem longe da verdadeira cozinha italiana.

É claro que a vista pode ser linda, mas se o seu foco é ter uma experiência local de verdade, o segredo é simples: se afaste um pouco dos pontos turísticos. Entrou numa ruazinha lateral ou caminhou dois ou três quarteirões? Pronto. As chances de encontrar um restaurante mais autêntico, com comida deliciosa e preço justo, aumentam muito.
Comer mal na Itália é quase missão impossível — até nos restaurantes “pega-turista” a comida ainda consegue ser ok. Mas você vai pagar caro por um prato sem graça. Quanto mais local parecer o lugar (menu só em italiano, ambiente simples, cheio de italianos comendo), maior a chance de você viver uma daquelas refeições inesquecíveis.
Ah, e atenção aos lugares que bombam no Instagram. Não é que você não deva ir, mas vale checar se o restaurante é realmente bom. Leia resenhas, veja comentários reais e desconfie um pouco dos títulos como “o melhor tiramisù de Roma” ou “o melhor sorvete de Florença”. Às vezes, o que está bombando online não tem nada a ver com a experiência que você espera, tem filas enormes e custa mais do que vale.

Vai para Roma? Veja nossas dicas de onde comer bem em Roma com dicas de pratos clássicos para provar, trattorias, gelaterias e bares de vinho testados e aprovados por nós.
7. Esquecer da taxa de serviço (coperto) nos restaurantes
Na Itália, é comum ver brasileiros se assustando ao encontrar uma taxa extra na conta do restaurante chamada coperto — principalmente porque ela não existe no Brasil e não tem nada a ver com os 10% de serviço que nós costumamos pagar automaticamente por aqui.
O coperto é uma taxa fixa cobrada por pessoa, obrigatória, que serve basicamente para custear o uso da mesa, talheres, guardanapos e até o pão que é colocado à mesa. Não importa se você comeu ou não o pão: a taxa é cobrada do mesmo jeito. O valor varia bastante, mas costuma ficar entre €1 e €5 por pessoa, podendo ser mais alto em áreas super turísticas. E sim, você precisa pagar — é obrigatório.

Você vai reparar que, nos cafés, os italianos costumam pedir o espresso e tomar ali mesmo, em pé no balcão ou sentado ao lado. Se olhar o cardápio, vai perceber que o preço muda pra quem senta à mesa — e essa diferença também entra na conta como coperto.
Essa taxa deve estar informada no cardápio, normalmente logo no início ou no final, então vale a pena conferir antes de sentar.
Agora, o que muita gente confunde: o coperto não é gorjeta. Na Itália, não é comum deixar gratificação como no Brasil. Quando o serviço é realmente excelente, o máximo que se costuma fazer é arredondar a conta ou deixar alguns euros extras — mas isso é totalmente opcional e discreto.
8. Não ficar atento aos pickpockets (batedores de carteira)
Alguém aí lembra da italiana que viralizou gritando “Attenzione, pickpocket!” pelas ruas de Veneza? Ela filmava e denunciava os batedores de carteira em ação — pessoas que se misturavam à multidão, parecendo turistas comuns, mas que furtavam de forma discreta, rápida e quase sempre sem que a vítima percebesse na hora.
É verdade que a Itália é um país seguro para viajar, mas isso não significa que você pode baixar a guarda. Em áreas turísticas, os furtos acontecem sim e com mais frequência do que você imagina. Não é raro ouvir relatos de turistas que tiveram a carteira, celular ou passaporte furtados.

Os pickpockets (ou batedores de carteira) agem principalmente em Roma, Florença, Milão, Nápoles e Veneza, e focam em lugares como o metrô, ônibus lotado, filas de atrações, mercados ou pontos turísticos muito movimentados.
Como se proteger?
- Use bolsas fechadas, de preferência com zíper, e que fiquem à sua frente.
- Evite deixar celular, carteira ou passaporte no bolso de trás.
- Em multidões ou no transporte, fique atento a empurrões ou abordagens “distraídas”.
- Doleiras internas ou pochetes anti-furto são super úteis em dias de deslocamento.
Não precisa paranoia, só atenção. Ficar esperto com os seus pertences pode evitar uma baita dor de cabeça e o transtorno de ter que lidar com embaixada, cancelamento de cartão e prejuízo em euro.
Seguro Viagem na Itália
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E aí, curtiu nossas Melhores Dicas para sua primeira vez na Itália? Ficou com alguma dúvida? Deixe nos comentários
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